Ao solicitar referendo dos colegas da decisão que prorrogou a CPMI do INSS, o ministro André Mendonça acabou aplicando involuntário “xeque-mate” no xadrez político em que se transformou o Supremo Tribunal Federal (STF). A maioria tem interesse em neutralizar o Congresso como instância investigadora e zero interesse em desapontar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, única autoridade com a prerrogativa de decidir sobre abertura de processos de impeachment de… ministros do STF.
Serviços prestados
Na pressão contra Mendonça, aliados lembram os serviços prestados por Alcolumbre como engavetador-geral de pedidos de impeachment.
Como o diabo da cruz
Alcolumbre quer o fim da CPMI que tenta investigar seu ex-chefe de gabinete por receber R$3 milhões do esquema que roubou aposentados.
E o precedente?
A maioria não quer a CPMI, mas para isso terá de jogar no lixo o próprio precedente: o STF apoiou a liminar de Barroso criando a CPMI da Covid.
Aos amigos, tudo
O STF já mudou de ideia pelo interesse político, como quando recuou da após condenação em 2ª instância e nas descondenações na Lava Lato.
Zema descarta ser vice e estará contra o PT em 2º turno
Romeu Zema, governador de Minas Gerais. (Foto: Dirceu Aurélio/Imprensa MG).
Ele recusou convites e confirmar pré-candidatura presidencial
O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), afastou nesta quarta-feira (25) qualquer possibilidade de ocupar o posto de vice em chapas de aliados para o pleito deste ano. Durante agenda em Ribeirão Preto, o político mineiro assegurou que sua campanha seguirá de forma independente até o desfecho da disputa. Zema também antecipou que, caso não avance ao segundo turno, atuará firmemente em favor de qualquer candidatura de direita que se oponha ao PT.
Em declarações ao G1, o pré-candidato comentou sobre as especulações de bastidores que o ligavam a composições com nomes como o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
“Vou levar minha pré-candidatura até o final. Já vi líderes políticos cogitarem essa questão de eu vir a me aliar com alguém para ser vice, fico muito honrado de ser lembrado, mas eu tenho propostas diferentes dos demais candidatos, sou um político diferente”, afirmou Zema.
O representante do partido Novo também reforçou seu desejo de ser protagonista em todas as etapas da eleição. “Quero participar ativamente do primeiro e do segundo turno. Vamos ver quem estará no segundo turno, mas, quem estiver contra o PT, estarei dando todo apoio, como fiz em 2022″, disse Zema.
O político direcionou críticas severas à legenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, classificando o partido como um entrave ao progresso nacional:
“Tenho certeza que o freio de mão do Brasil, que não deixa o Brasil avançar, desenvolver economicamente e socialmente é o PT, que têm ideias que estão na década de 60 ou até de 50. Quando não mudarmos esse cenário aqui, o Brasil não avança”, argumentou o ex-governador.
Apesar de registrar entre 1,6% e 3,7% das intenções de voto na pesquisa AtlasIntel divulgada hoje, Zema demonstrou otimismo ao comparar o cenário com sua primeira vitória em Minas:
“Em 2018, em março, quando comecei minha pré-campanha a governador, eu tinha 1% das intenções de votos. Estou em uma condição muito melhor esse ano, estou com 4%, 5%. A medida que o tempo avançar, que eu percorrer o Brasil, com toda certeza, vamos assistir uma mudança bem expressiva nesse número”, declarou.
Romeu Zema deixou o governo mineiro no último domingo (22) para se dedicar integralmente à pré-campanha, projeto anunciado originalmente em agosto do ano passado.
Lulinha atuou como ‘consultor’ do Grupo Fictor e até indicou diretor ao ‘conselhão’
Fábio Luís Lula da Silva, o 'Lulinha', filho de Lula (PT) - Foto: Redes Sociais.
Filho do presidente tinha a função de "fazer a ponte" com o governo
Fabio Luiz Lula da Silva, o Lulinha, filho enroladíssimo de Lula (PT), atuou como consultor do Grupo Fictor aparentemente a convite de Luiz Phillippe Rubini, ex-sócio da empresa alvo de operação da Polícia Federal. nesta quarta-feira (25), em três Estados, em um caso de fraudes bancárias ligadas à facção criminosa Comando Vermelho.
