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sábado, 10 de outubro de 2026

ELEIÇÕES 2026

Flávio amplia frente política e acumula vitórias no 2º turno

Flávio Bolsonaro (PL) recebe o apoio de Ronaldo Caiado (PSD) e conta com a articulação do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), na disputa pelo segundo turno (Foto: Vittor Sales/ Campanha do PL)


O resultado do primeiro turno da eleição presidencial colocou as campanhas de Flávio Bolsonaro (PL) e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) diante de desafios diferentes para a disputa final, marcada para 25 de outubro. 

Enquanto o senador amplia sua frente de apoios, com partidos, governadores e lideranças que saíram fortalecidos das urnas, o petista tenta reorganizar sua base, recuperar terreno no Sudeste e mobilizar eleitores para buscar reverter o resultado.

Além da consolidação de apoios importantes nos últimos dias, as primeiras pesquisas divulgadas após o primeiro turno também mostram Flávio numericamente à frente de Lula. Os dados são referentes aos votos válidos, que excluem os votos brancos e nulos.

Segundo o Datafolha, divulgado na quinta-feira (8), o senador aparece com 52% dos votos válidos, contra 48% do presidente. No mesmo dia, o PoderData registrou vantagem de 53% a 47%. Já a pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, desta sexta-feira (9), mostra Flávio com 52,8% dos votos válidos, ante 47,2% de Lula.

O desempenho nas pesquisas e a vantagem de cerca de 2,2 milhões de votos obtida por Flávio no primeiro turno abriram espaço para que o senador construísse uma série de alianças nos últimos dias. Até o momento, partidos como PP, União Brasil, Republicanos e Podemos formalizaram aliança com o candidato do PL.

Além disso, Flávio recebeu o apoio individual de Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Augusto Cury (Avante), que disputaram o primeiro turno contra ele. Juntos, os três somaram mais de 6 milhões de votos no último domingo (4).

Em outra frente, a campanha do PL pretende transformar a força eleitoral de governadores e parlamentares aliados em mobilização nos estados. Em São Paulo, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), reeleito no primeiro turno, tem atuado diretamente nas negociações.

Já em Minas Gerais, Flávio conta com Cleitinho Azevedo (PL) e Nikolas Ferreira (PL), governador eleito e o deputado federal campeão de votos nesta eleição, respectivamente. Em Goiás, a adesão de Caiado abre espaço para uma atuação mais intensa do governador Daniel Vilela (MDB).

“Acho que se exauriu essa era do PT. É um governo que não consegue entregar, que não tem eficiência, que é inerte aos problemas da vida moderna”, afirmou o emedebista ao jornal O Popular.

Para ampliar a margem de votação, a orientação dentro do PL é manter as bandeiras de segurança pública e antipetismo, mas dar mais espaço a temas econômicos, especialmente preços e poder de compra. A ofensiva da campanha, com isso, tenta atrair os chamados eleitores pendulares e que poderiam votar tanto em Flávio quanto em Lula até o próximo dia 25.

"No meu governo vai ter estabilidade, ter paz para todo mundo trabalhar, vai ter segurança jurídica, vai ter respeito à Constituição, vai ser o normal. O Brasil tem que voltar ao normal, apenas isso”, disse Flávio após reunião com aliados em Brasília nesta quarta-feira (7).

Flávio aposta em viagens com Tarcísio e foco no Nordeste e Sudeste

Uma das estratégias desenhadas pela cúpula do PL envolve a participação direta do governador Tarcísio de Freitas em diversas viagens pelo país. A prioridade é combinar a preservação da vantagem obtida em regiões como Sudeste, Sul e Centro-Oeste com uma ofensiva para reduzir a diferença para Lula no Nordeste.

A campanha também pretende reforçar a atuação em Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país e um dos estados em que Flávio conseguiu reverter o resultado de 2022. Para isso, o candidato pretende cumprir agendas ao lado do governador eleito Cleitinho e com Nikolas Ferreira, que recebeu mais de 3 milhões de votos para deputado federal.

