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sexta-feira, 4 de setembro de 2026

ELEIÇÕES 2026

Nova pesquisa Quaest traz cenário de Pernambuco após aparição de cartazes apócrifos

Raquel Lyra, João Campos e Ivan Moraes cumprem compromissos em municípios da Zona da Mata e do Agreste (Arquivo DP)

Novo levantamento do pleito em Pernambuco está previsto para a próxima terça-feira (8)


O Instituto Quaest divulga, na próxima terça-feira (8), uma nova pesquisa com intenções de voto para o governo de Pernambuco e para o Senado. O levantamento, encomendado pelo jornal O Globo, traz o cenário do pleito no estado após a aparição dos cartazes apócrifos. 

Na última pesquisa, divulgada no dia 25 de agosto, a governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), aparecia com 44% das intenções de voto, enquanto o candidato João Campos (PSB) surgiu com 36% no primeiro turno. Nesse cenário, indecisos somavam 12% e brancos, nulos ou pessoas que afirmam que não irão votar, 7%.

A nova Quaest segue a metodologia que consiste na realização de entrevistas pessoais, domiciliares e presenciais, conduzidas por profissionais. A aplicação de questionários estruturados será realizada com uma amostra representativa da população votante, a partir dos 16 anos de idade, residente no estado de Pernambuco entre os dias 4 e 7 de setembro. 

O Diario de Pernambuco divulga apenas resultados de pesquisa eleitorais, no Brasil e em Pernambuco, dos institutos: Datafolha, Ipec, Quaest e Atlas/Intel, e somente após os levantamentos terem sido levados a público pelos veículos contratantes.

Ataques pessoais marcam disputa

A disputa eleitoral pelo Governo de Pernambuco tem sido marcada por polêmicas e ataques entre os dois principais candidatos e suas respectivas militâncias. Recentes episódios de distribuição de cartazes anônimos e acusações mútuas de perseguição tomaram conta das redes sociais nos últimos dias.

Um suposto “gabinete do ódio” ganhou força no pleito estadual após uma reportagem veiculada pela TV Record. Os desdobramentos motivaram uma ligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para aliados em Pernambuco para tirar a temperatura sobre o caso, que motivou uma ação de João Campos na Justiça Eleitoral contra a governadora.

Raquel chegou a compartilhar em seu perfil oficial um vídeo que mostra saudações do ex-prefeito do Recife a Amisadai Andrade, acusado de gerir o suposto "gabinete do ódio", pelo nascimento de uma filha, em 2022, e afirmando que ele e João seriam amigos. O ex-prefeito do Recife nega qualquer relação pessoal ou profissional com Amisadai.

A candidata do PSD também cita que a Prefeitura do Recife, na época da gestão do candidato, teria destinado recursos para o portal citado no esquema. No sábado (29), o Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) determinou que quatro perfis de redes sociais apagassem postagens que associam a chefe do executivo estadual ao suposto "gabinete do ódio".

Um dia antes da veiculação do suposto esquema digital que seria ligado ao governo, bandeiras da campanha da governadora Raquel Lyra (PSD) foram incendiadas no bairro do Pina, na Zona Sul do Recife. A coligação Pernambuco de Coração, que apoia a candidatura de Raquel, afirmou que acionou a Polícia Federal (PF) para que o caso seja apurado.

A Justiça Eleitoral também determinou a retirada de um vídeo publicado nas redes sociais do jornalista Manoel Medeiros (Novo), que associa Campos a cartazes supostamente espalhados na região central do Recife. A decisão, em caráter liminar, foi tomada após a nova ação movida pela Frente Popular de Pernambuco, que alegou que a publicação gerou um efeito negativo na campanha de João com base em desinformação.

Elaine Guimarães

CRISE NO STF

Mendonça enfrenta sozinho blindagem do sistema e vingança de Moraes

Os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes em sessão no STF. (Foto: Andre Borges / EFE)

 O ministro André Mendonça avança sozinho no Supremo Tribunal Federal (STF) em um ato de coragem individual para dar visibilidade aos elementos encontrados pela Polícia Federal sobre a relação entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes. A avaliação é de juristas ouvidos pela reportagem.

Ao retirar o sigilo do relatório de 218 páginas e defender que uma investigação seja aberta no plenário da Corte, Mendonça se amparou no princípio da transparência e da publicidade dos atos processuais, mas ficou isolado e atraiu ações de retaliação de outros ministros.

A mais evidente foi a tentativa de Moraes de investigar Mendonça usando o inquérito das Fake News. O presidente do STF, Edson Fachin, cancelou o ato e abriu uma investigação sob sua tutela, em uma aparente tentativa de abafar a crise.

