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sábado, 25 de abril de 2026

STF QUER CENSURAR O POVO BRASILEIRO

STF abre licitação de R$ 249 mil para monitorar redes sociais

STF Foto: FABIO RODRIGUES-POZZEBOM/ AGÊNCIA BRASIL/ARQUIVO


Empresa contratada fará o monitoramento em tempo real das menções ao tribunal e a seus integrantes

 

O Supremo Tribunal Federal (STF) abriu licitação para contratar uma empresa especializada no monitoramento de sua presença digital nas redes sociais. A sessão do pregão eletrônico está marcada para 11 de maio de 2026, às 14h, com valor máximo estimado em R$ 249,9 mil.

O serviço prevê o acompanhamento contínuo, em tempo real, das menções ao tribunal e a seus integrantes em plataformas como X, Instagram, YouTube, Facebook e TikTok. A empresa contratada deverá coletar e analisar dados em grande escala, com uso de ferramentas profissionais e emissão de relatórios.

Segundo o edital, o contrato terá duração inicial de 12 meses e será definido pelo critério de menor preço, em regime de empreitada global. O objetivo é apoiar ações de comunicação institucional e auxiliar na gestão de crises diante do alto volume de interações envolvendo a Corte.

O documento também estabelece a entrega de alertas sobre conteúdos com potencial de repercussão, enviados por aplicativos de mensagem. Além disso, estão previstos relatórios diários e mensais com análises quantitativas e qualitativas.

Em situações de maior impacto, a empresa deverá produzir boletins específicos em até 24 horas. Esses materiais devem apresentar dados sobre engajamento, alcance e repercussão de conteúdos relacionados ao STF.

Outro ponto previsto é a disponibilização de painéis digitais com atualização frequente para consulta da equipe do tribunal. A estrutura mínima sugerida inclui quatro profissionais dedicados ao serviço, garantindo monitoramento ininterrupto.

De acordo com o edital, o acompanhamento deve ser feito 24 horas por dia, todos os dias da semana, com coleta de grande volume de menções, que pode chegar a centenas de milhares por dia.

A licitação está disponível no portal de compras do governo federal e também no site do STF, onde podem ser consultados o edital completo e demais informações sobre o processo.

Pleno.News 

SOBRE GILMAR MENDES

Senador chama Gilmar de ator político: “Presta desserviço”

Senador Alessandro Vieira Foto: Geraldo Magela/Agência Senado



Alessandro Vieira deu declarações nesta sexta-feira



Nesta sexta-feira (24), o senador Alessandro Vieira (MDB-AL) rebateu críticas que recebeu do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes. Vieira se manifestou após o magistrado ter sugerido uma relação entre o parlamentar e o crime organizado.

De acordo com o senador, Gilmar “presta um desserviço”. Ele também chamou o ministro de “ator político”.

– Gilmar presta um desserviço à Justiça. A postura não é de magistrado, é de ator político. O relatório da CPI apontou a infiltração do crime organizado, mas ao longo do caminho esbarramos em fatos que dizem respeito a condutas de ministro. E apontei essas condutas. Por isso indicamos alguns ministros. Na República, ninguém está acima da lei. Eu só manifestei o meu voto. Não é abuso de autoridade – falou Vieira à CNN Brasil, de quem são as informações.

Em entrevista ao jornal O Globo, na última quarta-feira (22), Gilmar Mendes criticou Vieira em função do relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado.

O relatório final da CPI pediu o indiciamento dos ministros Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes, além do Procurador-Geral da República, Paulo Gonet. A proposta é baseada na maneira como eles atuaram no caso do Banco Master.

Gilmar disse ao jornal carioca que está chocado por uma CPI voltada a investigar o crime organizado no Rio de Janeiro terminar por sugerir o indiciamento de magistrados.

– E a mídia vem dizendo que ele [Vieira] ‘só’ fez isso. Não, ele fez isso, que é extremamente grave”, disse Gilmar. “E eu, então, suponho: por que ele fez isto? Porque ele está ameaçado pelo crime organizado? Ou, o que pode ser pior — é outra hipótese —, porque ele está sendo financiado pelo crime organizado? – questionou o ministro do STF.

