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quinta-feira, 3 de setembro de 2026

CAMPEONATO BRASILEIRO 2026

Luiz Cláudio volta a marcar, Náutico bate o Botafogo-SP e se aproxima do G6 da Série B

Partida entre Náutico x Botafogo-SP na Série B (Rafael Vieira/CNC)

O atacante da base alvirrubra foi novamente decisivo e garantiu a vitória do Náutico por 1 a 0 nesta quinta-feira (3)


Com emoção até a reta final, o Náutico venceu o Botafogo-SP por 1 a 0 nesta quinta-feira (3), no estádio Esportes da Sorte Aflitos, e se aproximou do G6 da Série B. O gol solitário foi marcado pelo jovem atacante Luiz Cláudio, que saiu novamente do banco de reservas para garantir a vitória alvirrubra.

O triunfo, em partida válida pela 26ª rodada, fez o Timbu engatar o oitavo jogo de invencibilidade na Segundona, assumindo momentaneamente a 9ª posição, com 37 pontos, apenas dois atrás do 6º colocado. O Botafogo-SP, por sua vez, ocupa o 15º lugar, com 31 pontos.

O Náutico volta a campo pela competição nacional na próxima quarta-feira (9), quando visita o América-MG na Arena Independência. A Pantera terá pela frente o Novorizontino, em casa, também na quarta.

O jogo

Diferente dos últimos jogos nos Aflitos, o Náutico começou a partida sofrendo mais defensivamente. O Botafogo-SP agrediu a área alvirrubra por duas oportunidades nos primeiros 10 minutos, mas sem conseguir concluir em gol.

Aos 15 minutos, a Pantera voltou a assustar com jogada pelo lado esquerdo, que acabou com finalização sem perigo do atacante Hygor. O Náutico respondeu e chegou efetivamente pela primeira vez aos 20 minutos.

Borasi recebeu bola enfiada entre os zagueiros, driblou o goleiro e acabou finalizando caprichosamente na trave após perder o melhor ângulo. Na jogada seguinte, Jean Carlos arriscou de longe e mandou para fora.

Após o bom momento, o Timbu cresceu na partida e reteve mais a posse de bola no campo adversário. A equipe mandante, porém, enfrentou dificuldades para concluir as jogadas contra a defesa do Botafogo-SP.

Já nos acréscimos do primeiro tempo, a Pantera voltou ser perigosa. Em cobrança de escanteio curta, Rafael Gava levantou na área e Arthur Caíke finalizou de primeira, parando em boa intervenção de Muriel.

Segundo tempo

Assim como no primeiro tempo, o Botafogo-SP iniciou mais incisivo. Nos primeiros minutos, a Pantera arriscou finalizações de fora da área, mas não levou perigo ao gol alvirrubro.

Precisando de respostas, o técnico Hélio dos Anjos acionou os atacantes Kauã Maranhão e Júnior Todinho, abrindo mão de Borasi e Jean Carlos. A primeira boa chance saiu aos 19 minutos, quando Vinícius fez jogada individual e obrigou boa defesa de Victor Souza.

O clube paulista respondeu e chegou novamente na área do Náutico com Hygor, que finalizou em cima de Muriel após receber bom passe de Patrick Brey. Durante a segunda etapa, a comissão técnica alvirrubra também promoveu as entradas de Luiz Cláudio e Reginaldo para tentar melhorar a produção ofensiva da equipe.

Na marca dos 28 minutos, o Botafogo-SP perdeu a sua melhor chance no jogo. Rafael Gava acertou passe em profundidade para Hygor, que finalizou para fora do gol e perdeu uma nova oportunidade no jogo.

Com 31 minutos, o Náutico marcou o gol do desafogo nos Aflitos. Após finalização de Kauã Maranhão de dentro da área, Luiz Cláudio apareceu para aproveitar o rebote do goleiro e empurrar para o fundo das redes.

Com o adversário mais exposto, o Náutico se aproximou dos segundo gol aos 40 minutos. Júnior Todinho cabeceou com estilo na trave e não conseguiu concluir no rebote, perdendo grande chance de ampliar o placar.

