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segunda-feira, 30 de março de 2026

É O POVO REPROVANDO O PT

Tarcísio supera Haddad com 10,3 pontos de vantagem em 2º turno

Governador Tarcísio Gomes de Freitas e o ex-ministro Fernando Haddad duelam pelo governo de SP (Fotos: João Valério/Governo de SP e Ricardo Stuckert/PR)


Governador que busca reeleição tem 49,1% contra 42,6% em cenário de 1º turno

 

O governador de São Paulo, Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos), registra 10,3 pontos percentuais de vantagem sobre o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT), no cenário de 2º turno da pesquisa AtlasIntel/Estadão, divulgada nesta segunda-feira (30). O pré-candidato à reeleição pontuou 53,5% das intenções de votos, enquanto Haddad recebeu 43,2% da preferência do eleitor paulista.

No cenário 1 estimulado de 1º turno, Tarcísio recebeu 49,1% das indicações de votos, seguido pelos 42,6% de Haddad, que tem o apoio do presidente Lula (PT). Em terceiro vem o deputado federal Kim Kataguiri (Missão), com 5%, e o quarto colocado é Paulo Serra (PSDB), com 1,2%.

Nas simulações de 1º e de 2º turno, a pesquisa AtlasIntel/Estadão ainda registrou duelos do governador contra o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), a ministra do Planejamento, Simone Tebet (PSB), além de Márcio França (PSB), ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte. Diante destes adversários, a vantagem de Tarcísio é menor contra Alckmin (8,6 pontos) e Tebet (8,5), e se amplia contra França (18,3).

A pesquisa AtlasIntel/Estadão foi feita com 2.254 eleitores de São Paulo, entre os dias 24 e 27 de março, pelo método de recrutamento digital aleatório. A margem de erro e de 2,2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado na Justiça Eleitoral sob protocolos SP-00899/2026 e BR-01079/2026.

Veja os números:

 Davi Soares

O POVO ACORDOU E REPROVA LULA

Lula é reprovado por 52% dos eleitores brasileiros

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) - (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)


Outros 44,6% aprovam o trabalho do petista; apenas 3,4% dos entrevistados não sabem ou não responderam


O instituto Paraná Pesquisas divulgou nesta segunda-feira (30) um levantamento onde mostra que 52,0% dos eleitores brasileiros reprovam o presidente Lula (PT). Outros 44,6% aprovam o trabalho do petista.

Apenas 3,4% dos entrevistados não sabem ou não responderam.

A reprovação de Lula

  • Reprovam: 52,0%
  • Aprovam: 44,6%
  • Não sabem/não responderam: 3,4%

Em outro questionamento, a avaliação da administração de Lula (PT) foi consultada. 45,2% consideram a gestão ruim ou péssima; outros 31,7% consideram ótima ou boa.

Avaliação do governo Lula

  • Péssima: 37,0%
  • Ruim: 8,2%
  • Regular: 21,6%
  • Ótima: 14,8%
  • Boa: 16,9%

A Paraná Pesquisas entrevistou 2.080 eleitores, entre os dias 25 e 28 de março, por meio de entrevista presencial. A margem de erro do levantamento é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

A pesquisa foi realizada com recursos do próprio instituto e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-00873/2026.

Luan Carlos

ELEIÇÕES 2026

Paraná Pesquisas: Flávio (45,2%) ultrapassa Lula (44,1%) em 2º turno

Lula (PT) e o senador Flavio Bolsonaro (PL-RJ).

Senador aparece em vantagem numérica contra presidente da República


O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ)  aparece em vantagem numérica contra  o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual cenário de segundo turno para a eleição presidencial de 2026. Segundo levantamento do instituto Paraná Pesquisas, divulgado nesta segunda-feira (30), o parlamentar registra 45,2% das intenções de voto, enquanto o atual mandatário soma 44,1%.

A diferença de 1,1 ponto percentual entre os dois candidatos está dentro da margem de erro da pesquisa, que é de 2,2 pontos para mais ou para menos. No levantamento, os eleitores que declararam voto em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos representam 6,4% do total. Outros 4,3% não souberam responder ou não opinaram.

O estudo também avaliou cenários de primeiro turno. Em uma das simulações, Lula lidera numericamente com 41,3%, seguido por Flávio Bolsonaro, que aparece com 37,8%. Em um cenário alternativo, que inclui outros nomes como o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União), o atual presidente mantém a dianteira numérica.

