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segunda-feira, 13 de julho de 2026

OBRA INTERMINÁVEL PROVOCANDO PROBLEMAS

Obras na orla de Boa Viagem provocam transtornos para pedestres e ciclistas no Recife

Em alguns trechos da Orla de Boa Viagem ciclistas e carros dividem o mesmo espaço (Foto: Rafael Vieira/DP)

Segundo relatos, pedestres precisam dividir, em alguns pontos da Orla de Boa Viagem, a ciclofaixa provisória com bicicletas e máquinas das obras. A reportagem também flagrou motociclistas desrespeitando a interdição e ultrapassando o limite estabelecido


A prática de atividades físicas em alguns trechos da orla da Praia de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, vem sendo impactada pelas obras de requalificação. Em alguns pontos, a circulação se torna perigosa, principalmente quando pedestres precisam dividir espaço com ciclistas na ciclofaixa provisória.

Além de compartilhar a área delimitada por gelo-baianos com bicicletas e usuários de patinetes elétricos, os pedestres também precisam conviver com máquinas utilizadas nas intervenções.

"Faço atividade todos os dias aqui na orla e enfrento dificuldades por causa dessa obra, apesar de ser algo suportável. Há trechos em que a calçada já foi finalizada, mas em outros a intervenção ainda é maior e acaba ficando perigoso, porque precisamos dividir espaço com patinetes elétricos, bicicletas e até com as máquinas da obra", relatou o aposentado Adriano Mota, de 63 anos.

Além desses obstáculos, pedestres também denunciam a presença de motociclistas e até motoristas de carros passeio que desrespeitam a interdição e invadem a área isolada pelos gelo-baianos. Nesta segunda-feira (13), a reportagem do Diario de Pernambuco flagrou alguns desses casos.

"Ultrapassar o limite do gelo-baiano é uma questão de educação no trânsito. É lamentável ver motociclistas usando a ciclovia e colocando em risco quem circula por ela. Se houvesse uma fiscalização mais rigorosa, certamente esse tipo de situação seria evitado", afirmou o empresário Miguel Vallecilla, de 48 anos, que frequenta a orla três vezes por semana para praticar atividades físicas.

Apesar dos transtornos, Miguel acredita que os benefícios das obras compensarão os incômodos temporários. "Quem utiliza a orla com frequência sente o incômodo e se preocupa com a segurança. Mas vejo essa obra sob uma perspectiva de longo prazo. Ela vai trazer melhorias para todos. Mesmo causando transtornos agora, é preciso pensar nos benefícios que oferecerá no futuro", disse.

Ele conta ainda que precisou alterar o percurso da caminhada realizada nesta segunda-feira (13) por causa da dificuldade de circulação provocada pela presença de máquinas, pedestres e ciclistas.

Problemas para os ciclistas

Os ciclistas também afirmam que as obras têm dificultado seus deslocamentos, especialmente aqueles que utilizam a bicicleta como instrumento de trabalho.

"Essas obras trazem um grande problema porque começam e demoram muito para terminar. Em alguns momentos, precisamos sair da ciclofaixa e entrar na pista de carros e motos, já que dividimos o espaço com pedestres e até com as máquinas da obra. Se o serviço fosse agilizado, ajudaria a evitar acidentes", reclamou o entregador por aplicativo Weverton Ribeiro, de 24 anos.

Além disso, denúncias encaminhadas à reportagem apontam que, em alguns trechos onde as intervenções estão sendo concluídas, os gelo-baianos já foram retirados, o que gera confusão no trânsito e deixa ciclistas, motoristas e motociclistas sem uma orientação clara sobre qual faixa utilizar.

Cronograma das obras

De acordo com o cronograma da Prefeitura do Recife, as intervenções da segunda etapa da requalificação estão com cerca de três meses de atraso. O prazo inicial para conclusão era abril deste ano.

Essa fase contempla os trechos entre o Parque Dona Lindu e as proximidades da Pracinha de Boa Viagem, onde as obras ainda estão em execução, além do trecho entre o 2º e o 3º Jardim, que já foi concluído.

Já a terceira etapa, que abrange o trecho entre o 3º Jardim e a Pracinha de Boa Viagem, segue em andamento e tem previsão de conclusão no segundo semestre deste ano, segundo a gestão municipal.

Procuramos a Prefeitura do Recife para obter informações sobre o cronograma atualizado das obras, os transtornos causados pelas intervenções e a fiscalização de motoristas que desrespeitam o bloqueio dos gelo-baianos. Até a publicação desta reportagem, a gestão municipal não havia se pronunciado.

