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sexta-feira, 5 de junho de 2026

MESSIAS ISOLADO

Marcha para Jesus reagrupa oposição e isola Messias
Oposição participa da Marcha para Jesus



Evento reuniu Tarcísio de Freitas, Romeu Zema, Ricardo Nunes e Flávio Bolsonaro


A Marcha para Jesus deste ano, em São Paulo, expôs diferentes estratégias políticas no campo conservador e no governo federal. De um lado, o senador Flávio Bolsonaro e o governador Tarcísio de Freitas voltaram a dividir espaço público após semanas de distanciamento provocado pela crise envolvendo o filme “Dark Horse”. Do outro, o ministro da AGU, Jorge Messias, representou o governo Lula em um trio elétrico separado, sem participação conjunta com os principais nomes da direita.

O evento marcou o primeiro encontro público entre Flávio e Tarcísio desde o desgaste causado pelas revelações sobre a produção do longa ligado à trajetória de Jair Bolsonaro. Nos bastidores, o governador paulista vinha evitando aparições ao lado do senador para não ser associado à controvérsia, mas a Marcha para Jesus serviu como oportunidade para demonstrar reaproximação diante do eleitorado evangélico.

Além deles, o prefeito Ricardo Nunes também participou da programação. Já Jorge Messias, principal interlocutor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva junto ao segmento evangélico, compareceu como representante do governo federal, mas em um espaço distinto do trio formado por lideranças da direita.

A separação visual reforçou a disputa política em torno do eleitorado evangélico, um dos principais alvos da corrida presidencial de 2026. Enquanto Flávio busca consolidar sua pré-candidatura e reconstruir pontes com aliados após semanas turbulentas, Tarcísio procura manter influência nesse segmento sem se afastar completamente do bolsonarismo. Já o Planalto aposta em Jorge Messias para ampliar o diálogo com lideranças religiosas e reduzir a resistência ao governo entre os evangélicos.

Rodrigo Vilela

PROCESSO DOS ESTADOS UNIDOS

Moraes será defendido pela AGU em processo nos EUA

Ministro do STF Alexandre de Moraes - (Foto: Rosinei Coutinho/STF)



Aval foi dado pelo presidente do STF, ministro Edson Fachin


O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, autorizou a Advocacia-Geral da União (AGU) a atuar em defesa do ministro Alexandre de Moraes em um processo movido contra ele nos Estados Unidos pelo grupo Trump Media e a plataforma Rumble.

Na ação aberta em um tribunal federal do estado da Flórida, as empresas alegam que Moraes busca censurar cidadãos americanos com ordens de restrição e bloqueio de perfis na internet, ferindo assim a liberdade de expressão garantida pela Primeira Emenda da Constituição dos EUA.

O aval de Fachin para que a AGU atue no caso ocorre após Moraes ser notificado por e-mail a responder às acusações. Para o presidente do Supremo, o caso ultrapassa uma questão pessoal e representa uma ameaça à independência do próprio Judiciário.

“O que está em questão, para além da figura individual de Ministro do STF, são a independência do Poder Judiciário brasileiro, a integridade do Estado de Direito no Brasil e, no limite, a própria soberania nacional”, escreveu Fachin.

O presidente do Supremo respondeu a uma consulta feita pela própria AGU, que se prontificou a atuar no caso representando a República Federativa do Brasil e o próprio Supremo.

A base jurídica para a atuação encontra-se na lei brasileira, que não autoriza que magistrados sejam processados pessoalmente por decisões tomadas no exercício de suas funções.

“Eis que fica cabalmente caracterizada” a hipótese de atuação na AGU de modo institucional no caso, escreveu Fachin.

Nesta semana, Fachin esteve com a relatora especial das Nações Unidas para a Independência de Magistrados e Advogados, Margaret Satterthwaite, a quem reclamou de pressões externas com objetivo de constranger juízes brasileiros por causa de decisões judiciais tomadas no exercício regular de suas atividades.

A rede social Rumble segue com o funcionamento suspenso no Brasil desde fevereiro de 2025, por decisão de Moraes confirmada pelo plenário, por descumprimento de ordens judiciais brasileiras. 

Rodrigo Vilela

JORNALISTA PRESO

Justiça manda prender jornalista perseguido por Zambelli

Carla Zambelli e Luan Araújo Foto: Reprodução/ Print de vídeo redes sociais



Advogado irá protocolar um pedido de habeas corpus



A Justiça paulista decretou a prisão, em regime aberto, do jornalista Luan Araújo. A determinação ocorre porque ele não pagou a ex-deputada Carla Zambelli (PL), após uma condenação por difamação contra a ex-parlamentar.

Araújo foi condenado por conta de uma publicação que apontava Zambelli como alguém que “faz parte de uma extrema direita mesquinha, maldosa e que é mercadora da morte”.

A decisão contra o jornalista foi publicada, na última segunda-feira (1º), pelo juiz José Fernando Steinberg. Na ordem, o magistrado ressaltou que o jornalista “apesar de devidamente intimado, não cumpriu a prestação pecuniária imposta”.