No Nordeste, Lula venceu nos nove estados da região, mas Flávio aumentou a votação em relação ao desempenho de Jair Bolsonaro no primeiro turno de 2022. Diante disso, a campanha vai tentar reduzir a margem do petista nos estados mais populosos.

Integrantes do PL ouvidos pela Gazeta do Povo apontam que uma diferença menor no Nordeste pode compensar parte dos eventuais ganhos que Lula busca no Sudeste.

No primeiro turno, o coordenador da campanha de Flávio, Rogério Marinho (PL), e o seu candidato a vice-presidente, Alfredo Gaspar (PL), circularam pelo Nordeste, enquanto o próprio Flávio concentrou sua agenda no Sudeste. Agora, a equipe pretende intensificar as agendas próprias e mobilizar lideranças locais.

“Recebemos um apoio muito importante, que foi o apoio do ACM Neto e seu grupo político. Isso vai fazer uma diferença muito grande na Bahia. Nós vamos conquistar na Bahia algo em torno de 1 milhão de votos a mais do que já conquistamos agora. ACM Neto vai entrar com seu grupo político de cabeça nessa eleição”, disse Gaspar.

ACM Neto, do União Brasil, era candidato ao governo da Bahia e foi derrotado pelo governador reeleito Jerônimo Rodrigues (PT). No primeiro turno, Lula teve 66% dos votos válidos no estado, ante 28,5% de Flávio.

Michelle pode ter papel estratégico na campanha de Flávio

A campanha do PL avalia ainda retomar caravanas voltadas ao eleitorado feminino, em uma tentativa de ampliar o alcance para além do eleitorado mais identificado com o bolsonarismo. Para isso, integrantes do QG de Flávio ouvidos pela reportagem afirmam que trabalham pela participação da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) nesta fase.

Eleita senadora pelo Distrito Federal, Michelle escolheu o Amazonas como destino da primeira viagem deste segundo turno, onde pretende apoiar a candidatura de Professora Maria do Carmo (PL) ao governo do estado. A agenda pode incluir uma participação conjunta com Flávio, em uma região onde a disputa presidencial foi apertada no primeiro turno.

A presença de Michelle é tratada pela campanha como uma forma de ampliar o diálogo com segmentos nos quais Flávio ainda busca espaço, principalmente mulheres e evangélicos. A ex-primeira-dama terminou a eleição para o Senado como a candidata mais votada do DF, com mais de 930 mil votos.

Antes do início da campanha, já havia sido planejada a participação dela em viagens pelo Norte e Nordeste ao lado de Flávio, mas a candidatura ao Senado acabou concentrando sua atuação no primeiro turno.

Com campanha "desorganizada", Lula tenta recuperação no Sudeste

Na contramão da campanha de Flávio, Lula entra no segundo turno revisando não apenas as áreas onde precisa recuperar votos, mas também a forma como pretende se comunicar com o eleitorado. O próprio presidente reconheceu que esta disputa foi a "mais desorganizada de sua trajetória eleitoral desde 1989".

No discurso após o resultado, Lula reconheceu que o primeiro turno não saiu como esperava, mas disse estar preparado para a nova etapa da disputa. “O resultado muitas vezes é inesperado”, afirmou.

Em seguida, resumiu a expectativa para o segundo turno: “Eu sou muito bom no mata-mata. No tête-à-tête. Aí, nós vamos ver quais são os projetos que o país tem”.

O mapa do primeiro turno colocou o Sudeste no centro da operação de recuperação petista. Lula perdeu força na região e viu Flávio virar Minas Gerais.

No estado, onde Lula havia vencido Jair Bolsonaro em 2022, o candidato do PL terminou com 48%, contra 43% do petista, uma diferença de quase 590 mil votos. Lula também perdeu mais de 619 mil votos em relação ao primeiro turno de quatro anos atrás.

Para tentar uma virada inédita, a campanha do PT pretende concentrar esforços em Belo Horizonte, na Região Metropolitana e em áreas onde Lula teve um desempenho melhor em 2022. São Paulo também está no centro da estratégia.

