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sábado, 3 de outubro de 2026

ACUSAÇÃO SÉRIA

Ciro acusa Toffoli de criar ‘massa violenta de propaganda’ para favorecer candidato petista

Na prática, o candidato do PT ao governo do Ceará ganhou direito a inserções extras de propaganda entre a sexta-feira (2) e este sábado (3). Foto: Agência Brasil/STF/Redes sociais.

Tucano diz que o ministro atende 'caprichos dos ditadores corruptos do


A decisão do ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a veiculação de inserções extras da campanha de Elmano de Freitas (PT) no rádio e na televisão nesta sexta-feira (2) e sábado (3), provocou reação do candidato ao governo do Ceará Ciro Gomes (PSDB). A medida ocorre às vésperas do primeiro turno, marcado para este domingo (4), após o encerramento oficial do horário eleitoral gratuito.

Em coletiva de imprensa, Ciro classificou a situação como inédita e criticou a determinação de Toffoli.

“Você tem hoje um jogo de baralho completamente esquisito, porque, de forma absolutamente inacreditável, tenho 40 anos de estrada, nunca ouvi falar em coisa parecida”, afirmou.

Pela decisão, Elmano terá direito à compensação de 30 segundos adicionais a cada veiculação que deveria ter recebido entre 24 de setembro e 1º de outubro. Segundo Toffoli, o tempo não foi cumprido pelas emissoras e, por isso, deverá ser compensado nas 48 horas anteriores à votação. As emissoras que descumprirem a determinação estão sujeitas a multa de R$ 100 mil.

Ciro questionou justamente a veiculação da propaganda no período que antecede a votação. “O ministro Toffoli deu um horário eleitoral extra para o Elmano falar sozinho na televisão hoje e sábado”, disse.

O candidato também citou a legislação eleitoral para contestar a decisão.

“A lei brasileira, e é muito clara, ela diz que a campanha acaba na antevéspera e dá ao eleitor 48 horas de silêncio, em que ele vai orar, vai pedir a Deus luz, vai conversar com os amigos, vai conversar com a família, sem a zubinação da campanha na televisão e no rádio, que estão dentro da casa das pessoas.”

Na avaliação de Ciro, a decisão ainda cria uma situação excepcional para as emissoras de rádio e televisão, que passaram a ser obrigadas a transmitir as inserções mesmo após o encerramento regular do horário eleitoral.

“Pois bem, o ministro Toffoli, atendendo aos caprichos dos ditadores corruptos do Ceará, deu uma decisão sem pé nem cabeça, dando ao Elmano o direito de fazer uma massa violenta de propaganda, quebrando inclusive a grade das televisões, impondo multas de 100 mil reais a empresas privadas”, declarou.

Veja o vídeo abaixo:

Mael Belfort

ELEIÇÕES 2026

Veja o que funciona e o que muda no Recife neste domingo (4) de eleições

Eleições 2026: veja o que funciona e o que muda no Recife neste domingo (4) (Divulgação/Edson Holanda - PCR Imagem)

Serviços de saúde e assistência terão plantões, enquanto parques, comércio, mercado e espaços de lazer terão horários alterados por causa da votação neste domingo (4)


A votação do primeiro turno das Eleições 2026, neste domingo (4), altera o funcionamento dos serviços públicos, espaços de lazer e comércio no Recife e cidades da Região Metropolitana. A rede de saúde e os serviços considerados essenciais terão plantões, enquanto alguns equipamentos estarão fechados.

As policlínicas Agamenon Magalhães, Amaury Coutinho, Professor Barros Lima e Professor Arnaldo Marques, além da Maternidade Bandeira Filho e do Hospital Pediátrico Helena Moura, terão atendimento de urgência, emergência e internação 24 horas. Na rede conveniada, também haverá atendimento no Hospital Maria Lucinda e Fundação Altino Ventura.

O Hospital da Mulher do Recife, no bairro do Curado, funcionará 24 horas para partos de risco habitual e alto risco, além de emergências ginecológicas e obstétricas. O Centro de Atenção à Pessoa Vítima de Violência Sonny Santos também terá atendimento contínuo.