Os valores devidos por ele somavam R$ 2.216,30, incluindo uma multa penal e uma prestação pecuniária.

Em 2022, na véspera das eleições, Luan Araújo foi perseguido por Zambelli, armada, em uma rua de São Paulo.

De acordo com o advogado Renan Bohus, que representa o jornalista, disse que seu cliente não tem condições de pagar o valor determinado e pediu o parcelamento. A defesa irá protocolar um pedido de habeas corpus.

Por conta do ocorrido com Luan, o Superior Tribunal Federal (STF) condenou Zambelli a cinco anos e três meses de prisão, em regime inicial semiaberto, por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal. As informações são do Metrópoles.

Pleno.News

CRITICANDO GOVERNO LULA

Mãe de menino com câncer terminal critica governo Lula

Giselle Anita Benke e o filho Foto: Reprodução/ Print de vídeo Instagram Major Anderson e Giselle Anita Benke

Criança está internada em Lisboa; família acionou gestão petista para retornar ao Brasil

 

A catarinense Giselle Benke usou as redes sociais a fim de conseguir ajuda para o filho, Luis Felipe Benke dos Santos, de apenas 8 anos de idade. O menino foi diagnosticado com Sarcoma de Ewing, um câncer raro e agressivo.

O caso gerou críticas ao governo Lula (PT) e ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

A criança está internada em um hospital de Lisboa, em Portugal. A família esperava que o governo brasileiro prestaria ajuda para que o garoto pudesse retomar o tratamento da doença no Brasil.

Devido ao fato de que há pouca chance de cura no caso de Luis Felipe, a mãe teria sido informada de que o governo Lula não iria arcar com os custos de uma viagem para o Brasil.

Conforme informações da coluna Radar, da Veja, o governo de Santa Catarina disse ter acionado o Ministério da Saúde do e outros órgãos do governo brasileiro para que o menino pudesse ser trazido para o Brasil.

– Ninguém do governo vai ajudar. O meu filho, para eles, é um caso perdido. Por que vão ajudar? Por que vão ter um gasto desse? Para eles, meu filho não é importante, mas para mim é tudo que eu tenho e sinto no meu coração que tenho o dever de levar ele para casa – disse Giselle à revista.

Por fim, a ajuda surgiu de outra forma. Por meio dos stories do Instagram, o perfil do Major Anderson, que apoiou Giselle, revelou que o menino embarcará para o Brasil nesta sexta-feira (5). O major fez um agradecimento ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.

Pleno.News

O PENSAMENTO DE LULA É SE MANTER NO PODER

Lula ignora Congresso em agendas reservadas

 Luiz Inácio Lula da Silva. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil).


Os registros da agenda oficial do presidente Lula comprovam a queixa de parlamentares de que “o Lula do Velho Testamento já não existe mais”. O petista não teve despachos privados com deputados ou senadores, este ano, que já está na metade. Nem mesmo líderes de bancada ou as lideranças do governo na Câmara, Senado e Congresso Nacional, ninguém. Encontros, se houve, só fora da agenda, como as conversas do petista com o enroladíssimo dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.

E só!

Ano passado, Lula já demonstrava o desprezo, sobretudo com a Câmara. Só recebeu um parlamentar, a senadora Leila Barros (PDT-DF).

Foi azedando

O tempo mostra que a relação entre Lula e o Congresso só minguou. Em 2024, foram 10 encontros reservados com deputados e senadores.

Clima de oba-oba

No primeiro ano de Lula, o petista recebeu deputados por 17 vezes. Senadores tiveram oito audiências com Lula ao longo de 2023.

Diga que não estou

Este ano, Lula também não recebeu prefeitos ou ministros do judiciário. Governadores, só quatro reuniões e todas no mês de abril.

Cláudio Humberto

MAIS UMA EMBROMAÇÃO DE LULA

Lula ameaça os EUA com ‘lei da reciprocidade que foi criada para não funcionar


São tantos passos e condições que a reciprocidade prometida dificilmente sairia do papel

 

A “Lei da Reciprocidade”, criada por iniciativa do governo Lula (PT) com o propósito de “dar resposta” à primeira rodada de tarifas impostas em 2025 pelo governo Donaldo Trump, prevê muita enrolação antes de produzir consequências. Como um comitê de quatro ministros (Comércio, Casa Civil, Fazenda e Relações Exteriores) para avaliar a taxação, depois discutir contramedidas a serem submetidas a cada ministério e ao Camex, o Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior. 

O Itamaraty é responsável por notificar o parceiro comercial “afetado pelas contramedidas” em cada fase do processo de discussão e análise.

A lei prevê também “consultas diplomáticas” do Itamaraty “com vistas a mitigar ou anular os efeitos” das tarifas e das contramedidas.

Caso o Camex ache relevante, poderão ainda ser realizadas consultas públicas adicionais antes de implantar qualquer contramedida.