Pleno.News 

LULA ESTÁ VENDENDO O BRASIL

Caiado acusa Lula de ‘vender o Brasil’ após crítica sobre acordo

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD-GO) - (Foto: Governo de Goiás/ Divulgação)


Governador de Goiás rebate fala de Luiz Inácio Lula da Silva e defende parceria com EUA para exploração de minerais


O governador de Goiás e pré-candidato à Presidência, Ronaldo Caiado (PSD), reagiu às críticas feitas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre um acordo firmado com os Estados Unidos na área de minerais críticos e acusou o petista de “vender o Brasil”.

“Quem está vendendo é ele! É ele que está entregando tudo”, afirmou Caiado.

A declaração ocorre após Lula criticar o acordo firmado durante a gestão de Caiado em Goiás, classificando a iniciativa como irregular e alegando risco à soberania nacional.

Em entrevista ao Portal ICL, o presidente afirmou que o governador teria feito concessões que seriam de competência da União. Caiado, por sua vez, defendeu o entendimento com os norte-americanos e afirmou que a proposta busca agregar valor à produção mineral.

Segundo ele, o objetivo é desenvolver tecnologia no estado para processar terras raras, como térbio e disprósio, em vez de exportar apenas matéria-prima bruta.

O governador argumenta que a iniciativa pode gerar mais renda, atrair investimentos e ampliar a capacidade tecnológica local. Ele também destacou que o acordo não prevê obrigação de gastos ou compromissos financeiros entre as partes.

A parceria, no entanto, foi mal recebida por integrantes do governo federal, que apontam falta de coordenação nacional e possíveis impactos sobre a política estratégica de minerais.

Lucas Soares

LANÇAMENTO DE CAMPANHA INUSITADO

Pré-candidato no RS expõe cela com Lula, Moraes e Toffoli

Moraes, Lula e Toffoli, atrás das grades, durante o lançamento da pré-candidatura de Ramiro Rosário, no RS. (Foto: Divulgação).


Vereador de Porto Alegre, Ramiro Rosário, lançou sua pré-candidatura a deputado estadual e criticou o atual cenário político do país


O vereador de Porto Alegre Ramiro Rosário (NOVO-RS) lançou, na noite desta sexta-feira (24), sua pré-candidatura a deputado estadual em evento no Alcatraz Bar, na capital gaúcha. O local é inspirado na famosa prisão de Alcatraz, nos Estados Unidos, e reproduz cenários de uma prisão, incluindo celas, solitária e parlatório.

Como parte da programação, uma das atrações preparadas para os convidados é uma cela com bonecos do presidente Lula (PT) e dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, atrás das grades.

Segundo Ramiro, a proposta busca provocar reflexão por meio do humor e da crítica política.

“Não há democracia plena se o sistema não pode ser confrontado. Numa democracia, a opinião não é calada, a sátira não é condenada e o riso é instrumento de questionamento sobre os poderosos. Essa cela fictícia é mais do que um desejo de muita gente, mas um questionamento verdadeiro: se fossem outros, eles não estariam presos? Vivemos numa democracia de verdade?”, afirmou.

O lançamento reúne lideranças políticas de direita, como o deputado federal Marcel van Hattem (NOVO-RS), pré-candidato ao Senado e o deputado estadual Felipe Camozzato (NOVO) e apoiadores da pré-candidatura de Ramiro Rosário à Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul.

Mael Vale


A FRAGILIDADE DO STF

Ministra Cármen Lúcia alertou que só um poder frágil não tolera crítica

Ministra do STF, Cármen Lúcia. (Foto: Antonio Augusto/STF).

Em meio à perplexidade com a represália do ministro do STF Gilmar Mendes ao post do ex-governador mineiro Romeu Zema satirizando o envolvimento de ministros da Corte no escândalo do Banco Master, vale a pena lembrar a frase lapidar da ministra Cármen Lúcia, no contexto de ação da Abert, associação de emissoras, contra tentativas de censura a sátiras e críticas políticas na campanha eleitoral de 2018. “Poder que não tolera crítica humorística é um poder frágil”, sentenciou a magistrada.