Ficha do jogo

Náutico: 1
Muriel, Arnaldo (Reginaldo), Léo Índio, Betão e Igor Fernandes; Samuel, Wenderson (Auremir) e Jean Carlos (Júnior Todinho); Borasi (Kauã Maranhão), Derek (Luiz Cláudio) e Vinícius. Técnicos: Hélio dos Anjos e Guilherme dos Anjos.

Botafogo-SP: 0
Victor Souza, Gabriel Inocêncio, Ericson (Leandro Maciel) , Wallace, Vilar e Patrick Brey; Everton Morelli e Rafael Gava (Thiago Moraes); Wesley (Zé Hugo) , Arthur Caíke (Kelvin) e Hygor (Guilherme Queiroz). Técnico: Cláudio Tencati.

Gol: Luiz Cláudio (31’ / 2T)

Cartões amarelos: Arnaldo, Kauã Maranhão (Náutico); Patrick Brey (Botafogo-SP)

Local: Estádio Esportes da Sorte Aflitos (Recife-PE)

Competição: Campeonato Brasileiro da Série B

Árbitro: Thaillan Azevedo Gomes (AP)
Assistentes: Alex Sandro Quadros Thome (RR) e Inácio Barreto Da Câmara (AP)
VAR: Rafael Traci (SC)

Público: 9.008

Renda: R$ 243.971,50

Caio Antunes

FAKE NEWS SOBRE NIKOLAS FERREIRA

É falso que Nikolas chamou Vorcaro de “lindão” em conversa

Nikolas Ferreira Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados



Deputado, na verdade, se despediu do banqueiro com frase "Um abração aí, Dani"


Uma publicação do site ICL Notícias na manhã desta quinta-feira (3) alterou a transcrição de um áudio enviado pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) ao banqueiro Daniel Vorcaro. Na mensagem, enviada no dia 30 de março de 2025, Nikolas se despede do ex-CEO do Banco Master com “Um abração, aí, Dani”, mas o portal transcreveu como “Um abração, aí, lindão”.

A conversa em questão fez parte de um dos contatos que Nikolas manteve com o empresário Daniel Vorcaro, do Banco Master. O próprio político confirmou a informação nesta quinta ao colunista Igor Gadelha, do site Metrópoles, e depois em suas redes sociais. Ao jornalista, o parlamentar negou ter cometido qualquer irregularidade ou recebido dinheiro do banqueiro.

De acordo com Nikolas, o primeiro contato ocorreu em 2024, depois que ele apresentou um pedido com base na Lei de Acesso à Informação (LAI) para saber quem havia financiado a viagem de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e outras autoridades a um fórum jurídico realizado em Londres.

Após o pedido, o deputado afirmou ter sido procurado pelo pastor André Valadão, da Igreja Batista da Lagoinha, que questionou a iniciativa. Nikolas disse, então, que enviou uma mensagem a Vorcaro para explicar que não sabia que o Banco Master, chamado por ele de “Banco do Dani”, havia financiado o evento.

O áudio dessa conversa foi divulgado nesta quinta pelo site ICL. Na gravação, Nikolas afirma que, caso soubesse previamente que o banco era responsável pelo financiamento, teria procurado o banqueiro antes de fazer a publicação sobre o assunto.

– Troquei ideia lá com o pastor Valadão naquela época, lá naquela postagem, eu falei: “Pastor, eu não fazia ideia que era este o Banco do Dani etc. e tudo, se não, obviamente eu não teria postado, já teria conversado anteriormente”. Mas, enfim, acabou que a palavra dita não tem como voltar, né? Mas espero que tenha sido esclarecido, enfim, depois vamos marcar da gente se encontrar também, tá bem? Um abraço, Dani – afirmou o deputado no áudio enviado a Vorcaro.

O segundo contato, de acordo com Nikolas, aconteceu em 2025. Dessa vez, o parlamentar procurou Vorcaro para interceder em favor de um amigo, o advogado Thiago Rodrigues de Faria, que buscava a liberação de um “ativo minerário”. Na ocasião, Nikolas encaminhou ao banqueiro o contato de Thiago.

