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quarta-feira, 26 de agosto de 2026

NOVAMENTE LULINHA

PF mira sociedade oculta entre Lulinha e dono do sítio de Atibaia

No Congresso, a relação de Lulinha com o "Careca do INSS" também foi alvo de questionamentos. (Foto: Carlos Moura / Agência Senado)


A Polícia Federal investiga se Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, manteve uma sociedade informal e não declarada com dois empresários para viabilizar interesses privados dentro de órgãos do governo federal. Um dos nomes que aparece nessa suposta parceria é Fernando Bittar, coproprietário do Sítio Santa Bárbara, em Atibaia (SP), imóvel que já havia colocado a família Lula no centro de um dos episódios mais conhecidos da operação Lava Jato.

O outro é a empresária e lobista Roberta Luchsinger, cujo nome já vinha sendo associado a Lulinha em outras frentes da apuração sobre o esquema de fraudes do INSS.

Documentos do inquérito revelados pela Folha de S.Paulo e confirmados pela Gazeta do Povo, investigadores identificaram indícios de "aparente sociedade informal" entre Lulinha, Roberta e Bittar, voltada à obtenção de vantagens privadas por meio de relações pessoais privilegiadas com o alto escalão do governo, condição negada pela defesa de Lulinha.

A apuração tenta esclarecer se esse suposto arranjo teria sido usado, entre outros objetivos, para viabilizar um contrato entre uma empresa do setor de canabidiol, ligada a Antonio Carlos Fagundes, o Careca do INSS, e o Ministério da Saúde, destinado ao fornecimento de medicamentos à base da substância para o SUS, negócio que nunca chegou a ser fechado.

Fontes a par das investigações alertam que o comportamento identificado nas mensagens ultrapassaria limites da atuação legítima de defesa de interesses ou de debate sobre políticas públicas - práticas que seriam características de ação regular de lobby político.

Investigadores argumentam que o padrão de conduta apontado nos autos estaria direcionado à possível facilitação de contratos públicos, à tentativa de promover mudanças legislativas favoráveis a interesses privados específicos e a pagamentos a agentes públicos de alta hierarquia, sempre com a expectativa de retorno financeiro decorrente dessas articulações.

A defesa de Lulinha afirma que seu cliente nunca agiu para praticar tráfico de influências e que ele vive na Espanha, sem nenhum vínculo com negócios ligados ao Planalto.

O retorno do sítio de Atibaia ao noticiário

A presença de Fernando Bittar nessa nova frente de investigação, ao lado de Lulinha, reacende um episódio que era conhecido do público desde a Lava Jato. Bittar é, oficialmente, um dos donos do Sítio Santa Bárbara, comprado em outubro de 2010 em sociedade com o empresário Jonas Suassuna, ambos sócios antigos de Lulinha em negócios privados.

Na época da aquisição, poucos meses após Lula deixar a Presidência, Bittar pagou R$ 500 mil por uma das matrículas do imóvel, enquanto Suassuna desembolsou R$ 1 milhão pela outra, em escritura lavrada no escritório de um advogado apontado como amigo pessoal do ex-presidente.

O sítio virou alvo de investigação porque Lula e sua família frequentavam o local com regularidade, apesar de o imóvel estar formalmente registrado em nome de Bittar e Suassuna.

A Lava Jato apurou informações sobre reformas na propriedade que, segundo suspeitas do Ministério Público Federal à época, poderiam ter sido custeadas por empreiteiras e pessoas físicas investigadas, o que configuraria, na visão dos investigadores naquele período, uma vantagem indevida a Lula.

Um laudo pericial da PF chegou a apontar incompatibilidade entre recursos empregados na compra e na reforma do imóvel e os rendimentos declarados por Bittar.

As defesas sempre negaram irregularidade, sustentando que Bittar e Suassuna eram os verdadeiros donos do sítio, adquirido para uso das famílias, e que Lula apenas frequentava o local como convidado. O próprio presidente chegou a afirmar que as reformas teriam sido uma oferta espontânea de um empresário.