Diário do Poder

TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO

 

Programa PE na Estrada esbarra em suspensão do TCE

Obras da PE-073 fazem parte do PE na Estrada (Foto: Miva Filho/Secom)

Acórdão publicado nesta quinta-feira (4) paralisa edital voltado para a reabilitação de mais de 1,5 mil quilômetros de rodovias estaduais


O Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE) manteve suspenso o processo licitatório, que previa investimentos de R$ 767 milhões, para obras do programa estadual PE na Estrada. O acórdão, publicado no Diário Oficial desta quinta-feira (4), paralisa os serviços de recuperação programados para 1.508 quilômetros da malha rodoviária.

A decisão foi proferida na última terça-feira (2), durante a 17ª sessão ordinária da Primeira Câmara do TCE-PE. Os conselheiros Dirceu Rodolfo e Rodrigo Novaes acompanharam por unanimidade o voto do relator do processo, Ranilson Ramos - que já tinha emitido uma decisão monocrática em maio último.

“No caso em tela, a fumaça do bom direito não reside em uma condenação antecipada, mas na existência de indícios graves que demandam uma análise técnica exauriente antes da produção de efeitos concretos”, diz trecho do documento.

De acordo com a Corte de Contas, auditorias teriam apontado falhas graves que comprometem a legalidade e a transparência do certame. Entre os problemas estão a inversão das fases da disputa sem justificativa técnica e erros nas planilhas de custos.

Além disso, o trabalho ainda teria verificado a falta de detalhamento de preços unitários, a ausência de matriz de alocação de riscos, que distribui de forma clara e objetiva as responsabilidades e os ônus financeiros entre as partes, entre outros.

Assim, a Corte avaliou que os indícios de irregularidades apontados pela fiscalização técnica são suficientes para a manutenção da medida. Para o TCE, a suspensão tem com objetivo garantir a transparência e a exatidão das planilhas de custos, protegendo os cofres públicos.

Após a decisão cautelar proferida de forma monocrática pelo relator, o Departamento de Estradas de Rodagem (DER-PE) protocolou um Pedido de Reconsideração em que requereu a revogação da cautelar ou a sua substituição, permitindo que a Autarquia fizesse a “complementação documental” enquanto o certame seguia.

Segundo o TCE-PE, as justificativas trazidas pelo órgão “não são capazes de alterar as circunstâncias que fundamentaram a concessão do pedido cautelar”. A Corte esclareceu ainda que a “análise detalhada e exauriente das justificativas e dos documentos apresentados pela Autarquia [...] demanda dilação instrutória aprofundada”, incompatível com a urgência exigida neste momento.

Em nota, o Departamento de Estradas de Rodagem de Pernambuco (DER-PE) informou que a manutenção da cautelar não representa um julgamento de mérito ou o reconhecimento de qualquer irregularidade no processo licitatório.

O órgão informou que todas as justificativas técnicas e administrativas já foram formalmente encaminhadas ao Tribunal de Contas, incluindo pareceres jurídicos, notas técnicas e estudos especializados que respondem de forma completa a todos os pontos levantados pela fiscalização.

Segundo o Departamento, o certame “foi estruturado para garantir a ampla concorrência”, contando com a participação de empresas de diversos estados. Além disso, todos os pedidos de esclarecimento anteriores à abertura da sessão foram devidamente respondidos sem que nenhuma irregularidade fosse identificada.

“Por fim, o Departamento reafirma que permanece à disposição do Tribunal de Contas para prestar quaisquer esclarecimentos adicionais, mantendo sua atuação pautada pela transparência, legalidade, lisura dos processos e adequada aplicação dos recursos públicos”, finaliza a nota.

Leia a nota completa

O Departamento de Estradas de Rodagem de Pernambuco (DER/PE) recebeu a medida cautelar proferida em caráter preliminar, em análise inicial e não definitiva, própria desta fase do processo. A decisão não representa um julgamento sobre o mérito da licitação nem o reconhecimento de qualquer irregularidade.

O DER/PE informa que todas as justificativas técnicas e administrativas relacionadas ao processo licitatório foram apresentadas ao Tribunal de Contas do Estado (TCE/PE), por meio da documentação formal já encaminhada à Corte.

O órgão destaca que respondeu de forma completa e fundamentada a todos os pontos levantados pela fiscalização, apresentando pareceres jurídicos, notas técnicas, estudos especializados e demais documentos que integram o processo.

O DER/PE ressalta ainda que a licitação foi estruturada para garantir ampla concorrência, com a participação de empresas de diversos estados do país, sem qualquer restrição à competitividade.

Além disso, todos os pedidos de esclarecimento apresentados antes da sessão de abertura da licitação foram analisados e respondidos dentro dos prazos previstos, sem que fosse identificado qualquer apontamento capaz de comprometer a regularidade ou a continuidade do certame.