Bartô Leonel

TRABALHO ESCRAVO

Nove trabalhadores em condições análogas à escravidão são resgatados em Pernambuco

Auditores realizaram fiscalizações entre 30 de junho e 8 de julho deste ano. (Foto: Divulgação/AFT)

Segundo a Auditoria Fiscal do Trabalho (AFT), o resgate aconteceu na cidade de Santa Cruz, no Sertão. Os trabalhadores eram submetidos à condições "degradantes", aponta o órgão


Nove trabalhadores em condições análogas à escravidão foram resgatados pela Auditoria Fiscal do Trabalho (AFT) na cidade de Santa Cruz, no Sertão de Pernambuco. As fiscalizações do órgão aconteceram entre 30 de junho e 8 de julho de 2026, em obras públicas de pavimentação e pedreiras. As informações foram divulgadas nesta segunda (13).

Os trabalhadores atuavam no assentamento de pavimento em vias públicas e na extração e corte de pedras nas pedreiras que abasteciam as obras, realizadas por três empresas de construção civil contratadas por entes públicos. As corporações foram autuadas após as fiscalizações.

A Bahia também foi alvo de fiscalizações. Em território bahiano, 20 trabalhadores foram resgatados também em condições análogas às de escravo, nas cidades de Casa Nova e Sento Sé, no Sertão do estado.

Condições encontradas

Os auditores encontraram alojamentos em “condições degradantes”, conforme a AFT. Os trabalhadores dormiam em colchões colocados no chão, em imóveis superlotados e sem privacidade, e, nas pedreiras, em casebres e barracos de lona erguidos no interior da própria lavra.

Também foram identificadas frentes de trabalho sem fornecimento de água potável, sem instalações sanitárias e sem qualquer área de vivência, além do uso de explosivos artesanais manuseados por trabalhadores sem habilitação.

A Bahia também foi alvo das fiscalizações. Lá, 20 trabalhadores em condições análogas às de escravo foram resgatados, nas cidades de Casa Nova e Sento Sé, no Sertão do estado.

Trabalho informal

Ainda de acordo com o material repassado pela AFT, a remuneração era ajustada por produção, por milheiro de pedras cortadas ou por metro quadrado de pavimento assentado, com pagamentos sem recibo e sem as garantias mínimas do contrato formal.

Além disso, parte dos trabalhadores havia sido recrutada em outros municípios e dependia da estrutura fornecida pelos empregadores para moradia, alimentação e transporte.

Legislação

As empresas foram notificadas a promover a resolução das irregularidades, a formalização e rescisão dos contratos de trabalho e o pagamento das verbas devidas, que, juntas com o Dano Moral Individual, totalizaram cerca de R$ 520 mil.

A submissão de trabalhador a condições degradantes é uma das modalidades de redução à condição análoga à de escravo previstas no art. 149 do Código Penal e independe de restrição à liberdade de locomoção.

Os resgatados têm direito ao seguro-desemprego do trabalhador resgatado, na forma da Lei nº 7.998/1990, e foram encaminhados à rede de proteção social.

A conduta dos entes públicos contratantes das obras é objeto de apuração em procedimentos específicos.

Participação institucional

A operação foi coordenada pela Auditoria-Fiscal do Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e contou com a participação integrada do Ministério Público do Trabalho (MPT), da Defensoria Pública da União (DPU) e da Polícia Federal (PF).

Denúncias

Casos de trabalho análogo à escravidão podem ser denunciados de forma anônima e segura por meio do Sistema Ipê, disponível em https://ipe.sit.trabalho.gov.br.

Nicolle Gomes

SPORT - DEIXANDO A ILHA DO RETIRO

Gustavo Maia acerta saída do Sport para defender o Atlético-GO

Gustavo Maia, atacante do Sport (Baggio Rodrigues / SCR)

Atacante não vinha tendo minutagem e Dragão buscou atleta a pedido de Roger Silva, ex-técnico do Leão

 

O atacante Gustavo Maia está de saída do Sport. O jogador será negociado em definitivo com o Atlético-GO, adversário do Leão na Série B, em movimentação confirmada pelo presidente do clube goiano, Adson Batista.

A contratação atende a um pedido do técnico Roger Silva, que trabalhou com o atleta no início da temporada, durante sua passagem pelo Leão, antes de assumir o comando do Dragão na última semana.

