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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

CHUVA DE GRANIZO NO SERTÃO PERNAMBUCANO

Vídeo mostra a força dos ventos durante chuva de granizo que atingiu Serra Talhada, Sertão de Pernambuco

Vídeo mostra a força dos ventos durante chuva que atingiu Serra Talhada, Sertão de Pernambuco (Reprodução/redes sociais)

Imagens registradas na tarde desta quarta-feira (4), mostram uma forte ventania que quase arranca árvores do solo


Vídeo mostra a força dos ventos durante a forte chuva que atingiu o município de Serra Talhada, no Sertão de Pernambuco, na tarde desta quarta-feira (4).

Imagens gravadas por moradores mostram árvores ao longo de uma via da cidade quase sendo arrancadas do solo pela intensidade da ventania.

Testemunhas relataram a ocorrência de trovões e queda de granizo. A informação ainda é de que o temporal tenha durado cerca de 30 minutos.

Segundo o Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco, por conta das chuvas e da ventania uma árvore de aproximadamente 8 metros desabou na BR-232, na altura do viaduto, o que provocou engarrafamento na região.

Pelo menos três viaturas foram enviadas paa atender a ocorrência no local. Com o uso de motosserras e ferramentas de corte a rodovia foi desobstruída.

As precipitações começaram por volta das 16h e, pouco depois, também foram registradas quedas de energia no município.

DP

NO GOVERNO LULA A MULHER QUE SE LASQUE

Governo Lula ignora ministra da Mulher em ato contra feminicídio

Ato contra o feminicídio no Palácio do Planalto Foto: Ricardo Stuckert / PR


Ministra Márcia Lopes não discursou em solenidade no Planalto



Nesta quarta-feira (4), representantes do Executivo, do Legislativo e do Judiciário anunciaram um pacto nacional de enfrentamento ao feminicídio, em cerimônia no Palácio do Planalto. A iniciativa foi coordenada pelo Ministério das Mulheres. No entanto, a chefe da pasta, ministra Márcia Lopes, não teve chance de discursar na solenidade.

A ministra também foi excluída da primeira foto oficial. De acordo com o Metrópoles, a assessoria de Márcia informou que era previsto que a ministra discursasse. A versão, no entanto, mudou posteriormente: embora ela estivesse preparada, não havia a previsão.

Discursaram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o presidente da Câmara Hugo Motta (Republicanos-PB), o presidente do Senado Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) e o presidente do STF Edson Fachin.

Para não dizer que não houve discursos de mulheres, as agraciadas com o “direito” a fala foram a primeira-dama Janja da Silva e Gleisi Hoffmann, ministra das Relações Institucionais.

Questionados, auxiliares de Lula disseram que o objetivo do evento era “conscientizar os homens”. A Secretaria de Imprensa da Presidência, por sua vez, ainda não se pronunciou.

TRAFICANTES PRESOS

Operação mira quadrilha de tráfico e lavagem de dinheiro e cumpre 21 mandados de prisão e de busca

Operação Filial deflagrada na manhã desta quinta (5) (Ascom/PCPE)

Os mandados foram cumpridos na manhã desta quinta-feira (5), nos municípios de Sanharó e Arcoverde. Operação cumpre oito mandados de prisão e 13 de busca e apreensão


Um grupo criminoso envolvido com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro foi alvo de 21 mandados da Polícia Civil de Pernambuco durante a deflagração da Operação Filial.

As ordens foram cumpridas nos municípios de Sanharó, no Agreste, e Arcoverde, no Sertão de Pernambuco, na manhã desta quinta-feira (5).

De acordo com a corporação, ao todo, foram cumpridos oito mandados de prisão e treze mandados de busca e apreensão domiciliar.

As ordens judiciais foram expedidas pelo Juízo da Vara Única da Comarca de Sanharó.

Durante as buscas, os agentes apreenderam uma pistola.

Segundo as informações, as investigações tiveram início em abril de 2025. Nesta quinta, a ação contou com os trabalhos de 65 policiais, incluindo delegados, agentes e escrivães.

A Polícia Civil de Pernambuco contou ainda com o apoio operacional da Polícia Militar do estado e da Polícia Civil de Alagoas (AL).