"O objetivo é diminuir a diferença em São Paulo e Minas, aumentar a votação no Ceará, Maranhão, Pernambuco e Bahia. São estados que podem aumentar 2%, 3%, 4%”, explicou o ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães (PT).

No Nordeste, apesar da vitória nos nove estados da região, Lula viu a sua margem diminuir em relação a 2022. Ao todo, Flávio recebeu 10,4 milhões de votos na região, 1,6 milhão a mais do que Jair Bolsonaro havia obtido no primeiro turno de quatro anos atrás.

Campanha do PT tenta emplacar "selfie de Lula" e participação de influenciadores da esquerda

Durante reunião com integrantes do PT na quarta-feira (7), o presidente voltou a afirmar que esperava vencer o primeiro turno diante do que havia feito no governo, mas percebeu que parte da população não compreendeu os avanços que, na avaliação dele, foram alcançados. 

O próprio Lula relatou que aliados têm recomendado uma presença maior nas redes sociais, inclusive com vídeos em formato de selfie. A reformulação da comunicação envolve parlamentares eleitos com forte atuação digital. A lista inclui deputados como André Janones (Rede), Ana Elisa (PT) e Pedro Rousseff (PT).

Janones, inclusive, foi responsável pela criação de um grupo no WhatsApp, o “Exército do Lula”, com tarefas destinadas a apoiadores para ampliar o alcance da campanha. Ana Elisa, deputada federal eleita aos 21 anos e com atuação concentrada nas redes sociais, também participou das discussões.

“Estamos fazendo uma construção de comunicação para o presidente Lula, com a equipe de comunicação dele. Todo mundo se mostrou muito aberto às minhas ideias, por entender que a minha votação foi muito expressiva pelas redes sociais”, afirmou Ana Elisa.

Segundo ela, o resultado da eleição mostrou à esquerda que “a rede social elege”. A participação de Lula nas próprias redes também passou a ser tratada como prioridade.

Orientado pelo governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles, o presidente já gravou vídeo em formato de selfie convocando apoiadores contra o que chamou de “retrocesso”.

Conforme apurou a reportagem, a campanha pretende ampliar esse tipo de conteúdo e envolver outras lideranças com presença digital. Entre as pautas incorporadas à disputa está o fim da escala 6x1.

A PEC 221/2019 propõe reduzir a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais e prevê dois dias de descanso, sem redução salarial. Lula passou a usar as redes para cobrar de Flávio uma posição sobre a proposta e questionar como o senador pretende orientar o PL na votação.

Metodologia das pesquisas citadas na reportagem

  • Datafolha: ouviu 2.520 eleitores presencialmente, em todo o país, nos dias 6 e 7 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi contratada pela Folha da Manhã e pela TV Globo e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-02949/2026.
  • PoderData/Aya: realizado por telefone entre os dias 5 e 7 de outubro, com 3 mil entrevistas. A margem de erro é de 1,8 ponto percentual, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi realizada pelo PoderData com recursos próprios, em parceria de divulgação com a Aya Bancah, e está registrada no TSE sob o número BR-08134/2026.
  • AtlasIntel/Bloomberg: ouviu 5.026 eleitores pela internet, entre os dias 3 e 8 de outubro. A margem de erro é de um ponto percentual, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-03663/2026. 

PROCESSANDO A PETISTA

Nikolas vai processar Ana Elisa por fake news sobre Maria

Nikolas Ferreira e Ana Elisa Fotos: Divulgação Nikolas Ferreira | Divulgação Ana Elisa



Mensagem atribuída ao deputado mineiro contra a mãe de Jesus nunca existiu



O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) anunciou que vai processar a deputada federal eleita Ana Elisa (PT-MG), coordenadora da campanha digital de Lula (PT), após ela divulgar uma acusação sobre uma suposta declaração dele a respeito da Virgem Maria.

Para verificar a autenticidade do conteúdo, Nikolas consultou o Grok, ferramenta de inteligência artificial integrada à rede social X. A resposta apontou que não há registro original verificável da publicação atribuída ao parlamentar.