O Centro de Vigilância Ambiental e Controle de Zoonoses (CVA) manterá plantão das 8h às 17h para emergências envolvendo animais que representem risco à saúde pública. Os centros de vacinação também funcionarão no fim de semana, com multivacinação e aplicação da vacina contra a influenza. No sábado (3), o atendimento será das 9h às 19h nos shoppings Boa Vista, Riomar e Recife. No domingo (4), o Boa Vista funcionará das 11h às 19h, enquanto RioMar e Recife terão atendimento a partir do meio-dia até às 19h.

O Centro de Referência Clarice Lispector, em Santo Amaro, terá atendimento 24 horas. Os serviços Especializados Regionalizados (SER) Clarice Lispector, em Areias e Casa Amarela, terão plantão das 7h às 19h. A rede também pode ser acionada pelo Whatsapp 24 horas, no (81) 99488-6138, ou pelo liga mulher, no 0800 281.0107.

O Hospital Veterinário do Recife manterá atendimento 24 horas para urgências e emergências. Os serviços ambulatoriais não funcionarão no fim de semana.

Parques e equipamentos de lazer

As ciclofaixas de turismo e lazer não serão montadas, por solicitação do Tribunal Regional Eleitoral. O Parque 60+, nas Graças, ficará aberto no sábado e no domingo, das 5h30 às 20h. A maior parte dos parques e praças do Recife funcionará normalmente. As exceções são o Parque das Esculturas e o Jardim Botânico, que ficarão fechados no domingo (4) e na segunda-feira (5), com reabertura na terça (6).

O passeio Olha! Recife também será suspenso no fim de semana. O Corredor Recife de Esporte e Lazer funcionará normalmente no sábado.

Os equipamentos culturais administrados pela Secretaria de Cultura do Recife também não funcionarão no domingo, incluindo o Paço do Frevo e o Mamam (Museu de Arte Moderna Aloisio Magalhães). No Parque Dona Lindu, a Galeria Janete Costa estará fechada no dia das eleições. A Oficina Francisco Brennand e o Instituto Ricardo Brennand também estarão fechados no domingo e reabrem na terça.

No domingo, todas as unidades do Compaz estarão fechadas. As unidades do Compaz funcionarão normalmente no sábado, com exceção do Compaz Governador Eduardo Campos, no Alto Santa Terezinha, cedido ao TRE-PE para a eleição.

O Cinema do Museu do Homem do Nordeste funcionará normalmente, assim como os cinemas dos shoppings. O Cinema São Luiz estará fechado no domingo.

Equipamentos culturais do governo de Pernambuco estarão fechados, como a Torre Malakoff (Bairro do Recife) e o Museu do Estado (Graças).

Comércio funciona de forma facultativa


No Recife, o comércio de rua terá abertura facultativa no domingo. Cada estabelecimento poderá definir se abre e qual será o horário. Os mercados públicos e feiras administrados pela Conviva funcionarão no sábado das 8h às 18h. No domingo, o funcionamento será das 6h às 13h, com horário diferenciado nas praças de alimentação.

Os shopping centers terão funcionamento normal. No Recife, o Shopping Recife, RioMar e Tacaruna funcionarão das 12h às 21h. O Shopping Boa Vista abrirá das 11h às 19h; o Plaza, das 12h às 21h; o Shopping Afogados, das 9h às 15h; e o Shopping ETC, das 12h às 18h.

Na Região Metropolitana, o Patteo Olinda funcionará das 12h às 21h; o Paulista North Way, das 12h às 21h; o Camará Shopping, das 12h às 21h; o Shopping Guararapes, das 12h às 21h; o Shopping Costa Dourada, das 9h às 22h; o Shopping Igarassu, das 12h às 20h; e o Recife Outlet, das 12h às 20h.

Os supermercados também deverão funcionar normalmente. O Novo Atacarejo, por exemplo, terá lojas abertas das 7h às 18h.

Empresas devem garantir direito ao voto

Segundo a CDL Recife e o Sindilojas Recife, os estabelecimentos que funcionarem no domingo devem organizar os horários para permitir que os funcionários deixem o trabalho para votar.

A entidade também orienta empresas a evitar propaganda política e qualquer forma de pressão sobre trabalhadores durante o período eleitoral.