Mas isso não facilita muito a vida de Mendonça. Na avaliação de especialistas, o ministro atua em um ambiente no qual Moraes tem muito respaldo político e institucional. Isso reduz a possibilidade que o Supremo ou o meio político adotem medidas contra ele mesmo diante de evidências claras de que Moraes recebeu milhões de reais para possivelmente beneficiar Vorcaro.

Juristas reforçam que a decisão de Mendonça de propor uma investigação contra Moraes não é ilegal, está baseada em evidências consistentes e não significa que ele já tenha investigado o colega sem autorização institucional (acusação feita por seus adversários).

Já a investigação de Moraes sobre Mendonça se baseia em um relatório que diz em seu próprio texto não ter valor probatório. Ele alega que Mendonça teria exacerbado suas funções e cometido supostos crimes ao relatar inquéritos sobre o Master e o escândalo do INSS.

Os analistas apontam que o relatório da PF tornado público por Mendonça na terça-feira (1) registra que um dos interlocutores nas mensagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro era Moraes. A retirada do sigilo pode ter também como objetivo prático impedir que um caso de alto impacto institucional e econômico chegasse ao público apenas por meio de vazamentos.

“Ao tornar o relatório acessível, Mendonça permitiu que os fatos fossem conhecidos em seu conjunto, deixando sob avaliação pública tanto as mensagens recuperadas pela PF quanto os demais elementos da perícia”, avalia o cientista político Murilo Oliveira.

Essa estratégia também pode refletir uma preocupação de que o caso envolvendo o Banco Master perdesse força e acabasse barrado e enterrado em alguma gaveta por causa do sistema de autopreservação do STF.

“O problema é que, mesmo com a exposição, Mendonça enfrenta um cenário em que não há sinais claros de que o plenário do STF esteja disposto a se mover contra Moraes, enquanto no campo político a resistência é elevada, especialmente entre setores do Centrão”, alerta o constitucionalista Alessandro Chiarottino.

Mobilização popular pode dar força a Mendonça, mas ainda há medo do STF

A expectativa de grandes mobilizações populares no 7 de Setembro são a principal aposta da direita para romper o isolamento de Mendonça, ao menos fora do STF. Os atos de "Fora Moraes" acontecerão em ao menos 17 cidades no feriado do Dia da Independência (7).

Os atos estão sendo organizados por partidos de direita, especialmente o PL. O candidato Flávio Bolsonaro estará presente na manifestação de São Paulo, mas as críticas a Moraes devem se concentrar na fala de Silas Malafaia.

A expectativa é de alta mobilização popular, mas o doutor em Direito Luiz Augusto Módolo avalia que os brasileiros ainda estariam receosos depois das punições exageradas dadas aos participantes dos atos de 8 de Janeiro de 2023.

Ele afirma que prisões, restrições financeiras e outras medidas teriam produzido um efeito de medo em parte da população. Além disso, a pressão popular seria indireta, pois a decisão de investigar ou não Moraes está nas mãos de um grupo muito restrito de pessoas. “Se essas pessoas não se movimentarem, nada vai acontecer”, afirmou.

Alessandro Chiarottino entende que os movimentos de Mendonça não teriam sido casuais ou protocolares. Para ele, o ministro pode estar levando em consideração tanto o impacto do caso sobre a imagem do STF quanto o cenário político do país.

Na própria decisão, Mendonça indicou que os novos elementos apresentados pela PF precisam ser analisados pelo plenário do STF, em sessão presencial e pública.

“A escolha de levar o tema ao colegiado aumenta a visibilidade de um caso que vinha sendo parcialmente divulgado pela imprensa e coloca os demais ministros diante das informações reunidas no relatório exigindo uma resposta”, alerta.

O constitucionalista André Marsiglia considera que a transparência seria a principal estratégia de Mendonça para enfrentar seu isolamento dentro do STF. Ao tornar públicos os elementos reunidos pela PF, o relator apostaria na visibilidade e repercussão como instrumentos para ampliar a pressão sobre os demais ministros ou sobre a classe política.

Na leitura de Marsiglia, mesmo sozinho, Mendonça estaria seguindo uma lógica semelhante à adotada em outro episódio, quando levou uma decisão para apreciação da Segunda Turma do STF para evitar a libertação de Vorcaro e seus familiares por pressão de outros ministros.

O raciocínio, segundo o especialista, seria tirar o assunto do âmbito individual, submetê-lo aos demais ministros e, ao mesmo tempo, ampliar a cobertura jornalística. “Levar para o colegiado, vai levar ao próprio plenário a cobertura da imprensa que vai pressionar ministros e políticos”, avaliou.