Por fim, o Departamento reafirma que permanece à disposição do Tribunal de Contas para prestar quaisquer esclarecimentos adicionais, mantendo sua atuação pautada pela transparência, legalidade, lisura dos processos e adequada aplicação dos recursos públicos.

O DER/PE também destaca que mantém diálogo permanente com o TCE/PE, colaborando de forma aberta e contínua para o esclarecimento de eventuais dúvidas e questões relacionadas às ações de controle externo.

Mareu Araújo

JUSTIÇA

Trio é condenado a mais de 67 anos por roubar casa e amarrar vítimas, no Recife

TJPE, no Recife (Foto: TJPE)

Sentença destaca retenção prolongada das vítimas, ameaças contra adolescente e planejamento da ação criminosa


A Justiça de Pernambuco condenou, nesta quinta-feira (4), três homens acusados de participar de uma violenta invasão a uma residência no bairro do Poço da Panela, na Zona Norte do Recife. As penas aplicadas aos réus ultrapassam, somadas, 67 anos de prisão em regime fechado pelos crimes de roubo qualificado e extorsão.

A sentença foi proferida pela 15ª Vara Criminal da Capital e, de acordo com a denúncia do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), o crime aconteceu na manhã de 15 de junho de 2023, quando os acusados e um quarto comparsa não identificado invadiram um imóvel localizado na Rua Tito Lívio Soares, no Poço da Panela.

Armados, eles renderam inicialmente um funcionário que trabalhava na área externa da residência e, em seguida, dominaram os demais ocupantes da casa.

Segundo a denúncia, os criminosos atuaram de forma coordenada e com divisão de tarefas. O grupo utilizou armas de fogo para restringir a liberdade das vítimas, mantendo-as sob grave ameaça enquanto praticava os crimes.

A investigação apontou que as pessoas tiveram seus patrimônios atingidos durante a ação criminosa. Na sentença, o magistrado destacou que a mesma conduta resultou em prejuízos a vítimas distintas, circunstância que contribuiu para o aumento das penas aplicadas.

Ao fundamentar a condenação pelo crime de extorsão, a decisão judicial registrou que o caso foi marcado por elevado grau de violência psicológica. O juiz apontou a existência de “retenção prolongada” das vítimas e mencionou “ameaças de morte” com o objetivo de forçar transferências patrimoniais.

Ainda segundo a sentença, o planejamento da invasão domiciliar e a divisão de funções entre os integrantes do grupo foram considerados circunstâncias desfavoráveis na fixação das penas.

Penas

O réu Keven Carlos André dos Santos recebeu a maior condenação do processo. Pela prática dos crimes de roubo qualificado e extorsão, a Justiça fixou pena total de 26 anos e 27 dias de reclusão, além de 59 dias-multa. A sentença determinou o cumprimento da pena em regime fechado.

Alisson Rafael da Silva foi condenado a 18 anos, 6 meses e 20 dias de reclusão, também em regime fechado, além do pagamento de 42 dias-multa.

Já Wiltemberg Costa Silva recebeu pena de 22 anos, 6 meses e 7 dias de prisão. A decisão fixou, ainda, 50 dias-multa. O magistrado registrou na guia de execução que a pena decorre do concurso material entre os crimes de roubo e extorsão.

No caso de Keven, a sentença detalha que a pena final resultou da soma das condenações pelos dois crimes. O documento registra: “Em razão do concurso material entre os crimes de roubo e extorsão, somo as penas. Fixo a pena definitiva do acusado KEVEN CARLOS ANDRE DOS SANTOS em 26 (vinte e seis) anos e 27 (vinte e sete) dias de reclusão”.

Os três condenados permaneceram presos durante a tramitação da ação penal. Os autos indicam que Alisson Rafael da Silva estava custodiado na Unidade Prisional de Itaquitinga II, Keven Carlos André dos Santos no Presídio Policial Penal Leonardo Lago e Wiltemberg Costa Silva no Presídio de Igarassu.

Com a condenação, foram expedidas as respectivas guias de execução penal para o início do cumprimento das penas impostas pela Justiça.

O crime

Segundo a denúncia, o crime ocorreu por volta das 11h30 do dia 15 de junho de 2023, em uma residência no Poço da Panela. Os criminosos aproveitaram o momento em que o jardineiro trabalhava na área externa do imóvel para abordá-lo e render a primeira vítima. A partir daí, três dos assaltantes entraram na casa armados, dois com pistolas e um com revólver, enquanto um quarto integrante permaneceu do lado de fora dando apoio.

Os moradores e funcionários foram dominados e imobilizados com abraçadeiras plásticas do tipo “enforca-gato”. A sentença relata que os criminosos mantiveram todos sob constante ameaça enquanto vasculhavam a residência em busca de bens de valor. 

O caso não ficou restrito ao roubo e, de acordo com a investigação, os criminosos obrigaram uma das vítimas a realizar operações bancárias e transferências eletrônicas sob ameaça.