Não tinha morrido?

Dois anos antes, em 2016, outra frase da ministra se tornara icônica: “O ‘cala a boca’ já morreu, quem manda na minha boca sou eu”.

Juíza de visão

O alerta da ministra se materializaria depois no poder supremo que, em sua vulnerabilidade, não suporta o contraditório, a crítica ou a sátira.

Contraste é inescapável

Mas Cármen Lúcia tem avalizado medidas que flertam ou apoiam restrições à liberdade dos brasileiros, sobretudo nas redes sociais.

Liberdade de ideias faz mal?

Em 2025, ela ajudou a desfigurar o Marco Civil da Internet para “impedir que 213 milhões de pequenos tiranos sejam soberanos na internet”.

Cláudio Humberto

AUDIÊNCIA DO CASO EMILY

Primeira audiência do Caso Emily será nesta segunda (27): "Senti os tiros em mim", diz a mãe da garota que busca justiça

Fórum Desembargador Henrique Capitulino, em Jaboatão dos Guararapes (REPRODUÇÃO/REDES SOCIAIS)

A quase nove meses, Emily Vitória estava comemorando seu aniversário quando foi atingida por tiros disparados por Sérgio Heverton, que passará pela audiência de instrução na segunda; família aguarda justiça para diminuir a dor


A primeira audiência do caso Emilly Vitória está marcada para acontecer nesta segunda-feira (27), no Fórum Desembargador Henrique Capitulino, localizado na BR-101, em Prazeres, Jaboatão dos Guararapes, Grande Recife.

“Eu senti que aqueles tiros foram em mim”. A dor que não passa é de Shirlane Mayara, de 36 anos, mãe de Emilly Vitória, de 6 anos, morta a tiros durante uma festa de aniversário no bairro de Prazeres, em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife.

O caso terá um novo desdobramento na próxima segunda-feira (27), quando ocorre a primeira audiência de instrução, que deve definir se o acusado será levado a júri popular.

Às vésperas de completar nove meses do crime, neste sábado (25), a família revive a dor e cobra justiça. “A gente quer que ele pague pelo que fez. Ele destruiu uma família”, disse a tia da criança, Camila Ingrid.

Primeira fase do júri

De acordo com o advogado da família, João Vitor, apenas um réu responde pelo caso.

“Vai apenas um réu, que é o Sérgio Heverton. Essa audiência é a primeira fase do júri, onde serão ouvidas testemunhas de acusação para que o juiz decida se ele vai a júri popular”, explicou.

Segundo o advogado, não foram apresentadas testemunhas por parte da defesa até o momento.

“Serão ouvidas testemunhas de acusação, principalmente familiares que presenciaram o crime e policiais militares que atenderam a ocorrência”, disse.

Ele detalha que esta etapa é fundamental para o andamento do processo.

“O processo segue o que determina o Código de Processo Penal. Essa é a fase em que o juiz vai decidir se pronuncia o réu. Ou seja, se envia ele para a segunda fase, que é o júri popular”, afirmou.

Provas e expectativa da acusação

A defesa da família afirma que há elementos consistentes contra o acusado, incluindo relatos de testemunhas oculares.

“A gente tem provas bastante robustas, principalmente, testemunhas que viram tudo acontecer. Elas vão descrever toda a dinâmica do crime, desde a chegada dele até os disparos”, destacou o advogado.

A expectativa, segundo ele, é de que o réu avance para julgamento no plenário.

“O que se espera é que ele vá para a segunda fase do júri, para que todas essas provas sejam apresentadas aos jurados e que, ao final, seja feita a justiça”, disse.

O acusado responde por um homicídio qualificado consumado e duas tentativas de homicídio.

Sobre uma eventual pena, João Vitor explica que ainda não é possível definir com precisão, mas aponta uma estimativa com base na legislação.