O caso, no entanto, perdeu força jurídica depois que o Supremo Tribunal Federal anulou, em 2021, as condenações de Lula relacionadas aos processos da Lava Jato em Curitiba, por entender que a 13ª Vara Federal não tinha competência para julgá-los. A decisão retirou o efeito das condenações, ainda que não tenha apagado o histórico da relação entre Bittar, a família presidencial e agora o reaparecimento da relação com Lulinha.

A Gazeta do Povo procurou a defesa de Bittar, mas até a publicação da reportagem não obteve retorno.

Roberta Luchsinger também é investigada na mesma sociedade

Além de Bittar, o dono do sítio em Atibaia, e Lulinha, a PF apura se Roberta Luchsinger integrava esse mesmo arranjo societário, reunindo em uma única linha de investigação dois personagens que já apareciam separadamente em apurações relacionadas ao filho do presidente.

Trechos do inquérito divulgados pela revista Veja mostram uma conversa entre Roberta e o então chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, na qual a empresária escreve: "Temos que colocar o Fábio em cima do Berge", numa referência a Lulinha e a Swedenberger Barbosa, o Berger, que ocupava a Secretaria-Executiva do Ministério da Saúde. Marcola respondeu apenas "Beleza".

O material também detalha uma série de pagamentos feitos por Roberta a Marcola, que a PF investiga como possível contrapartida por sua atuação dentro do governo.

Segundo os investigadores, Marcola chegava a encaminhar boletos para que a empresária os quitasse, e em algumas dessas trocas ela mencionava a necessidade de falar diretamente com o então número dois da Saúde.

No total, a PF identificou cerca de R$ 250 mil em despesas pessoais de Marcola pagas por Roberta, entre gastos com cartão de crédito, consórcio, financiamento bancário, joias, boletos e PIX, parte delas concentrada no mesmo período em que se discutia a venda de medicamentos à base de canabis medicinal à pasta.

Marcola admite ter recebido os valores, mas alega que se tratava de um empréstimo pessoal, já quitado com juros, negando qualquer atuação irregular ou recebimento por supostos favores.

vazamento e reação das defesas

Diante da repercussão do caso e vazamentos de informações sigilosas, o ministro André Mendonça, relator do processo no STF, atendeu a um pedido da defesa de Lulinha e abriu uma apuração paralela para investigar se houve vazamento de dados sigilosos por parte de funcionários públicos, em possível violação do dever de sigilo funcional.

Sobre as investigações, a defesa de Lulinha afirma que setores da PF extrapolaram limites éticos e legais movidos por interesses políticos e eleitorais, e reforça que não há, nos inquéritos, qualquer prova ou indício de desvio de dinheiro público.

A defesa de Marcola diz não ter tido acesso à íntegra dos autos e classifica os vazamentos como seletivos, com o objetivo de distorcer fatos e influenciar o processo eleitoral; sustenta ainda que os valores recebidos de Roberta foram integralmente quitados, por se tratar de empréstimo pessoal.

Já as defesas de Fernando Bittar e de Roberta Luchsinger não se manifestaram sobre as novas suspeitas nem sobre o histórico do sítio em Atibaia até a publicação desta reportagem, o espaço segue aberto a eventuais esclarecimentos.

MANTENDO A TRADIÇÃO

Flávio dá continuidade à tradição do pai e convoca ato para o 7/9

Flávio Bolsonaro Foto: divulgação

Mobilização ocorrerá na Avenida Paulista



O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) dará continuidade à tradição iniciada pelo pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ao convocar apoiadores para um ato no próximo 7 de Setembro, data em que o Brasil celebra sua Independência.

A manifestação ocorrerá na Avenida Paulista (SP) e seguirá o modelo de mobilizações promovidas anualmente por Jair desde 2021.