Além das intenções de voto, o instituto consultou a opinião dos eleitores sobre a possibilidade de reeleição. De acordo com os dados, 53,3% dos entrevistados acreditam que o presidente Lula não merece ser reeleito, enquanto 42,9% defendem um novo mandato para o petista. A aprovação da gestão federal também foi medida: 45,6% aprovam o governo, enquanto 50,7% desaprovam.

A pesquisa ouviu 2.080 eleitores em 162 municípios de todos os estados e do Distrito Federal, entre os dias 25 e 28 de março de 2026. O levantamento possui um nível de confiança de 95% e foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-07974/2026.

Rodrigo Vilela

FLÁVIO BOLSONARO FALANDO A VERDADE

Flávio afirma que governo Lula atuou para proteger facções criminosas

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) | Foto: Lula Marques / Agência Brasil


Senador discursou na CPAC 2026, nos Estados Unidos


Em discurso na CPAC 2026, nos Estados Unidos, o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro afirmou que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva atuou para impedir que as duas maiores facções criminosas do Brasil fossem classificadas como organizações terroristas pelo governo americano. Embora não tenha citado nominalmente o PCC e o Comando Vermelho, a fala faz referência direta à análise que os EUA realizam sobre esses grupos.

Flávio alegou que a gestão atual utilizou “lobby pesado” junto a conselheiros americanos para evitar tal designação. Segundo ele, essa postura configuraria uma forma de proteção a organizações que oprimem o povo brasileiro, lavam dinheiro e exportam armas e drogas para o mundo.

Além das críticas à segurança pública e à política externa, o senador aproveitou o fórum conservador para atacar a condução econômica do país, afirmando que o Brasil vive uma nova crise sob o comando de Lula. O parlamentar também defendeu que não haja interferência estrangeira no processo eleitoral de 2026.

Rodrigo Vilela

COMISSÁRIO DE POLÍCIA ASSASSINADO

Policial civil é morto a tiros durante assalto em Olinda, e Sinpol repudia: "Indignação e revolta"

Policial civil é morto a tiros durante assalto em Olinda - Foto: Câmeras de segurança/Reprodução

Vítima foi identificada como Fábio Fernando Souza da Câmara, tinha 52 anos e era comissário da Polícia Civil de Pernambuco




Um policial civil de Pernambuco foi morto a tiros na madrugada de sábado (28), no bairro de Cidade Tabajara, em Olinda, Região Metropolitana do Recife (RMR). O caso é investigado como latrocínio - roubo seguido de morte - pelo Departamento de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Depatri).

O crime foi gravado por uma câmera de segurança. Nas imagens, é possível ver o policial e outra pessoa em uma moto, que estaciona na rua às 3h17. Em seguida, chegam dois homens em outra motocicleta, e param o veículo em frente à vítima.

Nesse momento, o suspeito que estava na garupa desce da moto atirando contra o policial. A vítima e a outra pessoa que estava com o policial caem no chão com o veículo. Um deles ainda consegue se levantar e corre para chamar socorro.

Depois do crime, a dupla de assaltantes foge do local. Até o momento, ninguém foi preso. As investigações seguem "até o total esclarecimento do ocorrido", afirmou a corporação.

A vítima foi identificada como Fábio Fernando Souza da Câmara, e foi encontrada já sem vida pela polícia. O homem tinha 52 anos e era comissário da Polícia Civil de Pernambuco. Ele atuava na corporação desde 2003, de acordo com dados do Portal da Transparência.

Em publicação nas redes sociais, a polícia lamentou a morte. "A PCPE expressa solidariedade aos familiares e amigos nesse momento de dor", afirmou.

Sindicato repudia

Também por meio de nota, o Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol-PE) publicou uma nota para "manifestar profunda indignação e revolta diante do assassinato de mais um policial no Estado".

"Trata-se de um fato gravíssimo que ultrapassa a dor da perda de um colega de profissão ou servidor público. É a demonstração concreta de que a política de segurança pública em Pernambuco falhou em garantir a preservação da vida daqueles que dedicam suas carreiras justamente à proteção da sociedade", diz trecho da nota.

"O Sindicato se solidariza com familiares, amigos e colegas de trabalho, reafirmando que não haverá silêncio diante de mais essa tragédia", completa.