Lulinha teria sido contratado, segiundo informou a plataforma The News. para fazer a ponte entre o Grupo Fictor e o governo chefiado pelo pai petista. Com isso, Rubini foi indicado para integrar o chamado “conselhão”, órgão consultivo da Presidência da República, e para o Grupo Parlamentar de apoio ao Brics no Senado.
O advogado de Lulinha confirmou que ele conhece Rubini, segundo The News, mas negou qualquer relação de trabalho com a Fictor ou favorecimento ao empresário. A Fictor entrou em RJ em fevereiro com dívidas acima de R$ 4,2B. Em novembro, tentou comprar o Banco Master — na véspera da primeira prisão de Vorcaro.
Fictor é alvo da PF em operação contra fraudes R$500 milhões na Caixa
Operação Fallax - (Foto: PF/Reprodução)
Foram cumpridos 43 mandados de busca e 21 mandados de prisão preventiva
A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quarta-feira (25) uma operação contra fraudes arquitetadas dentro da Caixa Econômica Federal. O prejuízo chega a passar de R$ 500 milhões.
Foram cumpridos 43 mandados de busca e apreensão e 21 mandados de prisão preventiva, expedidos pela Justiça Federal de São Paulo.
As buscas e apreensões foram realizadas nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Entre os alvos está o empresário Rafael Góis, CEO do Grupo Fictor.
O grupo bancário está sob investigação desde fevereiro pelos crimes de gestão fraudulenta, apropriação indébita financeira, emissão de títulos sem lastro, equiparados a valor mobiliário, e por operar instituição financeira sem autorização. O grupo tentará comprar as ações do Banco Master no fim de 2025.
A investigação teve início em 2024, quando foram identificados indícios de um esquema estruturado voltado à obtenção de vantagens ilícitas. O grupo criminoso atuava por meio da cooptação de funcionários de instituições financeiras e da utilização de empresas, inclusive vinculadas a grupo econômico específico, para a movimentação de valores e para a ocultação de recursos ilícitos.
Também foi determinado o bloqueio e o sequestro de bens imóveis, de veículos e de ativos financeiros até o limite de R$ 47 milhões, com o objetivo de descapitalizar a organização criminosa. As fraudes investigadas podem alcançar valores superiores a R$ 500 milhões. Foram ainda autorizadas medidas cautelares para o rastreamento de ativos financeiros, incluindo a quebra de sigilo bancário e fiscal de 33 pessoas físicas e 172 pessoas jurídicas.
De acordo com a investigação, o grupo utilizava empresas de fachada e estruturas empresariais para dissimular a origem dos recursos ilícitos Funcionários das instituições inseriam dados falsos nos sistemas bancários para viabilizar saques e transferências indevidas. Os valores eram convertidos em bens de luxo e criptoativos, com o intuito de dificultar o rastreamento.
Conforme a Lei Penal, os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, de estelionato qualificado, de lavagem de dinheiro, de gestão fraudulenta, de corrupção ativa e passiva e crimes contra o sistema financeiro nacional, cujas penas, somadas, podem ultrapassar 50 anos de reclusão.
"Estamos abertos ao diálogo", diz Raquel Lyra sobre conversas com o PP
Governadora de Pernambuco Raquel Lyra (PSD) (Foto: Rafael Vieira/DP Foto)
Partido perdeu espaços na base governista após conversas do presidente estadual Eduardo da Fonte com o prefeito do Recife e pré-candidato ao governo, João Campos
Cumprindo agenda em Brasília como presidente estadual do PSD, a governadora Raquel Lyra falou nesta quarta-feira (25) sobre as conversas para manter o PP na base governista. O partido deverá ter homologada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta quinta (26), a Federação União Progressista, que sela a junção PP-União Brasil.
“A gente tem buscado trazer os nossos aliados, independentemente da bandeira partidária. É claro que a gente precisa de aliança no arco político para formar as nossas composições, inclusive na Assembleia Legislativa. E é claro que nós estamos abertos ao diálogo, e é aí que estão presentes deputados do PP, prefeito do PP. Continuamos junto com eles trabalhando para para garantir o crescimento do nosso estado, cuidado com os municípios”, afirmou Raquel.