A convocação dos apoiadores ocorreu por meio de vídeo nas redes sociais, acompanhado da seguinte legenda:

– O nosso 7 de Setembro é na rua, é na Avenida Paulista e é de verde e amarelo. Então veste a camisa do Bolsonaro e vem encontrar com a gente a partir das 15 horas. Te espero lá! O Brasil vai vencer! Vote 22 – escreveu Flávio.

Assista ao vídeo a seguir:

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não poderá participar da mobilização porque cumpre prisão domiciliar determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado. Ele também está impedido de se comunicar com o público por medida cautelar imposta pelo ministro Alexandre de Moraes.

Thamirys Andrade

QUEM NÃO ACREDITA EM DEUS VOTA EM LULA

 AtlasIntel: Mais de 80% dos ateus e agnósticos dizem votar em Lula

Luiz Inácio Lula da Silva Foto: EFE/EPA/HANNIBAL HANSCHKE

Flávio Bolsonaro tem apenas 5% dos votos entre os que não praticam religião



Um dos cenários da pesquisa nacional mais recente do instituto AtlasIntel com as intenções de voto para a Presidência da República apontam que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reúne as intenções de voto de quatro em cada cinco eleitores que se dizem ateus ou agnósticos. O levantamento em questão foi publicado no fim de julho, ainda antes do início da campanha eleitoral.

De acordo com a pesquisa, Lula tem 81,5% das intenções de voto entre os ateus e agnósticos, contra apenas 5,6% de seu principal rival, o senador Flávio Bolsonaro (PL). O segundo colocado com o maior índice de votos entre essa parcela da população é o candidato do Missão, Renan Santos, com 9%. Ainda pontuaram os candidatos Ronaldo Caiado (PSD), com 1,3%, e Romeu Zema (Novo), com 0,4%.

Por outro lado, entre os evangélicos, Flávio Bolsonaro lidera com folga as intenções de voto, com 55,9%, contra 22,9% de Lula. Renan Santos (10,3%), Caiado (6,3%) e Zema (3,7%) completam a lista.

A pesquisa foi realizada entre os dias 22 e 27 de julho com 5.021 entrevistados. A margem de erro registrada foi de um ponto percentual.

Para mais ou para menos com um índice de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08602/2026.

Paulo Moura 

CASO BANCO MASTER

Vorcaro depõe nesta quinta à PF sobre suas relações com Banco Central

Ex-banqueiro Daniel Vorcaro - (Foto: Reprodução/SAP)

Suspeitas envolvem servidores do BC operações antes da liquidação


O ex-banqueiro Daniel Vorcaro será ouvido pela Polícia Federal nesta quinta-feira (27), em Brasília, no âmbito das investigações que envolvem o Banco Master e suspeitas de irregularidades relacionadas à atuação de servidores do Banco Central.

O depoimento está marcado para às 10h e ocorrerá por videoconferência.

A oitiva foi remarcada depois de ter sido inicialmente prevista para a semana passada.

Vorcaro prestará as declarações a partir da unidade onde está preso preventivamente.

A investigação busca esclarecer, entre outros pontos, a relação mantida pelo então controlador do Master com integrantes da estrutura de fiscalização do Banco Central antes da liquidação da instituição.

Entre os alvos da apuração estão dois ex-servidores do Banco Central: Belline Santana, que ocupava a chefia do Departamento de Supervisão, e Paulo Sérgio Souza, ex-diretor de Fiscalização.

Segundo informações já divulgadas sobre o inquérito, a PF investiga suspeitas de que os dois tenham recebido valores de Vorcaro e atuado em benefício do banco.

Também são apuradas possíveis ações para fornecer informações sigilosas, revisar documentos e orientar o banqueiro em reuniões com o regulador.

O contexto da investigação remonta ao período anterior à liquidação extrajudicial do Banco Master pelo Banco Central, determinada em novembro de 2025.

A apuração conduzida pela PF procura reconstruir as relações entre Vorcaro e integrantes do órgão regulador e verificar se houve interferência indevida nos procedimentos de supervisão da instituição.

Vorcaro está preso preventivamente desde março.

A medida foi determinada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, no âmbito das investigações sobre suspeitas de fraudes envolvendo o Banco Master.