Confira, abaixo, a nota na íntegra:

Por Portal Folha de Pernambuco

PRAIAS DE PERNAMBUCO

Diminui o número de praias com trechos impróprios para o banho em Pernambuco, diz CPRH

O mapeamento analisou praias das cidades do Recife, Jaboatão do Guararapes, Olinda, Paulista, Cabo de Santo Agostinho, Itamaracá, Igarassu, Ipojuca, Tamandaré e São José da Coroa Grande (Foto: Ministério do Turismo)

Melhora no quadro geral não atinge Olinda, único município de Pernambuco com todas as suas quatro praias classificadas pela CPRH como impróprias


O boletim atualizado de balneabilidade das praias em Pernambuco trouxe uma pequena melhora no número de localidades no litoral do estado indicado para o banho recreativo.

Das 27 praias analisadas pela equipe da Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH), 17 delas foram classificadas como próprias, uma a mais do que no boletim anterior, e 10, impróprias.

Apesar da melhora no quadro geral, Olinda segue como único município do estado que teve todas (quatro) as praias vetadas para o banho.

Confira a classificação das 27 praias avaliadas pela CPRH:

IMPRÓPRIA

Praia de Jaguaribe, em frente à Rua Santina de Barros. Itamaracá

Praia do Janga, em frente à Rua Cláudio S. Bastos Nº 190 (Cond. Roberto Barbosa). Paulista

Praia de Rio Doce, em frente à Rua Paulo N. Queiroz, próximo à foz do Rio Doce. Olinda

Praia de Bairro Novo, em frente à Av. Ministro Marcos Freire Nº 2039 (Quartel da PE) Olinda

Praia do Carmo, em frente à Praça João Pessoa, por trás dos CORREIOS. Olinda

Praia dos Milagres, em frente à Praça dos Milagres. Olinda

Praia do Pina, em frente à Rua Com. Morais com Eng. Antônio de Góes (Cassino Americano). Recife

Praia de Candeias, em frente à Av. Bernardo V. de Melo Nº 6476 – Restaurante Candelária. Jaboatão dos Guararapes

Praia de Barra de Jangadas, em frente ao Nº 10800 (antiga Marina dos Mares). Jaboatão dos Guararapes

Praia de Gaibú, em frente à Avenida Laura Cavalcanti (Centro de Turismo). Cabo de Sto Agostinho

PRÓPRIA

Praia de Pilar, em frente à Igreja do Pilar. Itamaracá

Praia do Forte, em frente ao Forte Orange. Itamaracá

Praia do Capitão (Mangue Seco), acesso pela PE-014 Igarassu

Praia de Maria Farinha, em frente ao Cabanga Iate Clube. Paulista

Praia do Janga, em frente à Rua Betânia. Paulista

Praia de Boa Viagem, em frente à Avenida Boa Viagem Nº 2840 – Posto 8 (Padaria Boa Viagem). Recife

Praia de Boa Viagem, em frente à Avenida Boa Viagem Nº 6958 – Posto 15. Recife

Praia de Piedade, em frente à Avenida Beira Mar Nº 606 (Hospital da Aeronáutica) Jaboatão dos Guararapes

Praia de Candeias, em frente à Av. Bernardo V. de Melo Nº 5422 (Conj. Residencial Candeias II). Jaboatão dos Guararapes

Praia de Suape, praia de Suape, 6. Cabo de Sto Agostinho

Praia de Enseada dos Corais, em frente ao Canal do Boto Cabo de Sto Agostinho

Praia de Porto de Galinhas, em frente à R. Esperança, Escola Manuel L. C. Uchoa. Ipojuca

Praia de Ponta de Serrambi, no Pontal – Quadra 01-01, Lote 01-01. Ipojuca

Praia dos Carneiros, em frente ao Condomínio Pontal dos Carneiros. Tamandaré

Praia de Tamandaré, em frente ao Hotel Marinas de Tamandaré. Tamandaré

Praia de Tamandaré, em frente à Rua Nilo Gouveia Filho, em frente à estátua. Tamandaré

Praia de São José da C. Grande, em frente a R. da Matriz esquina c/ R. João Francisco Melo. São José da C. Grande

Saiba como é feita a classificação de balneabilidade:

A amostragem é feita semanalmente, em local com 1 metro de profundidade, o mais utilizado para recreação.

Conforme a CPRH, a classificação das praias é baseada no que estabelece a Resolução Comana n.º 274/00, que define padrões de qualidade da água destinada à balneabilidade.