DP

REPROVAÇÃO DE UM IRRESPONSÁVEL E INCOMPETENTE

Lula é reprovado por 51,4% dos eleitores; 46,6% o aprovam

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) - (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Em outro questionamento, 51% dos entrevistados afirmam que Lula (PT) não merece continuar como presidente da República


Um levantamento feito pela Meio/Ideia, divulgado nesta quarta-feira (4), mostra que 51,4% dos eleitores brasileiros reprovam o trabalho do presidente Lula (PT). Em contrapartida, 46,6% aprovam o trabalho.

O levantamento registrou uma alta de 1,4 ponto percentual na reprovação em relação à última pesquisa.

Você aprova ou reprova o trabalho do presidente Lula?

  • Reprovam: 51,4%
  • Aprovam: 46,6%
  • Não sabem/não responderam: 2%

Outro questionamento abordado na pesquisa diz que 51% dos entrevistados afirmam que Lula (PT) não merece continuar como presidente da República.

Em 2026, Lula merece continuar como presidente?

  • Não: 51%
  • Sim: 47%
  • Não sabem/não responderam: 2%

O Instituto Ideia ouviu 1.500 eleitores entre 30 de janeiro e 2 de fevereiro de 2026. A pesquisa foi encomendada pelo Canal Meio S.A. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. Devido ao arredondamento, a soma dos percentuais pode variar de 99% a 101%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-08425/2026.

Luan Carlos

CARNAVAL 2026

Interdições de pontes do Centro do Recife começam no sábado (7); confira

Mapa mostra interdições de pontes do centro do recife para o Carnaval 2026, segundo a CTTU (Divulgação )

Interdição da Ponte Duarte Coelho, para instalação da alegoria gigante do galo, será a primeira intervenção para o carnaval 2026 no Recife


O Carnaval 2026 provocará interdições de ruas e fechamento de pontes no Recife, segundo a prefeitura.

Os bloqueios de trânsito para o carnaval começam no domingo (7) para o início da instalação da alegoria gigante do Galo, que ornamenta a Ponte Duarte Coelho, no Centro.

Também haverá interdições em outras pontes na área.

Confira as datas

Montagem Galo Gigante | Sábado (7)

A primeira etapa da operação para o Galo Gigante terá início no sábado (07), com bloqueios na Ponte Duarte Coelho.

A ponte só será reaberta após a desmontagem do mesmo, no dia 22 de fevereiro.

Agentes de trânsito vão estar presentes nos bloqueios:

Av. Conde da Boa Vista / Rua da Aurora;
Rua do Sol / Ponte Duarte Coelho;
Av. Dantas Barreto / Av. Guararapes.

Ponte Princesa Isabel

A partir do sábado (14), às 5h, a Ponte Princesa Isabel será fechada para veículos. Os ônibus e táxis só poderão acessar a Ponte Princesa Isabel a partir do domingo (15).

O trajeto de ônibus e táxis quando liberados seguirão pela Rua do Sol, Palácio do Campo das Princesas e Rua do Imperador Dom Pedro II. Diariamente, das 6h às 12h, a Ponte será aberta para abastecimento e limpeza do Bairro do Recife.

Ponte Maurício de Nassau

Ficará interditada para circulação de veículos e se tornará exclusiva para pedestres a partir das 14h da sexta-feira (13), podendo ser antes, a depender do fluxo de pessoas. A previsão para liberação é às 7h da quarta-feira (18).

Ponte Buarque de Macedo

Ficará interditada para circulação de veículos e se tornará exclusiva para pedestres a partir das 14h da sexta-feira (13) até as 7h da quarta-feira (18).

Diariamente, das 6h às 12h, a Ponte será aberta para abastecimento e limpeza do Bairro do Recife.

Ponte do Limoeiro

Ficará aberta para o tráfego misto, possibilitando o acesso dos condutores aos estacionamentos dos prédios da Prefeitura do Recife, Tribunal Regional do Trabalho (TRT) e Tribunal Regional Federal (TRF).
A ponte será bloqueada para os carros quando as vagas de estacionamento se esgotarem.

Uma faixa de rolamento da ponte será exclusiva para o Expresso da Folia, ônibus especial que leva os foliões para os polos de animação.