Posteriormente, a Segunda Turma do STF confirmou a manutenção da prisão preventiva.

O depoimento desta quinta-feira também ocorre em um momento de mudança na estratégia de defesa do ex-banqueiro.

A nova equipe é formada pelos advogados Sérgio Leonardo, Daniel Bialski, Bruno Borragine e André Bialski. Segundo informações divulgadas nesta quarta-feira (26), os defensores trabalham na tentativa de apresentar uma nova proposta de colaboração premiada.

As negociações anteriores não avançaram.

Informações recentes apontam que propostas de colaboração apresentadas anteriormente foram rejeitadas pelas autoridades, enquanto uma nova possibilidade de acordo passou a ser discutida.

A PF sinalizou abertura para retomar as tratativas, mas condiciona eventual colaboração à apresentação de informações consideradas completas, além da identificação de patrimônio e recursos mantidos no exterior.

A situação do Banco Master também permanece no centro de outras frentes de investigação.

A PF apura possíveis irregularidades em operações envolvendo a instituição e diferentes agentes públicos e privados.

Em uma das apurações mais recentes, a corporação realizou buscas no Instituto de Previdência de Campo Grande após identificar suspeitas relacionadas a um investimento de R$1,2 milhão em letras financeiras do Master.

O depoimento de Vorcaro poderá fornecer novas informações aos investigadores sobre a estrutura de relacionamento construída pelo Banco Master antes de sua liquidação e sobre as circunstâncias que antecederam a intervenção do Banco Central.

Por se tratar de uma investigação em andamento, as suspeitas ainda dependem da conclusão das apurações e de eventual comprovação pelas autoridades competentes.

Pedro Taquari

ELEIÇÕES 2026

Paes lidera para o governo, Flávio supera Lula no Rio de Janeiro e Senado segue indefinido

Eduardo Paes (PSD) | Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil.

Ruas teve o maior salto recente, de 2,9% em julho para 6,9% em agosto


Pesquisa quantitativa presencial da Prefab Future Pesquisas, registrada no TSE sob o código RJ-04605/2026, aponta o prefeito do Rio, Eduardo Paes, na frente da disputa pelo governo do Estado do Rio de Janeiro. No cenário estimulado, ele tem 34,9% das intenções de voto, contra 14,7% de Douglas Ruas e 9,5% de Anthony Garotinho. A coleta foi feita entre 20 e 23 de agosto de 2026, com 2.000 entrevistas presenciais com eleitores a partir de 16 anos.

A margem de erro máxima estimada é de 2,19 pontos percentuais, para um nível de confiança de 95%. O levantamento usou sorteio probabilístico pelo método PPT e cotas proporcionais de sexo, idade, instrução e renda.

Governo: Paes à frente, Garotinho com maior rejeição

Na pergunta espontânea (“Se as eleições fossem hoje, em quem você votaria para governador?”), o quadro ainda é de baixa consolidação: 66,4% não souberam responder ou se declararam indecisos. Paes aparece com 13,3%, Ruas com 6,9% e Garotinho com 2.1%. Brancos e nulos somam 9,7%.Na série histórica da própria instituto, o nome de Paes na espontânea oscilou de 8,2% em fevereiro para 13,3% em agosto. Ruas teve o maior salto recente, de 2,9% no segundo levantamento de julho para 6,9% em agosto.

Quando os nomes são apresentados (voto estimulado), o ranking fica:

  • Eduardo Paes: 34,9%
  • Douglas Ruas: 14,7%
  • Anthony Garotinho: 9,5%
  • André Marinho: 2,9%
  • William Siri: 2,8%
  • Coronel Busnello: 2,6%
  • Cyro Garcia: 1,7%
  • Luan Monteiro: 1,1%
  • Juliete Pantoja: 1,0%
  • Não sabe / indeciso: 19,7%
  • Branco / nulo: 9,1%

Na série estimulada, Paes recuou do pico de 43,0% em fevereiro de 2026 para 34,9% agora, mas segue isolado. Ruas subiu de forma consistente ao longo do ano e passou Garotinho.