O critério de enquadramento baseia-se nas concentrações de coliformes termotolerantes em um conjunto de amostras de cinco semanas consecutivas ou em cinco amostragens com intervalo mínimo de 24 horas entre elas.

Águas salinas destinadas à recreação de contato primário podem ser classificadas na categoria Própria (quando 80% ou mais das amostras obtidas apresentarem no máximo 1.000 coliformes termotolerantes por 100mL de amostra) e Imprópria (quando não for atendido o critério para águas próprias ou apresentar mais de 2.500 coliformes termotolerantes na última amostragem).

DP

TUBARÃO NA PRAIA DO PAIVA

Tubarão é retirado do mar e tem nadadeiras cortadas na Praia do Paiva, no Grande Recife

Segundo informações extraoficiais, o tubarão estava morto e teria ficado preso nas redes dos pescadores. (Foto: Reprodução / Redes sociais)


Segundo informações extraoficiais, o tubarão, que pesava aproximadamente 150 quilos, estava morto e teria ficado preso nas redes dos pescadores.


Vídeos que circulam nas redes sociais mostram o momento em que um tubarão é retirado do mar por, pelo menos, quatro homens na Praia do Paiva, no Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife. Nas imagens, é possível ver ainda um dos homens subindo em cima do animal para posar para foto, enquanto que outros dois tentam retirar as nadadeiras do tubarão com uma faca.

O caso teria acontecido neste domingo (29). A Prefeitura do Cabo de Santo Agostinho informou que a Secretaria de Política Urbana e Meio Ambiente do município tomou conhecimento sobre o fato nesta segunda-feira (30) e afirmou que a ocorrência está sendo apurada.

Segundo informações extraoficiais, o tubarão, que pesava aproximadamente 150 quilos, estava morto e teria ficado preso nas redes dos pescadores. O animal é uma fêmea adulta da espécie tubarão-cabeça-chata (Carcharhinus leucas).

Segundo o Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarões (CEMIT), coordenado pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Sustentabilidade e de Fernando de Noronha (SEMAS), a captura aconteceu de forma acidental e teve as “nadadeiras filetadas” para consumo humano.

Ainda segundo a pasta, a captura, o manejo inadequado ou a comercialização de partes do tubarão podem caracterizar infração ambiental, sujeitando os responsáveis às penalidades previstas na legislação vigente, além da possibilidade de apuração pelo Ministério Público para eventual responsabilização na esfera penal.

“O consumo desses animais, além das implicações ambientais, também traz problemas relacionados à saúde pública, uma vez que os tubarões ocupam o topo da cadeia alimentar e apresentam tendência à bioacumulação de metais pesados, como o mercúrio, além de outros contaminantes, podendo representar riscos pelo consumo frequente”, destacou o CEMIT.

O CEMIT ainda explicou que a proximidade entre o ambiente costeiro e sistemas estuarinos na Região Metropolitana do Recife configura condição ambiental favorável para aparição dos tubarões para realizar alimentação e reprodução da espécie.

“O Comitê reforça que a conservação de espécies como o tubarão-cabeça-chata é fundamental para a manutenção do equilíbrio dos ecossistemas marinhos”, finalizou a nota do CEMIT.

DP


GUARDA MUNICIPAL DO RECIFE

Recife autoriza uso de câmera corporal para a Guarda Municipal

Guarda Municipal do Recife (Foto: Andréa Rêgo Barros/PCR)

Decreto que autoriza e estabelece sobre o uso de câmeras corporais por integrantes da Guarda Civil municipal do Recife já está em vigor


A cidade do Recife autorizou oficialmente o uso de câmeras corporais por agentes da Guarda Civil municipal. A medida, regulamentada no decreto n°39.620, foi publicada no sábado (28), no Diário Oficial da capital pernambucana e já está em vigor.

A intenção, segundo a publicação, é utilizar tecnologias em “prol da modernização dos serviços públicos municipais, especialmente na área de segurança”, além de registrar as interações entre os guardas e a população, em situações que envolvam riscos à segurança pessoal, pública ou patrimonial no Recife.

Objetivos

Conforme as informações do decreto, os objetivos do novo uso são a proteção tanto o cidadão quanto do agente, repressão do uso excessivo da força e a resistência às abordagens, além da geração de registros audiovisuais que confirmem ou refutem fatos em contextos legais.