DP

CPMI DO ROUBO DO INSS NO GOVERNO LULA

Gaspar quer prorrogar CPMI do INSS: ‘Brasil não aguenta mais tanta corrupção’

Deputado Alfredo Gaspar (União-AL) é relator da CPMI do INSS (Foto: Bruno Spada/Ag. Câmara)


Deputado defende que "população tem o direito de saber quem são os envolvidos e o tamanho do roubo"


O deputado federal Alfredo Gaspar (União-AL), que atua como relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, manifestou a necessidade de estender o prazo das investigações, atualmente previsto para encerrar em 28 de março. O parlamentar defendeu que o país demanda respostas efetivas contra atos ilícitos e afirmou que “o Brasil não aguenta mais tanta corrupção”. Segundo ele, o aprofundamento dos trabalhos é vital para esclarecer a dimensão de supostos desvios.

No entendimento de Gaspar, a sociedade possui o direito democrático de identificar os responsáveis e compreender a extensão dos danos ao erário. “Em um país democrático, a população tem o direito de saber quem são os envolvidos e o tamanho do roubo”, declarou o deputado ao ser questionado sobre a convocação de indivíduos com conexões no governo federal.

Ele criticou a postura de parlamentares que estariam obstruindo o avanço de depoimentos, como os de Frei Chico e Lulinha, irmão e filho do presidente da República, respectivamente. Para o relator, “é uma vergonha para mim que tenham parlamentares que sigam cegamente a ordem de blindagem”.

Apesar dos obstáculos políticos, o colegiado já reuniu o volume de assinaturas necessárias para garantir a continuidade da CPMI. O senador Carlos Viana (Podemos-MG), que colaborou ativamente na coleta das adesões, reforçou que o encerramento prematuro das atividades seria inaceitável antes da devida apuração de todas as responsabilidades.

Gaspar, entretanto, alertou para a “gigantesca” pressão que deve recair sobre o comando do Senado para impedir a prorrogação, questionando se haverá interesse real por parte daqueles que possuem algum tipo de envolvimento nas questões apuradas.

Um dos focos centrais da nova fase da investigação é o acesso aos dados financeiros de Daniel Vorcaro, banqueiro sob investigação no caso que envolve o Banco Master. O relator fez um apelo público para que a comissão possa analisar tais informações, consideradas essenciais para a conclusão dos trabalhos. O deputado espera “que a CPMI tenha o direito de analisar esses dados. Só analisando esses dados nós iremos saber se há ou não algo de importante para a continuidade e conclusão dos nossos trabalhos”.

Juan Araujo

ACORDO NUCLEAR

Pacto de armas nucleares entre Rússia e EUA expira hoje; cresce risco de conflito atômico

O presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente russo, Vladimir Putin (Saul Loeb / Pavel Bednyakov / AFP)

Último pacto de armas nucleares remanescente entre a Rússia e os Estados Unidos expira nesta quinta-feira (5)


O último pacto de armas nucleares remanescente entre a Rússia e os Estados Unidos expira nesta quinta-feira, 5, removendo, pela primeira vez em mais de meio século, quaisquer limites para os dois maiores arsenais atômicos do planeta.

Conhecido como Novo Tratado de Redução de Armas Estratégicas (NewStart, na sigla em inglês), o acordo prevê limites às ogivas nucleares de longo alcance desenvolvidas por Estados Unidos e Rússia. Seu colapso, para especialistas, abriria caminho para o que muitos temem ser uma corrida armamentista nuclear desenfreada.

O presidente russo, Vladimir Putin, declarou estar pronto para respeitar os limites do acordo por mais um ano, caso Washington faça o mesmo, mas o presidente Donald Trump não se comprometeu com a prorrogação.

Nos últimos meses, Trump vem indicando que gostaria de envolver a China em negociações de controle de armas, algo que Pequim rejeita, segundo uma fonte da Casa Branca que não estava autorizado a falar publicamente e falou sob condição de anonimato. Ainda de acordo com essa fonte, Trump tomará uma decisão sobre o controle de armas nucleares no momento oportuno.