Com contrato com o Sport até o fim de 2026, Gustavo Maia perdeu espaço ao longo da temporada e não vinha sendo utilizado com frequência. A última vez em que entrou em campo foi há quase um mês, no dia 17 de maio.

Na Série B, o atacante disputou apenas três partidas, enquanto a maior parte de sua participação aconteceu no Campeonato Pernambucano e na Copa do Nordeste.

Distante do limite de 12 jogos para transferência a outro clube na Segundona, o camisa 11 poderá atuar com a camisa do Atlético-GO. 

Em 2026, Gustavo Maia somou 17 jogos pelo Sport, marcou três gols e distribuiu duas assistências. Ao todo, nas duas temporadas em que defendeu o clube pernambucano, acumulou 33 partidas, quatro gols e quatro assistências.

Em 2025, chegou a ser emprestado ao Criciúma, antes de retornar ao elenco leonino para a atual temporada.

Gabriel Farias

SANTA CRUZ - ARRUDA UM ANO FECHADO

Casa do Santa Cruz, estádio do Arruda completa um ano de portões fechados

Estádio do Arruda, casa do Santa Cruz (Sandy James)

Sem verba para reformas, Santa Cruz vê estádio do Arruda completar um ano fechado


O silêncio que ecoa no Arruda completou um ano. Desde o dia 13 de julho de 2025, o Santa Cruz não sabe o que é jogar com o calor de sua torcida em casa, uma ausência severa na disputa da Série C. A promessa da atual gestão era reabrir o estádio para a competição nacional esbarrou na dura realidade dos bastidores: com folhas salariais atrasadas e sem verba para corrigir as falhas estruturais apontadas pelos órgãos de segurança, o clube vê o retorno do público virar uma realidade cada vez mais distante.

Pouco mais de 8 mil torcedores tricolores estavam presentes no estádio para acompanhar um empate por 1 a 1 diante do Santa Cruz-RN pela Série D, sem saber que aquela partida marcaria a última oportunidade de ver o clube em campo diante da sua torcida nas arquibancadas do Mundão do Arruda.

Desde então, o cenário no Arruda virou um ciclo de promessas não cumpridas. A realidade atual frustra as projeções da cúpula tricolor: tanto o presidente da Comissão Patrimonial, Adriano Lucena, quanto o presidente do poder executivo do clube, Bruno Rodrigues, previam inicialmente que o Santa Cruz voltaria a jogar com o apoio de sua torcida no Arruda ainda durante a disputa desta Série C.

No entanto, nos bastidores, a Patrimonial tem realizado apenas pequenos reparos pontuais, enquanto o clube segue sem uma estimativa concreta para a liberação do estádio. Procurado novamente pela reportagem do DP Esportes, Adriano Lucena não respondeu aos contatos até a publicação desta matéria. Caso haja retorno, as informações serão atualizadas.

À espera da SAF

A reforma do Estádio do Arruda depende, principalmente, da chegada de recursos externos capazes de viabilizar as intervenções necessárias no patrimônio coral. Uma das principais alternativas em discussão é a captação de investimentos por meio da SAF, modelo visto como uma possível fonte de aporte financeiro para a recuperação do estádio. Nesse cenário, a entrada de capital se torna fundamental para modernizar as instalações, melhorar a estrutura oferecida aos torcedores e criar novas oportunidades de receita, contribuindo para a retomada da força do clube no cenário esportivo.

Asfixia financeira em 2026

O otimismo da diretoria esbarrou na dura realidade financeira que asfixia o clube. O Santa Cruz vem enfrentando graves problemas de caixa, operando rotineiramente com salários atrasados de atletas e funcionários. Essa escassez de recursos impacta diretamente a manutenção do patrimônio.

A falta do estádio próprio tem cobrado um preço alto na temporada de 2026. Com problemas de calendário para utilizar a Arena de Pernambuco e sem a liberação dos estádios dos rivais da capital, o Santa Cruz já foi obrigado a mandar partidas decisivas de portões fechados em sua própria casa. Nos confrontos contra o Jaguar e Decisão, no Campeonato Pernambucano.

FPF busca verba externa

O presidente da Federação Pernambucana de Futebol (FPF), Evandro Carvalho, revelou que a entidade máxima do futebol local tentou intervir na estrutura do Arruda nos últimos meses, mas confirmou que a crise financeira do clube obrigou o redirecionamento dos fundos.