A rejeição muda o diagnóstico. Perguntados em quem jamais votariam para governador, 30,3% citaram Garotinho — o índice mais alto e em alta (era 16,5% em junho e 26,8% no segundo levantamento de julho). Paes tem 17,3% de rejeição. Ruas aparece com apenas 4,4%. Outros 27,9% não souberam apontar ninguém e 8,1% disseram não rejeitar nenhum dos nomes.

Flávio na frente, Lula com mais rejeição

No recorte estadual da disputa presidencial, Flávio Bolsonaro lidera tanto na espontânea quanto na estimulada.

Espontânea:

  • Flávio Bolsonaro: 27,9%
  • Lula: 26,1%
  • Renan Santos: 1,6%
  • Não sabe / indeciso: 34,8%
  • Branco / nulo: 6,3%

Estimulada:

  • Flávio Bolsonaro: 35,1%
  • Lula: 32,3%
  • Renan Santos: 2,6%
  • Pablo Marçal: 2,2%
  • Ronaldo Caiado: 2,0%
  • Augusto Cury: 1,4%
  • Romeu Zema: 1,0%
  • Não sabe / indeciso: 12,2%
  • Branco / nulo: 9,4%

A diferença de 2,8 pontos entre Flávio e Lula na estimulada está pouco acima da margem de erro. Na série da Prefab, Flávio passou à frente de forma mais clara a partir de fevereiro de 2026 e chegou a 35,1% em agosto, ante 32,3% de Lula.

A rejeição presidencial é mais desfavorável ao petista: 44,4% dizem que jamais votariam em Lula, contra 31,9% que rejeitam Flávio Bolsonaro. Pablo Marçal tem 3,3%.A avaliação da gestão Lula no estado reforça o ambiente adverso. 57,2% desaprovam o governo, 32,3% aprovam e 10,5% não souberam avaliar. A desaprovação recuou do pico de 66,3% em fevereiro de 2025, mas voltou a subir de 54,3% no segundo levantamento de julho para 57,2% agora. A aprovação está estável na casa dos 32% desde junho.

Senado: Benedita na frente, quase metade indecisa

A disputa por uma vaga no Senado é a mais aberta. Na espontânea, 82,2% não souberam citar nome. Benedita da Silva lidera com 3,5%.

No voto estimulado (primeiro voto), os números são:

Benedita da Silva: 12,1%

  • Marcelo Crivella: 6,9%
  • Carlos Jordy: 3,5%
  • Pedro Paulo: 3,3%
  • Waguinho: 2,7%
  • Marcos Dias: 2,6%
  • Carlos Portinho: 2,0%
  • Não sabe / indeciso: 48,6%
  • Branco / nulo: 12,9%

Somando as menções do primeiro e do segundo voto (cada entrevistado podia indicar até dois nomes), Benedita chega a 15,2% e Crivella a 10,1%. Pedro Paulo tem 5,8%, Jordy 5,1% e Waguinho 4,6%.

A rejeição no Senado é liderada por Crivella (13,0%), seguido de Benedita (10,0%) e Waguinho (6,9%). 41,5% não souberam apontar rejeição.
Na série estimulada, o bloco de indecisos no Senado cresceu de forma acentuada: de cerca de 20% no início de 2025 para 48,6% no primeiro voto em agosto de 2026.

