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sexta-feira, 8 de maio de 2026

LULA QUERENDO TIRAR PROVEITO DA SITUAÇÃO

Lula publica vídeo com Trump e irrita imprensa nos EUA

Donald Trump e Lula Foto: Ricardo Stuckert / PR



Jornalistas não tiveram acesso ao encontro dos presidentes



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) publicou, nesta quinta-feira (7), um vídeo ao lado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante encontro realizado na Casa Branca. A divulgação das imagens gerou reação negativa de setores da imprensa norte-americana, que esperavam maior abertura para cobertura do encontro.

Lula chegou à Casa Branca por volta das 12h20, no horário de Brasília, e foi recebido por Trump. Segundo o Planalto, os dois conversaram por pouco mais de uma hora no Salão Oval, acompanhados das equipes de governo. O encontro completo teve cerca de três horas de duração.

A comitiva brasileira foi formada por cinco ministros: Mauro Vieira, Dario Durigan, Márcio Rosa, Alexandre Silveira e Wellington César Lima e Silva. O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, também viajou aos Estados Unidos, mas não participou da reunião.

Segundo o governo brasileiro, a viagem teve foco em temas considerados sensíveis da relação bilateral, como comércio, terras raras, combate ao crime organizado, investigação americana sobre o Pix, regulação das big techs e o cenário eleitoral brasileiro. Pelo lado norte-americano, participaram nomes como o vice-presidente J.D. Vance e os secretários Scott Bessent e Howard Lutnick.

Leiliane Lopes

CASO BANCO MASTER

Relatório da ‘Emenda Master’ ainda não foi votado

Senador Ciro Nogueira (PP-PI) | Foto: Pedro França / Agência Senado


É do senador Plínio Valério (PSDB-AM) o relatório da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que rejeitou a emenda do colega Ciro Nogueira (PP-PI), que propôs aumentar o limite da cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para R$ 1 milhão. Até hoje, o documento não foi votado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), comandada pelo lulista Otto Alencar (PSD-BA), mesmo com a primeira versão do relatório apresentada há quase dois anos, em 5 de junho de 2024.

Sob medida

A emenda apresentada por Ciro, diz a Polícia Federal, foi elaborada pela assessoria do Banco Master, impressa e entregue ao senador.

Jabuti na árvore

A PEC trata, na verdade, da autonomia do Banco Central e nada tem a ver com a emenda de Ciro Nogueira, que acabou rejeitada pelo relator.

Desmarca tudo

O relatório até entrou na pauta da CCJ na véspera da operação da PF, mas a reunião (semipresencial) foi misteriosamente cancelada.

Ia, mas não foi

A PF bateu à porta de Ciro ontem (7), mas a decisão foi assinada no STF na quarta-feira (6), dia em que o relatório seria apreciado. Seria...

Cláudio Humberto

E AGORA MINISTRO TOFFOLI ?

J&F cobra de Toffoli o enterro de suas multas bilionárias

Ministro Dias Toffoli (STF) - (Foto: Rosinei Coutinho/STF)


Holding dos irmãos Batista quer o arquivamento total dos processos


Em uma nova ofensiva jurídica contra os desdobramentos da Operação Lava Jato, a J&F Investimentos, holding que controla o grupo JBS, protocolou nesta quinta-feira (7) um pedido junto ao ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), para suspender definitivamente as multas de seu acordo de leniência e arquivar o processo em curso. 

A petição busca estender decisões anteriores que já vinham beneficiando o grupo e outras empresas atingidas pela operação.

A defesa da J&F sustenta o pedido com base no reconhecimento de supostas irregularidades cometidas por agentes públicos durante as investigações. 

O argumento central dos advogados é de que teria havido um “conluio” entre o Ministério Público Federal e o Judiciário na época em que os acordos foram firmados, o que, na visão da empresa, invalidaria as sanções pecuniárias bilionárias estabelecidas anteriormente.

O pedido protocolado hoje é um desdobramento direto de uma decisão liminar proferida pelo próprio ministro Toffoli em dezembro de 2023, que já havia suspendido o pagamento de uma multa de R$ 10,3 bilhões. 

Naquela ocasião, a J&F alegou que foi alvo de “chantagem” institucional para assinar o acordo. 

Agora, a empresa solicita que os efeitos de anulações concedidas a outros réus e empresas da Lava Jato sejam integralmente aplicados ao seu caso.