– Ei, Dani, tudo bom? Como você está? Como estão as coisas aí? Desculpa te incomodar num domingo aí, é jogo rápido, também não quero tomar muito seu tempo. É o seguinte, meu amigo, meu advogado, enfim, irmão meu aqui, comentou comigo e falou daqui do seu nome. Eu falei: “Não conheço o Dani, enfim, não tenho a proximidade assim, até mesmo a que eu queria ter, enfim, de conversar e trocar ideia, mas eu o conheço”. Ele falou: “Cara, tô com um ativo minerário lá, inclusive já passou pela ficha técnica, o pessoal técnico dele, enfim, tá pendente lá, tem algumas pessoas que sabem disso lá na empresa”. E eu falei: “Não, ué, eu posso dar um toque nele”. Então assim, não sei nem do que se trata, mas, enfim, como é uma pessoa que eu confio totalmente, tô passando aí pra você, para, se for do teu interesse. [Vou] passar o contato dele aqui pra vocês tocarem isso, beleza? No mais, qualquer coisa tô aqui à disposição – disse o deputado no áudio.

Ao comentar os contatos, Nikolas afirmou que não voltou a falar com Vorcaro depois que vieram a público notícias sobre o envolvimento do banqueiro nas investigações relacionadas à fraude contra o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e que também não recebeu qualquer recurso do empresário.

– Não houve nenhum contrato fechado, nunca recebi nenhum centavo dele – declarou Nikolas.

Pleno.News

O DESESPERO DA ESQUERDA

STF: Esquerda quer Mendonça fora da relatoria do caso Master

Ministro André Mendonça Foto: Victor Piemonte/STF

Deputados do PT, do PCdoB, do PSol e da Rede acionaram a Procuradoria-Geral da República com pedido de suspeição do ministro do STF



Deputados federais do PT, do PCdoB, do PSol e da Rede pedem para a Procuradoria-Geral da República (PGR) requisitar a suspeição do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça na relatoria do caso do Banco Master na Corte. O entendimento deles é de que o magistrado não só dá um tratamento desigual às investigações da Operação Compliance Zero, que envolvem o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, mas também seria parcial ao poupar o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL).

As bancadas solicitam o fim do sigilo das investigações sobre o financiamento de “Dark Horse”, filme biográfico sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que teria recebido 12,3 milhões de dólares de Vorcaro para a produção. Os pedidos constam em uma petição enviada ao presidente do STF, Edson Fachin, nesta quarta-feira (2), com assinaturas de 17 deputados.

Em entrevista, os parlamentares defenderam a substituição do relator. O grupo alegou que Mendonça agiu de modo diferente ao retirar o sigilo da apuração sobre o senador Jaques Wagner (PT-BA) em relação a Vorcaro e da nova leva de diálogos do ex-banqueiro com o ministro do STF Alexandre de Moraes, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet.

– Não se pode quebrar o sigilo de uma parte e não da outra. Isso não dá equidade. O ministro André Mendonça não tem mais condições de ser o relator desse caso – afirmou o deputado federal Rogério Correia (PT-MG).

Correia adiantou que o grupo busca assinaturas para criar uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Dark Horse. As chances de a iniciativa avançar, no entanto, são baixas, dada a corrida eleitoral.

Líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (SC) questionou a falta de transparência de Mendonça e declarou que a petição cobra um “tratamento isonômico” dele em relação às investigações.

– Por que o ministro não dá transparência ao caso Dark Horse? Todos aqui querem transparência e isonomia. Não é para esconder ninguém, não é para proteger ninguém, é para investigar a todos com decência e dignidade – afirmou.

Na contramão dos governistas, a oposição se movimenta para abrir um processo de impeachment contra Moraes no Senado. Também há um pedido de afastamento de Andrei e uma queixa-crime contra Gonet, além de uma solicitação para que Fachin leve o Caso Master ao plenário.

*AE

CRISE NO STF COM ALEXANDRE DE MORAES

Flávio: Esse tal de Lula foi o único a não se pronunciar sobre Moraes

Flávio Bolsonaro, Alexandre de Moraes e Lula Fotos: Andressa Anholete/Agência Senado, André Coelho/EFE e Ricardo Stuckert/PR

Candidato do PL criticou postura do petista



O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) voltou a criticar nesta quarta-feira (2) o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve seu terceiro mandato ao magistrado.