Quem foi ouvido

O perfil da amostra: 52,8% mulheres e 47,2% homens. Por idade, 28,0% têm 60 anos ou mais, 25,1% de 45 a 59, 18,7% de 25 a 34, 17,6% de 35 a 44 e 10,6% de 16 a 24.
Na escolaridade, 41,9% têm ensino médio incompleto ou completo, 32,4% superior incompleto ou completo e 25,7% até o fundamental. A renda familiar de até três salários mínimos (R$ 4.500) responde por 69,1% da amostra.
Na religião, evangélicos são 41,7%, católicos 24,9% e quem não tem religião mas crê em Deus, 19,8%.
O campo durou quatro dias, com 23 entrevistadores, dois supervisores e um checador. Cerca de 20% dos questionários foram fiscalizados. A amostra foi desenhada com dados do Censo 2022, da PNAD Contínua do primeiro trimestre de 2026 e do TSE de junho de 2026. As entrevistas ocorreram em áreas de fluxo, em pontos sorteados aleatoriamente no estado.
A pesquisa não traz simulações de segundo turno. Os dados mostram, no entanto, um eleitorado ainda pouco definido para o governo na pergunta espontânea, um Senado com quase metade de indecisos no voto estimulado e uma polarização presidencial no Rio entre Flávio Bolsonaro e Lula, com vantagem estreita do primeiro e rejeição mais alta do segundo.

ELEIÇÕES 2026

Flávio tem 43% e Lula 41% no AM, e Alberto Neto lidera para o Senado

Foto (Divulgação): Charles Vieira (Flickr) / Ricardo Stuckert (Flickr) / Bruno Spada (Câmara dos Deputados)

Alberto Neto tem 24% na corrida por uma das vagas ao Senado


O senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Lula (PT) aparecem tecnicamente empatados em um eventual segundo turno para a Presidência entre os eleitores do Amazonas, segundo pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta quarta-feira (26).

Na simulação, Flávio registra 43% das intenções de voto, contra 41% de Lula. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, o resultado configura empate técnico. Brancos e nulos somam 9%, enquanto 7% não responderam.


O Amazonas elegerá dois senadores em 2026. A pesquisa ouviu 1.600 eleitores entre 21 e 25 de agosto, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob os protocolos AM-09965/2026, para a disputa ao Senado, e BR-09140/2026, para a corrida presidencial.

Lucas Soares

RECUPERAÇÃO JUDICIAL

Dívida de empresas em recuperação somam R$180 bilhões, sob governo hostil ao setor privado


Custo elevado do crédito, juros nas alturas etc fragilizam quem empreende e emprega no Brasil

O volume de dívidas de grandes empresas brasileiras em recuperação judicial ou extrajudicial chegou a cerca de R$180 bilhões, levando as reestruturações corporativas ao maior nível já registrado no país.

A entrada da Braskem nesse grupo reforça um movimento que ganhou força em 2026. Empresas de diferentes setores vêm recorrendo à renegociação de passivos para reorganizar o caixa, alongar vencimentos e reduzir a pressão financeira sobre suas operações.

Como informa a plataforma Faria Lima News, o cenário vai além de casos isolados. O custo elevado do crédito, o peso dos juros sobre dívidas acumuladas e a dificuldade de refinanciamento aumentaram a pressão sobre companhias com estruturas financeiras mais fragilizadas.

Com isso, as recuperações passaram a refletir uma deterioração mais ampla do crédito corporativo brasileiro, atingindo grupos de grande porte e ampliando o volume de dívidas submetidas a processos de reestruturação.

Esse fenômeno ganhou dimensões recordes no atual governo Lula (PT), acusado de criar e ampliar um ambiente hostil para quem empreende e investe no Brasil.

ACORDO HOMOLOGADO

Joel da Harpa faz acordo judicial e pagará mais de R$ 200 mil por suposto caso de "rachadinha"

Deputado, candidato à reeleição, Joel da Harpa (Foto: Divulgação/Alepe)

Segundo investigação do MPPE, deputado estadual Joel da Harpa teria pago dívidas da campanha de seu primeiro mandato com os salários de servidores comissionados


A Justiça de Pernambuco homologou um Acordo de Não Persecução Civil (ANPC) firmado entre o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e o deputado estadual e candidato à reeleição Joel da Harpa (PP), encerrando uma ação de improbidade administrativa relacionada a um suposto esquema de “rachadinha” em seu gabinete. Pelo acordo, o parlamentar deverá pagar R$ 200.504,59 em multa civil aos cofres do Estado de Pernambuco, considerado o ente público lesado.