A fala da chefe do Executivo acontece depois que ela exonerou três indicados pelo PP a cargos na gestão estadual. A represálias à legenda ocorreram após o presidente estadual do PP, deputado federal Eduardo da Fonte, não descartar as tratativas de apoio com o prefeito do Recife e pré-candidato ao governo, João Campos (PSB), oponente de Raquel.
Eduardo da Fonte presidirá a federação em Pernambuco e já afirmou que só fala sobre o palanque do bloco no estado após a homologação. No entanto, a federação está representada na chapa majoritária de Raquel com a presença de Miguel Coelho como pré-candidato ao Senado. Miguel, que é presidente estadual do União Brasil e rompeu com o João Campos, deve, inclusive, indicar os substitutos para as vagas abertas após a saída dos indicados pelo PP.
A governadora também reforçou o tom de trabalho ao lado de gestores dos municípios, entrevista concedida à Rádio Cultural FM, no último dia 16 de março. “Ah, (a gente) tá trabalhando porque é o último ano de governo. Não, é o primeiro dos próximos”, afirmou a gestora em trecho da entrevista publicado nas redes sociais nesta terça-feira (25).
Na rádio, Raquel Lyra destacou a importância do governo federal para o fortalecimento da relação com os municípios. A governadora relembrou sua experiência como prefeita de Caruaru e que, à época, não teve apoio do governo estadual, e que agora, durante sua administração tem adotado uma postura diferente, priorizando o diálogo com os prefeitos independentemente de alinhamento político. “Recebo de braços abertos no Palácio do Campo das Princesas, independentemente de cor de bandeira partidária”, declarou.
Raquel Lyra e João Campos reforçam bases na Câmara Federal com novas filiações
Raquel Lyra e João Campos se manifestaram sobre morte do papa. (Foto: Yacy Ribeiro/Secom e Edson Holanda/PCR)
Três deputados federais trocaram de partido nesta quarta-feira (25)
Faltando poucos dias para o fim da janela partidária, a dança das cadeiras entre partidos teve como palco a Câmara dos Deputados. Só nesta quarta-feira (25), a deputada Maria Arraes e os deputados Fernando Rodolfo e Guilherme Uchoa Jr.oficializaram suas mudanças.
O PSD de Raquel Lyra ganha espaço na bancada federal com a filiação de Guilherme Uchoa Jr., que deixou o PSB de João Campos, no qual foi eleito em 2022. Com a entrada dele na sigla, Uchoa Jr. se torna o segundo representante do PSD de Pernambuco na Câmara Federal, ao lado do deputado Fernando Monteiro.
Nas redes sociais, Uchoa compartilhou foto ao lado de Raquel e do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab. “Sigo em frente com a consciência tranquila, guiado por um ensinamento do meu pai: na política, a gente só tem um lado… o lado do povo. Por isso, escolhi caminhar ao lado da governadora Raquel Lyra, que tem trabalhado para tirar sonhos do papel, e chego ao PSD, um partido que acredita no trabalho sério e abraçou o nosso propósito de cuidar de Pernambuco”, escreveu o deputado.
Egresso do PL, o deputado federal Fernando Rodolfo filiou-se ao PRD e assumiu o comando da federação PRD-Solidariedade em Pernambuco. Sob sua liderança, a sigla caminha para apoiar Raquel na reeleição.
O prefeito do Recife, João Campos (PSB), ganhou, também, uma nova aliada na bancada federal. A deputada Maria Arraes oficializou sua filiação à legenda de Campos, que mantém cinco deputados pessebistas na Câmara.
Assim como Uchoa Jr., Maria também usou o Instagram para compartilhar que, assim como seu avô, Miguel Arraes, um dos fundadores do partido, ela se juntava ao PSB. “Quero agradecer ao presidente do partido, João Campos, pela confiança, pela condução firme do PSB e pelo compromisso com um projeto que olha para o futuro sem abrir mão das nossas raízes. O PSB é um partido progressista, que caminha ao lado do presidente Lula, na reconstrução do Brasil, na redução das desigualdades e na defesa de quem mais precisa”, declarou.