“Como se trata de homicídio qualificado, a pena varia de 12 a 30 anos. Considerando as circunstâncias, pode chegar a algo entre 16 e 20 anos, mas isso depende de vários fatores que ainda serão analisados”, explicou.

Atualmente, o acusado está preso no Cotel.

Como foi

“Quando ele entrou, começou a atirar”, contou a mãe da criança.

Ela havia deixado a filha na festa, que reunia apenas crianças, e aguardava na frente quando o ataque aconteceu.

“Eu levei ela pra festa e fiquei do lado de fora, conversando com os padrinhos dela. Quando eu vi ele descendo a ladeira com a arma na mão, eu reconheci na hora. Mas nunca imaginei que ele ia fazer isso”, relatou.

Segundo Shirlane, o homem passou por ela normalmente, armado, e entrou na casa onde acontecia a comemoração.

“Quando ele passou pelo portão, eu disse: ‘meu Deus, ele vai entrar na festa, minha filha tá lá’. E quando ele entrou, começou a atirar. Eu comecei a gritar, me desesperar. Eu senti que aqueles tiros foram em mim”, disse.

A criança foi atingida por dois disparos, um no braço e outro na cabeça.

“Meu compadre entrou e saiu com ela nos braços. Ela já vinha desfalecida. Foi o maior desespero. A gente só pensava em socorrer”, contou.

Emilly foi levada, inicialmente, para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e depois transferida para o Hospital da Restauração (HR), no centro do Recife, onde ficou internada por quatro dias.

“Ela teve morte encefálica. Foi o maior desespero da minha vida”, completou a mãe.

Ainda de acordo com Shirlane, o suspeito deixou o local caminhando normalmente, após os disparos.

“Ele saiu com a arma na mão, passou por mim enquanto eu estava gritando. Eu saí dizendo que tinha sido ele. A população conseguiu pegar ele e segurou até a polícia chegar”, afirmou.

O homem foi identificado como Sergio Heverton da Silva Carvalho, de 39 anos.

Relação com o acusado

A mãe contou que conhecia o acusado desde a infância, já que ele morava em frente à casa dela.

“Ele cresceu aqui, na frente. Era vizinho. A relação era só de ‘oi, oi’. Eu nunca tive proximidade porque ele era envolvido com coisa errada”, disse.

Apesar disso, ela afirma que jamais imaginou que ele cometeria um crime dessa forma.

“Eu pensei que ele estava só se mostrando com a arma. Nunca passou pela minha cabeça que ele ia entrar numa festa de criança pra atirar”, declarou.

“Era uma menina maravilhosa”

A dor da perda também é compartilhada por outros familiares. Ingrid, descreveu a Emilly como uma criança cheia de vida.

“A Emilly era uma menina amorosa, muito inteligente, cheia de saúde. Todo mundo amava ela. Era uma menina de casa, muito bem cuidada”, disse.

Ela contou que esteve com a criança pouco antes do crime.

“Eu passei lá uns 40 minutos antes. A gente abraçou, beijou, disse que amava. Meu esposo ainda falou que ia buscar ela na escola no dia seguinte. A gente nunca imaginava que aquilo ia acontecer”, relatou.

Segundo Ingrid, a notícia chegou por meio de um grupo da família.

“A gente recebeu um áudio dizendo que a mãe dela estava gritando. Foi um desespero. Quando chegamos lá, já soubemos que ele tinha entrado atirando dentro da festa”, disse.

Além de Emily, outras duas pessoas foram atingidas, a aniversariante que estava completando 5 anos, e um jovem de 19 anos, identificado como Taywan Silva. Ambos sobreviveram.

Familiares acreditam que o alvo do atirador seria outra pessoa.

“Ele veio com intenção de matar alguém, mas sabia que ali só tinha criança. Dava pra ver de fora. Mesmo assim, ele entrou e atirou”, afirmou Ingrid.

Expectativa para a audiência

A audiência de instrução está marcada para segunda-feira (27), no Fórum Desembargador Henrique Capitulino, localizado na BR-101, em Prazeres, Jaboatão dos Guararapes, e deve definir se o acusado irá a júri popular.