Os assaltantes tentaram movimentar R$ 90 mil e depois R$ 60 mil de uma das contas bancárias da família, mas as operações foram bloqueadas pela instituição financeira. Mesmo assim, conseguiram efetuar uma transferência via Pix de aproximadamente R$ 21 mil para uma conta indicada pelo grupo criminoso.

Há ainda a informação de que os criminosos conseguiram contratar um empréstimo de R$ 30 mil em nome de uma das vítimas, embora não tenham conseguido transferir esse valor.

 Audiência virtual ajudou a frustrar parte do plano

Uma das vítimas participava de uma audiência virtual no momento da invasão. Conforme consta nos autos, pessoas que acompanhavam a audiência perceberam que ela havia sido rendida por homens armados e acionaram a segurança institucional.

Segundo o documento, o tribunal comunicou o banco responsável pela conta da vítima, o que contribuiu para o bloqueio das tentativas de transferências de maior valor.

Além disso, durante a ação, os criminosos teriam afirmado repetidamente que se tratava de um “serviço dado”. Segundo as vítimas, a expressão foi interpretada como uma referência a informações privilegiadas recebidas previamente sobre a rotina da família e a existência de bens de valor no imóvel.

Investigação

A investigação ganhou força após a perícia papiloscópica identificar impressões digitais deixadas dentro da residência. Vestígios encontrados em móveis do imóvel foram atribuídos a dois dos acusados, o que, segundo a sentença, representou uma prova material de “inestimável valor probatório” por comprovar a presença deles dentro da casa durante a ação criminosa.

Além disso, a Justiça considerou os reconhecimentos feitos pelas vítimas e os rastros deixados pelas transferências bancárias realizadas durante o assalto.

DP

RELIGIÃO

Confecção de tapetes marca a celebração de Corpus Christi

Católicos montaram tapetes de Corpus Christi no Recife (Weslly Gomes/Especial DP)

Católicos participaram das festividades na Matriz de São José, no centro do Recife. Após a confecção, dos tapetes, houve missa e procissão com Santíssimo Sacramento


Católicos celebraram, nesta quinta (4), o dia de Corpus Christi, uma das datas mais importantes da Igreja Católica. O dia de Corpus Christi exalta a presença viva de Jesus Cristo através da Eucaristia, com a celebração da Santa Missa, seguida de procissão pública com o Santíssimo Sacramento.

Na exaltação da Eucaristia, fiéis confeccionam tapetes ornamentados, que são símbolos da presença de Cristo caminhando entre as pessoas. Através de diversos materiais, como flores, serragem, sal, pó de café, tampinhas, os desenhos ganham forma e trazem temas eucarísticos, como cálices, pães, cruzes e imagens de santos.

Na Matriz de São José, no Centro do Recife, muitos jovens e adultos confeccionaram os tradicionais tapetes que simbolizam a data. Os tapetes foram confeccionados tanto dentro da igreja, como também na rua que dá acesso ao local. Ao final, a rua ganha um novo visual e fica toda colorida. 

No fim da manhã, foi realizada uma missa do rito ordinário. Em seguida, houve uma procissão com o Corpo de Cristo, partindo da Matriz de São José até a Igreja de Nossa Senhora do Terço, num percurso de 400 metros.

A ideia central da data é celebrar o mistério da Eucaristia. Nesse sacramento, o pão e o vinho são transformados no Corpo e Sangue de Jesus Cristo. Instituída pelo Papa Urbano 4º em 1264, a festa tinha como objetivo “criar um momento de celebração pública e solene para professar a fé na presença real de Cristo”.

A data ocorre exatamente 60 dias após o Domingo de Páscoa, sempre na quinta-feira seguinte ao domingo da Santíssima Trindade. A escolha do dia da semana não é por acaso: remete à Quinta-feira Santa, data em que Jesus Cristo instituiu o sacramento da Eucaristia durante a Última Ceia com seus apóstolos.

Símbolos da data, os tapetes também simbolizam a acolhida e a devoção a Jesus Cristo. A tradição de enfeitar as ruas reproduz a passagem bíblica da entrada de Jesus em Jerusalém, quando as pessoas cobriram o caminho com ramos e mantos.

DP

TRANSTORNO NO CENTRO DO RECIFE

Obra de embutimento de fios no Centro do Recife causa polêmica com Iphan e irritação dos lojistas

Clientes e lojistas da Camboa do Carmo e a dificuldade de locomoção devido às obras paralisadas (RAFAEL VIEIRA/DP)

Segundo a Prefeitura do Recife, as obras de escavações da Rua Camboa do Carmo, no centro da cidade, estão temporariamente suspensas até a conclusão e aprovação de relatório técnico exigido pelo Iphan


Uma obra de instalação de redes subterrâneas de energia, telefonia e internet na Rua Camboa do Carmo, no bairro de Santo Antônio, no Centro do Recife, vem provocando uma polêmica com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e a Prefeitura.