Além da suspensão das multas, a holding pede o arquivamento imediato do processo atual. 

Para sustentar essa solicitação, os advogados citam uma decisão favorável obtida recentemente em primeira instância, argumentando que a continuidade das cobranças e das investigações carece de fundamento jurídico diante do que chamam de “vícios processuais insanáveis” da operação.

A movimentação da J&F ocorre em um momento de intensa revisão das condenações e acordos firmados no âmbito da Lava Jato pelo STF. 

O ministro Dias Toffoli tem sido o relator de diversas petições que resultaram na anulação de provas baseadas nos sistemas da Odebrecht e na suspensão de multas de leniência de grandes empreiteiras, sob a justificativa de que os métodos da força-tarefa de Curitiba feriram o devido processo legal.

Se aceito, o pedido pode consolidar o esvaziamento das punições financeiras aplicadas ao grupo, que originalmente se comprometeu a ressarcir cofres públicos e fundos de pensão (como Funcef e Petros) por esquemas de corrupção confessados em 2017. 

Até o momento, a empresa pagou apenas uma fração do valor total pactuado antes de iniciar a atual batalha jurídica pela revisão dos termos.

Pedro Taquari

ROMEU ZEMA ACUSANDO LULA

Zema acusa Lula de conivência com esquema de Vorcaro

Romeu Zema, pré-candidato à Presidência da República. (Foto: Cadu Gomes/VPR).


Enquanto o Planalto silencia sobre os bilhões desviados o mineiro cobra a fatura ética e aponta o envolvimento direto da cúpula petista


O cenário político nacional foi sacudido nesta quinta-feira (7) por declarações contundentes de Romeu Zema. 

O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República subiu o tom contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, questionando o “silêncio ensurdecedor” do Palácio do Planalto diante dos desdobramentos da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal.

A operação, que investiga um sofisticado esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e fraudes no sistema financeiro, atingiu nesta semana novas camadas da classe política e do alto escalão bancário. 

Em vídeo publicado em suas redes sociais, Zema criticou a postura omissa do governo federal e sugeriu que o receio de retaliações internas imobiliza o atual mandatário.

Tenho sido o pré-candidato que mais tem colocado a boca no trombone, não tenho rabo preso. E o que o Brasil precisa são de líderes que não têm o rabo preso, porque o presidente tá lá caladinho também, com certeza, porque tem muita gente do PT envolvida“, afirmou o político mineiro.

A investigação da Polícia Federal, que já resultou no bloqueio de valores que alcançam a cifra de R$22 bilhões, apura irregularidades na gestão de instituições financeiras e o pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos. 

A quarta fase da operação, deflagrada recentemente, focou na corrupção de gestores e na obstrução de justiça, com buscas e apreensões que miraram figuras influentes em Brasília.

Entre os pontos de maior tensão, as investigações apontam para suspeitas de propina envolvendo a aquisição de instituições financeiras e transações com “expressivo deságio”, beneficiando nomes do espectro político que compõem a base ou a órbita de influência do atual governo.

Zema aproveitou o momento para contrastar o atual governo com sua trajetória em Minas Gerais.

Segundo ele, o país carece de um “capital moral” que permita reformas profundas no Legislativo e no Judiciário sem as amarras da “compra de votos” ou do loteamento de cargos. 

Para o pré-candidato, o silêncio de Lula sobre os escândalos recentes reforça a percepção de uma gestão acuada por antigos vícios de coalizão.

A fala de Zema ecoa em um momento de fragilidade para o Planalto nas pesquisas de opinião. 

Dados recentes indicam um aumento na desaprovação do presidente Lula, especialmente em grandes centros como São Paulo, onde sua rejeição já supera a marca dos 54%.

As críticas do mineiro não se restringiram ao Executivo, recentemente, Zema também tem sido uma voz ativa contra o que classifica como “abusos do Judiciário”, chegando a comparar a estrutura de Brasília à época da coroa portuguesa e defendendo a necessidade de independência real do Senado para pautar processos de impeachment de ministros.

Pedro Taquari

CASO BANCO MASTER

PF apreende BMW de Ciro em operação sobre esquema no Master

Senador Ciro Nogueira (PP-PI) | Foto: Carlos Moura / Agência Senado


Senador do PP é alvo de buscas autorizadas pelo STF após ser apontado como beneficiário de vantagens indevidas ligadas a Daniel Vorcaro


A Polícia Federal apreendeu nesta quinta-feira (7) uma BMW e uma motocicleta durante buscas realizadas na residência do senador Ciro Nogueira (PP-PI), em Brasília. A ação faz parte da quinta fase da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e crimes contra o sistema financeiro.