Outras movimentações
Embora não esteja na dança das cadeiras, a filiação, marcada para esta quinta (26) de Gabriel Porto, filho do deputado e presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), Álvaro Porto (MDB), ao partido de João Campos chama atenção. Gabriel é pré-candidato à Câmara Nacional após convite do prefeito do Recife.
Janela partidária
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), deputados federais e estaduais têm até o dia 3 de abril, sexta-feira, para migrar de partido sem perder o mandato.
PMs, guarda municipal e policial penal são presos por fraude em concurso do TJPE
Delegados da PCPE participaram de coletiva sobre operação nesta quarta (DIVULGAÇÃO/PCPE)
Operação Kyma apura a fraude no concurso do TJPE e foi deflagrada nesta quarta-feira (25): quatro dos 11 mandados de prisão expedidos foram contra PM's, guarda municipal e policial penal
A Operação Kyma foi deflagrada, nesta quarta-feira (25), pelaPolícia Civil de Pernambuco, com 11 mandados de prisão, expedidos pela 15ª Vara Criminal da Capital.
Do total, quatro são contra agentes de segurança pública: 2 policiais militares (um de Pernambuco e outro do Piauí), um guarda municipal do Rio Grande do Norte e um policial penal.
A operação apura a fraude no concurso do TJPE, realizado em 21 de setembro de 2025 para o cargo de técnico. O certame acabou sendo anulado após a confirmação das irregularidades.
Conforme a Polícia Civil, os quatro têm envolvimento no esquema, mas de formas distintas.
Um PM integrava a organização, atuando na logística e distribuição de equipamentos usados na fraude, enquanto que o outro era cliente da quadrilha. A mesma situação do guarda municipal e do policial penal.
Um terceiro policial militar também foi alvo de mandado, mas o de busca e apreensão. No total, foram expedidos 22.
Os mandados foram cumpridos no Recife, Jaboatão dos Guararapes, Camaragibe, Vitória de Santo Antão, Itaquitinga, Araçoiaba, Petrolina, além de diligências no Rio Grande do Norte.
Como funcionava o esquema
De acordo com a Polícia Civil, a organização criminosa atuava em duas frentes principais:
1.Captação e vazamento da prova:
Um integrante conseguia acesso antecipado ao conteúdo, registrava por imagens e repassava ao líder da organização.
2.Resolução e distribuição dos gabaritos:
O material era enviado a pessoas responsáveis por resolver as questões — os chamados “professores”. Depois, o gabarito era repassado aos clientes.
Os candidatos utilizavam diferentes métodos para fazer uso das informações privilegiadas, como o uso de ponto eletrônico intra-auricular, conectado a celulares; dispositivo eletrônico em formato de cartão, que recebia sinal e transmitia via bluetooth e anotações em papel escondidas nas roupas.
Integrantes da organização também iam até locais de prova orientar os candidatos sobre como esconder os materiais e identificar o tipo de prova.
Tecnologia para burlar fiscalização
A quadrilha utilizava equipamentos modificados para evitar detecção por detectores de metal, inclusive com alteração de componentes internos de celulares para reduzir a carga metálica.
Há indícios de que equipamentos chegaram a ser importados do exterior, possivelmente da Europa.
Conselho de Ética abre processo contra Chico Kiko por ameaçar Eduardo Moura de morte
Conselho de Ética da Câmara do Recife (Divulgação)
Uma subcomissão foi formada para analisar o caso
A denúncia de ameaça de morte feita pelovereador Eduardo Moura (Novo)contra o também parlamentarChico Kiko (PSB)foi aceita peloConselho de Ética da Câmara do Recife, nesta quarta-feira. O presidente do colegiado e relator do caso,Carlos Muniz (PSB), apresentou parecer favorável pela admissibilidade da representação que pede a abertura de Processo Administrativo Disciplinar (PAD). A ameaça aconteceu após Moura fazer gestos de chifres por trás da sua cabeça.
Na acusação, Moura alegou que “a ameaça de violência letal entre membros do parlamento compromete a confiança recíproca mínima e indispensável ao funcionamento colegiado da Casa, fragilizando o ambiente deliberativo e afetando a percepção pública quanto à estabilidade institucional do Poder Legislativo Municipal”.