Mais do que isso, o atraso na conclusão do serviço gerou irritação por parte dos comerciantes da rua, que viram a redução das vendas, devido à dificuldade de acesso por parte de clientes. Alguns deles chegaram a sofrer quedas na calçada esburacada pela obra.

De acordo com o Iphan, a Prefeitura do Recife foi orientada a paralisar as escavações em profundidade devido à necessidade de adequação do projeto de restauração do Entorno do Conjunto do Carmo às exigências técnicas de arqueologia do Instituto.

Além disso, o Iphan autorizou o fechamento das valas já abertas na obra, iniciada no mês passado, até que toda a documentação necessária seja encaminhada e analisada pelos setores técnicos competentes.

Conforme o Iphan, o fechamento das valas visa não prejudicar a circulação de pessoas, as atividades do comércio local e a segurança dos transeuntes.

Comerciantes e funcionários de lojas ouvidos pela reportagem do Diario de Pernambuco relataram que pelo menos 10 pessoas sofreram quedas ao transitarem pelo local.

Por meio de nota, a Prefeitura do Recife informou que as escavações estão temporariamente suspensas até a conclusão do relatório técnico sobre as escavações já realizadas, que seria um documento de caráter arqueológico para detalhar os materiais já identificados no local.

Além disso, a gestão municipal afirma que as valas abertas foram fechadas por medida de segurança.

Porém, em imagens enviadas pelos comerciantes ao Diario de Pernambuco, é possível ver que os entulhos que estavam espalhados pela rua foram deslocados para frente de lojas que não estão funcionando, com alguns buracos permanecendo abertos.

Ainda conforme a Prefeitura do Recife, a retomada das escavações está condicionada à aprovação dessa documentação, que será encaminhada para análise de setores competentes do Iphan.

Quedas de pessoas

Antes do recolhimento de parte dos entulhos, as pessoas tinham dificuldade de se deslocar pela rua. Uma das pessoas vitimadas pelos buracos foi a vendedora Josenilda Pereira, de 56 anos, que teria se enroscado na tela de proteção da vala.

“Toda essa área que a gente trabalha está um transtorno. Na semana passada, eu ia passando para o consultório que atende os clientes da ótica e enganchei meus pés nessa rede de proteção do buraco. Não me machuquei muito, mas caí igual outras pessoas. Está terrível a situação daqui da rua”, destacou.

Além dos funcionários, clientes e transeuntes também relataram dificuldades de se locomover pela Rua Camboa do Carmo, que é composta basicamente por óticas e lojas de joias.

A maioria das pessoas, para evitar um deslocamento maior, preferem subir nos entulhos que estavam espalhados por toda a rua para conseguir acessar as lojas

O proprietário de uma das óticas também foi vítima de uma queda, chegando a cair por cima dos entulhos e arranhando o pulso.

Queda nas vendas

As quedas não foram apenas das pessoas. O bolso dos comerciantes da Camboa do Carmo também está sendo impactado pela obra.

“Estamos sendo prejudicados por essas obras. Houve uma diminuição na circulação de clientes na rua e, consequentemente, a diminuição nas vendas das lojas. Tudo isso traz ainda mais prejuízos para os lojistas que já enfrentam dificuldades”, reclamou a proprietária de uma ótica, Telma Batista, de 66 anos.

Segundo os comerciantes, o estado em que a rua se encontra faz com que as pessoas deixem de passar pela localidade, evitando a procura de preços em uma das cerca de 25 lojas que estão funcionando na Rua Camboa do Carmo.

“Essa obra atrapalha muito as pessoas que normalmente vão fazer pesquisa de óculos e procura de preços. As pessoas estão evitando até entrar na rua por conta dos buracos. Houve uma queda considerável no fluxo de pessoas na rua”, enfatizou o proprietário de outra ótica da rua, Erinaldo Vaz, de 36 anos.

Bartô Leonel

TUBARÕES EM PERNAMBUCO

1ª etapa de monitoramento prevê captura e marcação de 50 tubarões a partir de julho, diz Cemit

Danise Alves, Secretaria executiva do Cemit (Foto: Cadu Silva/DP)

Ação foi anunciada após reunião extraordinária do Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarões (Cemit), nesta quinta-feira (4)


A partir de julho, pesquisadores devem iniciar a captura e marcação de 50 tubarões no litoral pernambucano, retomando o monitoramento científico dos animais na área.

A medida foi uma das principais definições da reunião extraordinária do Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarões (Cemit), realizada nesta quinta-feira (4), no Parque Estadual de Dois Irmãos, na Zona Norte do Recife.

A ação anunciada ocorre após mais de uma década sem estudos voltados ao acompanhamento dos padrões de deslocamento das espécies associadas aos incidentes registrados entre este domingo (31) e segunda-feira (1º), que vitimaram uma criança de 11 anos e uma jovem de 19, nas praias de Piedade e Boa Viagem, respectivamente.