Cadu Silva

APRESENTAÇÃO VETADA

Justiça veta apresentação de orquestra em ato pró-Lula em Olinda

A Justiça Eleitoral determinou que a Orquestra Maestro Oséas Leão não participe com apresentação musical do cortejo "Bora Lula!" (PAULO PAIVA / DP FOTO)

O ato, contudo, pode ocorrer até as 22h normalmente como caminhada, passeata ou cortejo em movimento, sem comício, som fixo ou apresentação artística destinada a animar a mobilização eleitoral, de acordo com a lei


Uma decisão da Justiça Eleitoral proferida nesta sexta-feira (2) impediu a apresentação da Orquestra Maestro Oséas Leão no cortejo "Bora Lula!", organizado pelos blocos Eu Acho É Pouco, Minhocão de Olinda e Bloco Sem Terra, marcado para este sábado (3), no Sítio Histórico de Olinda. O ato, contudo, poderá ocorrer até as 22h no formato de caminhada ou passeata itinerante, sem comício, som fixo ou apresentação artística destinada a animar a mobilização eleitoral.

A determinação foi assinada pelo juiz Carlos Neves da Franca Neto Júnior, da 100ª Zona Eleitoral de Olinda, após representação por irregularidade em propaganda eleitoral apresentada pelo candidato a deputado estadual Alessandro Barbosa Sarmento (PL).

A legislação eleitoral permite, até as 22h do dia anterior à votação, a realização de caminhadas, passeatas, carreatas e cortejos em movimento, acompanhados ou não por carro de som ou minitrio. O que a lei veda expressamente é transformar o ato em comício ou showmício: na véspera da eleição, é proibida a montagem de palanques, caixas de som fixas e a apresentação, remunerada ou não, de artistas com a finalidade de atrair público ou animar reuniões eleitorais.

O que não é permitido pela Legislação Eleitoral é transformar o cortejo em comício. Na véspera da eleição, estão vedados palanques, caixas de som fixas, estruturas de reunião em logradouro público e apresentações artísticas destinadas a atrair público ou animar a mobilização eleitoral.

A Lei das Eleições proíbe showmícios e eventos semelhantes para promoção de candidatos, bem como a apresentação, remunerada ou não, de artistas com a finalidade de animar comício ou reunião eleitoral, regra que baseou a decisão.

Na representação, Sarmento alegou que o evento tinha finalidade político-eleitoral e que a participação da Orquestra Maestro Oséas Leão poderia configurar showmício ou evento assemelhado.

O juiz não expediu uma ordem judicial prévia de proibição geral da participação dos músicos no cortejo. Ele determinou, porém, que os envolvidos fossem formalmente cientificados de que apresentação artística ou musical ao vivo, com função de mobilização eleitoral ou de atração de público, não é permitida.

A decisão estabelece que, caso a apresentação ocorra, fiscais da Justiça Eleitoral poderão intervir para cessar a irregularidade. A ocorrência deverá ser registrada e encaminhada ao Ministério Público Eleitoral para as providências cabíveis.

O evento estava previsto para começar às 15h15, com saída às 17h15, no Largo do Amparo. A programação divulgada pelos organizadores previa a participação da Orquestra Maestro Oséas Leão.

Nas redes sociais, o Eu Acho É Pouco informou que o encontro está mantido no Largo do Amparo, mas que o maestro e os músicos não poderão participar. A publicação também anuncia a presença do dragão do Eu Acho É Pouco e dos blocos Minhocão de Olinda e Sem Terra.

A decisão da Justiça Eleitoral trata especificamente da participação da orquestra no cortejo e do formato do ato de campanha. As regras para o domingo (4), dia da votação, são diferentes e passam a valer para atividades de campanha e manifestações coletivas de caráter eleitoral.

Nilton Vilanova

ELEIÇÕES 2026

Quaest: Raquel Lyra tem 47% e João Campos, 44% no segundo turno

Raquel Lyra e João Campos (Karol Rodrigues/DP Foto)

O levantamento divulgado pela Quaest neste sábado (3) é uma das últimas pesquisas antes do primeiro turno das Eleições Gerais, que acontece neste domingo (4)


A última pesquisa Quaest para o Governo de Pernambuco foi divulgada neste sábado (3). A nova rodada do levantamento mostra a governadora Raquel Lyra (PSD) com 47% das intenções de votos válidos na disputa pelo Palácio do Campo das Princesas, enquanto o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) aparece com 44% em um cenário de segundo turno.

Além disso, os indecisos contabilizaram 2%, enquanto brancos, nulos e pessoas que não devem votar chegam a 7%.