Centrão e governo não devem apoiar investigação contra Moraes


Apesar da repercussão, juristas avaliam que Moraes conta com uma rede de apoio significativa. Segundo Chiarottino, o ministro tem respaldo majoritário entre integrantes de categoria profissional e da comunidade jurídica, além do apoio governamental e de políticos do Centrão. Por isso, ele considera improvável que o grupo político se mova neste momento.

Segundo o jornal O Globo, Moraes teria se reunido com o presidente do Senado Davi Alcolumbre (União-AP) antes de tentar usar o inquérito das Fake News para atacar Mendonça. Um dos argumentos de Moraes é que Alcolumbre seria alvo de direcionamento de investigações por Mendonça.

Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vem tentando dissociar sua imagem de Moraes, fazendo críticas suaves ao ministro por recorrer ao inquérito das Fake News. Mas ele não deu sinais de que apoiaria uma investigação contra o ministro.

Na avaliação do constitucionalista Chiarottino, uma mudança nesse cenário dependeria de uma manifestação popular de grande proporção.

Marsiglia reconhece que a estratégia de Mendonça pode não ser suficiente para produzir o resultado esperado, mas considera que a transparência adotada por ele é a única forma de operar diante de uma ala do STF favorável ao fim das investigações.

“Em um cenário de forte mobilização, a repercussão poderia contribuir para pressionar o Congresso a discutir medidas como um eventual processo de impeachment”, diz. Mas segundo Marsiglia ainda não está claro se isso será viável.

Um pedido de impeachment contra um ministro do STF pode ser apresentado ao Senado, que é responsável por analisar e julgar a acusação, mas cabe a Alcolumbre decidir inicialmente sobre o encaminhamento da denúncia. Somente contra Moraes já há 57 pedidos protocolados e que seguem engavetados.

No caso de o processo avançar, o Senado funciona como tribunal, garantindo ao ministro direito de defesa e produção de provas. Uma eventual condenação exige dois terços dos senadores, ou seja, 54 votos.

O especialista pondera que, sem um cenário que aponte para esse caminho no Senado e diante de uma situação extrema, Mendonça poderia até optar por deixar seu cargo.

Sobre o futuro do caso, Chiarottino avalia que o cenário ainda pode mudar, mas considera possível que Moraes consiga se manter protegido se atravessar o restante do ano sem sofrer uma mudança significativa em sua situação e Lula vencer a eleição. “Aí estará blindado”, resumiu.

Marsiglia antevê que a disputa envolvendo magistrados vai medir a capacidade dos envolvidos de atravessar os próximos meses sem que a crise produza consequências definitivas. Ele avalia que Moraes e seus aliados podem tentar conter a repercussão até o próximo ano, quando o ministro deverá assumir a Presidência do STF.

“Vai ser uma briga para ver se eles [ministros que apoiam Moraes] estancam a sangria até o ano que vem”.

Conhecer a versão integral ajuda a esclarecer os fatos


A decisão de tornar o relatório da PF público permite que as informações sejam conhecidas em sua versão integral, e não apenas por meio de trechos ou vazamentos, analisa Módolo.

A justificativa apresentada por Mendonça é baseada em critérios jurídicos e no direito à informação, mas a estratégia envolve riscos, já que parte da opinião pública pode interpretar a divulgação como um fator de agravamento da crise institucional.

“O Mendonça arrisca, mas arrisca com a arma que tem”, reforça. Para o advogado, o ministro estaria ainda apostando na exposição pública para dificultar uma eventual decisão do Supremo pelo encerramento das apurações que envolvem o maior escândalo do sistema bancário brasileiro.

Por Juliet Manfrin

O NEGÓCIO É AMEDRONTAR MENDONÇA

Senadores articulam pedir impeachment de Mendonça

Davi Alcolumbre, presidente do Senado Foto: Andressa Anholete/Agência Senado


Alcolumbre e aliados estariam avaliando possibilidade com base em relatório apresentado por Moraes



Um parlamentar próximo a Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) relatou à colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, que senadores aliados do presidente do Senado defendem deflagrar um processo de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça.

De acordo com apuração da colunista, Alcolumbre já teria discutido a possibilidade de dar abertura a um pedido de afastamento do magistrado, mas ainda não se sabe de quem partirá a solicitação.

O argumento seria sustentar que Mendonça mandou investigar de forma indevida e parcial autoridades como o próprio Alcolumbre, tendo como base o “relatório de inteligência” da Polícia Federal (PF) apresentado por Moraes, mas que não possui valor probatório.

O documento apresenta características incomuns para um relatório oficial da PF. Não está em papel timbrado da corporação e não traz a assinatura de delegado ou de outro profissional da Polícia Federal. Além disso, atribui a Mendonça uma série de condutas supostamente irregulares com base em informações cuja origem não é identificada.