"Não [há previsão] no momento. A Federação fez aportes após minha reunião com o Adriano nos últimos meses, na locação de equipamentos chamados de 'aranha'. Mas, devido à crise no futebol, a Federação aportou R$ 500 mil diretamente para o futebol, além das ajudas do ano passado e do início do ano. Assim, ficamos sem recursos para continuar investindo no estádio. Estou buscando alternativas financeiras externas para captar dinheiro e voltar a investir no Arruda", afirmou Evandro Carvalho.

O nó burocrático

A meta de reabrir o Arruda para a Série C parece distante quando é analisado o cronograma dos órgãos de fiscalização pública. O principal entrave atual é estrutural. Na última inspeção realizada em 17 de abril, a Defesa Civil emitiu um parecer técnico: o estádio foi classificado, em termos gerais, como de "risco alto", com alguns setores específicos atingindo a marca de "risco muito alto".

O Corpo de Bombeiros ainda não realizou as vistorias técnicas necessárias para a emissão do Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), uma vez que aguarda a correção das falhas identificadas nas instalações. Paralelamente, a Polícia Militar ainda não iniciou os protocolos de segurança pública exigidos, etapa considerada obrigatória para a validação do plano de ação previsto para os dias de jogos.

Sem fluxo de caixa para obras estruturais de grande porte, com prioridade voltada para conter os atrasos salariais, o Gigante do Arruda segue de portões fechados, adiando por tempo indeterminado o sonho do retorno da torcida coral.

Paulo Mota

NÁUTICO - SITUAÇÃO DE JEAN CARLOS

Técnico do Náutico detalha situação de Jean Carlos para a sequência da Série B

Meia Jean Carlos em treinamento pelo Náutico (Rafael Vieira / CNC)

Grande reforço alvirrubro na atual janela de transferências, o meia vem em processo de recondicionamento físico


Vivendo um jejum de sete jogos sem vitória na Série B do Campeonato Brasileiro, o Náutico busca soluções dentro do elenco para sair da má fase. Principal reforço do clube na atual janela de transferências, o meia Jean Carlos já foi regularizado para a sequência da temporada, mas ainda não estreou com a camisa alvirrubra.

Em entrevista coletiva após a derrota para o Avaí, o técnico Guilherme dos Anjos detalhou a situação do camisa 20 do Timbu. Segundo o comandante alvirrubro, Jean Carlos vem em processo de recondicionamento físico e poderá estrear diante do CRB, nesta quinta-feira (16).

“O Jean Carlos ele vem de 25 dias de férias e parado, o último jogo dele tinha sido há um mês. É um atleta que a gente está trabalhando fisicamente e condicionando ele novamente. Está fazendo uma intertemporada”, externou o treinador.

“É um atleta que pode surgir, sim, para esse próximo jogo (CRB). Vai depender um pouco dessa reação física dele. Muito bem preparado, mas, independente disso, nós temos que ter atenção porque é um jogador de 34 anos fazendo um retorno às atividades normais dele”, concluiu Guilherme dos Anjos.

A expectativa por Jean Carlos vem aumentando no Náutico, sobretudo pelas dificuldades na criação que o time vem sofrendo. Além do camisa 20, o meia Dodô também foi desfalque na última rodada por ter faltado a um treinamento. O jogador vive imbróglio dentro do clube após despertar o interesse do futebol da Coreia do Sul e, posteriormente, ter a opção de compra exercida pelo Náutico.

O Timbu visita o CRB nesta quinta-feira, às 20h, em Alagoas, pela 18ª rodada da Série B. O clube pernambucano atualmente ocupa a 13ª posição na tabela de classificação, com 21 pontos conquistados.

Caio Antunes

PERNAMBUCANO CAMPEÃO DE TORNEIO INTERNACIONAL DE VÔLEI SUB-19

ARIEL LEÃO SAGROU-SE CAMPEÃO DO TORNEIO INTERNACIONAL DE VÔLEI CIUDAD OCAMPO NA ARGENTINA

Ariel Lão

O Torneio Internacional de Vôlei de Villa Ocampo, conhecido como Copa Ciudad de Villa Ocampo, é um dos eventos esportivos mais tradicionais da categoria de base na Argentina, realizado anualmente na cidade de Villa Ocampo, província de Santa Fé.

O torneio ocorre tradicionalmente no mês de julho, reunindo equipes masculinas e femininas (Sub-19) de toda a Argentina e de países vizinhos como Brasil, Chile e Paraguai.

O Minas Tênis Clube conquistou o título da Série Ouro masculina na edição de 2026 do Torneio Internacional de Vôlei de Villa Ocampo.