Não há registro original verificável do tuíte de 2014 atribuído a Nikolas sobre a Virgem Maria. Só circulam prints sem link ou arquivo confiável. Ele negou em set/2026, chamou de falso e anunciou processos. A exposição da Ana Elisa se baseia nesse material não confirmado – diz a resposta.

Após a consulta, o deputado afirmou que pretende recorrer à Justiça contra a petista. Ao comentar o caso, ele declarou:

– Viciada em fazer cagada. Vai tomar processo também.

Leiliane Lopes

A CANALHICE PETISTA NÃO SE ENTENDE

Ana Elisa já disse que Lula não era rei para acabar com as bets; veja

Ana Elisa Foto: reprodução/Instagram (@anaelisast)



Parlamentar eleita deu a declaração em maio deste ano



A deputada federal Ana Elisa (PT-MG) afirmou em um vídeo publicado em maio deste ano que o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não tinha autoridade suficiente para derrubar a atuação das casas de apostas online (bets) no Brasil. Lula proibiu o serviço por meio de medida provisória às vésperas do primeiro turno das eleições.

Ana Elisa comentou um trecho da participação de Lula no programa Sem Censura, em 22 de maio, no qual a influenciadora Nath Finanças pergunta ao presidente se ele havia regulamentado as bets com o objetivo de ampliar a arrecadação ao invés de proibi-las. Ele respondeu que não era o único responsável e dependia do Congresso Nacional.

A deputada eleita então reagiu ao conteúdo, defendendo o correligionário e dizendo que ele não é um “rei” para tomar tal medida.

— Por que que o governo Lula até agora não acabou com as bets no Brasil? Por que que ele não fez isso? Porque ele não tem poder pra isso. A gente não vive em uma monarquia em que um rei decide tudo. Na verdade a gente vive numa república democrática. (…) Nós vivemos em uma república, não é um rei que toma conta de tudo e decide tudo sobre a vida de todo mundo. (…) Nós temos o Executivo, o Legislativo e o Judiciário — afirmou.

Ana ressaltou que apenas a Câmara poderia dar andamento à pauta, por meio de um projeto de lei, que seria, segundo ela, do interesse da pauta petista. No entanto, como a legenda ocupa uma pequena parte das cadeiras, não seria possível deter a atuação das plataformas.

— A única casa que tem o poder de acabar de fato com as bets no Brasil é a Câmara dos Deputados. E por quê? Eles precisam fazer um projeto de lei, basicamente revogando a lei anterior que autoriza. O Lula não tem poder de fazer isso, ele não é legislativo. Ah, mas o presidente não pode fazer um PL, mandar pra Câmara e etc etc? Sim, mas precisa de aprovação. E como ele disse ele só tem setenta deputados. Nós temos quinhentos e treze deputados. Cês acham que quinhentos e treze deputados estão com vontade de acabar com a mamata das bets? Eu falo pra vocês, não estão — detalhou.

Lula acabou proibindo o funcionamento das casas de apostas no dia 25 de setembro, a pouco mais de uma semana do pleito realizado no dia 4 de outubro, por meio de uma medida provisória. A ação entrou em vigor na última terça-feira (6), quando, além da operação, as marcas deixaram de ser exibidas em peças publicitárias.

Uma MP permite que o presidente tome uma medida unipessoal, sem a necessidade de análise pelo Congresso Nacional. O Legislativo se debruçará posteriormente sobre o tema para avaliar se ele se tornará uma lei definitiva ou não.

Ana Elisa foi alvo de críticas após postagens antigas em sua conta do X (antigo Twitter) voltarem à mídia. Entre os conteúdos resgatados estão frases como “odeio branco” e “tô nem aí para empreendedor”. Outras publicações criticam evangélicos, defendem o fechamento de igrejas pelo governo e o aborto, além de questionarem a presença de padres nas redes sociais.

Por meio de nota enviada pela sua assessoria, a parlamentar admitiu as publicações, pediu desculpas pelo ocorrido, mas disse que seus pensamentos mudaram. As publicações mencionadas são de 2022, quando ela tinha 17 anos de idade; hoje Ana Elisa está com 21 anos. A deputada desativou sua conta no X após as polêmicas e alegou estar sendo ameaçada.