Putin discutiu o término do pacto com o líder chinês Xi Jinping, disse o conselheiro do Kremlin, Yuri Ushakov, observando que Washington não respondeu à sua proposta de prorrogação. A Rússia "agirá de forma equilibrada e responsável, com base em uma análise minuciosa da situação de segurança", afirmou Ushakov.

Defensores do controle de armas expressam preocupação com o vencimento do tratado, alertando que ele pode levar a uma nova corrida armamentista, fomentar a instabilidade global e aumentar o risco de um conflito nuclear.

O papa Leão XIV pediu na quarta-feira que o tratado "não seja abandonado sem que se busque garantir sua continuidade concreta e efetiva".

Para Daryl Kimball, diretor executivo da Associação de Controle de Armas em Washington, a falta de acordo sobre a manutenção dos limites do pacto provavelmente incentivará um aumento no número de armas nucleares. "Chegamos ao ponto em que os dois lados poderiam, com o vencimento deste tratado, pela primeira vez em cerca de 35 anos, aumentar o número de armas nucleares implantadas por cada lado", disse Kimball à Associated Press.

"E isso abriria a possibilidade de uma corrida armamentista descontrolada e perigosa entre três países, não apenas entre os EUA e a Rússia, mas também envolvendo a China, que também está aumentando seu arsenal nuclear, menor, mas ainda mortal."

Kingston Reif, da RAND Corporation, ex-secretário adjunto de defesa dos EUA, concorda com o ativista. "Na ausência da previsibilidade do tratado, cada lado poderia ser incentivado a planejar para o pior ou a aumentar seus arsenais implantados para demonstrar firmeza e determinação, ou a buscar vantagens nas negociações", disse.

Desde a invasão da Ucrânia, em 2022, Putin tem repetidamente ameaçado usar o poderio nuclear da Rússia. Frequentemente, ele diz que Moscou está preparada para usar "todos os meios" para proteger seus interesses de segurança. Em 2024, ele assinou uma doutrina nuclear revisada, que amplia as circunstâncias nas quais armas nucleares podem ser usadas pelo regime russo.

Assinado em 2010

O Novo Start, assinado em 2010 pelos presidentes Barack Obama e Dmitri Medvedev, restringiu a cada lado o máximo de 1.550 ogivas nucleares e 700 mísseis e bombardeiros - implantados e prontos para uso. Originalmente, deveria expirar em 2021, mas foi prorrogado por mais cinco anos.

O pacto previa inspeções abrangentes no local para verificar o cumprimento das normas, embora elas tenham sido interrompidas em 2020 em virtude da pandemia de covid-19 e nunca tenham sido retomadas.

Em fevereiro de 2023, Putin suspendeu a participação de Moscou, afirmando que a Rússia não poderia permitir inspeções americanas em suas instalações nucleares em um momento em que Washington e seus aliados da Otan declararam abertamente a derrota de Moscou na Ucrânia como seu objetivo. Ao mesmo tempo, o Kremlin enfatizou que não estava se retirando completamente do pacto, prometendo respeitar os limites para armas nucleares.

Já em setembro do ano passado, Putin ofereceu estender o tratado por um ano, a fim de ganhar tempo para que ambos os lados negociassem um novo acordo . O líder russo disse que o vencimento do pacto seria desestabilizador e poderia alimentar a proliferação nuclear.

Rose Gottemoeller, principal negociadora americana para o pacto e ex-vice-secretária-geral da Otan, disse que estendê-lo teria servido aos interesses dos EUA. "Uma prorrogação de um ano dos limites do Novo Start não prejudicaria nenhuma das medidas vitais que os Estados Unidos estão tomando para responder ao aumento do programa nuclear chinês", disse ela em uma discussão online no mês passado.

Pactos anteriores

O Novo Start sucedeu uma longa sucessão de pactos de redução de armas nucleares entre os EUA e a Rússia, começando com o Salt I em 1972, assinado pelo presidente dos EUA, Richard Nixon, e pelo líder soviético, Leonid Brezhnev - a primeira tentativa de limitar seus arsenais.

O Tratado de Mísseis Antibalísticos de 1972 restringiu os sistemas de defesa antimíssil dos países até que o presidente George W. Bush retirou os EUA do pacto em 2001, apesar dos alertas de Moscou.