Regras

O documento regulamenta que as câmeras devem ser utilizadas durante o expediente, acopladas na parte frontal superior do uniforme do agente. Elas deverão ser ativadas no início e desligadas no final do turno.

Os guardas deverão informar aos cidadãos sobre a gravação em andamento, exceto em situações de risco à segurança da operação.

A gravação em ambientes privativos, como banheiros e vestiários, ou situações de intimidade estão vedadas, menos em casos de flagrante delito.

O uso e ativação das câmeras não são obrigatórias em atividades administrativas internas ou de inteligência/ investigação de caráter sigiloso, além de momentos de intervalos para alimentação, descanso e necessidades fisiológicas dos agentes.

Situações de risco à integridade dos equipamentos ou à segurança das operações também descartam o uso obrigatório.

Uso do material

O material obtido pelas câmeras será utilizado em algumas situações, destac ao decreto. Em contextos envolvendo o registro de fatos adversos, ações delituosas e outras situações de interesse público, o agente deverá registrar Boletim de Ocorrência da GCMR e/ou relatório circunstanciado.

Em situações de ocorrências graves e/ou de grande repercussão, as câmeras individuais corporais dos agentes envolvidos deverão ser imediatamente recolhidas, para a adequada preservação das imagens e dos dados registrados.

Os agentes são proibidos de manipular, sem autorização, a câmera individual corporal para copiar, duplicar, apagar, alterar, editar, compartilhar ou extrair dados, bem como às configurações técnicas do equipamento.

Os registros das câmeras serão categorizados em “de interesse público”, quando forem ocorrências com potencial de gerar processos administrativos, civis ou criminais, incluindo ações que resultem em prisões em flagrante, uso da força, lesões corporais, óbitos, resistência à abordagem e outras situações de relevância institucional. Esses dados serão armazenados por um ano.

As demais gravações realizadas durante as atividades rotineiras, controle e fiscalização são consideradas “de rotina”, e serão mantidos por 30 dias, com descarte automático.

Os dados são reservados e controlados, sendo disponibilizados ao Poder Judiciário, Ministério Público e Defensoria; autoridades policiais e órgãos de correição; advogados das partes envolvidas (vítimas ou acusados); o próprio agente, para ampla defesa.

Capacitação

Os agentes deverão receber previamente uma capacitação técnica e operacional relativa ao uso e manuseio dos novos equipamentos, segundo a prefeitura. Apenas os servidores certificados no programa de capacitação poderão usar o material.

A elaboração, execução e atualização dos programas de capacitação será de responsabilidade da Secretaria Executivo de Gestão e Segurança Urbana (SEEXEC).

DP

PROFISSÃO BARQUEIRO

Barqueiro do Capibaribe perde passageiros com novas pontes do Recife mas aposta na intimidade com o rio para sobreviver

Barqueiro "Pai" herdou ofício desempenhado por sua família há 100 anos (Marina Torres/DP Foto)

Aos 52 anos, barqueiro Antônio José da Cunha herdou o ofício dos antepassados, viu a cidade envelhecer no espelho das águas do Rio Capibaribe e virou livro infantil


Do espelho das águas do Rio Capibaribe, o barqueiro Antônio José da Cunha, de 52 anos, assiste à movimentação de ônibus, carros e pessoas nas novas pontes que ligam as Zonas Oeste e Norte do Recife. Às novas estruturas urbanas, ele atribui a diminuição gradual do número de passageiros que recorrem a seu barco para realizar a travessia cotidiana entre os bairros do Poço da Panela e da Iputinga. Sem remos, “Pai”, como é conhecido na área, cruza as margens do Capibaribe com o auxílio de uma corda, colocada no local há cerca de 100 anos por seu avô, Severino da Cunha, falecido há 45 anos.

Naquela época, conta Pai, verdureiras, feirantes e trabalhadores, contavam com velho Severino para quase tudo. No Recife, o nobre ofício remete ao século XIX, em que o transporte fluvial nos barcos e canoas era majoritariamente executado por homens negros escravizados, encarregados de conduzir gente, comida e os tijolos que construíram a cidade ao redor do rio.

Com sua propriedade de correr e nunca sair do lugar, a água do rio também carregou o barco do pai de Antônio, até conduzi-lo para a missão de conectar a cidade. “Foi ele quem me deu esse apelido de “Pai”, porque eu batia no meu irmão. Não faço meu trabalho por dinheiro, dinheiro não é tudo na vida. Faço por compromisso”, conta Pai.