O acordo estabelece o pagamento do valor em 60 parcelas mensais. O valor da primeira delas foi estipulado em R$ 5.766,83, enquanto as demais foram fixadas em R$ 3.300,64.

A decisão foi proferida pela juíza Milena Flores Ferraz Cintra, da 5ª Vara da Fazenda Pública da Capital, em 20 de maio de 2026. O processo teve origem em uma ação apresentada pela 25ª Promotoria de Justiça de Defesa da Cidadania da Capital, segundo a qual Joel da Harpa teria desviado remunerações dos servidores de seu gabinete, entre fevereiro de 2015 e junho de 2017, para pagar dívidas de sua campanha.

De acordo com o MPPE, o esquema teria sido operado pela chefe de gabinete do parlamentar. A ela caberia a tarefa de reter parcial ou integralmente os salários de três servidores envolvidos. Segundo a investigação, os salários eram retidos de forma parcial ou quase integral sob a justificativa de custear dívidas de campanha eleitoral. A acusação enquadrou a conduta como enriquecimento ilícito, previsto no artigo 9º da Lei de Improbidade Administrativa.

Defesa nega participação

Durante o processo, a defesa de Joel da Harpa contestou as acusações. Entre os argumentos apresentados, sustentou que a petição inicial não teria individualizado adequadamente a conduta atribuída ao parlamentar.

No mérito, a defesa afirmou que não havia comprovação de dolo específico para enriquecimento ilícito ou lesão ao erário e alegou que as atividades financeiras e administrativas do gabinete eram operacionalizadas por terceiros, sem participação direta do deputado. A defesa também questionou a consistência dos relatos utilizados para embasar a ação e pediu a improcedência do processo.

Esfera criminal

A sentença também registra que o ressarcimento dos danos materiais não foi novamente imposto na ação civil porque, segundo o processo, essa obrigação já está sendo cumprida na esfera criminal por meio de um Acordo de Não Persecução Penal (ANPP). De acordo com a juíza, comprovantes anexados aos autos indicariam que o deputado vem pagando regularmente as parcelas previstas no acordo criminal.

Para a Justiça, exigir novamente o mesmo ressarcimento na ação de improbidade poderia resultar em dupla cobrança. Ao homologar o acordo, a magistrada destacou ainda que o MPPE optou pela aplicação da multa civil e não pelas sanções mais graves previstas na Lei de Improbidade Administrativa, como perda do cargo público, suspensão dos direitos políticos e proibição de contratar com o poder público.

Com a homologação do ANPC, a juíza declarou o processo extinto com resolução do mérito. O acompanhamento do pagamento da multa ficará a cargo do Ministério Público, em procedimento administrativo próprio.

A reportagem procurou a assessoria de imprensa de Joel da Harpa, através de contatos telefônicos e por e-mail, mas não obteve retorno até o fechamento da matéria. O espaço segue aberto.

Marília Parente

SEGURANÇA PÚBLICA

Raquel Lyra diz que Pernambuco vive "melhor momento" na segurança

Candidata à reeleição, governadora Raquel Lyra (PSD), em sabatina do Diario (Foto: Karol Rodrigues/DP Foto)

Governadora Raquel Lyra citou avanços em saúde, infraestrutura, abastecimento de água, emprego e renda durante sabatina do Diario de Pernambuco


Durante a sabatina promovida pelo DP nesta quarta-feira (26), a governadora Raquel Lyra (PSD), que é candidata à reeleição, fez um balanço das ações em diferentes áreas da gestão estadual e afirmou que Pernambuco vive atualmente o “melhor momento” da segurança pública.

Na avaliação da governadora, os resultados do seu governo são consequência de um processo de reconstrução, iniciado no começo do mandato, que envolve áreas como saúde, infraestrutura, abastecimento de água e geração de emprego e renda.

Ao abordar os principais eixos da administração, Raquel citou obras de recuperação e ampliação de hospitais, além da reconstrução e implantação de rodovias. A governadora também mencionou os esforços para ampliar o abastecimento de água no estado e os indicadores relacionados à geração de empregos.