Dados da pesquisa Quaest anterior

Divulgada na última terça-feira (29), a pesquisa Quaest anterior apontou a governadora Raquel Lyra (PSD) empatada com João Campos (PSB) nas intenções de voto, ambos com 42% do total no primeiro turno. O candidato Ivan Moraes (PSOL) somou 1% do total. Os demais candidatos não pontuaram.

Além disso, os indecisos contabilizaram 10%, enquanto brancos, nulos e pessoas que não devem votar chegam a 5%.

Para um eventual segundo turno da disputa, o cenário também permaneceu empatado, com Raquel e João com 44% cada.

Raianne Romão

ELEIÇÕES 2026

Quaest: Raquel Lyra tem 52% e João Campos, 47% no primeiro turno

Candidatos Raquel Lyra (PSD) e João Campos (PSB) (Fotos: Rafael Vieira/DP Foto)

O levantamento divulgado pela Quaest neste sábado (3) é uma das últimas pesquisas antes do primeiro turno das Eleições Gerais, que acontece neste domingo (4)


A última pesquisa Quaest para o Governo de Pernambuco foi divulgada neste sábado (3). A nova rodada do levantamento mostra a governadora Raquel Lyra (PSD) com 52% das intenções de votos válidos na disputa pelo Palácio do Campo das Princesas, enquanto o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) aparece com 47%. Ivan Moraes (PSOL) pontuou com 1%. Os demais candidatos não pontuaram.

Pelas regras eleitorais, para vencer a eleição no primeiro turno o candidato precisa obter a maioria absoluta dos votos válidos, ou seja, 50% mais um dos votos, desconsiderando os brancos e os nulos. Com o resultado atual dos votos válidos, de acordo com o cenário apresentado na pesquisa, a governadora atingiria a margem necessária para encerrar a disputa já na primeira etapa.

Com este resultado, Raquel abriu vantagem sobre João, revertendo o cenário de empate técnico anterior, quando ambos registravam 42% das intenções de voto.

Confira votos válidos

Raquel Lyra (PSD): 52%
João Campos (PSB): 47%
Ivan Moraes (PSOL): 1%
Guilherme Fonseca (PSTU): 0%
Professora Camila (UP): 0%
Renan Hallais (Missão): 0%
Victor Assis (PCO): 0%

Dados da pesquisa Quaest anterior

Divulgada na última terça-feira (29), a pesquisa Quaest anterior apontou a governadora Raquel Lyra (PSD) empatada com João Campos (PSB) nas intenções de voto, ambos com 42% do total no primeiro turno. O candidato Ivan Moraes (PSOL) somou 1% do total. Os demais candidatos não pontuaram.

Além disso, os indecisos contabilizaram 10%, enquanto brancos, nulos e pessoas que não devem votar chegam a 5%.

Para um eventual segundo turno da disputa, o cenário também permaneceu empatado, com Raquel e João com 44% cada.

Raianne Romão

PROTESTO DAS BETS NO MORUMBI

Setor das bets realiza protesto em jogo do Campeonato Brasileiro

Setor das bets faz protesto no Morumbi Foto: reprodução/Sportv

ANJL e IBJR projetaram frases contra MP assinada pelo governo



Organizações ligadas ao setor de apostas esportivas realizaram um protesto durante o duelo entre São Paulo e Santos, na noite desta sexta-feira (2), no estádio do Morumbi, na capital paulista. Empresas do setor cederam espaço publicitário para mensagens contrárias à medida do governo que proibiu as bets.

A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) projetaram frases como “proibir não é proteger” e “a proibição não acaba com as apostas” durante toda a partida.

O confronto foi o primeiro da elite nacional que acontece depois da assinatura da Medida Provisória assinada por Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que proíbe a atuação de casas de apostas esportivas em território brasileiro.

Plínio Lemos Jorge, presidente da ANJL, reforçou em nota os efeitos econômicos para empresas e entidades ligadas ao setor.

— Para a ANJL e o IBJR, a manutenção de um ambiente regulado, com regras claras e segurança jurídica, é fundamental para que clubes, empresas e demais agentes da cadeia esportiva possam planejar seus investimentos de longo prazo — disse.