Interlocutores de Alcolumbre avaliam que o melhor seria que o pedido de afastamento contra Mendonça partisse de alguém de fora do Senado, como um jurista ou uma entidade.

Para uma autoridade próxima a Alcolumbre, pautar o impeachment de Mendonça exigiria que ele deixasse de travar as solicitações de afastamento contra Moraes. Dessa forma, a fonte defende que o presidente do Senado use a solicitação apenas como uma ameaça a fim de amedrontar e conter Mendonça.

Thamirys Andrade

CENSURA NO STF

STF proíbe fotos de ministros por frestas, após flagrante de gargalhadas

Capa do jornal O Globo estampa presidente do STF Edson Fachin e ministros rindo com Alexandre de Moraes em meio a escândalo com Banco Master. (Foto: Reprodução/Brenno Carvalho/O Globo)


Segurança impediu fotógrafos e cinegrafistas que tentavam captar por frestas de cortinas em vidraça do Supremo


 Após a sessão plenária desta quinta-feira (3), a segurança do Supremo Tribunal Federal (STF) repreendeu fotógrafos e cinegrafistas para não captarem imagens  pela transparência de uma vidraça pela fresta de uma cortina da corte. A medida é resultado da foto que estampou a capa do jornal O Globo, no mesmo dia, por meio da qual o repórter fotográfico Brenno Carvalho revelou gargalhadas de ministros, na quarta-feira (2), quando saíam da primeira sessão presencial após a revelação de novos detalhes da obscura relação entre o sorridente ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, preso por crimes bilionários que levaram à liquidação do Banco Master, em 2025.

Uma nova tentativa dos repórteres de imagem de registrar o comportamento dos ministros na área interna restrita apenas aos integrantes do Supremo foi frustrada por um comportamento mais rigoroso dos seguranças que repreenderam os profissionais.

A movimentação dos ministros pelo Salão Branco já era protegida por uma proibição da captação de imagens pelas vidraças e frestas das cortinas que protegem a privacidade dos agentes públicos da cúpula da Justiça do Brasil. E o rigor acontece após o flagrante das gargalhadas revoltar brasileiros nas redes sociais por expor clima de descontração entre ministros, traduzidas como uma mensagem de que não haveria preocupação da Corte sobre a infâmia que tem cercado o Supremo no caso Master.

O Uol Notícias publicou no Instagram o momento em que a segurança age contra a imprensa para não haver fotos pelas vidraças. 

Ontem, O Globo publicou vídeo de Brenno Carvalho explicando como a foto foi captada, após três horas de espera. 

Confira:

Davi Soares

PROTEÇÃO ENTRE AMIGOS

Flávio acusa Alcolumbre de proteger Moraes sobre impeachment

Candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) | Foto: Divulgação / Charles Vieira


Senador diz que presidente do Senado prioriza a própria “autoproteção” e critica resistência em analisar pedidos contra ministro do STF


O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) acusou nesta sexta-feira (4) o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), de tentar proteger o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), diante da pressão da oposição para que a Casa analise pedidos de impeachment contra o magistrado.

Durante agenda em São Carlos (SP), Flávio afirmou que Alcolumbre estaria priorizando a proteção de aliados em vez da instituição.

“Ele se equivocou ao querer proteger um amigo, ao invés da instituição”, declarou.

O senador também disse enxergar uma preocupação de Alcolumbre com a própria “autoproteção” e voltou a criticar a falta de andamento dos pedidos de impeachment.

Flávio ainda afirmou que existe uma “luz no fim do túnel”, após o ministro Edson Fachin determinar que o pedido de investigação de Moraes contra André Mendonça seja retirado.

Lucas Soares

ESCÂNDALO DO BANCO MASTER NO STF

É nulo pedido de Gonet contra relatório da PF que o liga a Vorcaro, diz Calmon

A jurista Eliana Calmon foi a primeira mulher a ocupar o cargo de Superior Tribunal de Justiça (STJ) - Foto: Glaucio Dettmar/CNJ.

Relatório da PF detalha os vínculos atribuídos a Gonet e Vorcaro


A jurista Eliana Calmon, primeira mulher a ocupar o cargo de ministra do Superior Tribunal de Justiça, afirmou que é nulo o parecer da Procuradoria-Geral da República pedindo a anulação do relatório da Polícia Federal. Segundo ela, a manifestação do procurador-geral Paulo Gonet “não tem nenhum valor jurídico, porque ele está envolvido nos fatos relatados pela Polícia Federal” e, por isso, “jamais poderia agir como PGR”. Calmon sustentou que Gonet deveria ter encaminhado o tema ao substituto legal, por estar “absolutamente impedido” e ser “suspeito”. A declaração da jurista foi noticiada no site direitoglobal.com.br.