Grávida de três meses, a mãe de Emily diz que enfrenta crises de ansiedade com a proximidade da data.

“Meu coração está angustiado. Vem tudo na cabeça. Mas eu creio que a justiça vai ser feita. A justiça de Deus não falha”, disse.

A família tenta seguir unida diante da dor. “É um dia após o outro. Um segurando no outro”, resumiu Ingrid.

Cadu Silva


ESTA É A JUSTIÇA BRASILEIRA

Justiça manda retirar construtora do Recife da Lista Suja do trabalho escravo quatro dias após inclusão

Sede do Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região. (Foto: Divulgação/TRT6)


A empresa Uniterra foi incluída neste mês na Lista Suja após resgate de quatro trabalhadores em uma obra pública de calçamento e em uma pedreira em 2025


A 13ª Vara do Trabalho do Recife, do Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região (TRT6), determinou a retirada de empresa com sede no Recife da "Lista Suja" do trabalho escravo, quatro dias após sua inclusão. A empresa Uniterra - União Terraplanagem e Construções Ltda foi incluída na lista após resgate de quatro trabalhadores em situação considerada análoga à de escravos no Agreste e no Sertão do estado em 2025.

A última atualização da "Lista Suja", que reúne o nome dos empregadores flagrados submetendo trabalhadores a condições análogas à escravidão, foi atualizada em 6 de abril deste ano. A decisão determinando a retirada do nome da Uniterra foi assinada no último dia 10.

No pedido feito à Justiça do Trabalho, a construtora afirma existir decisão vigente determinando a suspensão da exigibilidade dos autos de infração e dos Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) sobre o caso.

A Uniterra acrescenta que a manutenção de seu nome no cadastro impede a obtenção de certidões de regularidade, "o que gera prejuízo imediato e concreto, uma vez que a empresa está classificada em primeiro lugar em licitação promovida pelo DNIT", destaca. Ela também afirma participar de outros certames, do Departamento de Estadas de Rodagem (DER) e da Secretaria de Administração (SAD), e que haveria risco de paralisação de pagamentos em contratos administrativos em execução.

A decisão da 13ª Vara do Trabalho do Recife cita que a liminar que suspendeu a exigibilidade das obrigações assumidas em TAC foi motivada por causa de controvérsia sobre a natureza da relação jurídica mantida entre a Uniterra e subempreiteiro.

"A manutenção indevida no cadastro restritivo acarretará a inabilitação sumária da empresa, gerando dano patrimonial severo e irreversível, além do comprometimento da manutenção dos postos de trabalho de seus cerca de 130 empregados formais", escreve o juiz do Trabalho Marcos Antônio Idalino Cassimiro Filho na decisão.

O magistrado determina, então, que a União Federal proceda a imediata exclusão do nome da Uniterra da Lista Suja do trabalho escravo enquanto a liminar for vigente. Em caso de descumprimento, a União deverá pagar multa diária de R$ 10 mil.

O resgate

A vistoria do Grupo Especial de Fiscalização Móvel (GEFM) ocorreu em 19 de março de 2025 em uma frente de obra pública de calçamento em Alagoinha e em uma pedreira em Sertânia. Os trabalhadores contaram que a empresa tomadora dos serviços era a construtora Uniterra, mas que a contratação e a gestão direta era realizada por José Nivaldo dos Santos Silva.

O próprio José Nivaldo relatou durante a fiscalização que foi contratado de maneira informal pela Uniterra para executar a pavimentação de ruas.

Em auto de infração sobre o caso, a Secretaria de Inspeção do Trabalho, ligada ao Ministério do Trabalho e Emprego, afirma que a relação estabelecida entre a Uniterra e Nivaldo se caracterizava como subempreitada informal de atividade-fim, sem formalização contratual.

"A atividade desenvolvida na pedreira e na pavimentação resultava em proveito econômico direto à empresa Uniterra, que, apesar da informalidade do contrato, era beneficiária útil do trabalho executado", diz o documento ao qual o Diario de Pernambuco teve acesso.

Na ocasião, o responsável técnico e procurador da Uniterra declarou que se tratava de uma obra pequena, sem maiores complexidades, e por isso optaram por contratar José Nivaldo.