O parlamentar foi alvo de mandado de busca e apreensão após ser citado pela PF como “destinatário central de vantagens indevidas” relacionadas ao empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.

Segundo relatório enviado ao STF, Ciro Nogueira teria utilizado o mandato parlamentar em benefício do banco. Os investigadores apontam que o senador apresentou proposta para ampliar a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito de R$ 250 mil para R$ 1 milhão, medida que teria sido elaborada com participação de integrantes da instituição financeira.

Além das buscas, o senador está proibido de manter contato com investigados e testemunhas do caso. A operação cumpriu dez mandados de busca e apreensão e um de prisão temporária no Distrito Federal, Piauí, São Paulo e Minas Gerais.

O nome de Raimundo Nogueira também aparece na investigação. De acordo com a decisão judicial, ele teria atuado como “agente de sustentação formal e operacional” de empresas ligadas ao núcleo familiar do senador.

Em nota, a defesa de Ciro Nogueira afirmou repudiar a operação e negou qualquer participação do parlamentar em atividades ilícitas.

O ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal, também determinou o bloqueio de R$ 18 milhões em bens e ativos financeiros dos investigados. Segundo a decisão, a medida busca garantir eventual ressarcimento aos cofres públicos.

Lucas Soares


CASO BANCO MASTER

PF cita hotel de luxo em NY e viagens pagas a Ciro por ex-dono do Master

Senador Ciro Nogueira (PP-PI) | Foto: Andressa Anholete / Agência Senado


Investigação aponta que senador teria recebido hospedagens, restaurantes, cartão bancário e vantagens milionárias ligadas a Vorcaro


A Polícia Federal apontou, em relatório enviado ao Supremo Tribunal Federal, que o senador Ciro Nogueira (PP-PI) teria recebido vantagens indevidas do empresário Daniel Vorcaro, incluindo hospedagens em hotel de luxo em Nova York, viagens internacionais, restaurantes de alto padrão e uso de cartão bancário para despesas pessoais.

Segundo a investigação da quinta fase da Operação Compliance Zero, Vorcaro teria bancado estadias do senador no hotel Park Hyatt New York, localizado em uma das regiões mais valorizadas de Manhattan. As diárias da suíte presidencial podem chegar a US$ 35 mil, cerca de R$ 172 mil na cotação atual.

A PF não detalha qual acomodação foi utilizada nem o valor total gasto, mas afirma que as despesas incluíam hospedagens, deslocamentos e gastos atribuídos ao parlamentar e à sua acompanhante. Em mensagens interceptadas pelos investigadores, o operador Léo Serrano questiona Vorcaro sobre o pagamento de despesas do senador:

“[…] Eh pros meninos continuarem pagando restaurantes do Ciro/Flávia até sábado?”

Vorcaro responde:

“Sim. Depois leva meu cartão para St. Barths”.

De acordo com a PF, o cartão teria sido utilizado para custear despesas pessoais do senador durante viagens internacionais. Os investigadores também afirmam haver indícios de que Ciro Nogueira adquiriu uma participação societária avaliada em R$ 13 milhões por apenas R$ 1 milhão, além de receber pagamentos mensais de R$ 300 mil, que, segundo relatos obtidos pela investigação, chegaram posteriormente a R$ 500 mil.

Em troca, segundo a PF, o parlamentar teria atuado em favor de interesses do Master.

O relatório cita a apresentação de uma proposta para ampliar a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito de R$ 250 mil para R$ 1 milhão, medida que teria sido elaborada com participação de integrantes da instituição financeira. A operação cumpre dez mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão temporária no DF, PI, SP e MG.

Raimundo Nogueira está descrito como “agente de sustentação formal e operacional” de empresas ligadas ao núcleo familiar do senador. Em nota, a defesa de Ciro negou irregularidades e afirmou que o próprio está à disposição para prestar esclarecimentos.

O MEDO DE LULA ERA SER HUMILHADO

Maior medo de Lula era que Trump o humilhasse; não quis imprensa por perto

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, e Lula (PT) - Foto: divulgação/assessoria.