Veja vídeo de Ana Elisa sobre o tema:

Kleber Pizão

LOBISTA QUE LULA MENTE DIZENDO QUE NÃO CONHECE

Luchsinger relata captação para filme de Lula em governos do PT

Roberta Luchsinger Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal


A verba seria para o documentário do cineasta Oliver Stone, o mesmo que recebeu doações de Vorcaro



Mensagens trocadas em abril de 2024 pela lobista Roberta Luchsinger e por Gustavo Gaspar, ex-assessor do senador Weverton Rocha (PDT-MA), indicam que empresários buscavam recursos em estados governados pelo PT para financiar um documentário do cineasta Oliver Stone sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Na conversa, Luchsinger afirma que o empresário Marcelo Bittencourt e um homem chamado Zé percorriam estados administrados pelo partido para obter dinheiro para a produção. Ela também relata que Lula não aprovava o filme e demonstrava incômodo com a captação de recursos em seu nome.

Amor, seguinte … o Fábio (Luís Lula da Silva, o Lulinha) tava agora falando comigo q o Marcelo (Bittencourt, empresário amigo de Roberta) junto do Zé tá indo em todos os estados onde o PT governa pra captar dinheiro pro filme do Oliver Stone –,diz ela na mensagem.

Em outro trecho, a lobista afirma que o presidente havia criticado a produção e reclamado do uso de seu nome na busca por recursos.

– O pai do Fábio (o presidente Lula) achou o filme uma bosta, falou pra eu assistir e depois ir lá falar com ele. Mas q estão captando mto dinheiro usando o nome do presidente. Ele odeia isso. Bom, coisas de Zé – diz o texto.Bittencourt atua no setor de infraestrutura e é amigo de Luchsinger. Ele é casado com Ana Alencar, designer de joias que também mantém amizade com a lobista.

VORCARO TAMBÉM FALOU SOBRE FINANCIAR O FILME

Nesta sexta-feira, uma reportagem da revista Veja revelou um áudio atribuído a Daniel Vorcaro, ex-banqueiro do Banco Master, no qual ele fala sobre o financiamento do documentário de Oliver Stone sobre Lula.

Segundo a publicação, o pagamento teria sido realizado por meio do Instituto Lula, organização dedicada à preservação do legado do presidente.

Pleno.News

ARMAÇÃO PARA BLINDAR LULA

Braço direito de Gonet na PGR impediu delação de Vorcaro envolvendo Instituto Lula

Foto do advogado Ciro Soares, amigo de Vorcaro, com o PGR Paulo Gonet, extraída pela PF do celular do ex-banqueiro investigado.

Homem identificado como "Ubiratan" barrou referências a Lula já no início das tratativas para acordo de delação


Em áudio obtido pela revista Veja, Daniel Vorcaro descreve a reação inicial de um auxiliar da Procuradoria-Geral da República (PGR) ao ouvir a proposta de colaboração que mencionava Lula (PT).

Segundo a revista, o banqueiro — preso em Brasília desde março — relata a um interlocutor o que teria ocorrido na primeira vez em que seus advogados levaram à PGR uma proposta de delação que incluía o nome de Paulo Okamotto, presidente do Instituto Lula, amigo de longada data do atual presidente e já apontado como seu “operador”. No trecho, Vorcaro afirma que “Ubiratan”, descrito como braço-direito do procurador-geral Paulo Gonet, teria reagido dizendo: “pelo amor de Deus, cê não tem nada disso aqui não”.

Ainda de acordo com o relato, os interlocutores da Procuradoria teriam argumentado que o pagamento foi feito em dinheiro vivo e, por isso, não poderia ser provado, sugerindo que o trecho fosse retirado da proposta. “Eles já saíram na largada assim”, diz Vorcaro na gravação.

Veja informa que o nome de Ubiratan aparece ao final do áudio, mas o trecho foi cortado para preservar a identidade do interlocutor do banqueiro. A publicação se soma a outra reportagem da revista, da edição em bancas, em que Vorcaro relata ter liberado R$30 milhões em dinheiro vivo para um filme sobre Lula e também ter repassado quantias ao Instituto Lula.