A campanha também acontecerá no duelo entre Atlético-MG e Bragantino, pela mesma competição. Os dois jogos foram adiados de rodadas anteriores do Brasileirão. O calendário regular será retomado na próxima semana, após o fim da data FIFA, quando ocorrem os jogos da Seleção Brasileira.

PRAZO PARA RETIRADA DE PROPAGANDAS DE BETS

O prazo para a retirada de sinais de patrocínios e publicidades do setor se encerra na próxima segunda (5) às 23h59 (de Brasília). O próprio Brasileirão, que possui acordo de naming rights com a Betano, segue mostrando o patrocinador em placas de publicidade antes e durante o clássico.

Já o Santos suspendeu o contrato com a Novibet e retirou a empresa do seu uniforme. O São Paulo, por sua vez, continua com o patrocínio máster da Superbet, que, além do uniforme, também pôde ser vista em placas publicitárias e em telões de LED no estádio.

ANJL DIZ QUE PÚBLICO MIGROU PARA A CLANDESTINIDADE

A associação que representa as bets no País rebateu a declaração dada nesta sexta-feira (2) pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, de que a movimentação das bets caiu de R$ 600 milhões por dia para zero uma semana após a proibição.

Segundo a ANJL, houve um “aumento significativo” dos sites ilegais de apostas.

— Portanto, não há como se falar que a movimentação de bets caiu para zero. A movimentação apenas migrou para o mercado clandestino — sustentou a entidade.

A organização disse ainda que dados do Sistema de Pagamentos Instantâneos (SPI) do Banco Central (BC) mostram redução do número de transações por Pix antes da proibição das bets. Segundo a análise, a redução não começou após o anúncio, em 25 de setembro, da Medida Provisória (MP) que proibiu o mercado regulado de apostas de quota fixa.

— A série histórica indica que o movimento de queda já estava em curso nos dias anteriores. Entre 22 e 24 de setembro, portanto, antes da restrição ao setor de bets, a quantidade de transações via Pix já se encontrava aproximadamente entre 7% e 12% abaixo da referência. Em valores movimentados, a redução era ainda maior, variando entre 14% e 27% — afirmou a associação.

O presidente da ANJL destacou que a diferença em relação à queda de 10% divulgada pode estar relacionada à metodologia utilizada na comparação.

— Esse percentual toma como referência a média das quatro semanas imediatamente anteriores à proibição, sem neutralizar completamente as diferenças de comportamento do Pix entre as semanas — defendeu ele.

*Com informações AE

ELEIÇÕES 2026

 Ao lado de Nikolas, Flávio reúne multidão em Minas Gerais

Flávio Bolsonaro e Nikolas Ferreira em Montes Claros Foto: Reprodução (melhorada com IA)

Candidatos ao governo e ao Senado também estiveram presentes



Na noite desta sexta-feira (2), o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) participou de um ato de campanha em Montes Claros, no Norte de Minas Gerais. O evento foi organizado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL), que busca a reeleição.

O encontro ocorreu na Avenida Deputado Esteves Rodrigues e reuniu centenas de apoiadores. Durante o ato, Flávio participou de momentos de interação com o público, enquanto Nikolas conduziu a mobilização. A atividade terminou no comitê eleitoral do deputado na cidade.

Também participaram o candidato do PL ao Governo de Minas, Flávio Roscoe, e o candidato ao Senado Domingos Sávio. Na quinta-feira (1º), Nikolas havia realizado outro ato político em Belo Horizonte, com participação de candidatos do PL e de Marco Antônio Costa (Novo).

Em entrevista coletiva, Flávio afirmou que espera conquistar a Presidência ainda no primeiro turno. O candidato também agradeceu a recepção dos apoiadores em Montes Claros e citou mudanças em pesquisas eleitorais. Segundo ele, há possibilidade de vitória na primeira etapa.

– É para encerrar a campanha em Minas Gerais, sendo recebido desta forma maravilhosa, esse mar de gente, junto com os amigos, com aquelas pessoas que vão me ajudar a resgatar o Brasil e Minas Gerais. Conto com cada um de vocês para ganhar no primeiro turno. Já reverti há muito tempo, nossa pesquisa está completamente diferente, com chance real de vitória no primeiro turno e é isso que eu espero que o povo brasileiro faça. O caminho da prosperidade é com Flávio Bolsonaro – afirmou.