Petista também não queria perguntas sobre suas ofensas a Trump, dizem jornalistas americanos


O presidente Lula (PT) estava com pânico de ser humilhado pelo americano Donald Trump, com quem se encontrou ontem (7). Para evitar qualquer aperto, a delegação brasileira pediu à Casa Branca para barrar a imprensa, que havia sido convidada para participar dos primeiros trinta minutos da reunião. Também foi cancelada a coletiva conjunta de Lula e Trump, após o encontro, e o petista preferiu um ato solo, na Embaixada do Brasil em Washington, para poder definir sozinho o resultado. 

O governo brasileiro alegou que a coletiva conjunta foi cancelada porque o encontro se alongou. Mas não explicou por que Lula chegou atrasado.

“Visita estranha de Lula”, descreveu o jornalista espanhol David Alandete. “Carregada de tensão por causa de Bolsonaro, tarifas, Cuba…”

John Roberts (Fox News) disse que virou piada a proibição da imprensa, mas fez sentido, já que a relação Lula-Trump é “bastante conturbada”.

Diário do Poder

EDUCAÇÃO EM PERNAMBUCO

Estado anuncia R$ 75,4 milhões para construção de novo campus da UPE em Caruaru

A UPE é uma universidade que completa 60 anos em 2025 e é atualmente considerada a melhor instituição estadual no Norte, Nordeste e Centro-Oeste, conforme o Ranking Universitário Folha de SP (Foto: Divulgação/UPE)

Edital para contratação da empresa responsável pelas obras foi publicado nesta quinta-feira (7). Unidade contará com 18 salas de aula, laboratórios e auditório


O município de Caruaru vai receber um novo campus da Universidade de Pernambuco (UPE), com capacidade para atender 3.192 estudantes nos turnos da manhã, tarde e noite. Ao todo, o investimento anunciado pela gestão estadual é de R$ 75,4 milhões. O edital para contratação da empresa responsável pelas obras foi publicado na edição desta quinta-feira (7) do Diário Oficial do Estado.

O novo campus será implantado em um terreno de 41,4 mil metros quadrados, no bairro Nova Caruaru. A área construída prevista é de 12,6 mil metros quadrados, dividida em três blocos principais e estruturas complementares de apoio.

O projeto inclui 18 salas de aula, sendo 12 com capacidade para 48 alunos e outras seis destinadas a até 60 estudantes. Também estão previstos três laboratórios de informática, que juntos poderão atender 96 alunos, além de espaços voltados às áreas de medicina e tecnologia.

A unidade contará ainda com biblioteca, auditório para 230 pessoas, salas integradas, ambientes de estudo, lanchonete, copa e áreas de convivência.

Segundo o Governo de Pernambuco, o prazo estimado para conclusão das obras é de 14 meses após a assinatura da ordem de serviço. A construção faz parte da estratégia estadual de expansão do ensino superior no interior.

DP

SEGURANÇA NO TRANSPORTE

Alepe recebe representantes de Uber e 99 para discussão de medidas de segurança

Alepe recebe representante Uber e 99 para discutir segurança de entregadores e motoristas (Foto: Gabriel Costa /Alepe)

Encontro na Alepe ocorreu em meio à repercussão do assassinato do motorista de aplicativo Eduardo Luiz da Cruz, morto durante um assalto em Candeias, em março deste ano


A insegurança vivida por motoristas e entregadores por aplicativo em Pernambuco voltou a ser temática debatida na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), em reunião realizada nesta quarta-feira (6).

A Comissão de Segurança Pública da Casa recebeu representantes das plataformas Uber e 99, além de integrantes das forças de segurança e representantes da categoria, buscando avançar em medidas de proteção para os trabalhadores.

O encontro foi conduzido pelo deputado estadual João Paulo (PT) e retomou discussões iniciadas em audiência anterior com motoristas e entregadores, quando as empresas de aplicativo não participaram. Desta vez, a Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec), que representa as plataformas, esteve presente por meio da gerente de relações governamentais, Lailla Malaquias.

Durante a reunião, Lailla reconheceu o impacto da violência urbana no setor e afirmou que a segurança dos usuários e motoristas é uma preocupação permanente das empresas.

“Todos os usuários que se cadastram na plataforma para solicitar viagens passam algum tipo de verificação. As motoristas mulheres podem escolher receber só pedidos de viagens de passageiras do sexo feminino. Também existe um recurso de gravação de áudio, em que tanto motoristas quanto usuários podem utilizar o próprio aplicativo para gravar a viagem, caso eles não se sintam confortáveis”, afirmou.