Flávio questionou o silêncio do petista diante da crise no STF:

— Vocês sabem qual foi o único candidato à Presidência que ainda não se pronunciou sobre esse escândalo de Alexandre de Moraes? Esse aí, esse tal do Lula — declarou.

O presidenciável prosseguiu, dizendo em tom crítico ao chefe do Executivo:

— E sabe por que ele não se pronunciou hoje? Porque ele tem o rabo preso — disparou durante comício no Parque Moinhos de Vento, em Porto Alegre (RS).

Flávio defendeu que Lula não tem mais condição de presidir o país e disse não saber se quem comanda o Brasil é Lula ou Moraes.

— O Lula deve ao STF ter saído da cadeia, ser colocado no jogo político. O Lula deve ao Alexandre de Moraes ser presidente da República. Lula precisa sair imediatamente do governo, porque não tem mais condições de ser o presidente — salientou.

Enquanto Lula não se manifestou sobre o caso, o presidente do PT, Edinho Silva, defendeu que haja uma ampla reforma política e judiciária no país. Ele não citou nenhum dos nomes envolvidos nas polêmicas recentes, como Alexandre de Moraes e o relator do caso, André Mendonça.

*Com informações AE

CRISE NO STF

No Congresso, já se especula “saída honrosa” de Moraes do STF

Alexandre de Moraes Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil



Saída evitaria impeachment e uma crise institucional em ano eleitoral



Diante da crise instaurada após revelações de trocas de mensagens entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, e Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), ampliou-se a pressão política para uma solução rápida para a crise. Tal solução seria uma “saída honrosa” de Moraes da Corte.

Isso evitaria um processo de impeachment e uma crise institucional no Congresso em pleno ano eleitoral. As informações são do UOL.

Integrantes de campanhas eleitorais, do Judiciário, além de juristas e advogados, consideram graves as acusações presentes no relatório da Polícia Federal (PF), embora não exista expectativa de uma condenação antecipada. A avaliação nos bastidores do Congresso Nacional é de que o episódio já produz um impacto significativo sobre a imagem do STF.

A crise também ultrapassa os limites do tribunal, uma vez que o documento da PF faz referências à Procuradoria-Geral da República e ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.

A decisão do ministro André Mendonça de retirar o sigilo do relatório aumentou a exposição do caso e colocou pressão adicional sobre Moraes e sobre o próprio Supremo. A medida obrigou a Corte a lidar publicamente com um episódio que parte dos integrantes do tribunal preferia manter sob menor exposição.

Uma fonte teria dito à reportagem, inclusive, que uma saída viável seria Moraes assumir algum cargo em uma organização internacional e ir morar fora do país.

Monique Mello

IMPEACHMENT DE ALEXANDRE DE MORAES

Planalto já trabalha para Moraes abrir vaga no STF e Lula indicar mais um ministro

O presidente Lula (PT) e o ministro Alexandre de Moraes, do STF - (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil).

Mobilizada no impeachment de Alexandre de Moraes, a oposição tem se surpreendido com discreto apoio de governistas. É que, temendo impacto do escândalo Vorcaro/Moraes em sua campanha, Lula orientou que, “sem tripudiar”, petistas defendam a investigação do escandaloso relacionamento que transformou um ministro do no Supremo Tribunal Federal (STF) em consultor e informante de fraudador. Lula esfrega as mãos de ansiedade pela abertura de nova vaga de ministro do STF.

Terceira vaga

Lula também sonha com uma terceira vaga, de Dias Toffoli, enrolado com Vorcaro no Tayayá. Para Lula, não se pode “cassar” apenas Moraes.

‘Traição’ na conta

A bronca de Lula é do tempo de cadeia, quando Toffoli tomou decisões que o revoltaram. Ainda se diz “traído” e quer ver o ministro pelas costas.

‘Nem com 81 votos’

Somente o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, tem a prerrogativa de abrir processo de impeachment de ministro do STF. E ele não quer.

Morre de medo

Alcolumbre só abre processo se Lula mandar ou o STF pedir. Alcolumbre é temente a Moraes e ao STF como um todo, nessa ordem.