Assista:

Pleno.News

EXPLICAÇÕES SOBRE A MP DA PROIBIÇÃO DAS BETS

Fux dá 72 horas para governo Lula explicar proibição de bets no país

Luiz Fux e Lula Fotos: Victor Piemonte/STF e Sergio Lima/AFP

Medida indica que eventual decisão sobre a MP ficará para depois do 1º turno das eleições



O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu 72 horas para a Advocacia-Geral da União (AGU) prestar informações sobre a Medida Provisória (MP) que proíbe todas as apostas online (bets) no País. O despacho foi proferido nesta sexta-feira (2), o que indica que eventual decisão sobre a MP ficará para depois do 1º turno das eleições.

A decisão vem após clubes das Séries A, B, C e D do Campeonato Brasileiro pedirem participação como colaboradores no processo em que entidades ligadas às bets pedem a suspensão do ato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Segundo as agremiações, somente essa decisão poderia preservar as receitas do futebol e oferecer uma alternativa intermediária e uma transição. A petição foi assinada por São Paulo, Vitória, Ponte Preta, Portuguesa e Guarani.

O pedido de informações foi feito em ação da Confederação Nacional do Comércio (CNC) contra a lei de regulamentação das bets. Por já relatar ações sobre o tema, Fux foi definido relator de outros dois processos movidos nesta semana contra a nova MP do governo, que proíbe as apostas online.

Essas últimas ações foram protocoladas na segunda-feira (28) pela Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e pela Associação Nacional pela Segurança Jurídica dos Jogos e Apostas (Anseja).

As entidades pedem urgência na análise da suspensão da MP porque todas as plataformas autorizadas a explorar bets serão desligadas em 5 de outubro, e as autorizações serão extintas no dia 25.

Entre os argumentos usados pelas entidades que representam as bets para pedir a suspensão da MP estão a ausência de estimativa de impacto orçamentário e financeiro da medida e a suposta violação à segurança jurídica e à proteção da confiança legítima. Além disso, alegam que o assunto não poderia ter sido tratado por medida provisória.

— A retenção das outorgas pagas configura verdadeiro sequestro (confisco) de ativo financeiro, matéria vedada ao instrumento de medida provisória — sustenta a ANJL.

*AE

RESPOSTA A UMA DESQUALIFICADA

Nikolas sobre provocação de Janja em BH: “Domingo eu te respondo”

Janja e Nikolas Ferreira Fotos: EFE/André Borges e Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

Primeira-dama repetiu ofensas ao parlamentar na capital mineira



O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) usou as redes sociais para responder às novas ofensas da atual primeira-dama, Rosângela da Silva, a Janja. Ela repetiu novamente ofensas contra o parlamentar, nesta sexta-feira (2), durante ato de campanha em Belo Horizonte, capital de Minas Gerais.

A esposa de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) discursou para apoiadores e cumprimentou de forma genérica o povo mineiro, mas retirou do grupo o congressista.

Um salve pra todo mundo de Minas Gerais, menos para o “Piá de bosta”. Mostra para eles, gente, o que que é “blocão”. Esse é o blocão da vitória — disse ao lado do petista no alto de um caminhão.

Nikolas respondeu em tom bem-humorado e afirmou que dará a resposta nas urnas (veja post no final da matéria).

— gnt do céu, ela tá com hiperfoco kkkkkkkk domingo eu te respondo, canja — escreveu nas redes sociais, acrescentando um emoji de coração com as mãos.

Janja já havia se referido ao deputado da mesma forma na última terça-feira (29), em outro evento de campanha em Salvador (BA). A fala foi em resposta a críticas de Nikolas às falas de Lula sobre toque em meninas.

Ela explicou o termo, que é uma expressão regional no Paraná.

— Eu sou do Paraná, não sei se vocês sabem. E lá no Paraná a gente costuma chamar os meninos de piá. E quando eles fazem alguma coisa errada, a gente chama de piá de bosta. E é isso que aquele piá de Minas é, um piá de bosta! — disse Janja em referência a Nikolas.

O 1º turno das eleições acontece neste domingo. As seções eleitorais estarão abertas das 8h às 17h.

Veja publicação de Nikolas Ferreira:

ESCÂNDALO DO BANCO MASTER

Fachin manda PF investigar ministros do STF enrolados com Vorcaro, sem exceção

Presidente do STF, ministro Edson Fachin. (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil).