A PGR, em nota, afirmou que as tratativas de colaboração premiada envolvendo Vorcaro foram sempre mediadas por advogados contratados pelo investigado e que todas as propostas formalizadas pela defesa foram recebidas na forma em que foram elaboradas, “sem juízo nem recusas prévias”.

A Polícia Federal divulgou nota dizendo que Vorcaro não prestou depoimento com o teor relatado nem entregou à instituição anexos, documentos ou informações sobre o tema. A Veja ressalta que nunca afirmou que os áudios e documentos foram apresentados à PF, nem que o banqueiro tenha falado pessoalmente, em primeira pessoa, com a PGR. Segundo a revista, a versão de um depoimento formal à PF não consta da reportagem e foi desmentida pela defesa.

Os advogados de Vorcaro confirmaram que o dono do Banco Master “possui informações personalíssimas e relevantes para o caso e segue disponível para contribuir com as autoridades”. A Veja diz que os relatos estão em áudios obtidos com fontes próximas ao banqueiro, que acompanharam as tentativas de delação na PGR ou na PF; as identidades foram preservadas.

IRRESPONSABILIDADE TOTAL DE LULA

Governo Lula já torrou mais de R$4,3 Trilhões em 2026

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) | Foto: Divulgação / Ricardo Stuckert

A Gasto Brasil, ferramenta da Associação Comercial de São Paulo e da Confederação das Associações Comerciais do Brasil (CACB), aponta que o brasileiro já bancou R$4,3 trilhões dos governos, apenas em 2026. O governo federal de Lula (PT) é o maior responsável pela conta: mais de R$2 trilhões. A expectativa é que o governo petista custe ainda mais de R$750 bilhões até o final do ano; R$2,75 trilhões no total.

Conta oficial

O Portal da Transparência aponta que as despesas pagas pelo governo, este ano, são ainda maiores: R$ 4,66 trilhões.

Tem mais

Os governos estaduais custaram R$1,17 trilhão aos pagadores de impostos, enquanto os municipais custaram R$1,15 trilhão.

Só o Executivo

Só o Poder Executivo federal, controlado por Lula e cia., custou mais de R$258 bilhões, até o momento, em 2026.

Rombo oficial

A expectativa é que sejam torrados pelo governo mais deR$6,41 trilhões até o fim do ano. Mas a arrecadação não acompanha e a previsão é que fique em R$6,34 trilhões; rombo oficial de quase R$60 bilhões.

Cláudio Humberto

LULA ENVOLVIDO ATÉ O PESCOÇO COM VORCARO

PT desqualifica denúncia grave de corrupção para não explicar recusa de investigar Lula

              Lula ao lado do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. (Foto: Reprodução/PR/Redes sociais).

A reação atabalhoada do PT, Polícia Federal e Procuradoria-Geral da República, tentando desqualificar a reportagem da Veja sobre acordo de corrupção de R$1 bilhão em propina de Daniel Vorcaro para pessoas próximas do presidente, parece uma jogada para não terem de explicar a recusa de investigar os fatos graves em gravações e documentos.⁠ A revista não atribui os áudios a depoimentos na PF ou PGR, como fizeram parecer: esclarece que foram obtidas com fontes próximas a Vorcaro, cujo advogado Daniel Bilinski confirmou: a voz é mesmo do ex-banqueiro.

Miopia seletiva

PF e PGR não investigaram denúncia de R$30 milhões em dinheiro vivo para o Instituto Lula, entregues a João Vaccari Neto, compadre de Lula.

Provas ignoradas

A PGR alegou “falta de provas”, apesar da profusão de mensagens, registros de retiradas, identificação de quem recebeu, rotas de entrega.

Perícia, nem pensar

Temos órgãos de investigação que nem sequer sugerem a possibilidade de periciar os áudios e abrir procedimento investigativa. Tá feia a coisa.

Ojeriza a investigação

Ainda mais revelador é Vorcaro relatar em áudio que “Ubiratan”, braço direito do PGR Paulo Gonet, barrou qualquer delação envolvendo Lula.

Cláudio Humberto