Nos tempos passados, contudo, o Capibaribe não era apenas meio, mas local de pesca, brincadeiras e prática esportiva. Embora celebre a possibilidade de cruzar com capivaras e jacarés no trajeto diário, Pai reconhece que a poluição alterou a dinâmica do local. “Os peixes são os que mais fazem falta. Antes, eles pulavam dentro do barco. Agora, a gente não vê mais”, lamenta.

Sem celular ou despertador, o barqueiro acorda todo dia antes do sol, sempre no mesmo horário, segundo garante. Como não mede o tempo por segundos, minutos ou horas, nunca está atrasado. “Se eu não vier, quem vem? Quem não tem dinheiro hoje, me paga amanhã. Pra quê agonia? Vou levar dinheiro pro caixão não”, afirma.

Confissões do rio

Barqueiro "Pai" herdou ofício desempenhado por sua família há 100 anos - Marina Torres/DP Foto
Barqueiro "Pai" herdou ofício desempenhado por sua família há 100 anos (crédito: Marina Torres/DP Foto)

Pai de dois filhos, o barqueiro vive em uma pequena e florida casa a alguns metros da margem do rio, no bairro da Iputinga, com a esposa, a neta, uma gata, uma porca prestes a dar cria e duas tartarugas recém-chegadas. Avesso ao barulho das obras, motores e buzinas da cidade, ele só perde a paciência em apresentar cada um dos moradores de sua residência quando é interrompido por algum desses ruídos. “Se eu pudesse, fazia uma casa pra morar dentro do rio”, diz.

No silêncio das águas, “Pai” compartilha segredos com o Capibaribe. “Eu converso com o rio, mas não vou dizer a vocês o assunto, porque é particular”, brinca.

A relação de intimidade entre o barqueiro e o rio chamou a atenção da artista pernambucana Catharina Rosendo, que lançou, neste mês, o livro “Acorda Rio- Memórias de uma travessia”. Voltada para o público infantil, a obra conta a história de “Pai” e de seu ofício ancestral.

“Ele é uma memória viva do rio, que conta a história de um Capibaribe limpo, que matava a fome das pessoas. Agora, com as novas pontes, temo que esse ofício deixe de existir”, afirma Catharina.

Marília Parente

MEIO AMBIENTE

Tráfico de animais avança em Pernambuco e deixa rastro de mortes nas rodovias

Papagaios resgatados vítimas de tráfico em fase de convívio (Foto: Crysli Viana/DP Foto)

Resgates nas rodovias quase triplicam em um ano. Aves são maioria e muitas não sobrevivem ao transporte ilegal


O canto que antes ecoava livre pela Caatinga ou pela Mata Atlântica tem se transformado em silêncio ou em um som forçado dentro de uma gaiola. Em Pernambuco, o tráfico de animais silvestres segue como uma sistema que arranca milhares de vidas da natureza todos os anos e revela uma cadeia que começa na captura ilegal, passa por rodovias e feiras livres, e termina, quando há sorte, em centros de reabilitação.

Dados obtidos mostram que, apenas nas rodovias federais do estado, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) resgatou 587 animais em 2024, número que quase triplicou em 2025, chegando a 1.594 resgates. Em 2026, até o fim de março, já são 181. Nem todos chegam vivos.

Dentro de caixas improvisadas ou pequenos recipientes, conhecidos como “cumbucos”, aves e outros animais enfrentam calor, fome, sede e estresse extremo durante o transporte ilegal. A PRF ainda registrou 70 ocorrências em 2024, número que subiu para 89 em 2025. Em 2026 já são 21 casos.

O aumento está diretamente ligado à intensificação das operações e à criação de grupos especializados no combate aos crimes ambientais. Mas por trás dos números, há histórias de sofrimento.

Esse fluxo se materializa, muitas vezes, em cenas precárias e de sofrimento. “Quando a gente pega o traficante em trânsito com esses animais, cerca de 30% já está morto no cumbuco, e 70% muito debilitado”, afirma o gerente da unidade de gestão de fauna da CPRH, Iran Vasconcelos.