"A contratação de pessoas físicas tornava o suposto contrato de subempreitada juridicamente inválido e fraudulento sob o prisma da legislação trabalhista", concluem os fiscais.

Trabalho análogo à escravidão

Segundo o auto de infração, os trabalhadores tinham vínculos empregatícios informais, apesar da presença de todos os elementos caracterizadores da relação de emprego.

O GEFM concluiu que quatro desses homens, que atuavam na construção de calçamento de ruas e extração de pedras, estavam submetidos a condições análogas à escravidão.

Os elementos caracterizadores foram: informalidade e irregularidade das relações trabalhistas; sistema de remuneração por produtividade e baixa remuneração; degradância do ambiente de trabalho, vida e moradia; grave e iminente risco; e exploração das vulnerabilidades dos trabalhadores e a retroalimentação do ciclo vicioso de miserabilidade.

"Não houve fornecimento adequado de Equipamentos de Proteção Individual (EPI), sendo relatado apenas o recebimento esporádico", diz trecho do documento.

"As condições da área de vivência eram igualmente degradantes. A área de abrigo, na pedreira, eram dois barracos improvisados, feito de galhos e lona, sendo o primeiro montado sob o chão de terra, com dois pedaços velhos de colchões e uma prateleira com vários produtos alimentícios, inclusive uma panela com carne cheia de bichos, que o trabalhador dispunha para se alimentar", acrescenta.

O auto de infração continua: "Não havia instalações sanitárias para excreção fisiológica, nem no barraco nem em outra área qualquer da pedreira. Também não havia chuveiro para que os trabalhadores, com as vestimentas impregnadas de poeira e outras sujidades ao término da jornada, pudessem se banhar. As necessidades fisiológicas eram feitas no mato".

Liminar

No pedido de suspensão de TAC, a construtora afirma que o documento foi assinado sob coação institucional, sem prova documental mínima e com base em presunções equivocadas de vínculo de emprego.

Para a Uniterra, a conclusão dos auditores fiscais de que os trabalhadores estariam ligados à empresa por meio de José Nivaldo seria "meramente presuntiva". "Não há qualquer documento que comprove vínculo empregatício ou ingerência da empresa sobre tais trabalhadores", argumenta no processo. Segundo a Uniterra, os trabalhadores foram recrutados, organizados, alojados e remunerados exclusivamente pelo executor.

Em agosto de 2025, o juiz Marcos Antônio Idalino Cassimiro Filho atendeu ao pedido da construtora e deferiu liminar para suspender a exigibilidade das obrigações assumidas no TAC.

Ao pedir a reconsideração da decisão, o Ministério Público do Trabalho (MPT) afirma que a tese apresentada pela Uniterra representaria o fim das ações de combate ao trabalho escravo.

"Subempreita, de maneira ilegal uma obra pública. E depois alega não ter qualquer tipo de responsabilidade pelas irregularidades trabalhistas encontradas nesta mesma obra. A tese da empresa acabaria com toda e qualquer ação de combate ao trabalho escravo, bastando que as empregadoras subempreitem as suas atividades e depois aleguem não ter qualquer responsabilidade trabalhista", pontua na manifestação.

Posicionamentos

O advogado Ulisses Dornelas Júnior, que representa a Uniterra, classificou como indevida a inclusão da empresa na Lista Suja do trabalho escravo.

"A autuação da Uniterra foi absolutamente indevida, razão pela qual a empresa ingressou com uma ação judicial visando desconstituir o auto de infração e obteve de forma liminar a proibição de qualquer tipo de inclusão em cadastros restritivos", declara ao Diario de Pernambuco.

"O Ministério Público do Trabalho, ignorando a existência dessa ordem judicial, em manifesto abuso, promoveu ilegalmente a inclusão da empresa na lista, razão pela qual isso foi comunicado em juízo e obteve-se mais uma vez uma ordem de retirada", diz.