O pedido de nulidade foi formulado pelo próprio Gonet depois que o ministro André Mendonça, relator no STF da Operação Compliance Zero, retirou o sigilo de um relatório de 218 páginas da PF, elaborado a partir de dados extraídos de um celular de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, preso em novembro de 2025. O documento não registra contato salvo como “Paulo Gonet” no aparelho do banqueiro. As menções ao PGR aparecem sobretudo em conversas com o advogado Ciro Soares, apontado pela PF como interlocutor entre os dois. Soares foi um dos defensores que impetraram habeas corpus no STJ contra a prisão preventiva de Vorcaro.
Abaixo, item a item, o que o relatório da PF descreve sobre essas relações.

1. Intermediação permanente de Ciro Soares

A PF localizou, em chats de WhatsApp, menções a pessoa que “pode se tratar de Paulo Gonet”, especialmente nas conversas de Vorcaro com o terminal salvo como “Ciro Soares”. O advogado encaminha recados, fotos e áudios e, em vários trechos, atribui as mensagens ao PGR.

2. Interferência atribuída a Gonet em eleição do CNPG (abril de 2024)

Em 14 de abril de 2024, Soares escreveu a Vorcaro: “Amizade é tudo viu irmão” e “Gonet é firme”. Pediu que o banqueiro lesse uma mensagem encaminhada e reforçou: “Fique só com vc”. Em áudio, o advogado relatou: “Cara, eu pedi o Gonet ontem, ele me ligou falar um assunto, aí eu falei, Gonet, pede o cara para tirar a candidatura, pede o cara que o cara vai tomar uma porrada arretada. Aí o Gonet me ligou ontem à noite e falou: Ciro, acabei de ligar para ele, ele vai desistir.” Vorcaro perguntou se “o cara largou?”; Soares confirmou; o banqueiro respondeu “Top demais”. O contexto, segundo a PF e reportagens que reproduziram o material, era a disputa pela presidência do Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais (CNPG), em favor de Jarbas Soares Júnior, então procurador-geral de Justiça de Minas Gerais e irmão de Ciro. Jarbas assumiu o colegiado em 15 de maio de 2024. Uma mensagem de Jarbas, encaminhada a Vorcaro, agradece a “presença mais próxima do PGR Dr. Gonet”.

3. Foto ao lado de Gonet e ligações em cadeia (15 de março de 2025)

Ciro Soares enviou a Vorcaro uma selfie ao lado de Paulo Gonet e escreveu: “Liga aqui” e “Ele quer falar com você”. A perícia registrou chamadas consecutivas entre o banqueiro e o advogado na sequência, o que a PF interpretou como indício de que Vorcaro teria falado com Gonet pelo aparelho de Soares.

4. Mensagens de “saudade”, “torcida” e convite a Londres (28 e 29 de março de 2025)

Soares encaminhou a Vorcaro textos que atribuiu ao PGR: “Que bom! Estou na torcida por vocês!” e “Já estou com saudades de você! Estou embarcando para Roma”, além da instrução “Manda essa mensagem para ele”. O advogado acrescentou que Gonet “lhe adora” e “vai para Londres com a gente”. Encaminhou ainda o comentário “Oba!!! Tomara que tenha charuto e macalan!”. Vorcaro respondeu pedindo para agradecer o carinho e falando em marcar um encontro. No dia seguinte, Soares disse que “Gonet perguntou se o filho dele pode ir com a gente para Londres”. Vorcaro respondeu: “Obvio ne”. Soares também encaminhou a frase “Você é uma máquina”, atribuída a Gonet. O fórum jurídico em Londres, patrocinado pelo Master, acabou cancelado.

5. Custeio da viagem de Pedro Gonet

Em 11 de abril de 2025, a funcionária identificada como “Ana Matos Mkt” perguntou a Vorcaro se nomes da lista estavam aprovados “para irem pra Londres com despesas pagas por nós”. O banqueiro rejeitou a lista ampla (“Piraram”, “Não da para bancar outros”), mas autorizou: “Pedro e ciro ok” — referência, segundo a PF, a Pedro Gonet, filho do PGR, e a Ciro Soares. Em junho de 2025, Soares voltou ao tema: “PG confirmou a ida para Londres” e perguntou se o “Pedrinho, filho do PG, pode ir com a gente?”.

6. Ida à PGR após reportagem sobre o Master

Em abril de 2025, depois de reportagem sobre operações entre o Banco Master e o BRB, Soares disse a Vorcaro que precisava falar com urgência e que estava “indo no PG agora”.