O Kremlin descreveu os esforços de Washington para construir um escudo antimíssil como uma grande ameaça, argumentando que isso corroeria a dissuasão nuclear da Rússia, dando aos EUA a capacidade de abater seus mísseis balísticos intercontinentais.

Em resposta, Putin ordenou o desenvolvimento do míssil de cruzeiro Burevestnik, com ogiva e propulsão nuclear, e do submarino Poseidon, também com ogiva e propulsão nuclear. A Rússia afirmou no ano passado que testou com sucesso o Poseidon e o Burevestnik e está preparando seu destacamento.

Também foi encerrado em 2019 o Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário, assinado em 1987, que proibia mísseis terrestres com alcance entre 500 e 5.500 quilômetros. Esses mísseis eram considerados particularmente desestabilizadores devido ao seu curto tempo de voo até os alvos, deixando apenas alguns minutos para decidir sobre um ataque retaliatório e aumentando a ameaça de uma guerra nuclear com base em um falso alerta.

Em novembro de 2024 e novamente no mês passado, a Rússia atacou a Ucrânia com uma versão convencional de seu novo míssil balístico de alcance intermediário Oreshnik. Moscou afirma que ele tem um alcance de até 5.000 quilômetros (3.100 milhas), capaz de atingir qualquer alvo europeu, com ogivas nucleares ou convencionais.

Ameaça 'Golden Dome'

"Sem acordos que limitem os arsenais nucleares, a Rússia repelirá prontamente e com firmeza quaisquer novas ameaças à nossa segurança", disse Medvedev, que assinou o tratado Novo START e agora é vice-chefe do Conselho de Segurança de Putin.

"Se não formos ouvidos, agiremos proporcionalmente, buscando restaurar a paridade", disse ele em declarações recentes.

Medvedev mencionou especificamente o sistema de defesa antimíssil Domo Dourado, proposto por Trump, entre as medidas potencialmente desestabilizadoras, enfatizando uma estreita ligação entre armas estratégicas ofensivas e defensivas.

O plano de Trump preocupou a Rússia e a China, afirmou Kimball. "É provável que eles respondam ao Domo Dourado aumentando o número de armas ofensivas que possuem para sobrecarregar o sistema e garantir que tenham o potencial de retaliar com armas nucleares", disse ele, acrescentando que as capacidades ofensivas podem ser construídas mais rápida e barata do que as defensivas.

A declaração de Trump em outubro sobre as intenções dos EUA de retomar os testes nucleares pela primeira vez desde 1992 também preocupou o Kremlin, que realizou seu último teste em 1990, quando a URSS ainda existia. Putin disse que a Rússia responderá da mesma forma se os EUA realizarem os testes, que são proibidos por um tratado global assinado por Moscou e Washington.

O secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, disse em novembro que tais ações não incluiriam explosões nucleares.

Para Kimball, a retomada dos testes pelos EUA abriria um enorme buraco no sistema global de redução do risco nuclear", levando a Rússia a responder da mesma forma e tentando outros países, incluindo China e Índia, a seguirem o exemplo. "Isso marca um possível ponto de virada para um período muito mais perigoso de competição nuclear global, como nunca vimos em nossas vidas", acrescentou.

* Com informações da Associated Press.

NO BRASIL A JUSTIÇA AGE DIFERENTE

Homem que planejava matar Trump é condenado a prisão perpétua

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos (Foto: White House)


Sentença proferida na Flórida ocorre após réu de 59 anos atuar na própria defesa em cinco acusações criminais


Nesta quarta-feira, a justiça dos Estados Unidos condenou Ryan Routh à prisão perpétua pelo planejamento de um atentado contra Donald Trump em um clube de golfe na Flórida. O episódio ocorreu em setembro de 2024, restando menos de sessenta dias para a votação que reconduziu o republicano ao cargo de presidente. Routh foi flagrado portando armamento semiautomático enquanto se ocultava nas proximidades do local onde o então candidato praticava o esporte.

A decisão foi anunciada em Fort Pierce pela magistrada federal Aileen Cannon. Em setembro do ano anterior, o réu de 59 anos já havia sido considerado culpado por um júri em cinco crimes distintos, entre eles a tentativa de homicídio. Durante o processo legal, o próprio acusado optou por realizar a sua defesa perante o tribunal.