Ele apontou que as investigações respeitem a autonomia da PF e do MPF e as competências do STF


O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, enviou ofício nesta sexta-feira (2) ao diretor-geral da Polícia Federal, determinando que eventuais fatos envolvendo ministros da Corte no caso Banco Master sejam apurados sem exceção.

No documento, cujo assunto é “Informações relativas a fatos relacionados ao Banco Master”, Fachin afirma que vêm se tornando públicas informações sobre a possível existência de dados, documentos ou indícios de “eventual envolvimento de integrantes” do Supremo em fatos investigados no caso. Segundo ele, há “inequívoco interesse institucional” de que todo fato relevante seja apurado.

“Apenas chegue a esta Presidência relatório, expediente ou conjunto de informações dessa natureza onde tenham sido apresentados integralmente, sem exceção de pessoa, os fatos correlatos, serão dados os encaminhamentos devidos”, escreveu.

Fachin defendeu que as investigações respeitem a autonomia da Polícia Federal e do Ministério Público e as competências do próprio STF, de modo que “todos os fatos sejam devidamente esclarecidos, sem qualquer exceção de fato ou de pessoa”. Disse ter a convicção de que a Polícia Judiciária e o Ministério Público, “como instituições permanentes de Estado, e não de governo”, atuarão com independência, responsabilidade e rigor.

Para o presidente da Corte, a atuação coordenada entre Polícia Federal, Ministério Público e Poder Judiciário é essencial para que nenhum fato relevante deixe de ser apurado e para que nenhuma instituição ultrapasse os limites de suas atribuições constitucionais. A observância das regras processuais, segundo ele, é garantia tanto dos investigados quanto da legitimidade das apurações.

No ofício, Fachin também reitera uma audiência com Andrei Rodrigues já acertada entre os gabinetes. O encontro estava previsto para o dia 13, mas deve ser antecipado. O ministro já se reuniu com o diretor-geral da PF em 17 de agosto, no STF, e em 31 de agosto, no Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

O envio do ofício ocorre no contexto das informações sobre mensagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, ao ministro Alexandre de Moraes.

A JOGADA DE GILMAR MENDES

Gilmar Mendes usou processo antigo no STF para forçar Renan Santos no debate da Globo

O decano do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes | Foto: Victor Piemonte / STF

Objetivo de provocar confronto com Flavio Bolsonaro acabaria frustrado


A tentativa do ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), de impor a participação de Renan Santos (Missão) no debate da TV Globo seguiu um caminho processual incomum, embora já usado nas últimas semanas da campanha.

O pedido não partiu da campanha de Santos nem do Missão. Foi protocolado pelo Solidariedade, partido que apoia Lula (PT) e que argumentou agir “em defesa do pluralismo político e do direito do eleitor à informação” e sustentou que seria injusto barrar Santos — que, segundo pesquisas citadas, chegaria a 6% — enquanto Romeu Zema (Novo) teria a presença assegurada mesmo com intenção de voto menor.

A alegação era falsa porque o critério básico para participação era que o partido do candidato tivesse representação mínima de cinco parlamentares no Congresso Nacional, mas isso pouco importava: a jogada da interferência no debate pretendia viabilizar a presença do candidato do Missão, que prometia atacar o principal candidato oposicionista, Flavio Bolsonaro (PL). A manobra foi frustrada, primeiro, pela desistência de Flávio e depois pela decisão da Globo de cancelar o debate.

Gilmar, claro, acatou o pedido do Solidariedade e anulou decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, que já havia negado inclusão semelhante. A medida também contrariou entendimento da ministra Cármen Lúcia, do STF, que rejeitou a entrada de Santos no debate.

O pedido foi inserido em ação que tramitava desde maio sob relatoria de Gilmar e tratava de outro assunto: denúncia de propaganda eleitoral antecipada. A ação havia sido proposta pelo deputado federal Zeca Dirceu (PT-PR) para reverter condenação da Justiça Eleitoral do Paraná, que o obrigara a retirar uma publicação nas redes e aplicara multa de R$ 15 mil.