“Começamos um processo de reconstrução, na reforma dos hospitais, na ampliação dos nossos serviços, na reconstrução e implantação de novas estradas, no olhar focado para garantir água na torneira da casa do povo de Pernambuco, na geração de emprego e renda, batendo recordes que não se viam em Pernambuco nos últimos 12 anos.”

Na segurança pública, Raquel afirmou que o estado registra reduções nos índices de criminalidade. Uma das principais metas do governo para a área era reduzir 30% o número de homicídios. “Estamos vivendo o melhor momento da segurança pública no nosso estado, com redução histórica, desde que se começou a medir.”

A governadora ressaltou, porém, que os resultados não são obtidos de forma imediata e atribuiu os avanços a um trabalho contínuo. Para ela, a condução da gestão exige articulação política, planejamento e diálogo com a população.

“A gente sabe que não se resolve da noite para o dia, mas tem que ter gente séria, comprometida, capacidade de diálogo, de construção de pontes, de fazer projeto, de ouvir as pessoas.” Raquel ainda afirmou que o objetivo é transformar as ações planejadas em entregas para a população pernambucana.

Adelmo Lucena

SOBRE O HOSPITAL DA RESTAURAÇÃO

Raquel rebate João Campos sobre reforma no HR: "Para qualquer prédio restaurado, precisa fazer a fachada"

Governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD) esteve distribuindo panfletos na Avenida Agamenon Magalhães, no fim da tarde da terça (25), poucas horas após os comentários de João Campos (PSB) (Foto: Maurício Ferry/DP Foto)

Governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD) esteve em uma vistoria no Ho

spital da Restauração (HR), na área central do Recife, e rebateu as críticas do adversário João Campos (PSB), sobre a obra na fachada da unidade


A governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), rebateu as críticas feitas às obras de reforma no Hospital da Restauração (HR), no Derby, na área central do Recife, feitas pelo candidato ao governo de Pernambuco, João Campos (PSB), nesta terça (25).

A chefe do executivo estadual defendeu, durante uma entrega de panfletos na Agamenon Magalhães, a ordem de obras do projeto de reforma do HR, poucas horas após as afirmações de João Campos (PSB) ao Diario de Pernambuco, durante sabatina no início da tarde.

“Foi feita uma nova fachada e, para qualquer prédio que você vai restaurar, precisa fazer a fachada, porque é dela que vêm infiltrações, onde tem galhos, mato. No Hospital Barão de Lucena, por exemplo, estamos garantindo a restauração da fachada, para dar isolamento térmico, isolamento acústico, prevenir infiltrações de chuvas e garantir a instalação de ar-condicionados”, detalhou Raquel.

A governadora também destacou o ritmo de entregas do planejamento de restauração do HR, que é a maior emergência do Norte e Nordeste.

“A cada dois meses, entregamos uma etapa nova. Já foram entregues as alas laranja e vermelha; separamos a entrada de emergência dos ambulatórios. Criamos uma nova central de imagem, reformamos a fachada, estamos em reforma da cozinha, do refeitório, entregamos o 4° e 6º andar, e todos serão reformados, se Deus permitir, até meados do ano que vem”, adicionou.

Crítica

Durante a sabatina com o Diario, o candidato João Campos (PSB) questionou as obras de reforma no HR como ações de manutenção.

“Como se começa uma obra pela fachada? [...] Tem que começar de dentro para fora; se sobrar tempo e dinheiro, faz a fachada, mas o mais importante é reformar a enfermaria, o ambulatório, a UTI, o espaço de convivência dos pacientes”, indagou.

Campos afirmou, ainda, que a atual gestão do estado não tem realizado manutenção na saúde.

“Não estou dizendo que vai se resolver tudo que existe no mundo em quatro anos, mas a saúde piorou e não foi cuidado nem do que já tinha, nem construído algo novo”, acrescentou.

Nicolle Gomes