A promotoria sustentou que a gravidade dos atos cometidos “inegavelmente justificam prisão perpétua”, apontando que a ação foi arquitetada ao longo de meses. Segundo a acusação, Routh demonstrava disposição para eliminar quem atravessasse seu caminho e não manifestou sinais de arrependimento. Embora a defesa tenha solicitado uma pena de 27 anos, a juíza seguiu a recomendação da instância acusadora para a aplicação da pena máxima.

Através de registros oficiais, o condenado refutou o propósito de assassinar o político e declarou-se aberto a receber auxílio psiquiátrico para tratar um distúrbio de personalidade durante o cárcere. Ryan Routh argumentou ainda que o veredito dos jurados foi influenciado por sua dificuldade técnica em estruturar uma defesa jurídica apropriada ao longo do julgamento.

Além da tentativa de assassinato, o morador do Havaí foi sentenciado por impedir a ação de um oficial federal no momento da captura e por três infrações relacionadas à posse ilegal de armamento. O flagrante ocorreu no Trump International Golf Club, em 15 de setembro de 2024, quando o Serviço Secreto detectou o homem em meio à vegetação. Na ocasião, Routh abandonou um fuzil de assalto ao tentar escapar, sendo detido logo em seguida pelas autoridades.

A tentativa de emboscada sucedeu o ataque sofrido por Trump em Butler, na Pensilvânia, onde o republicano foi atingido superficialmente na orelha. Ambos os fatos marcaram o período eleitoral de 2024, culminando na vitória de Donald Trump sobre o cenário político que sucedeu a gestão de Joe Biden.

Juan Araujo

LULA NÃO VAI VETAR NADA

Lula vai enrolar para vetar ‘marajás’ criados na Câmara

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) | Foto: Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil


O governo vai cozinhar no Ministério da Gestão e Inovação, sob comando de Esther Dweck, a análise do dispositivo que autoriza pagamentos acima do teto constitucional para servidores da Câmara e do Senado. Para descolar o governo da indecorosa benesse, Randolfe Rodrigues (PT-AP), foi escalado para trombetear possível veto ao projeto e negar acordo. Participantes do encontro contaram à coluna que a votação foi toda definida em reunião de líderes da Câmara.

Rápido como quem rouba

Na reunião, foi definido que o texto teria tramitação vapt-vupt, em um dia, regime urgência (furando a fila). Em duas horas, estava tudo aprovado.

Passou a boiada

Levantou-se, na trama dos líderes, que o número de beneficiados estaria entre 70 e 80 servidores, mas isso é falso.

Toma lá, dá cá

O próprio ministério de Dweck, que agora supostamente fará a tal análise do veto, foi beneficiada pelo projeto: ganhou 1.500 cargos.

Ranking criminoso

Levantamento do Partido Novo, que votou contra a proposta, indica que os supersalários no Brasil são 21 vezes maiores que na Argentina.

Cláudio Humberto

MAIS UMA CANALHICE POLÍTICA NO BRASIL

Pacote vergonhoso privilegia elite do serviço público

O pacote de reestruturação de carreiras e benefícios para servidores públicos aprovado na última terça pelo Congresso, com custo anual de R$ 548 milhões, é vergonhoso e foi criticado até pelo presidente do PT, Edinho Silva, ante o silêncio do presidente Lula.

A principal controvérsia reside na criação de “penduricalhos” e na possibilidade de que os rendimentos ultrapassem o teto constitucional, gerando um impacto fiscal estimado em R$ 1 bilhão. Parlamentares, incluindo o ex-relator da reforma administrativa, Pedro Paulo (PSD-RJ), votaram contra o projeto por considerá-lo uma “criação de privilégios para uma elite” com salários acima do teto, contrariando os esforços de contenção de gastos.

A aprovação de medidas como a licença compensatória e reajustes em gratificações de desempenho, que podem dobrar o salário-base de servidores do Congresso, foi alvo de fortes críticas também nas redes sociais e na Câmara. O governo prevê gastar cerca de R$ 3,8 bilhões com benefícios a servidores em 2026, com o reajuste linear de 3,5% no Executivo a partir de abril, parte de um acordo firmado em 2024.