Mas a viagem que leva esses animais até as rodovias começa muito antes. Ela tem origem, na maioria das vezes, em áreas rurais no Agreste e Sertão, onde capturadores retiram filhotes e adultos da natureza. De lá, os animais passam por atravessadores, mudam de mãos e percorrem um caminho que pode incluir transporte clandestino e exposição em feiras livres, apontadas como os principais pontos de comercialização ilegal.

A Polícia Militar de Pernambuco confirma esse cenário. Em 2024, foram apreendidos 772 animais silvestres em 46 operações. Em 2025, houve um salto expressivo para 2.875 animais apreendidos em 51 operações. Em 2026, até agora, são 298 animais em cinco ações.

As ocorrências mais comuns envolvem fiscalizações em feiras, denúncias da população, transporte irregular e manutenção de animais em residências. O perfil predominante, segundo a corporação, é de pessoas físicas que mantêm animais em cativeiro doméstico ou os comercializam, muitas vezes sem perceber, ou ignorando, a dimensão do impacto causado.

Impacto difícil de ser mensurado

No Brasil, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) registrou a apreensão de 5.565 animais silvestres em 2024 e 12.278 em 2025. Em 2026, até março, já são 1.107. A maior parte dessas apreensões envolve aves, especialmente passeriformes, pequenos pássaros conhecidos pelo canto, como galo de campina, papa-capim, tico-tico e azulão.

Em Pernambuco, essa realidade é ainda mais evidente. “Cerca de 70% a 80% dos animais que entram nos centros são passeriformes. Existe uma cultura errada muito forte no nosso estado dessa criação”, afirma Irã Vasconcelos.

Ele aponta que o problema está também na forma como a sociedade enxerga esses animais. “As pessoas têm um perfil egoísta, tiram o animal da natureza, que poderia estar fazendo seu papel ecológico, e querem tê-lo em um poleiro dentro de casa para ver, brincar, ouvir. E aí o animal deixa realmente de fazer o seu papel ecológico na natureza.”

Esse papel, muitas vezes invisível aos olhos humanos, é essencial para o equilíbrio dos ecossistemas. A retirada de aves compromete processos como dispersão de sementes e controle de populações de insetos, gerando um efeito em cascata.

“Quando você retira um animal da natureza, você deixa de gerar uma cadeia enorme de indivíduos. Um galo de campina pode gerar dezenas de descendentes diretos, que se multiplicam ao longo das gerações. Então o impacto é exponencial. Não é tirar um animal, é comprometer todo um ecossistema”, reforça o gestor.

Esse fenômeno, conhecido como “síndrome da floresta vazia”, transforma áreas aparentemente preservadas em ambientes onde a fauna desaparece e as funções ecológicas se perdem.

Pernambuco na rota do tráfico


Pernambuco ocupa uma posição estratégica nesse cenário. O estado funciona simultaneamente como ponto de origem, rota de passagem e destino final dos animais traficados. A BR-232 se destaca como principal eixo de circulação, conectando o interior ao litoral e facilitando o deslocamento ilegal.

Cidades como Recife e Caruaru aparecem com frequência como destinos, onde a demanda sustenta o ciclo. “Não existe uma rota específica. Os animais trafegam por diversos pontos, entrando e saindo do estado”, informa a PRF.

Resgate

Quando esses animais são resgatados, inicia-se uma nova etapa, que está longe de ser simples. Eles são encaminhados ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetras), estrutura responsável por tentar reverter danos que, muitas vezes, são profundos. Somente este ano, 1.938 animais passaram pelo local.

“O Cetras faz o recebimento, a triagem, a reabilitação, a soltura e o monitoramento dos animais silvestres”, explica Irã. Nos últimos anos, mais de 20 mil animais passaram por essa unidade em Pernambuco. Em 2024, foram 8.573, enquanto em 2025 foram 10.115.

Ao chegar ao centro, o animal passa por avaliação clínica, recebe tratamento e é submetido pela etapa de reabilitação comportamental, a mais desafiadora. Isso porque o cativeiro altera profundamente o comportamento. “Quando o animal vai para o cativeiro, ele perde diversas coisas. Uma delas é a capacidade muscular. Um papagaio voa cerca de 30 quilômetros por dia. Preso, ele perde isso. E tem uma perda ainda mais difícil de reverter, que é a cognitiva. Ele fica imprintado, domesticado demais. Não vê o homem como ameaça e desconhece a própria espécie.”

A equipe do Diario de Pernambuco visitou o centro e presenciou centenas de papagaios em diversas fases de adaptação, sendo a primeira a triagem e a última a possibilidade de voo em um aviário de 800 metros com um cenário semelhante ao encontrado no habitat.