Em nota, o MPT afirma entender que a decisão de exclusão da empresa deve ser reformada. "Nesse sentido, já foram adotadas medidas judiciais, incluindo o ajuizamento de mandado de segurança, que, até o presente momento, não obtiveram o resultado pretendido".

"O órgão ministerial ressalta que continuará utilizando todos os instrumentos jurídicos disponíveis para buscar a revisão da decisão, com o objetivo de assegurar a efetividade das políticas públicas de enfrentamento ao trabalho em condições análogas à escravidão e a proteção dos direitos fundamentais das pessoas trabalhadoras", conclui.

A reportagem não conseguiu contato com José Nivaldo dos Santos Silva.

Lista Suja do trabalho escravo

O Cadastro de Empregadores, ou Lista Suja do trabalho escravo, é publicada semestralmente com o objetivo de dar transparência aos resultados das ações fiscais de combate ao trabalho escravo.

No curso das ações são lavrados autos de infração para cada irregularidade trabalhista identificada, além de auto de infração específico que caracteriza a submissão de trabalhadores à condição análoga à de escravo.

Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, a inclusão na lista só ocorre após a conclusão de processos administrativos, nos quais são assegurados aos autuados o contrário e a ampla defesa. Os nomes permanecem publicados por dois anos.

Jorge Cosme

PUXANDO O SACO DO CANALHA GUILHERME BOULOS

"Essa casa é a casa de vocês", afirma Raquel Lyra ao MTST no Palácio do Campo das Princesas

Reunião contou com a participação de outras lideranças políticas, como o ministro Guilherme Boulos (Francisco Silva/DP Foto)


Governadora se reúne com MTST e outros movimentos sociais, garantindo recursos para moradia no Cordeiro

 

“Eu quero que vocês saibam que essa casa é a casa de vocês. E, muitas vezes, muitos chegam aqui e não tiveram a oportunidade de falar com o governador do estado”, afirmou a governadora Raquel Lyra (PSD) às lideranças do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) e a outros movimentos sociais de Pernambuco, no Palácio do Campo das Princesas, na tarde desta sexta-feira (24).

A fala foi divulgada nas redes sociais da governadora. Na ocasião, também estavam presentes o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos (Psol), e a deputada Jô Cavalcante (Psol). No vídeo, é possível ver a parlamentar emocionada.

A governadora declarou que os recursos e o terreno para viabilizar as demandas do movimento “estão garantidos” e fez críticas às gestões anteriores: “O governo do Estado não tinha uma política de moradia, sempre ficava esperando somente pelo governo federal. Não acolhia os movimentos sociais, nem cuidava das áreas disponibilizadas. Vocês vão morar no bairro do Cordeiro, na Caxangá”.

No vídeo publicado, Raquel Lyra também destacou a construção do Parque do Cordeiro, descrito como um espaço de convivência “para que a gente possa combater a violência e dar às pessoas a oportunidade de terem um local de convivência pacífica”.

A governadora ainda afirmou aos presentes que “a luta de vocês não merece promessa, merece realidade. E é isso que a gente está fazendo: construindo junto, sem discurso vazio e sem foto pra inglês ver”.

Amanda Medeiros


CONTA DE LUZ

Aneel anuncia bandeira amarela e conta de luz ficará mais cara em maio

Interruptor de luz (Fernando Frazão/Agência Brasil)


Taxa adicional na conta de luz será cobrada pela primeira vez neste ano


A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou, nesta sexta-feira (24), bandeira tarifária amarela para o mês de maio, com cobrança de taxa adicional na conta de luz, pela primeira vez neste ano. Desde janeiro, estava em vigor a bandeira tarifária verde.

Conforme o órgão, a decisão de acionar a bandeira amarela se relaciona ao volume de chuva abaixo da média nos reservatórios. Em consequência, os consumidores de energia elétrica terão custo adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.

Como o Estadão/Broadcast mostrou, a possibilidade de El Niño no segundo semestre deste ano, com seu efeito no aumento das temperaturas e redução das chuvas no Norte e Nordeste do País, reforça essa perspectiva de bandeiras tarifárias mais caras ao longo do ano.