Enquanto críticos apontam os “supersalários” da elite, representantes dos servidores (como a CUT) argumentam que a média salarial federal não condiz com a narrativa de privilégio geral. O cenário no início de 2026 mostra os poderes executando reajustes e benefícios em ano eleitoral, o que é visto por analistas como uma “bomba-relógio” fiscal.

O novo pacote inclui, por exemplo, a licença compensatória (licença-prêmio), que foi amplamente criticada por permitir rendimentos adicionais desproporcionais. Para o presidente do PT, a medida aprofunda o distanciamento entre a elite e a realidade da população brasileira e contraria a agenda histórica do partido de combate a privilégios no serviço público.

Lula deveria, segundo ele, se posicionar de forma contrária ao pacote, em coerência com o discurso do governo. Mas, até ontem, o chefe da Nação não deu um pio sobre esses privilégios por terem chegado ao Congresso por iniciativa do seu governo.

GRATIFICAÇÕES DE ATÉ 100% – Pelo que foi aprovado, os projetos concedem cerca de 9% de reajuste ao ano. No caso do Senado, o vencimento básico da carreira inicial de auxiliar legislativo passa de R$ 3.300 para R$ 5.863 em julho de 2029. Já o nível mais alto de consultor legislativo vai de R$ 13.753,64 para R$ 24.100 em 2029.

Também foram criadas gratificações de desempenho que podem alcançar o equivalente a 100% do salário-base dos funcionários. Considerando informações constantes no relatório da Câmara, o projeto teria um impacto anual de cerca de R$ 540 milhões. O texto do Senado não tem estimativas de valores.

Reação dura de Edinho

Em entrevista, o presidente do PT, Edinho Silva, criticou o pacote. De acordo com ele, o Partido dos Trabalhadores é contrário à medida e avaliou que a decisão aprofunda o distanciamento entre a classe política e a realidade da população brasileira. “Nós devemos estar debatendo um projeto de reforma político-partidária no Brasil para que, além de combater os privilégios, a gente possa efetivamente melhorar o nosso sistema democrático e o nosso sistema de representatividade. Então, a posição do PT é, com muita tristeza, a de que nós vivenciamos mais uma medida de distanciamento da vida política, dos representantes do povo brasileiro, da realidade do povo brasileiro”, disse.

TETO ULTRAPASSADO 

Com o pacote de privilégios, o governo abriu caminho para ganhos que ultrapassam o teto constitucional do funcionalismo público — atualmente de R$ 46.366,19. Os projetos reestruturam gratificações e permitem o chamado “penduricalho” por meio de licença compensatória para alguns servidores. O ganho extrateto valerá para servidores que acumularem “múltiplas atribuições” que demandam “dedicação contínua” e a atuação fora do horário regular de expediente. A cada três dias trabalhados, o funcionário poderá solicitar uma folga ou a indenização financeira.

IMPEACHMENT DA PREFEITA

Câmara de Olinda analisa pedidos de impeachment contra a prefeita Mirella Almeida

Plenário da Câmara Municipal de Olinda (Rafael Vieira/DP)

Presidente da Câmara pediu parecer à Procuradoria da Casa antes de votar as propostas. São quatro pedidos de impeachment protocolados pelo ex-candidato a prefeito, Antônio Campos


A Câmara de Vereadores de Olinda está analisando quatro pedidos de impeachment contra a prefeita da cidade, Mirella Almeida (PSD). Segundo o presidente da Casa, vereador Saulo Holanda (MDB), as propostas foram encaminhadas para a análise da Procuradoria da Casa Bernardo Vieira de Melo e apenas após o parecer é que serão enviadas ao plenário.

Inicialmente, a expectativa era que a admissibilidade dos pedidos fosse votada na sessão desta quinta-feira (5). “Mandei para a procuradoria analisar se os pedidos de impeachment têm fundamento ou não. A procuradoria ficou de encaminhar o parecer para mim. E aí vamos pautar. Não vou deixar de votar. Se o parecer voltar hoje (quarta), coloco para votação amanhã (quinta), se não, só na próxima semana”, disse o presidente.