“É importante que o Conselho avalie o caso com a maior rapidez possível, para que eventuais punições sejam aplicadas e para que possamos impedir que qualquer tipo de violência aconteça dentro desta Casa”, cobrou Eduardo Moura.
O relator Carlos Muniz falou que havia “elementos suficientes para o andamento do processo”, mas que a sua orientação “não forma juízo de valor da conduta do parlamentar (denunciado), limitando-se a identificar os aspectos formais mínimos para instauração do processo ético-disciplinar”.
Uma subcomissão foi formada para analisar o caso. Ela é composta pelos vereadores Tadeu Calheiros, relator; Carlos Muniz, revisor; e Zé Neto (PSB), membro efetivo.
Raquel Lyra exige "apuração rigorosa" sobre fotos de deputadas em lista de suspeitos da Polícia Civil
Governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (Roque de Sá/Agência Senado)
As duas deputadas são mulheres trans e tiveram fotos incluídas em álbum fotográfico criado para reconhecimento da suspeita de um crime de roubo de celular registrado no Recife; governadora Raquel Lyra se pronunciou sobre o caso
A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), declarou, nesta quarta (25), que foi “inadmissível o uso da imagem das deputadas federais Duda Salabert e Érika Hilton pela Polícia Civil”.
As duas deputadas são mulheres trans e tiveram fotos incluídas em álbum fotográfico criado para reconhecimento da suspeita de um crime de roubo de celular registrado no Recife.
O caso veio à tona na noite de terça (24), após a Defensoria Pública de Pernambuco enviar para a deputada Duda Salabert um alerta para esse fato.
A defensoria também informou que a deputada Érika Hilton havia sido incluída nessa relação da polícia.
Fotos de Duda Salabert e Erika Hilton em álbum de reconhecimento de suspeitos (crédito: Reprodução)
Nas redes sociais, a governadora afirmou que determinou uma “apuração rigorosa” e abertura de processo na Corregedoria da Secretaria de Defesa Social.
“Inadmissível o uso da imagem das deputadas federais Duda Salabert e Érika Hilton pela Polícia Civil de PE. Determinei apuração rigorosa com abertura de processo na Corregedoria da Secretaria de Defesa Social. Preconceito e violência simbólica não são tolerados em PE”, escreveu Raquel Lyra nas redes sociais.
Por nota, a Secretaria de Defesa Social de Pernambuco (SDS-PE) disse, nesta quarta, que “a Corregedoria Geral da Secretaria de Defesa Social (SDS) iniciou uma Investigação Preliminar, por meio da qual as informações serão verificadas, assim como serão coletados os subsídios necessários para instauração de processo administrativo”.
A defensoria alertou para “possível irregularidade no procedimento de reconhecimento fotográfico realizado no Processo n.º 0037145-82.2025.8.17.2001, em tramitação na 16ª Vara Criminal da Capital, no Recife”.
Ainda segundo a Defensoria, análise foi conduzida pela defensora pública Gina Muniz, responsável pela atuação no caso.
“Foram identificadas inconsistências na formação do álbum fotográfico utilizado pela autoridade policial, o que compromete a regularidade do procedimento”, destacou.
Início de tudo
Ainda conforme a Defensoria Pública de Pernambuco, o caso tem origem em inquérito que apura suposto roubo majorado, ocorrido em 24 de fevereiro de 2025, nas imediações da Fafire, no bairro da Boa Vista, na área central do Recife.
O reconhecimento fotográfico foi realizado em 8 de abril de 2025.
Segundo a defesa, o álbum exibido à vítima continha seis fotografias, entre elas imagens das deputadas federais Duda Salabert e Érika Hilton, pessoas públicas sem relação com o fato investigado, apresentadas como possíveis suspeitas.
Para a Defensoria, a inclusão indevida indica possível critério discriminatório, com indícios de transfobia e racismo institucional, comprometendo a validade do reconhecimento.
“O procedimento, realizado com base em estereótipos e não em características individualizantes, viola o art. 226 do CPP e princípios constitucionais como igualdade, não discriminação e dignidade da pessoa humana”, acrescentou.
Diante disso, a Defensoria suscitou a nulidade do ato, por entender que a prova é inválida e não pode fundamentar eventual condenação.