Como é definida a bandeira tarifária

Além do risco hidrológico (GSF), gatilho para o acionamento das bandeiras mais caras, outro fator de peso é o aumento do Preço de Liquidação de Diferenças (PLD) - valor calculado para a energia a ser produzida em determinado período.

Criado em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias indica aos consumidores os custos da geração de energia no País e visa atenuar os impactos nos orçamentos das distribuidoras de energia.

Antes, o custo da energia em momentos de mais dificuldades para geração era repassado às tarifas apenas no reajuste anual de cada empresa, com incidência de juros. No modelo atual, os recursos são cobrados e transferidos às distribuidoras mensalmente por meio da "conta Bandeiras".

Estadão Conteúdo

SPORT - O ÍDOLO CRISTIANO RONALDO

Perotti, do Sport, relembra encontro com Cristiano Ronaldo: "Minha maior referência"

Cristiano Ronaldo e Pedro Perotti, centroavante do Sport (Reprodução)



O centroavante rubro-negro revelou detalhes do contato com o craque português durante passagem pelo Nacional, em 2020


Centroavante do Sport, Pedro Perotti relembrou um momento marcante de sua passagem no futebol português. Em entrevista ao IlhaCast, o atacante deu detalhes do encontro com Cristiano Ronaldo nos tempos de Nacional, clube da Ilha da Madeira, em 2020, em meio ao período de retomada das atividades após a paralisação causada pela pandemia da Covid-19.

À época, Perotti defendia o Nacional por empréstimo da Chapecoense e dividiu o ambiente de treinamento com o CR7. Ídolo do clube, Cristiano Ronaldo utilizava as instalações para manter a forma física enquanto ainda era atleta da Juventus. O time da Madeira, inclusive, guarda um acervo de Ronaldo, que atuou nas categorias de base da equipe antes de se transferir para o Sporting.

O primeiro contato, no entanto, passou quase despercebido pelo brasileiro, como ele próprio contou.

“Ele treinava antes de todos nós, às 7h, e a gente a partir das 8h. Foi muito engraçado… Eu lembro que peguei minhas coisas no vestiário, o meu era o primeiro, e estava indo para o último vestiário. Quando passei pelo corredor, estava descendo o preparador físico. Eu cumprimentei ele, e o Cristiano Ronaldo estava no meio. Bati a mão com ele e dei bom dia, como se fosse um cara do clube que eu via no dia a dia. Sentei e caiu a ficha, não notei. Depois pedi para tirar a foto, disseram que ele estava em uma massagem e que, quando terminasse, tiraria. Eu estava treinando e ele foi embora. Pensei: ‘não é possível que vou perder essa oportunidade’”, relembrou.

A segunda chance veio dias depois, e dessa vez Perotti não deixou escapar o contato com um dos maiores jogadores da história.

“Aí, em outro dia, eu cheguei e ele estava lá depois do treino, sentado no banco de reservas conversando com o pessoal. Falei: ‘agora é meu momento’. Nosso capitão tinha jogado com ele e pediu para tirar a foto. Ele disse: ‘claro, pode chegar aí’. Eu, de boca aberta, cheguei e falei: ‘e aí, robôzão’. Não sabia o que falar. Tirei a foto, cumprimentei ele e agradeci. Foi muito legal comigo”, contou.

Além da experiência marcante, o atacante destacou a admiração pelo português, colocando-o como principal referência na carreira.

“Eu sempre gostei muito do Lewandowski, mas, por conta do que ele passa por trabalho e por entender o quanto representa falar disso, Cristiano Ronaldo é a minha maior referência”, afirmou.

Perotti e Sport

Revelado pela Chapecoense, Perotti teve uma passagem breve pelo futebol português, com 13 jogos e um gol pelo Nacional. 

Hoje, no Sport, o centroavante busca se consolidar. Na temporada, soma seis partidas entre Série B e Copa do Nordeste, com dois gols marcados e três assistências, participando ativamente do setor ofensivo rubro-negro após passagens também por clubes como FC Tokyo, do Japão, e Radomiak Radom, da Polônia.

Gabriel Farias