Mariana de Sousa

RISCO SANITÁRIO

Anvisa suspende fabricação e determina recolhimento de produtos da Ypê; confira quais

Produtos Ypê sofreram determinação da Anvisa nesta quinta (7) (Foto: Reprodução)


Decisão foi anunciada após uma avaliação técnica de risco sanitário conduzida pela Anvisa na fábrica responsável


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão da fabricação, comercialização, distribuição e uso de detergentes, sabão líquido e desinfetantes da marca Ypê, de todos os lotes com numeração final 1.

A decisão foi anunciada nesta quinta-feira (7), após uma avaliação técnica de risco sanitário conduzida pela Anvisa na fábrica responsável, em São Paulo. Durante a inspeção, foram identificados descumprimentos em etapas críticas do processo produtivo.

Os problemas identificados indicam risco à segurança sanitária dos produtos e indicam possibilidade de contaminação.

A Anvisa orienta que os produtos não sejam mais utilizados e que os consumidores entrem em contato com o serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) da empresa para que seja feito o recolhimento forma apropriada.

Estão afetados os lotes que terminam com o número 1 dos seguintes produtos:

Lava Louças com Enzimas Ativas Ypê
Lava Louças Ypê
Lava Louças Ypê Clear Care
Lava Louças Ypê Toque Suave
Lava-Louças Concentrado Ypê Green
Lava-Louças Ypê Clear
Lava-Louças Ypê Green
Lava Roupas Líquido Tixan Ypê Combate Mau Odor
Lava Roupas Líquido
Tixan Ypê Cuida das Roupas
Lava Roupas Líquido Tixan Ypê Antibac
Lava Roupas Líquido Tixan Ypê Coco e Baunilha
Lava Roupas Líquido Tixan Ypê Green
Lava Roupas Líquido Ypê Express
Lava Roupas Líquido Ypê Power Act
Lava Roupas Líquido Ypê Premium
Lava Roupas Tixan Maciez
Lava Roupas Tixan Primavera
Desinfetante Bak Ypê
Desinfetante de Uso Geral Atol
Desinfetante Perfumado Atol
Desinfetante Pinho Ype
Lava Roupas Tixan Power Act

Ester Marques

PREVISÃO DO TEMPO

Apac publica alerta de Estado de Atenção: vai chover forte a partir da tarde desta quinta (7)

A previsão de pancadas de chuva em todo o estado, no início da semana, com atenção redobrada pro Agreste e pro Sertão (Foto: Arquivo/DP)

Conforme publicação da Apac no final da manhã, vai chover com intensidade moderada, com pancadas fortes, a partir da tarde desta quinta e ao longo da sexta em três regiões de Pernambuco, além de Fernando de Noronha

 

A Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) publicou, às 11h de desta quinta-feira (7), um alerta de Estado de Atenção para a Região Metropolitana do Recife, zonas da mata Norte e Sul, além do distrito de Fernando de Noronha.

“Sistema meteorológico Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) deixará o arquipélago de Fernando de Noronha com o tempo nublado e ocorrência de pancadas de chuva com intensidade moderada a forte nesta quinta-feira (07/05) e também na sexta-feira (08/05)”, diz o trecho da publicação.

Para a Região Metropolitana e zonas da mata, “a chuva é devido Distúrbio Ondulatório de Leste (DOL) e potencializado pela umidade oriunda da ZCIT, por isso, a partir da tarde desta quinta-feira”, explica a Apac.

“São esperadas pancadas de chuva com intensidade moderada e pontualmente forte nessas regiões”.

O alerta da Apac se alinha à previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), que, no começo da manhã, havia publicado boletim para o estado de Pernambuco indicando chuvas intensas a partir das 15h.

DP

ESQUEMA DE FRAUDE FISCAL

Grupo criminoso investigado por fraude fiscal atuava no Ceasa, no Recife, e em empresas de Caruaru

Área de atuação do grupo criminoso concentrava ações no Ceasa do Recife (DIVULGAÇÃO/PCPE)

Esquema de fraude fiscal estruturada também alcançava outras cidades pernambucanas, como Camaragibe e Bezerros


O grupo criminoso, investigado por sonegação fiscal durante diligências da Operação Cortina de Fumaça, chegou a utilizar 36 empresas ao longo de dez anos. O grupo concentrava suas ações no Ceasa do Recife e em empresas de Caruaru, no Agreste de Pernambuco.