Também foi realizada comunicação formal às parlamentares sobre o uso indevido de suas imagens, assegurando ciência dos fatos e a adoção das medidas cabíveis.
Repercussão
Por meio das redes sociais, a deputada Duda Salabert afirmou que é um absurdo a polícia está utilizando a foto dela e da Erika Hilton em álbuns de reconhecimento de suspeitos.
Além disso, a deputada ressaltou que isso é algo “gravíssimo” e classificou a inclusão das imagens como racismo e transfobia institucional.
Ela afirmou que acionou a Justiça e que não irá aceitar que identidade de travestis vire critério de suspeição.
Também nas redes sociais, Hilton disse que acionará a governadora Raquel Lyra e cobrará resposta “do porquê eu e a deputada Duda Salabert estamos em um álbum de reconhecimento fotográfico usado pela Polícia Civil de Pernambuco”.
Segundo a parlamentar, “o uso do reconhecimento fotográfico tem normas claras, definidas pelo Código Penal, sendo exigido o mais alto grau de responsabilidade ao utilizá-lo, conforme já definiu o CNJ e o STJ. Isso não é o caso. Isso é incompetência, discriminação e, sim, transfobia”.
Corregedoria da SDS investiga inclusão de fotos de deputadas em álbum da Polícia Civil
Fotos de Duda Salabert e Erika Hilton são usadas como suspeitas em reconhecimento policial (Divulgação)
Caso ocorreu em abril do ano passado e veio à tona após ofício da Defensoria Pública; PSOL e parlamentares exigem punição e revisão de protocolos.
A Corregedoria daSecretaria de Defesa Social(SDS) informou que iniciou, nesta quarta (25), investigação preliminar para apurar a inclusão indevida de fotos das deputadas federais Duda Salabert (PDT-MG) e Erika Hilton (PSOL-SP) em um álbum fotográfico da Polícia Civil de Pernambuco. O álbum teria sido exibido à vítima de um roubo para reconhecimento de pessoas suspeitas pelo crime, em abril do ano passado.
Por meio de ofício, o Núcleo Criminal da Capital, da Defensoria Pública de Pernambuco (DPPE), noticiou Duda Salabert que “com absoluta perplexidade” identificou a imagem dela e de Erika Hilton “entre aquelas de possíveis suspeitas de roubo”.
No documento, a defensora Gina Muniz afirma que “a única razão que pode explicar a inserção dessas fotografias no procedimento é o fato de que ambas as parlamentares são mulheres negras e trans - o que evidencia, de forma inequívoca, que o critério de seleção adotado pela autoridade policial foi o pertencimento a um grupo identitário de gênero e raça”.
Diante do ocorrido, Erika e a vereadora do Recife pelo Psol, Jô Cavalcanti, acionaram a Corregedoria da SDS e o Ministério Público de Pernambuco (MPPE), solicitando “uma apuração célere e rigorosa”.
Em nota, Erika Hilton pediu a responsabilização dos envolvidos nas esferas administrativa, civil e penal, e a adoção de medidas para revisar protocolos de reconhecimento e evitar a repetição de práticas discriminatórias nas investigações.
Para a deputada, a inclusão de mulheres trans e negras no álbum indica possível uso de critérios genéricos e discriminatórios, baseados em identidade de gênero e raça, e não em características físicas específicas da suspeita.
Já Duda declarou que a situação “expõe prática discriminatória e transfóbica; não é erro, é estrutura”, e que “esse episódio escancara uma cultura institucional que ainda associa corpos trans e negros à criminalidade”.
O diretório estadual do PSOL manifestou solidariedade às deputadas e repudiou o ocorrido, descrevendo-o como “mais um ataque vil contra a dignidade”.
“A conduta adotada pela Polícia Civil de Pernambuco não pode e não será vista como um simples erro, acidente ou falha administrativa. Exigimos uma resposta da governadora e da SDS-PE de forma célere, firme e contundente, não apenas no sentido de esclarecer os fatos já conhecidos e responsabilizar os culpados, mas também o que será feito para que a Polícia Civil de Pernambuco siga as leis às quais está submetida e cumpra seu dever de proteger todos os cidadãos, independentemente de quem sejam, em vez de colaborar com a discriminação”, diz trecho.