7. Pedido para “reforçar com Andrei e Paulo” às vésperas da prisão

Em notas do celular de Vorcaro e em mensagens enviadas a interlocutor que a PF associa a Alexandre de Moraes, o banqueiro pediu, em novembro de 2025, que se reforçasse a situação com “Andrei e Paulo”, para que “ninguém de baixo” fizesse “uma sacanagem”, senão iria “tudo pro saco”. A PF registra que “Andrei” pode indicar o então diretor-geral da PF, Andrei Passos Rodrigues, e “Paulo”, o procurador-geral Paulo Gonet. Vorcaro foi preso em 17 de novembro de 2025, na Operação Compliance Zero.

Gonet pediu a anulação do relatório sob o argumento de que Mendonça teria excedido a competência do relator ao determinar exame do material com foco em autoridades específicas, sem pedido do Ministério Público. No parecer, o PGR não tratou publicamente das mensagens em que o próprio nome aparece. Calmon inverte o raciocínio: justamente porque Gonet figura nos fatos narrados pela PF, ele estaria impedido de opinar sobre a validade do documento.

As atribuições ao PGR, é preciso registrar, passam pelo filtro de Ciro Soares. A PF trabalha com inferência a partir de encaminhamentos, fotos, áudios e contexto — não com um chat direto salvo em nome de Gonet no telefone de Vorcaro. Isso não apaga o conteúdo das peças tornadas públicas; apenas delimita o que o relatório prova de forma direta e o que reconstrói por cadeia de interlocução. É sobre esse conjunto que Eliana Calmon afirma que o chefe da PGR não poderia atuar.

SITUAÇÃO SÓ PIORA

Moraes se reuniu com Alcolumbre antes de retaliar contra Mendonça

Davi Alcolumbre, presidente do Senado - Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/EBC.

Encontro em sua residência no Lago Sul e durou cerca de três horas


O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, reuniu-se por um período de três horas com o presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), antes de tomar a decisão de colocar o colega André Mendonça no inquérito das fake news como forma de retaliação à crise institucional do Judiciário.

Segundo noticiado pela jornalista Malu Gaspar, do O Globo, o encontro foi realizado em sua residência no Lago Sul, área nobre de Brasília.

Alcolumbre é direcionado aos relatórios de inteligência usados ​​por Moraes em sua decisão como um dos “alvos prováveis” alvos de direcionamento da investigação por Mendonça. Os documentos, apócrifos, não apresentam prova e alertam que “qualquer uso externo” de seu conteúdo seria prematuro. Ainda assim, embasaram a decisão de Moraes contra Mendonça.

Após encontro com Moraes, já no Senado, Alcolumbre rebateu as críticas que recebeu de senadores da oposição por não pautar o impeachment de Moraes. No plenário, queixou-se das “agressões” que teriam sido sofridas e aprovadas para mencionar o caso “Dark Horse”, que envolve o pedido de dinheiro de Flávio Bolsonaro a Daniel Vorcaro para financiar o filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Na noite desta quinta-feira (3), Moraes encaminhou ao ministro presidente do STF, Edson Fachin, um pedido para que colocasse o nome de Mendonça no inquérito das fake news, sob a alegação de improbidade administrativa e má condução dos casos do Banco Master e INSS.

Contudo, nesta sexta-feira, Fachin decidiu retirar o nome do magistrado do inquérito e determinou um prazo de cinco dias para que ele se manifeste a respeito do pedido para investigar o suposto elo entre Moraes e Vorcaro, apontado em relatórios da PF. Fachin pede a Mendonça explicações sobre a forma, o conteúdo e a regularidade do procedimento que adotou diante das investigações e condução do caso.

Luan Carlos

CRISE NO STF

Fachin defende o fim do inquérito das fake news e adoção do Código de Ética

Presidente do STF, ministro Edson Fachin (Foto: Reprodução/YouTube)

A declaração foi feita em reunião com o presidente Lula (PT) e está ligada diretamente à crise entre os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes


O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, defendeu nesta sexta-feira (4) a adoção do Código de Ética na Corte, junto ao fim do inquérito das fake news. A declaração foi feita em reunião com o presidente Lula (PT) e está ligada diretamente à crise entre os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes.

“Não haverá precipitação, tampouco omissão. A reposta será firme, proporcional e rigorosa. Os acontecimentos recentes demonstram o acerto e a urgência de três metas de nossa gestão: a adoção de um código de ética, o fim do inquérito das fake news e a modernização do sistema de justiça”, declarou.

Em relação às investigações quanto ao caso de investigações pedidas de Mendonça contra Alexandre de Moraes, o magistrado afirma que “os fatos estão sendo apurados” e que “nenhum poder está acima da lei”.