De acordo com o diretor-geral de Operações Estratégicas da Secretaria da Fazenda de Pernambuco (Sefaz-PE), Antônio Emery, o grupo utilizava um sistema contínuo de abertura e descarte de empresas para acumular dívidas tributárias e manter o esquema funcionando.

“Quando uma empresa acumulava uma carga tributária elevada e se tornava inviável, eles abandonavam aquela pessoa jurídica e criavam outra em nome de novos laranjas. Era um modelo contínuo de sucessão empresarial fraudulenta”, explicou.

Segundo a investigação, funcionários, colaboradores do comércio e até integrantes da própria família eram utilizados como laranjas das empresas. Um dos exemplos citados pelos investigadores envolve um homem que trabalhava como garçom e teria sido utilizado como proprietário formal de uma empresa que acumulou dívida superior a R$ 3 milhões.

“Essas pessoas tinham ciência da fraude. Não há, até o momento, indícios de utilização indevida de dados sem consentimento”, ressaltou o delegado Breno Varejão, titular do Departamento de Repressão aos Crimes contra a Ordem Tributária (Deccot). As empresas laranjas também eram utilizadas para emissão de notas fiscais sem lastro comercial e geração de créditos tributários fictícios.

Segundo as investigações, o esquema de fraude fiscal estruturada também alcançava outras cidades pernambucanas, como Camaragibe e Bezerros, através de empresas e pessoas ligadas ao grupo investigado.

Prejuízos ultrapassam os R$ 130 milhões

De acordo com Ministério Público de Pernambuco (MPPE), o grupo é investigado por sonegação fiscal, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, falsidade documental e ocultação patrimonial em um esquema que teria causado prejuízo superior a R$ 132 milhões aos cofres públicos estaduais.

Segundo os investigadores, o caso é tratado como uma típica investigação de fraude fiscal estruturada, modalidade em que há atuação organizada e permanente para lesar o Fisco em larga escala.

Durante coletiva de imprensa, nesta quinta-feira (7), representantes dos órgãos envolvidos afirmaram que o atual modelo de combate ao crime organizado passa necessariamente pela investigação financeira e patrimonial para descapitalizar organizações criminosas.

“A gente vive uma fase de combate ao crime organizado em que a investigação financeira e a descapitalização das organizações criminosas têm protagonismo. Muitas vezes, a sanção patrimonial tem uma eficiência muito maior”, afirmou o delegado Breno Varejão.

A investigação mira empresas do setor de distribuição de alimentos, especialmente do ramo atacadista e hortifruti. Durante a fase ostensiva da operação, dos 18 mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça, apenas 17 foram cumpridos, sendo 14 em endereços ligados a pessoas físicas e quatro em empresas investigadas.

Os alvos incluíam empresários apontados como beneficiários do esquema, contadores suspeitos de operacionalizar as fraudes fiscais e pessoas utilizadas como “laranjas” na abertura das empresas.

Um dos mandados não foi cumprido porque o investigado não foi localizado no endereço informado.

Além das buscas, a Justiça também autorizou uma série de medidas cautelares para tentar desarticular a estrutura financeira e impedir a continuidade das atividades do grupo.

Entre elas estão o bloqueio patrimonial de até R$ 26 milhões, abrangendo contas bancárias, imóveis e veículos, incluindo carros de luxo que juntos ultrapassam o valor de 1 milhão.

Também foram apreendidos celulares, computadores, CPUs, documentos fiscais, materiais contábeis e equipamentos eletrônicos que passarão por perícia e análise investigativa.

Segundo Breno Varejão, o grupo era dividido em três núcleos: o núcleo dos beneficiários, formado pelos empresários apontados como líderes do esquema; o núcleo operacional contábil; e o núcleo dos chamados “laranjas”.

“Estamos falando de fraude fiscal estruturada, praticada por um grupo que tinha capacidade de lesar de maneira expressiva os cofres públicos. É um modelo criminoso que envolve investigação financeira, ocultação patrimonial, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica”, afirmou.

Quase 40 empresas envolvidas

As investigações apontam que os verdadeiros gestores evitavam aparecer oficialmente nos contratos sociais para escapar de responsabilizações patrimoniais e judiciais.

“Eles tomavam todas as decisões estratégicas e operacionais das empresas, decidiam fornecedores, aquisição de mercadorias e gestão comercial, mas não figuravam oficialmente nos contratos sociais”, detalhou o delegado.