Cláudio Humberto

ACUSAÇÃO GRAVE DE VORCARO

Vorcaro acusa intimidações e ameaças e cita diretor da PF, mas PGR de Gonet é contra investigar

Banqueiro Daniel Vorcaro

Ex-banqueiro também disse ter “muito a contribuir relatando os fatos e a verdade”


Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, descreveu intimidações, ameaças e tortura psicológica durante o período em que esteve sob custódia da Polícia Federal, em depoimento ao ga binete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro contou inclusive que Vorcaro, havia solicitado um depoimento em caráter de urgência, dizendo estar sofrendo “graves intimidações”. O conteúdo do depoimento foi mantido em sigilo.

Ele citou nominalmente o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, como responsável por supostamente impedir sua delação premiada, por ter tido relação com o banqueiro. Apesar da gravidade da acusação, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, que, como Rodrigues, também foi citado nas espantosas revelações de relatório da Polícia Federal, esta semana, pediu o arquivamento da denúncia de Vorcaro, defendendo que não seja investigada.

A PGR alegou que, “do exame acurado dos termos da oitiva prestada, constata-se que o declarante não noticiou fato concreto ou juridicamente delimitado capaz de impulsionar providências investigativas próprias, tampouco conferiu o mínimo elemento de verossimilhança às assertivas ali formuladas”.

Vorcaro disse no depoimento que tem “muito a relatar”, mas que “ninguém quer me ouvir”. A declaração foi feita na semana passada, em interrogatório gravado em vídeo, no qual o ex-banqueiro também disse ter “muito a contribuir relatando os fatos e a verdade”.

Na presença da equipe de Mendonça, Vorcaro reiterou que pretende “passar a República a limpo” caso consiga fechar um acordo de colaboração. A defesa pediu o depoimento diante da percepção do empresário de que haveria um “acordão” entre instituições para impedir que ele relatasse crimes de autoridades e buscasse benefícios judiciais.

O caso se insere no chamado escândalo Master, que já envolveu relatos de encontros e relações comerciais com magistrados, além de mensagens trocadas com o ministro Alexandre de Moraes e presentes oferecidos a figuras poderosas. Mendonça, por sua vez, já admitiu ter se encontrado com Vorcaro, mas afirmou que não atendeu a pedido do banqueiro.

TERRAS RARAS

Senado aprova urgência e acelera votação do PL dos minerais críticos e estratégicos

Terras raras, minerais estratégicos e minerais críticos cumprem papéis diferentes na geopolítica e na economia global (ABR)

Relator no Senado mantém texto da Câmara sobre minerais críticos e só faz ajustes de redação


O Senado aprovou, nesta quarta-feira (2), o requerimento de urgência para projeto de lei (PL) dos minerais críticos. A medida institui a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE) e cria o Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE).

Com isso, a proposta passa a tramitar em rito acelerado e ganhou prioridade para inclusão na Ordem do Dia do Plenário. A urgência permite encurtar etapas e prazos regimentais, facilitando que o projeto seja pautado e votado em menos tempo, conforme decisão da Mesa e acordo entre as lideranças.

O relator do projeto de lei (PL) dos minerais críticos no Senado senador Eduardo Braga (MDB), apresentou na ocasião o parecer recomendando a aprovação do projeto que institui a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE) e cria o Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE), vinculado à Presidência da República.

Segundo o relatório, a proposta busca organizar uma estratégia nacional para ampliar pesquisa, lavra, beneficiamento, transformação mineral e mineração urbana, fortalecendo cadeias ligadas à transição energética, fertilizantes, tecnologias avançadas e segurança econômica.

No eixo de financiamento, o texto mantém a autorização para criação do Fundo Garantidor da Atividade Mineral (FGAM), com participação da União de até R$ 2 bilhões, e a obrigação de empresas do setor destinarem parcela anual da receita operacional a projetos de pesquisa e desenvolvimento (P&D) e, nos primeiros anos, também ao fundo.

A proposta também preserva o Programa Federal de Beneficiamento e Transformação de Minerais Críticos e Estratégicos (PFMCE), que prevê concessão de crédito fiscal de até 20% do dispêndio em etapas industriais no Brasil, com teto global de R$ 1 bilhão ao ano entre 2030 e 2034, além da possibilidade de uso de debêntures incentivadas para financiar projetos prioritários.