A equipe brasileira sagrou-se bicampeã da competição na categoria de base (Sub-19), superando os principais clubes tradicionais da Argentina, como Boca Juniors, River Plate e Vélez Sarsfield. O torneio de 2026 ocorreu entre os dias 9 e 12 de julho na província de Santa Fé.

E o pernambucano Ariel Leão de 17 anos está entre os campeões do torneio internacional.

Ariel Leão deu seus primeiros passos como atleta de vôlei com o professor Emanoel Nogueira que foi quem o descobriu nas quadras na cidade de Olinda, foi atleta do Colégio Dom também em Olinda, foi atleta do Navegantes clube de vôlei recifense , depois passou pelo Sport Recife e hoje atua no Minas Tênis Clube de Belo Horizonte.  

Por Pedro Luiz

SERÁ MAIS UMA A TRAIR JAIR BOLSONARO?

Damares decide deixar equipe de plano de governo de Flávio Bolsonaro

Senadora Damares Alves Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

"Já fiz o que era preciso", disse a senadora



A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) decidiu que não irá mais colaborar na elaboração de um plano de governo do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na corrida Presidencial. A parlamentar indicou que pode retornar em um eventual governo de transição.

 Já fiz o que era preciso no primeiro momento. Depois a gente volta a ajudar no governo de transição – disse ao Metrópoles.

De acordo com o site, a senadora disse que ainda não foi procurada por Flávio e que ele estaria “correndo”.

A parlamentar havia sido convidada para colaborar na área de direitos humanos do plano de governo. A decisão de sair se dá após ela ter sido alvo de ataques de aliados de Flávio, entre eles Paulo Figueiredo e Oswaldo Eustáquio.

A senadora afirmou ter sido chamada de “leviana”, “vagabunda” e “adúltera”.

A artilharia se voltou para Damares depois que ela deixou de ir a uma reunião de Flávio com lideranças femininas e defendeu a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), que gravou vídeo relatando ter sido “humilhada” pelo enteado.

Depois do embate com Damares, Paulo Figueiredo ainda afirmou em live que mulheres “votam muito mal”, especialmente as solteiras, já que as casadas “geralmente acompanhariam o voto dos maridos.”

A declaração foi criticada por Damares na reunião da Comissão de Direitos Humanos do Senado.

Monique Mello

MAIS UMA DO TODO PODEROSO

Alexandre de Moraes solta ex-prefeito que tenta o Senado no Rio

Ex-prefeito de Belford Roxo, Marcelo Canella (União), teve apreendido fuzil 556 encontrado pela PF em seu carro (Fotos: Reprodução/Prefeitura de Belford Roxo e PF)


Márcio Canella (União) deixou prisão em Bangu, na noite deste sábado (11), com tornozeleira eletrônica


O ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella (União), foi libertado na noite deste sábado (11), quatro dias após ser preso em flagrante por ter um fuzil .556 em seu carro. Por ordem do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, o pré-candidato a senador deixou a prisão de Bangu 8 usando tornozelira eletrônica.

Canella foi alvo da Policia Federal na terça-feira (7), na 6ª fase da Operação Unha e Carne, e seguirá investigado por suspeita de integrar a organização criminosa acusada de lavagem de dinheiro de ao menos R$ 7,6 bilhões, ao longo dos últimos seis anos, por meio de uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

A arma de guerra de uso restrito foi encontrada por policiais federais durante cumprimento de mandado de busca e apreensão em sua residência, em condomínio de luxo na Barra da Tijuca. Na ocasião, outras armas foram localizadas, com munições e relógios de luxo.

A defesa de Canella argumentou que o fuzil pertencia ao policial militar responsável por sua segurança. Mas Moraes cobra mais esclarecimentos sobre o flagrante. Por isso, suspendeu o porte de arma do ex-prefeito, exigiu a entrega de seu passaporte, entre outras medidas cautelares enquanto o ex-prefeito responder em liberdade ao processo.

Além do ex-prefeito, a 6ª fase da Unha e Carne teve como alvo o delegado Marcus Amim, ex-secretário que chefiou a Polícia Civil do Rio de Janeiro durante o governo de Cláudio Castro (PL). E a investigação tem como base um Relatório de Inteligência do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) que alertou sobre a movimentação bilionária suspeita.