“Os fatos estão sendo apurados. Esta presidência seguirá os procedimentos estabelecidos pela Constituição e pela legislação. Faremos o que é certo, no tempo e pela forma que a ordem jurídica exige. As instituições da República precisam ser preservadas, sobretudo nos momentos de maior tensão. Nenhuma autoridade está acima da Constituição. Nenhum poder está acima da lei. E nenhum interesse circunstancial pode se sobrepor à integridade do Estado de Direito Democrático. A gravidade dos fatos não autoriza atalhos. Ao contrário, quanto maior o desafio, maior deve ser o compromisso com a legalidade, o devido processo e as garantias constitucionais. Não haverá precipitação, mas tampouco omissão”, prosseguiu.

Fachin mencionou ainda que a resposta institucional à crise será “firme, proporcional e rigorosa”.

Veja a íntegra da fala do ministro:

Para concluir, senhor presidente, como estou diante de lideranças das mais expressivas do sistema de Justiça do Brasil, peço licença, senhor presidente, para uma breve declaração sobre o momento vivenciado pelo Supremo Tribunal Federal:

​Os fatos estão sendo apurados. Esta presidência seguirá os procedimentos estabelecidos pela Constituição e pela legislação. Faremos o que é certo, no tempo e pela forma que a ordem jurídica exige. As instituições da República precisam ser preservadas, sobretudo nos momentos de maior tensão. Nenhuma autoridade está acima da Constituição. Nenhum poder está acima da lei. E nenhum interesse circunstancial pode se sobrepor à integridade do Estado de Direito Democrático. A gravidade dos fatos não autoriza atalhos. Ao contrário, quanto maior o desafio, maior deve ser o compromisso com a legalidade, o devido processo e as garantias constitucionais. Não haverá precipitação, mas tampouco omissão.

​A resposta institucional será firme, proporcional e rigorosa. Os acontecimentos recentes demonstram o acerto e a urgência de três metas de nossa gestão: a adoção de um código de ética, o fim do inquérito das fake news e a modernização do sistema de justiça.

Luan Carlos

CRISE NO STF

Resposta institucional à crise no STF será firme, proporcional e rigorosa, afirma Fachin

O ministro destacou que a resposta da Corte "será firme, proporcional e rigorosa" (Alejandro Zambrana/STF)

O magistrado ressaltou os acontecimentos recentes como o "acerto e a urgência" das metas da sua gestão: a adoção de um código de ética, o fim do inquérito das fake news e a modernização do sistema de Justiça


O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Edson Fachin, disse nesta sexta-feira (4), que os fatos da crise deflagrada entre os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes na última semana estão sendo apurados. Segundo ele, "não haverá precipitação, mas tampouco omissão". O ministro destacou ainda que a resposta da Corte "será firme, proporcional e rigorosa".

"Faremos o que é certo, no tempo e pela forma que a ordem jurídica exige. Instituições precisam ser preservadas, sobretudo nos momentos de maior tensão", destacou, em discurso feito no Palácio do Planalto em cerimônia de sanção de medidas relacionadas a fundos do sistema de Justiça. O evento tem também a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"Nenhuma autoridade está acima da Constituição Federal. Nenhum Poder está acima da lei e nenhum interesse circunstancial pode se sobrepor à integridade do Estado democrático de direito. A gravidade dos fatos não autoriza atalhos. Ao contrário, quanto maior o desafio, maior deve ser compromisso com a legalidade, o devido processo e as garantias constitucionais", afirmou.

Ele ainda ressaltou que os acontecimentos recentes demonstram o "acerto e a urgência" das metas da sua gestão: a adoção de um código de ética, o fim do inquérito das fake news e a modernização do sistema de Justiça.

Entendimento entre três Poderes

No evento, Fachin também disse que o entendimento entre os Três Poderes na criação de Fundos destinados à Justiça Federal, ao Superior Tribunal de Justiça, ao Ministério Público da União e à Defensoria Pública da União "é sinal de vitalidade da República".

"Que esta cerimônia deixe uma mensagem simples: quando as instituições dialogam, quem ganha é o cidadão", reforçou Fachin, que também declarou que "fortalecer a Justiça é fortalecer espírito público".

Estadão Conteúdo

SANTA CRUZ - PRONTO PRA JOGAR

Matheus Cadorini se coloca à disposição e exalta torcida do Santa Cruz: ‘Experiência única’

Matheus Cadorini, atacante do Santa Cruz (Reprodução/SCFC)

Novo atacante da Cobra Coral foi destaque da Portuguesa na Série D e afirmou estar bem fisicamente para estrear


Anunciado como novo reforço do Santa Cruz nesta sexta-feira (4), o atacante Matheus Cadorini já foi apresentado oficialmente.

Em coletiva, o jogador de 24 anos, que chega por empréstimo junto à Portuguesa até o fim da Série C, se colocou à disposição do técnico Cristian de Souza.