Já a Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) afirmou que foi assegurada uma apuração rigorosa dos fatos noticiados, bem como a adoção de todas as medidas cabíveis. Por fim, disse que a instituição reforça a implementação contínua de diretrizes, protocolos e ações voltadas à orientação de seus servidores, visando a uma atuação sempre ética, responsável e livre de qualquer forma de preconceito.
Sport acerta rescisão de contrato com o lateral-esquerdo Davi Gabriel
Davi Gabriel em ação pelo Sport (Paulo Paiva/SCR)
O defensor disputou apenas quatro partidas com a camisa rubro-negra; Leão corre para repor a saída
OSportoficializou a saída do lateral-esquerdoDavi Gabriel. O defensor tinha vínculo com o Leão até o fim da Série B do Campeonato Brasileiro, mas já vinha negociando o distrato para se transferir para outra equipe. A passagem, no entanto, foi curta e sem grande impacto dentro de campo.
Em nota, o clube informou que acertou a rescisão contratual e agradeceu ao atleta pelo profissionalismo durante o período em que defendeu a equipe, desejando sucesso na sequência da carreira.
Davi Gabriel não chegou a ser relacionado para a estreia rubro-negra na Série B, diante do Cuiabá, e não entra em campo desde o dia 5 de março, quando atuou na classificação do Sport sobre a Desportiva, pela segunda fase da Copa do Brasil.
Com a camisa leonina, foram apenas quatro partidas disputadas, sendo três como titular, sem participação direta em gols. Utilizado como alternativa imediata a Felipinho, dono da posição, o lateral não conseguiu se firmar e acabou perdendo espaço ao longo das semanas.
Antes de chegar ao Recife, Davi Gabriel viveu seu melhor momento recente pelo América-RN, onde disputou 35 partidas, marcou um gol e deu seis assistências. O desempenho chamou atenção e levou à contratação pelo Criciúma, clube pelo qual, no entanto, não chegou a atuar.
Na época, o executivo de futebol do time catarinense era Ítalo Rodrigues, o mesmo que atualmente ocupa o cargo no Sport e participou do movimento que levou o jogador ao clube pernambucano.
Opções reduzidas na lateral
Com a saída, o Sport conta apenas com Felipinho e o jovem Rafinha, de 19 anos, formado nas categorias de base, para a lateral esquerda. O clube avalia o mercado em busca de reposição, considerando que a janela de transferências fechará na sexta-feira (27).
Náutico oficializa rescisão do atacante Jonas Toró
Jonas Toró em ação pelo Náutico (Rafael Vieira/CNC)
Artilheiro da última Série C pela Ponte Preta, Toró não conseguiu repetir o sucesso nos Aflitos devido a problemas físicos
Chegou ao fim a passagem deJonas TorópeloNáutico. Em comunicado oficial divulgado nesta quarta-feira (25), o Alvirrubro confirmou a rescisão contratual do atacante em "comum acordo". O curto vínculo, que começou cercado de expectativas pela torcida, termina com números discretos e uma lacuna física que impediu o jogador de se firmar no Timbu.
O clube agradeceu ao atleta pelos serviços prestados e desejou sucesso na continuidade da carreira.
Sofrendo com problemas físicos recorrentes desde o início do Campeonato Pernambucano, o atacante entrou em campo apenas quatro vezes com a camisa alvirrubra. Seu último jogo oficial foi há mais de dois meses, no dia 22 de janeiro. Apesar do pouco tempo, Toró ainda mostrou lampejos ao anotar um gol e distribuir duas assistências, mas a falta de sequência o retirou dos planos da comissão técnica para a disputa da Série B.
Em 2025, o atleta foi a peça-chave na campanha de título e acesso da Ponte Preta na Série C, terminando a competição como artilheiro com oito gols marcados.
Reposição no ataque alvirrubro
Com a saída de Toró, o Náutico foi ao mercado e acertou as chegadas de Derek (ex-Atlético-GO) e Victor Andrade (ex-São Bernardo) para o ataque. O clube alvirrubro tem até a sexta-feira (27), data de fechamento da janela, para acertar novas contratações.