Davi Soares

MAIS UMA IMBECILIDADE DE LULA

Amigo de Maduro, Lula chama ditadora em exercício da Venezuela de ‘presidenta’

Delcy Rodríguez, ditadora em exercício da Venezuala - Foto: redes sociais


Humilhado pelo ex-amigo e ex-ditador da Venezuela Nicolás Maduro, Lula, após muita pressão interna, não reconheceu a fraudulenta eleição venezuelana, mas parece ter mudado de ideia. Nota sobre o telefonema à ditadora em exercício Delcy Rodrigues, que mantém os hábitos do tirano que a precedeu, da Secretaria de Comunicação Social do petista, comandada pelo marqueteiro Sidonio Palmeira, reconhece Delcy como “presidenta designada”, sem explicar quem designou.

São detalhes

O telefonema foi em razão do trágico terremoto no país vizinho. Mas a nota não traz qualquer menção sobre democracia ou o processo eleitoral.

Vai ficando

O “mandato interino” de 180 dias da ditadora expirou assim que julho pontou, mas veio o terremoto e Delcy nunca mais falou em eleições.

Reprovação nas alturas

Pesquisa AtlasIntel na Venezuela mostra reprovação de Delcy em 63,3% em junho. Sobre o enfrentamento à tragédia, desaprovação de 52,4%.

Lula ignora

Apesar da tragédia, 45,7% dos entrevistados disseram que eleger um novo presidente é prioridade, contra 32,6% para reconstruir o país.


AS BABOSEIRAS DE LULA

Lula acumula 19 declarações controversas e gafes no 1º semestre de 2026


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acumula ao menos 19 declarações controversas e gafes no 1º semestre de 2026, ano marcado por sua tentativa de reeleição.

Em fevereiro de 2026, Lula trocou o nome da primeira-dama Janja Lula da Silva pelo nome de Marisa Letícia (1950-2017), que foi sua mulher de 1974 a 2017. Também em fevereiro, confundiu-se e referiu-se à ex-presidente Dilma Rousseff (PT) como sendo a ex-deputada federal Irma Passoni.

A controvérsia mais recente foi em 28 de junho, quando Lula esteve em Santa Catarina. Na ocasião, foi visitar obras de embarcações de apoio offshore contratadas pela Petrobras no estaleiro Detroit Brasil, em Itajaí (SC). Em um discurso inflamado, o presidente disse que não é possível “permitir que prevaleça em Santa Catarina o racismo”. Lula ainda declarou que não se pode permitir “essa ideia da hegemonia branca sobre o restante do país”.

Eis o que disse: “Está chegando o momento de a onça beber água. Vocês não podem permitir que prevaleça em Santa Catarina o racismo. Não podem permitir. Não podem permitir que aqui em Santa Catarina as pessoas sejam tomadas pela síndrome de grandeza, porque esse Estado é muito rico, não é pobre. A gente tem o Estado brasileiro, e todo mundo tem que ser tratado igual. Todo mundo. Não tem um cara, porque é branco, é melhor do que o que é negro, o cara que é nordestino é pior do que o do Sul do país. Que história que é essa? A gente não aceita. Hitler tentou fazer isso e acabou do jeito que acabou. Isso a gente não pode permitir, essa ideia da hegemonia branca sobre o restante do país. Na verdade, isso não é hegemonia branca, é hegemonia da ignorância, que a gente tem que ter coragem de debater”, afirmou.

A declaração causou reação de opositores por considerarem que Lula sugeriu que o Estado é racista. Em 30 de junho, o PL protocolou uma representação no Tribunal Superior Eleitoral pedindo a punição do petista. Argumenta que ele propagou “discurso de ódio e racismo” contra a população de Santa Catarina, além de ter praticado propaganda eleitoral antecipada.

“Nunca fui esquerdista”

Em 17 de junho, ele disse que “o mundo é do caminho do meio” e que “nunca foi esquerdista”. O petista teve a fala captada por um microfone aberto enquanto conversava com a chefe do FMI, Kristalina Georgieva, e o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, durante a cúpula do G7, na França.

Celulares roubados

Em 10 de junho, Lula anunciou o envio automático de notificações para celulares roubados em nova fase do programa Celular Seguro. Na ocasião, disse que pessoas ricas não compram celulares roubados, mas pobres compram.

No mesmo discurso, afirmou que estudaria a possibilidade de os aparelhos serem devolvidos nos Correios já que, nas delegacias, “a pessoa não sabe qual delegado vai encontrar”. A fala causou incômodo em associações de delegados. O Sindesp (Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo), por exemplo, criticou a declaração e disse que delegados e policiais civis desempenham papel fundamental na investigação criminal, na recuperação de bens subtraídos e na proteção da sociedade.