Braga destaca ainda mecanismos regulatórios como o Cadastro Nacional de Projetos, regras para leilões de áreas com potencial mineral, e a criação do Certificado Mineral de Baixo Carbono, de caráter voluntário, para diferenciar produtores com menor intensidade de emissões ao longo do ciclo de vida. Outro ponto mantido é o sistema de rastreabilidade, que prevê registro de transações e agentes da cadeia produtiva para garantir origem lícita e conformidade socioambiental e regulatória.

Estadão Conteúdo

SEGURANÇA PÚBLICA

Comissão do Senado aprova texto-base da PEC da Segurança Pública

Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa ordinária (Carlos Moura/Agência Senado)

Repasse de parte da arrecadação de bets para financiar o Fundo Nacional de Segurança Pública e o Fundo Penitenciário Nacional foi retirado da proposta


A Comissão de Constituição e Justiça do Senado (CCJ) aprovou nesta quarta-feira (2) o texto-base da proposta de emenda à Constituição da Segurança Pública, mantendo o grosso do texto aprovado pelos deputados. Foi retirado da proposta o repasse de parte da arrecadação de bets para financiar o Fundo Nacional de Segurança Pública e o Fundo Penitenciário Nacional.

O texto, de autoria do governo, foi aprovado em votação simbólica. Os senadores começaram a analisar os destaques (propostas de mudanças ao texto), mas encerraram a reunião por causa do início da sessão deliberativa do Senado. A expectativa é que sejam votados só depois das eleições.

A PEC altera as competências de União, Estados e municípios para fortalecer o combate ao crime. O texto prevê o endurecimento penal contra faccionados e blindagem dos Estados contra a influência da União para direcionar políticas públicas - na contramão do proposto na proposta original, elaborada pelo então ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski.

Também dá à Polícia Federal poder de investigar infrações penais "contra a ordem social ou em detrimento de bens, serviços e interesses da União", inclusive crimes ambientais, organizações criminosas e milícias privadas. Antes havia a previsão de se investigar "infrações sob administração militar", mas Mendonça Filho tirou esse trecho do texto.

O relator no Senado, Rogério Carvalho (PT-SE), suprimiu um dispositivo aprovado pelos deputados que destinava 30% da arrecadação das bets ao Fundo Nacional de Segurança Pública e o Fundo Penitenciário Nacional.

 Também incluiu uma emenda de redação para especificar que o montante equivalente a 10% do superávit financeiro do Fundo Social será destinado aos fundos - no texto da Câmara, não havia a expressão "montante equivalente".

A PEC tira a centralidade da União na coordenação de políticas nacionais de segurança, foco da proposta anterior. Em vez de caber à União "manter" a segurança pública e a defesa social, o texto prevê que ela vai "prover os meios necessários à manutenção", sinalizando financiamento por parte do governo federal, e não execução. E prevê que cada ente federativo vai ter seus próprios conselhos e políticas sobre o setor.

A PEC dá poder aos municípios para criar suas próprias polícias comunitárias, uma vez que tenham "capacidade financeira" para custear a corporação, e veda "a coexistência de órgão municipal de segurança pública com atribuições sobrepostasAlém disso, permite aos Estados criar forças-tarefas e organizar o sistema socioeducativo sem a participação da União e também fortalece os parlamentares contra outros Poderes. Isso porque dá competência ao Congresso Nacional para "sustar (derrubar) os atos normativos do Poder Executivo, do Conselho Nacional de Justiça e do Conselho Nacional do Ministério Público que exorbitem do poder regulamentar ou dos limites da delegação legislativa".

A PEC incorpora o espírito do projeto de lei antifacção, cuja versão original também foi elaborada pelo ministério, ao criar uma nova categoria penal de "organização criminosa de alta periculosidade", incluindo facções e milícias, que teriam um regime penal mais rigoroso.Há a previsão, por exemplo, de sanções mais graves e regime legal especial para lideranças dessas organizações criminosas. Crimes cometidos com "violência ou grave ameaça" também receberiam tratamento mais duro. 