A recuperação exige tempo, estrutura e cuidado com medicamentos. “A gente primeiro trabalha a parte clínica. Depois, os biólogos entram na parte cognitiva e muscular. Colocamos esses animais em viveiros, com alimentos naturais, com outros indivíduos, para que voltem a se sociabilizar, definir hierarquia, reaprender a viver”, explica o gerente do Cetras.

Em seguida, eles são levados para áreas protegidas, onde passam por um período de aclimatação. “Eles ficam de 30 a 60 dias nesses viveiros. Depois, a gente abre a porta. Eles vão. Se sentirem necessidade, podem voltar. Até que chega o momento em que não voltam mais.”

Nem todos conseguem e muitos chegam debilitados. Outros carregam sequelas irreversíveis, como uma águia que foi alvo de 15 tiros e hoje vive no centro.

“A gente também recebe animais baleados. Chegam aqui muitos rapinantes, principalmente na época de reprodução, vítimas de tiro de espingarda de chumbinho ou espingarda de fecho. A águia que está aqui vai passar por uma segunda cirurgia. Foi resgatada por mim mesmo, lá em Caruaru. O animal fez outro raio-x e foram encontrados mais fragmentos de chumbo, inclusive na cabeça”, conta Iran.

Apesar disso, algumas histórias conseguem escapar da lógica da perda. “Teve um papagaio que passou 36 anos em cativeiro. Ele conseguiu se reabilitar, formar casal e teve filhos, netos e bisnetos em vida livre”, relembra o gerente.

Tráfico além das rodovias

O tráfico, por sua vez, continua se adaptando. Antes concentrado em feiras, hoje também se expande para o ambiente digital, com negociações feitas por redes sociais e aplicativos de mensagem. A fiscalização tenta acompanhar esse movimento com ações de inteligência e monitoramento, mas enfrenta a alta demanda.

“Não existe demanda sem comprador. Se ninguém comprar, o tráfico acaba. A principal solução é a educação ambiental. O ser humano faz parte do ecossistema. Ele tem consciência. Se tem informação e não muda, tem algo errado”, resume Irã. Ele destaca que a prática está enraizada na cultura local.

As denúncias contra tráfico de animais podem ser feitas ao Ibama pelo número 0800 061 8080 ou à Polícia Militar pelo contato (81) 3184-7119.

Adelmo Lucena


PRISÃO DOMICILIAR DE BOLSONARO

Eduardo Bolsonaro diz que gravou vídeo para o pai sem acesso a celular na prisão domiciliar


Dias após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorizar que o ex-presidente Jair Bolsonaro cumpra prisão domiciliar por razões de saúde, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) gravou, ontem, um vídeo durante a Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), nos Estados Unidos. Eduardo disse que o conteúdo seria mostrado ao pai.

Antes do discurso do irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Eduardo disse que queria provar que o ex-presidente não poderia ser contido por uma prisão que classificou como injusta. Em seguida, anunciou Flávio como “próximo presidente do Brasil”. O evento reuniu representantes da direita e da extrema direita de diversos países. As informações são do jornal O Globo.

“Vocês sabem por que estou fazendo esse vídeo? Porque estou mostrando para o meu pai e vou provar para todos no Brasil que você não pode barrar prendendo injustamente o líder desse movimento, Jair Messias Bolsonaro”, afirmou.

A manifestação ocorre em meio às restrições impostas pela decisão de Moraes, que autorizou a prisão domiciliar temporária por 90 dias, após a alta hospitalar, para recuperação de um quadro de broncopneumonia. A medida determina que Bolsonaro não pode usar celular, telefone ou qualquer meio de comunicação com o exterior, direta ou indiretamente, nem por intermédio de terceiros. Mesmo visitantes autorizados devem entregar aparelhos eletrônicos antes de entrar na residência.

A transferência de Bolsonaro da cela que ocupava para sua casa, em Brasília, foi acompanhada da fixação de regras de visitação. Filhos que não moram com ele podem visitá-lo às quartas-feiras e sábados, em horários previamente definidos. Ontem, Moraes negou pedido da defesa para ampliar esse acesso e alertou que o descumprimento das condições impostas pode levar à revogação da prisão domiciliar e ao retorno ao regime fechado ou a unidade hospitalar.