Segundo a secretária executiva do Cemit, Danise Alves, o resultado final do edital responsável pelo projeto foi divulgado em 14 de maio e o termo de outorga foi assinado na mesma data. A expectativa é que os recursos sejam liberados ainda em junho para que as equipes iniciem as atividades de campo no mês seguinte.

“Agora em junho o dinheiro vai estar em conta para que a equipe faça toda a mobilização necessária e comece a marcar os animais”, afirmou.

O projeto integra o edital Cientista Arretado, iniciativa desenvolvida pelo Governo de Pernambuco.

Responsável pela pesquisa, o professor Paulo Oliveira, da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), explica que o estudo pretende preencher uma lacuna de conhecimento sobre os padrões de movimentação dos tubarões na costa pernambucana.

Segundo ele, o monitoramento permitirá identificar rotas de deslocamento, áreas de permanência, locais de alimentação e possíveis regiões utilizadas para reprodução.

“Vamos conseguir entender de onde esses animais vêm, para onde vão, quanto tempo permanecem em determinadas áreas e se essa permanência está relacionada à alimentação ou à reprodução. São perguntas que hoje ainda não conseguimos responder e que o monitoramento permitirá esclarecer”, explicou.

Como será feita a captura e marcação dos tubarões

O estudo prevê a captura de 50 tubarões por equipes especializadas, que já possuem experiência em trabalhos semelhantes.

Antes mesmo da captura dos animais, os pesquisadores irão instalar uma rede acústica em pontos estratégicos do litoral. Os equipamentos serão posicionados no fundo do mar e funcionarão como receptores capazes de registrar a passagem dos tubarões monitorados.

As áreas onde ocorrerão as capturas ainda serão definidas pelos pesquisadores em conjunto com o Cemit. A expectativa é priorizar locais onde há indícios de alimentação, reprodução ou permanência frequente das espécies estudadas.

A captura será realizada por meio de redes espinhéis instaladas em alto-mar. Após serem capturados, os animais serão levados para uma embarcação preparada para a realização dos procedimentos científicos.

No barco, os pesquisadores realizarão um protocolo completo de identificação e avaliação biológica.

Inicialmente, será feita a identificação da espécie e a medição do animal. Em seguida, serão coletadas amostras de sangue e tecido para análises laboratoriais.

Os pesquisadores também irão realizar exames capazes de fornecer informações sobre a saúde dos animais, presença de contaminantes ambientais e aspectos relacionados à reprodução.

No caso das fêmeas, por exemplo, poderão ser realizados exames de ultrassonografia para verificar se estão grávidas, permitindo aos cientistas identificar possíveis áreas de reprodução ao longo da costa.

Após essa etapa, os tubarões receberão um transmissor eletrônico implantado por meio de uma pequena incisão na região abdominal ventral.

O equipamento, semelhante a um microchip e com tamanho aproximado ao de uma pilha pequena, funciona como um transmissor individual. Cada animal receberá uma identificação própria, permitindo aos pesquisadores acompanhar seus deslocamentos ao longo do litoral.

Segundo a secretaria, sempre que um dos tubarões monitorados passar próximo aos receptores instalados no fundo do mar, o sistema registrará automaticamente informações como data, horário e localização da passagem do animal.

Segundo Danise Alves, todo o procedimento é realizado de forma rápida para minimizar o estresse dos tubarões.

“A equipe já possui uma experiência de mais de 30 anos nesse tipo de trabalho. O procedimento dura cerca de 15 minutos e o animal retorna ao mar logo em seguida”, explicou.

Além do monitoramento dos deslocamentos, os pesquisadores também pretendem analisar a conectividade entre os tubarões encontrados na costa pernambucana e os animais monitorados em Fernando de Noronha.

A expectativa é que os dados obtidos ajudem a compreender melhor a utilização das áreas costeiras pelas espécies consideradas de maior interesse para a pesquisa, especialmente os tubarões-tigre e cabeça-chata, além de identificar a eventual presença de outras espécies utilizando a região.

Segundo Paulo Oliveira, o estudo também permitirá avaliar a saúde dos animais e o equilíbrio ambiental dos ecossistemas costeiros. A ocorrência regular de determinadas espécies pode servir como indicativo da qualidade ambiental e da disponibilidade de alimento nessas áreas.

Ainda não é possível explicar os incidentes recentes

Durante a reunião, Danise Alves afirmou que ainda não existem informações científicas suficientes para explicar o aumento dos incidentes registrados recentemente no litoral pernambucano.

Segundo ela, Pernambuco passou mais de dez anos sem estudos voltados ao monitoramento dos padrões de deslocamento dos tubarões, o que dificulta a identificação das causas para os casos recentes.

“Hoje a gente não consegue responder exatamente o que está acontecendo. O que a gente consegue responder é o que pode ser feito. Precisamos gerar conhecimento científico para compreender melhor esses padrões”, afirmou.

A secretária destacou que o monitoramento permitirá, futuramente, identificar áreas de maior e menor risco e subsidiar decisões relacionadas à gestão da faixa costeira.