Esses criminosos deverão ficar em presídios de segurança máxima.O texto também dificulta a progressão de regime e de realização de acordos de não persecução penal para essas pessoas.Além disso, quem estiver em prisão provisória perde o direito de votar enquanto estiver detido.

Estadão Conteúdo

ESCALA 6X1

Senado: oposição obstrui e fim da escala 6x1 não vai a plenário

À bancada, em pronunciamento, senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP) (Ton Molina/Agência Senado)

Votação de PEC no Senado só deve ocorrer após eleições


Sem ter segurança sobre os votos necessários para aprovar a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do fim da escala 6x1 e da redução da jornada de trabalho, a base do governo no Senado Federal decidiu não arriscar uma apreciação em plenário nesta quarta-feira (2). Com isso, a proposta só deve ser votado após o 1º turno das eleições, em outubro.

"Hoje, houve um movimento bem sucedido da oposição", afirmou o líder do governo no Congresso Nacional, senador Randolfe Rodrigues (PT-AC), referindo-se ao esvaziamento do plenário e à consequente impossibilidade de votação.

Em entrevista à imprensa, Randolfe atribuiu a uma "ação coordenada" de oposicionistas — com participação direta dos senadores Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato a presidente da República, e do líder da oposição, o também senador Rogério Marinho (PL-RN) — para desmobilizar a presença dos parlamentares para uma possível votação. “A oposição ao nosso governo é contra o fim da escala 6x1. Ponto”, disse.

O líder do governo afirmou que a oposição já havia demonstrado resistência na CCJ, onde houve quatro votos contrários à proposta.

Dos 27 senadores presentes na comissão, quatro registraram votos contrários: Rogério Marinho (PL-RN), Hamilton Mourão (Republicanos-RS), Tereza Cristina (PP-MS) e Jaime Bagattoli (PL-RO).

Apesar do registro dos votos, a aprovação da PEC no colegiado se deu de forma simbólica. A última etapa para a aprovação da matéria é justamente a votação no plenário do Senado, em dois turnos, com o mínimo de 49 votos favoráveis, o que corresponde a 60% do apoio dos 81 senadores.

A PEC 221/2019 prevê a obrigatoriedade de descanso remunerado de dois dias por semana, sem redução salarial, e reduz a atual jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, com uma regra de transição de 14 meses.

A CCJ chegou a aprovar um calendário especial para acelerar a tramitação da proposta, eliminando intervalos regimentais (chamados de interstícios) e permitindo que a matéria pudesse ser votada ainda nesta semana no plenário, em regime de urgência. A inclusão na pauta do plenário depende do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP).

Ao ser perguntado sobre isso, o líder do governo explicou que Alcolumbre questionou os governistas se havia segurança quanto ao número de votos. Diante da resposta negativa, governo e presidente do Senado consideraram mais prudente não submeter a PEC, que poderia ser derrotada, principalmente por uma provável ausência de senadores para votá-la, o que impediria o alcance do piso mínimo de apoio.

Randolfe Rodrigues afirmou que o governo estimava ter 53 ou 54 votos favoráveis, mas que essa margem não oferecia segurança suficiente para colocar a PEC em votação. O próximo esforço concentrado de votações no Congresso Nacional está previsto para a segunda semana de outubro.

A Agência Brasil entrou em contato com o senador Rogério Marinho, líder da oposição, para obter uma posição sobre o fato de a PEC não ter sido incluída na votação, mas ainda não teve retorno. Contrário à PEC, Marinho apresentou uma proposta alternativa que mantém a escala 6x1 e a jornada semanal máxima de 44 horas, com a possibilidade de diferentes jornadas de trabalho em negociação direta entre trabalhadores e empregadores. A iniciativa prevê que a remuneração seja calculada de acordo com as horas trabalhadas.

A reportagem também procurou Flávio Bolsonaro para comentar as declarações de Randolfe. Integrante da CCJ, ele estava ausente quando a PEC foi aprovada no colegiado. Nos últimos dias, ele também defendeu a proposta de pagamento por hora trabalhada e evitou dizer como votaria no texto que prevê o fim da escala 6x1. O espaço para manifestação segue aberto.