Em 23 de junho, a nova fase do programa foi lançada oficialmente. Em evento, Lula afirmou que quem recebeu uma notificação pode devolver o celular roubado em uma delegacia “sem medo” de ser preso. A declaração provocou questionamentos por conflitar com o que determina o Código Penal para o crime de receptação.

No lançamento do Celular Seguro, Lula também pediu que os brasileiros tenham “mais cuidado” ao usar o celular e fez alerta sobre “alguém dando pirueta na bicicleta” quando for usar o aparelho na rua.

Honestidade

Em duas ocasiões, Lula deu a entender que não é um político honesto. Em 1º de abril, afirmou: “Vocês são as pessoas honestas que querem que eu seja”. Já em 22 de junho, disse que o “político honesto” que os jovens procuram está dentro de si e não dentro dele, Lula.

 Do Poder360

HUGO MOTTA ENVOLVIDO NOS DESVIOS DE EMENDAS

PF diz que servidora contava com aval de Motta para promover desvios de emendas para Cunha


A Polícia Federal afirmou, em representação ao ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, que as provas coletadas pelas investigações apontam que a servidora da Câmara dos Deputados, Mariângela Fialek, tinha aval do presidente da Câmara, Hugo Motta, para atuar na indicação de emendas parlamentares por Eduardo Cunha (Republicanos), que não ocupa mandato parlamentar.

Procurado, Motta ainda não se manifestou. Ontem (11), o presidente da Casa já havia dito que a decisão de Dino que bloqueou bens do chefe do PL, Valdemar Costa Neto, fruto da mesma investigação, era uma tentativa de “criminalizar a política”. As informações são do jornal O Globo.

No documento, citado pelo ministro Flávio Dino, a corporação aponta que a existência de indícios que sustentam a tese de que Fialek, conhecida como Tuca, atuava sob ordens da presidência da Câmara. “Tudo indica que Tuca contava com pleno aval da presidência da Casa para promover os desvios de emendas em favor de Cunha, intensificando um altíssimo grau de promiscuidade na deliberação do chamado orçamento secreto”, afirma a PF.

No documento produzido pelos investigadores, a Polícia Federal argumenta que o conjunto de elementos coletados, como a interceptação de diálogos mantidos entre Tuca e Cunha, revelam que o ex-presidente da Câmara operava com poderes equivalentes ou até superiores aos de parlamentares em exercício, interferindo no direcionamento de recursos federais sem qualquer autorização institucional.

“Isso revela um quadro de gravíssimo desvio de finalidade, pois as emendas, criadas para atender demandas legítimas de representantes eleitos, acabam subordinadas a um esquema informal coordenado por quem não mais responde ao eleitorado, ao Parlamento ou às regras republicanas de transparência”, dizem os investigadores.

Na decisão, Dino determinou o bloqueio de até R$ 6,15 milhões em bens do ex-deputado federal Eduardo Cunha em uma investigação que apura o desvio de emendas parlamentares da Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados. A decisão, assinada em 6 de julho, também suspendeu imediatamente a execução de todas as despesas públicas ligadas às emendas sob suspeita.

Todas as emendas identificadas pela Polícia Federal foram empenhadas no final de 2025, quando Hugo Motta já ocupava a presidência da Casa. “Consoante atestam diálogos em aplicativos de mensagens e numerosas planilhas compartilhadas entre os investigados, Eduardo Cosentino da Cunha, sem exercer mandato parlamentar, parece ter atuado, até muito recentemente, como mandante do (re)direcionamento de valores públicos, especialmente em prol de sua anunciada campanha ao cargo de Deputado Federal pelo Estado de Minas Gerais”, escreveu Dino.

Ontem (11), o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), reagiu àinvestigação contra Valdemar Costa Neto, afirmando que a Polícia Federal estaria tentando criminalizar a atividade política. Na decisão assinada no último dia 6, o ministro Flávio Dino afirmou que não se trata de afirmar que toda irregularidade administrativa configure, por si só, algum ilícito criminal, mas defendeu que a falta de rastreabilidade do dinheiro público gera indícios de possível peculato ou desvio.

Por Magno Martins

OPERADORA DO ORÇAMENTO SECRETO

Quem é Mariângela Fialek, a suposta ‘operadora’ do orçamento secreto



O ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou o bloqueio de R$ 6,1 milhões do ex-deputado federal Eduardo Cunha (Republicanos-MG), por suspeita de desvio de emendas parlamentares. A decisão, tornada pública neste domingo (12), aponta que a servidora pública Mariângela Fialek, conhecida como Tuca, desempenhava o papel de “consultora, facilitadora e implementadora” das demandas repassadas por Cunha.