Todos os pedidos de impeachment foram protocolados pelo advogado e ex-candidato a prefeito de Olinda, Antônio Campos. Entre as motivações citadas para o afastamento da prefeita estão a suposta apresentação de uma prestação de contas fictícia do carnaval de 2025, o que poderia configurar falsidade documental e ideológica, além de uma inadimplência estimada em cerca de 65% junto a fornecedores. Também é mencionada a ausência de resposta a requerimentos de informação formalmente protocolados por vereadores da Câmara Municipal, interpretada como descumprimento de obrigações institucionais.

Outro ponto levantado é o pagamento seletivo de fornecedores, com possível quebra da ordem cronológica de empenhos. Há ainda a denúncia de problemas na coleta de lixo, com acusações de irregularidades e falta de transparência nos contratos e aditivos do serviço, quadro que teria contribuído para o acúmulo de resíduos na cidade.

Critérios para admissibilidade

Para a discussão da matéria acontecer, o quórum mínimo necessário é de nove vereadores, sendo necessária a maioria de cinco vereadores para aprovação ou rejeição da viabilidade do pedido de impeachment.

Para Saulo Holanda, mesmo se o parecer do órgão for de acordo com a colocação dos pedidos de impeachment em votação, a admissibilidade não deve ser aprovada no plenário da Casa Legislativa.

“Acredito que os amigos (vereadores) não vão votar a favor porque ele (Antônio Campos) vem o tempo todo colocando esses pedidos de impeachment. É a mesma coisa o tempo todo e sem muito fundamento. Eu tenho que botar pra votação. Mas pela conversa que eu tive com os amigos, não aprova isso não”, disse o vereador. 

Antônio Campos também entrou com uma queixa crime contra o presidente da Câmara por crime de responsabilidade. “Ele (Campos) agora quer que eu responda por improbidade administrativa, de como faço pedidos, informações à prefeitura e a prefeitura não me responde. É uma pessoa que não aceitou a derrota”, disse o vereador.

Em junho de 2025, Mirella foi alvo de outro pedido de abertura de impeachment, também protocolado por Campos. A proposta foi rejeitada pelos vereadores da Câmara, com 13 votos contra e dois à favor. Foi a primeira vez que a Câmara de Olinda analisou a admissibilidade de um processo de afastamento contra um prefeito.

O que diz a prefeita

Em nota à imprensa, a prefeita Mirella Almeida afirmou que “encara com serenidade e responsabilidade os pedidos de impeachment apresentados, mas lamenta profundamente que um instrumento constitucional tão relevante esteja sendo utilizado de forma politiqueira”.

Ainda conforme o texto, “o autor das iniciativas já teve reiteradas pretensões rejeitadas pelo Poder Judiciário em ações movidas contra a prefeita. Em todas essas ocasiões, Mirella Almeida obteve decisões favoráveis, nunca tendo sofrido derrota judicial relacionada às acusações levantadas por esse mesmo agente”.

Confira a íntegra:

A prefeita de Olinda, Mirella Almeida, encara com serenidade e responsabilidade os pedidos de impeachment apresentados, mas lamenta profundamente que um instrumento constitucional tão relevante esteja sendo utilizado de forma politiqueira, com o objetivo de criar instabilidade e tentar transformar gestores públicos e o próprio processo democrático em reféns de disputas políticas e interesses menores.

A gestora reforça que sempre respeitou a legalidade, as instituições e o devido processo legal, mantendo sua atuação pautada pela transparência, pelo diálogo e pelo compromisso com a cidade e com a população de Olinda. Todos os atos da atual gestão seguem rigorosamente a legislação vigente e estão devidamente respaldados técnica e juridicamente.

Cabe destacar, ainda, que o autor das iniciativas já teve reiteradas pretensões rejeitadas pelo Poder Judiciário em ações movidas contra a prefeita. Em todas essas ocasiões, Mirella Almeida obteve decisões favoráveis, nunca tendo sofrido derrota judicial relacionada às acusações levantadas por esse mesmo agente.

Por fim, a prefeita reafirma que seguirá concentrada no trabalho, na entrega de resultados e no cuidado com Olinda, sem se deixar desviar por tentativas de politização excessiva que não contribuem para o desenvolvimento da cidade nem para o fortalecimento da democracia.

Mariana de Sousa