Agência Brasil

EVENTO INTERNACIONAL

Edital seleciona startups pernambucanas para simpósio na Argentina

O 1º Simpósio Ibero-Americano de Inovação, Ciência e Tecnologia acontece no Palácio da Paz, em Buenos Aires (Divulgação/ ITECH)

Programa oferece apoio de até R$ 14,8 mil por empresa para participação em evento internacional em Buenos Aires em novembro


O Governo de Pernambuco lançou, nesta quarta-feira (2), o edital Global.PE: Argentina, voltado à internacionalização de startups pernambucanas. A iniciativa vai selecionar 15 empresas para participar do 1º Simpósio Ibero-Americano de Inovação, Ciência e Tecnologia em Buenos Aires em novembro deste ano.

O programa terá investimento total de R$ 222 mil. Cada startup selecionada poderá receber até R$ 14,8 mil para custear despesas relacionadas à missão.

Podem participar micro ou pequenas empresas configuradas como startups e que tenham sede ou filial em Pernambuco. As inscrições estarão abertas entre 8 e 23 de setembro, exclusivamente pelo sistema AgilFAP. O resultado preliminar está previsto para ser divulgado a partir de 2 de outubro.

Programação inclui simpósio e visitas a empresas

O 1º Simpósio Ibero-americano de Inovação, Ciência e Tecnologia, em Buenos Aires, terá discussões sobre inovação tecnológica e produtiva, saúde, ciência e temas relacionados.

A programação também prevê atividades voltadas à internacionalização dos negócios, incluindo imersão no ecossistema de inovação argentino, visitas a empresas e instituições de ciência e tecnologia, além de encontros com possíveis parceiros e investidores.

O edital é coordenado pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação de Pernambuco (Secti-PE), por meio da Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado (Facepe), em parceria com instituições brasileiras e argentinas.

Segundo a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação, Mauricelia Montenegro, esta é a quarta edição do Global.PE lançada pelo governo estadual em 2026. Antes da Argentina, o programa teve como destinos Reino Unido, Espanha e Portugal.

Para a secretária, a iniciativa busca ampliar a presença de empresas pernambucanas em outros ecossistemas de inovação e criar oportunidades de negócios e conexões internacionais.

A taxa de inscrição para o evento na Argentina custa a partir de 200 dólares (equivalente R$ 1.018,56 em valores desta quarta). Além da inscrição, os selecionados podem usar o apoio do governo para pagar passagens, hospedagens e refeições, entre outros custos. Para mais informações, o edital está disponível no site da Facepe.

João Tavares 

ELEIÇÕES 2026

227 locais de votação são modificados no estado, anuncia TRE

Tribunal Regional Eleitoral apresenta a estrutura e demonstra testes da urna eletrônica para as Eleições de 2026 (Fernando Frazão/Agência Brasil© )

Mudanças aconteceram em seções eleitorais de 39 cidades de Pernambuco, segundo o TRE


Atenção, eleitor. Nestas eleições, 227 seções eleitorais mudaram de local em 39 cidades no estado. As informações foram divulgadas nesta quarta-feira (2), após atualização do levantamento do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE).

As mudanças são necessárias em razão de reformas ou impedimentos nos prédios que abrigavam as seções eleitorais, afirma o TRE. Segundo o órgão, 1% das seções do estado são atingidas pelas modificações.

Locais

Do total de municípios que tiveram seções alteradas, Paulista concentra o maior número, com 33, seguido de Olinda, com 26. O Recife passou de 3 para 21 locais com mudança, tornando-se o 3° município com mais modificações do estado, informa o TSE.

No novo mapeamento, quatro municípios tiveram agregação de seções eleitorais; enquanto 11 cidades que não constavam na relação anterior foram incluídas. Confira a lista das mudanças aqui.

Consulte seu local de votação

O Tribunal orienta os eleitores e eleitoras a consultarem antecipadamente o local onde irão votar, especialmente em função das mudanças.

A consulta pode ser feita pelo aplicativo e-Título ou pelo Autoatendimento Eleitoral, nos sites do TRE-PE e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Também é possível obter a informação por meio da atendente virtual Júlia, disponível na aba Fale Conosco, no site do TRE-PE, ou pelo Disque-Eleitor, no telefone (81) 3194-9400.

Nicolle Gomes