Depois, outros políticos usaram o mesmo processo para questionar decisões locais, entre eles os ex-ministros Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) e Renan Calheiros Filho (Transportes), candidatos em seus estados. A última decisão no caso, na terça-feira, 29, assegurou a Renan Calheiros Filho a veiculação de propaganda sobre aportes do Instituto de Previdência de Maceió em letras financeiras do Banco Master. O processo estava parado até o Solidariedade protocolar, na quinta-feira, 1º, a petição sobre Renan Santos.

A tática se repetiu nesta campanha. Em 18 de setembro, o próprio Gilmar reconheceu como legal o reajuste do Bolsa Família pelo governo Lula às vésperas da eleição, em questionamento que estava no TSE. O ministro Flávio Dino reverteu decisão de André Mendonça que derrubava publicações associando o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a projeto, já arquivado, para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil; Luiz Fux depois anulou a decisão de Dino. O plenário do STF, nesta semana, manteve o entendimento de Mendonça e a retirada desses conteúdos.

INTERFERÊNCIA ESTRANGEIRA CONTRA FLÁVIO BOLSONARO

Empresa fantasma que trabalhou para Maduro gastou até R$2 milhões em anúncios contra Flávio Bolsonaro

O ex-ditador Ncolás Maduro, hoje preso, abraçando seu amigo Lula.

PT usou o aso para denunciar "138 anúncios negativos" contra Lula, mas Flávio foi alvo de mais de 600


Uma rede de sites fabricados em série e páginas patrocinadas concentrou ataques a Flávio Bolsonaro (PL) em anúncios pagos, segundo apuração da plataforma A Investigação. A empresa que figura como pagadora de parte das peças, a Corporativo Lam, LLC, já havia usado a mesma conta verificada no Google para divulgar campanhas de órgãos do governo de Nicolás Maduro na Venezuela.

O PT levou a operação ao gabinete do ministro Flávio Dino, no STF, como possível caso de “interferência estrangeira” nas eleições. A petição citou 138 anúncios negativos a Lula, número tirado de levantamento da Agência Lupa. O mesmo material, porém, já apontava cerca de 600 peças contra Flávio. Na amostra examinada pela reportagem — 1.428 anúncios de 70 páginas —, 514 foram classificados como ataques diretos ao senador e ele aparece como personagem central em 627.

A Corporativo Lam está registrada em Delaware, estado americano conhecido pelo anonimato dos proprietários. O cadastro indica a formação da empresa e o agente registrado, mas não identifica quem a controla nem quem a contratou para atuar no Brasil. Há indícios que apontam para a República Dominicana; o mandante e a origem do dinheiro seguem sem identificação.

A rede reuniu 76 páginas no Facebook e 40 endereços com aparência de portais brasileiros. Trinta e sete desses domínios foram registrados em 6 de setembro, em sequência de cerca de 50 minutos. Os sites compartilham token de verificação do Google e estrutura de navegação idêntica, embora exibam nomes, marcas e cidades diferentes. Até o fim de setembro acumulavam cerca de 130 mil artigos, muitos reescritos automaticamente a partir das mesmas pautas. Uma mesma matéria política chegou a aparecer em 20 portais no mesmo segundo.

Os anúncios começaram em julho, antes da maior parte dos sites existir. Naquela fase favoreciam Renan Santos (Missão) e atacavam Flávio; a partir de setembro passaram a impulsionar Augusto Cury (Avante), sem tirar o senador do centro dos ataques. Em 23 peças de 20 páginas, a operação reimpulsionou vídeos produzidos pela coligação Lula–Alckmin — com nome e CNPJ da campanha visíveis —, entre eles um que chama Flávio de “o pior dos Bolsonaros” e outros que o associam a Daniel Vorcaro e Rodrigo Bacellar sob a palavra “PRESO”.

Nas faixas informadas pela Meta, o gasto desses 1.428 anúncios fica entre US$ 210 mil e menos de US$ 385 mil (cerca de R$ 1,1 milhão a R$ 2 milhões). O investimento no Google não entra nessa conta. A plataforma removeu parte das peças por descumprimento das regras de publicidade política, sem identificar o contratante.

O histórico venezuelano da Corporativo Lam — 37 anúncios entre abril e maio, inclusive de órgãos do governo Maduro — e o reimpulsionamento dos vídeos da coligação não comprovam que Maduro, Lula ou o PT tenham financiado a ofensiva. Os registros mostram Flávio como principal alvo da rede levada ao STF. Quem encomendou a campanha permanece desconhecido.