Ao longo das investigações, foram identificadas cerca de 36 empresas ligadas ao esquema.

Parte delas já foi encerrada, enquanto outras seguem em atividade. Seis empresas foram consideradas “frias” ou inaptas pela fiscalização da Fazenda Estadual, enquanto outras seguem sob análise documental.

A investigação também revelou que empresas com movimentações milionárias estavam registradas em nome de pessoas sem qualquer compatibilidade financeira, incluindo beneficiários de programas sociais federais, como Bolsa Família e auxílio emergencial.

“Tinham empresas milionárias em nome de pessoas beneficiárias de programas assistenciais. Isso demonstra o nível de ocultação patrimonial utilizado pelo grupo”, afirmou Breno Varejão.

Segundo os investigadores, além das dívidas tributárias milionárias, os integrantes do grupo também acumulavam dívidas privadas e utilizavam mecanismos de ocultação patrimonial para escapar tanto do Fisco quanto de cobranças cíveis.

Durante a operação, uma empresa em Caruaru foi interditada após fiscais encontrarem mercadorias sem nota fiscal. A carga foi avaliada em cerca de R$ 18 mil e o estabelecimento acabou liberado após pagamento do imposto e multa.

Empresas “descartáveis”

As investigações apontam que o grupo atuava, há pelo menos, uma década. Segundo a Secretaria da Fazenda, existem registros de movimentações fiscais das empresas desde 2009.

O prejuízo superior a R$ 132 milhões, segundo os investigadores, corresponde ao somatório de diversas autuações fiscais e comunicações de crimes tributários acumuladas ao longo dos anos. Parte dessas dívidas está ligada inclusive a empresas já encerradas.

A investigação identificou ainda o uso irregular do CNAE (Classificação Nacional de Atividades Econômicas) de “armazém geral”, atividade que possui benefício tributário relacionado ao recolhimento do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) nas entradas de mercadorias vindas de outros estados.

“O armazém geral existe para armazenar mercadorias. O problema é que eles utilizavam esse CNAE para comercializar diretamente os produtos, descaracterizando completamente o benefício tributário”, afirmou Antônio Emery.

Segundo a Sefaz, no regime regular, quando uma mercadoria entra em Pernambuco vinda de outro estado, há cobrança antecipada do ICMS, conhecida tecnicamente como “00058-2”.

O grupo utilizava o CNAE de armazém justamente para evitar esse recolhimento.

“O benefício existia porque, em tese, a mercadoria apenas ficaria armazenada. Mas eles comercializavam diretamente os produtos. Quando a Fazenda identificava isso, alterava o CNAE e cobrava todo o imposto retroativo”, explicou Antônio Emery.

Segundo os investigadores, o esquema também envolvia circulação de mercadorias sem documentação fiscal compatível, emissão de notas frias e uso de empresas que existiam apenas formalmente, funcionando em salas vazias ou apenas no papel.

Os contadores investigados tinham papel estratégico na operacionalização das fraudes.

Três profissionais foram formalmente investigados e sofreram medidas cautelares determinadas pela Justiça, incluindo suspensão temporária da atividade contábil, proibição de atuação junto à Jucepe, Receita Federal e Sefaz, além de monitoramento eletrônico. Ao todo, seis investigados passaram a utilizar tornozeleira eletrônica.

Também foram determinadas medidas cautelares como retenção de passaportes, proibição de abrir empresas, impedimento de administrar pessoas jurídicas, suspensão do exercício da atividade empresarial, proibição de contato entre os investigados e impedimento de frequentar empresas ligadas ao esquema.

Próxima fase 

Após a fase ostensiva, o CIRA iniciou a análise dos materiais apreendidos durante a operação.

Serão examinados dados fiscais, bancários, telemáticos e eletrônicos recolhidos nas buscas, incluindo celulares, computadores, documentos contábeis e equipamentos digitais.

A expectativa é aprofundar as investigações sobre lavagem de dinheiro, ocultação patrimonial, utilização de empresas de fachada e possível participação de novos envolvidos.

Segundo a Procuradoria-Geral do Estado (PGE), o próximo passo será utilizar judicialmente as provas produzidas para ampliar a recuperação dos ativos desviados.

Conforme a força-tarefa, os bens sequestrados poderão futuramente ser levados a leilão judicial para recuperação de ativos destinados ao Estado e reinvestimento em políticas públicas.

Cadu Silva