“Vou buscar meu espaço, respeitando todos os jogadores, mas, no que Cristian precisar, pode contar comigo. Estou aqui para ajudar da maneira que for”, disse o atleta, que chega para disputar posição com Eron e Tiago Marques.

Com expectativa de grande público no próximo domingo (6), às 18h30, contra o Botafogo-PB, no jogo que abre o Quadrangular do Acesso da Série C, o centroavante se mostrou pronto, física e mentalmente, para atuar, além de ter elogiado a torcida Coral.

“Apesar de estar um tempo sem jogos, estava mantendo a parte física. Estou tranquilo, já vivi uma atmosfera de grandes públicos na minha carreira. Sei que é diferente aqui, tenho certeza de que vai ser uma experiência única”, declarou.

Números de Cadorini na temporada

Em 2026, Cadorini soma 10 redes balançadas e uma assistência nas 21 partidas que fez pela Portuguesa, sendo o artilheiro da equipe na temporada.

Dos gols, oito foram marcados na Série D, e dois deles durante o Campeonato Paulista.

Ivan Mota

SANTA CRUZ - PACIÊNCIA COM OS REFORÇOS

Cristian elogia novos reforços do Santa Cruz, mas pede paciência: ‘Um passo por vez’

Cristian de Souza, treinador do Santa Cruz (Evelyn Victoria / Santa Cruz)

Treinador do Tricolor citou que atletas precisam de tempo para ganhar entrosamento, mas serão importantes no Quadrangular do Acesso


O técnico Cristian de Souza, do Santa Cruz, comentou sobre as recentes contratações do clube para o Quadrangular do Acesso da Série C.

Em coletiva nesta sexta-feira (4), o comandante da Cobra Coral elogiou as chegadas dos meias Willian Júnior e Matheus Melo, além dos atacantes Vini Hora e Matheus Cadorini.

“Cadorini é um centroavante de área. Vem de um ótimo ano. Willian Júnior e Vini Hora voltando com acesso. Matheus Melo fez uma ótima Série D. São jogadores que chegam com qualidade e energia positiva”, disse.

Porém, o treinador afirmou que é preciso ter paciência com a adaptação dos atletas.

“A gente tem que dar um passo por vez [...] Torço para que eles se adaptem rapidamente. Não é fácil chegar e dois dias depois ir para um jogo decisivo. Acredito que esses jogadores vão estar a pleno daqui a 10 dias a duas semanas. Não tem como acelerar esse processo”, declarou.

Possíveis estreias contra o Botafogo-PB 

Até o momento, Vini Hora e Willian Júnior já foram regularizados, mas a expectativa é de que, pelo menos, Matheus Cadorini também fique à disposição.

Porém, os novos nomes devem começar no banco de reservas contra o Botafogo-PB, no próximo domingo (6), às 18h30, na Arena de Pernambuco.

Ivan Mota

NÁUTICO - DESGASTE GRADATIVO

Hélio dos Anjos fala sobre desgaste externo no Náutico: "Nada que eu faça serve mais"

Hélio dos Anjos e Guilherme dos Anjos, técnicos do Náutico (Rafael Vieira / CNC)

O treinador alvirrubro externou a sua frustração com as críticas constantes ao trabalho realizado no Náutico


Vindo de uma sequência de oito jogos de invencibilidade e mirando o G6 da Série B do Campeonato Brasileiro, a comissão técnica ainda convive com questionamentos da torcida do Náutico, sobretudo por tomadas de decisão e desempenho em campo. Em entrevista coletiva após a vitória sobre o Botafogo-SP, na última quinta-feira (3), o técnico Hélio dos Anjos falou sobre o desgaste externo no clube.

O experiente treinador externou a sua frustração com as críticas constantes ao trabalho realizado no Timbu na temporada. Hélio também admitiu ter chegado a um ponto que sempre será avaliado negativamente por suas escolhas.

“Eu cheguei em um ponto no Náutico que eu tenho uma consciência muito grande, nada que eu faça serve mais. Tenho certeza que vão falar que o time jogou mal, que não gosto da base e que barrei o (Kauan) Maranhão. Mas, fazer o que”, externou o treinador.

“A minha proposta sempre foi jogar bem para ganhar bem. Você não ganha três ou quatro jogos jogando mal. Não vi o meu time jogando mal, vi jogando de acordo com o adversário. A competitividade do time foi dentro do que precisávamos”, concluiu.

Hélio dos Anjos também voltou a classificar o Náutico como “time de operários”, ressaltando a entrega dos jogadores para conquistar os resultados.

“Eu não tenho um time de craques, nós temos um time de operários. Nós somos operários do futebol. Até nos valores que a gente ganha, não estamos no primeiro escalão de salário, então somos operários. Todos dependemos muito do que estamos fazendo aqui”, avaliou o técnico alvirrubro.

Caio Antunes