Mariângela está envolvida em outras duas investigações que miram o chamado “orçamento secreto” do Congresso: uma que apura o envolvimento do presidente do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto, deflagrada nesta semana; e outra ação executada pela PF (Polícia Federal) em dezembro de 2025, no âmbito da Operação Transparência, que mirou o deputado Arthur Lira (PP-AL), do qual a investigada é ex-assessora. As informações são da CNN Brasil.

“Fialek dominava procedimentos, sistemas e fluxos administrativos essenciais ao fracionamento, remanejamento e justificativa formal das emendas, o que lhe conferia capacidade concreta de materializar decisões tomadas fora do processo parlamentar regular”, aponta o documento que autoriza a operação.

Conhecida entre os investigados como “Tuca”, Mariângela trabalha na Câmara dos Deputados há aproximados seis anos e desempenhava funções na organização técnica do orçamento. Em dezembro de 2025, foram realizadas buscas na casa e no local de trabalho da servidora, que teve seu celular examinado pela PF.

“O material examinado apresenta indícios robustos de peculato-desvio praticado por servidora com domínio da etapa interna de alocação de emendas, em concurso com terceiro não detentor de cargo público, que teria induzido e dirigido o resultado, valendo-se de sua influência partidária”, diz a nova decisão.

Mariângela, 51, nasceu em União da Vitória (PR), é advogada formada pela PUC/RS e mestra em Direito do Estado pela Faculdade de Direito da USP (Universidade de São Paulo). Segundo apontou sua defesa, ela integrou o Poder Executivo por quase uma década, tendo inclusive desempenhado a função de Assessoria na Subchefia de Assuntos Jurídicos da Casa Civil no governo Lula, em 2003.

Também ocupou a Subchefia de Assuntos Parlamentares no Governo Temer e foi assessora parlamentar do Ministério de Desenvolvimento Regional no governo Bolsonaro. A servidora ainda trabalhou no Senado da República por 10 anos, desempenhando a função de assessoria jurídica da Liderança dos Governos Lula e Dilma.

Em nota enviada à imprensa na última sexta-feira (10), a defesa de Mariângela Fialek afirmou que a sua atuação era “estritamente técnica, apartidária e impessoal” e destacou que não se atribui à servidora “a prática de nenhuma irregularidade funcional ou criminal”.

A defesa do ex-deputado Eduardo Cunha também emitiu uma nota afirmando que o ex-deputado “desconhece qualquer irregularidade na tramitação das emendas” e que “rejeita a tentativa de equiparar automaticamente a legítima interlocução política ao exercício clandestino de mandato parlamentar”.

Leia a íntegra abaixo:

A defesa de Eduardo Cunha tomou conhecimento, pela imprensa, da decisão divulgada neste domingo e esclarece que, antes da decretação do bloqueio patrimonial, não havia sido intimado, ouvido ou chamado a prestar qualquer esclarecimento no âmbito dessa investigação.

Eduardo Cunha não exerce mandato parlamentar e, portanto, não apresentou, subscreveu ou formalizou nenhuma das emendas mencionadas nas reportagens. Ao contrário. Conforme pode-se observar, elas foram oficialmente apresentadas e indicadas por parlamentares, bancadas ou órgãos legitimados, únicos que possuem competência sobre o processo orçamentário.

Eduardo Cunha sempre pautou sua vida publica pelo compromisso ético e probidade, respeitando as normas legais, inclusive, enquanto exerceu seu mandato parlamentar.

Deste modo, a defesa rejeita a tentativa de equiparar automaticamente a legítima interlocução política ao exercício clandestino de mandato parlamentar.

É igualmente necessário esclarecer que o montante de R$ 6,15 milhões corresponde ao valor global das emendas questionadas, destinadas a municípios ou outros beneficiários públicos, e nem mesmo a decisão imputa recebimento de qualquer vantagem a Eduardo Cunha.

Eduardo Cunha desconhece qualquer irregularidade na tramitação das emendas. Cabe ressaltar que a própria PGR considerou prematuro o bloqueio das contas de Eduardo Cunha.

A defesa buscará acesso integral à investigação a fim de conhecer o contexto completo dos fatos, exercer o contraditório e impugnar as medidas decretadas.