Educação ambiental será intensificada

Além do monitoramento, o Cemit definiu o fortalecimento das ações de educação ambiental em todo o litoral pernambucano.

A proposta é reunir uma rede formada por mais de 60 educadores ambientais e instituições que já desenvolvem projetos na área para ampliar as atividades de conscientização junto à população.

Segundo Danise Alves, as ações de educação ambiental vêm sendo estruturadas desde 2023, quando o Governo de Pernambuco lançou o Plano de Educação Ambiental para Segurança Aquática e Prevenção de Incidentes com Tubarões.

O documento reúne cerca de 50 ações voltadas à conscientização da população e à redução dos riscos de incidentes.

A partir do plano, foram lançados editais para atividades em praias, escolas, centros comerciais e outros espaços públicos, além da produção de materiais didáticos, cartilhas, aplicativos, plataformas digitais e pesquisas relacionadas à percepção dos riscos associados ao ambiente marinho.

De acordo com a secretária, atualmente 13 projetos ligados à educação ambiental e prevenção já estão em execução. O monitoramento dos tubarões será o 14º projeto financiado pelo Estado dentro dessa estratégia.

As ações devem ser intensificadas principalmente durante as férias escolares de julho, período em que aumenta a presença de banhistas nas praias.

Segundo Danise Alves, os meses de maio, junho e julho historicamente concentram um número maior de incidentes. No caso de julho, além das condições ambientais características do período chuvoso, há também o aumento da frequência de crianças, adolescentes e famílias nas praias por causa das férias escolares.

Por isso, o Cemit definiu que as campanhas educativas serão reforçadas especificamente nesse período, com foco nos frequentadores das praias e nas áreas onde ocorreram os incidentes mais recentes.

Segundo Danise Alves, o objetivo é reforçar orientações sobre condições de risco frequentemente associadas aos incidentes, como maré alta, água turva e desrespeito à sinalização existente.

A iniciativa também pretende integrar projetos que atualmente atuam de forma independente para ampliar o alcance das campanhas educativas.

A secretária destacou ainda que Pernambuco passou quase três anos sem registrar incidentes graves envolvendo tubarões, resultado que, segundo ela, também está relacionado ao fortalecimento das ações de prevenção e conscientização desenvolvidas nos últimos anos.

Reposição de placas e reforço das ações de prevenção

Outro encaminhamento discutido durante a reunião foi a reposição de aproximadamente 150 placas de alerta ao longo do litoral.

De acordo com Danise Alves, mais de 40 placas foram perdidas, furtadas ou danificadas e precisarão ser substituídas.

A medida faz parte do conjunto de ações financiadas pelos investimentos realizados desde 2023.

Segundo o balanço atualizado apresentado pelo Estado durante a reunião, os investimentos diretos e indiretos voltados à segurança aquática e à prevenção de incidentes já ultrapassam R$ 8 milhões.

Os recursos foram destinados ao fortalecimento do Grupamento de Bombeiros Marítimos, aquisição de motos aquáticas, compra de equipamentos de proteção, projetos de educação ambiental, pesquisas científicas, eventos técnicos e acordos de cooperação com universidades.

Também estão incluídas ações como reformas de guaritas, aquisição de equipamentos de salvamento aquático e outras medidas voltadas ao atendimento de ocorrências no litoral.

Segundo o Cemit, as ações contam ainda com a participação de órgãos municipais, incluindo a Guarda Civil Municipal do Jaboatão dos Guararapes, que atua no monitoramento das áreas onde já existem restrições para banho e atividades náuticas.

Fechamento de praias não foi definido

Apesar das discussões sobre possíveis restrições em áreas consideradas de risco, nenhuma medida de fechamento ou interdição de praias foi definida durante a reunião extraordinária.

Segundo Paulo Oliveira, o tema continuará sendo debatido pelo comitê, mas ainda não há base científica suficiente para justificar a adoção imediata de restrições.

“O Cemit não descarta nenhuma possibilidade. É uma decisão muito séria e que precisa ser discutida por diversos atores e instituições. Hoje não temos informações suficientes para dizer que uma praia deve ser fechada ou proibida para banho”, afirmou.

De acordo com o pesquisador, a intenção é que os estudos e os dados produzidos pelo monitoramento ajudem a construir protocolos técnicos que permitam identificar, no futuro, situações em que medidas restritivas possam ser necessárias.

De acordo com Danise, os dados também poderão subsidiar uma reavaliação dos decretos atualmente em vigor, permitindo verificar se as áreas de restrição existentes continuam adequadas ou se há necessidade de ampliação, redução ou ajustes nas delimitações.

Até lá, as autoridades reforçam que a principal estratégia continua sendo a prevenção, por meio da educação ambiental, da sinalização das áreas de risco e da conscientização dos frequentadores das praias.

“Não adianta apenas proibir ou interditar áreas se as pessoas não compreenderem os riscos. A educação ambiental continua sendo a principal ferramenta de prevenção”, destacou Danise Alves.

Cadu Silva