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quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

REUNIÃO MAL ASSOMBRADA

Novo aciona Casa Civil sobre encontro de Lula e Vorcaro

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil).

Partido pede esclarecimentos sobre encontro não registrado na agenda oficial do petista


A bancada do partido Novo questionou a falta de transparência em um encontro fora da agenda oficial entre o presidente Lula (PT) e dirigentes do Banco Master, realizado nesta terça-feira (27), no Palácio do Planalto.

A legenda acionou a Casa Civil para solicitar esclarecimentos sobre a reunião e apontou possíveis conflitos de interesse envolvendo autoridades do governo e representantes do setor privado.

“É inadmissível que uma reunião com empresários investigados, como os do Banco Master, ocorra no coração do poder, sem constar nas agendas oficiais. O governo deve explicações claras à sociedade — transparência e ética não podem ser seletivas”, declarou a deputada signatária, Adriana Ventura (Novo-SP).

O Requerimento de Informação (RIC) solicita esclarecimentos ao ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, sobre as circunstâncias do encontro, que não constou nas agendas oficiais da Presidência da República nem da própria Casa Civil, apesar da presença de ministros, auxiliares diretos do presidente e figuras com vínculos profissionais com o banco investigado.

Diante do uso recorrente de sigilos para limitar o acesso a informações públicas, o Novo vem defendendo mudanças estruturais na legislação. Nesta semana, o líder do partido na Câmara dos Deputados, deputado Marcel van Hattem (Novo-RS), solicitou formalmente ao presidente da Casa que paute o Projeto de Lei (PL) 5.764/2025, de autoria da bancada do Novo.

A proposta aperfeiçoa a Lei de Acesso à Informação (LAI) com o objetivo de coibir o uso abusivo do sigilo em qualquer tipo de informação. O texto fortalece o papel fiscalizador do Congresso Nacional, garantindo aos parlamentares acesso a dados classificados e conferindo ao Legislativo o poder de revisar e questionar a classificação de informações protegidas pelo Executivo.

Para o Novo, o projeto é um instrumento essencial para evitar que o sigilo seja utilizado como escudo político. Parlamentares do partido avaliam que a iniciativa ajudará a coibir práticas que dificultam a fiscalização de episódios como o que motivou o RIC apresentado à Casa Civil, garantindo mais transparência, controle institucional e respeito aos princípios da administração pública.

A bancada sustenta que o fortalecimento do acesso à informação é indispensável para o equilíbrio entre os Poderes e para assegurar que casos envolvendo autoridades públicas sejam devidamente esclarecidos à sociedade.

Mael Vale

CONTRATO COM O BANCO MASTER

Governo abandona Lewandowski e diz diz ignorar contrato

Ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski | Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

Vínculo do escritório ligado ao ex-ministro com o Banco Master veio à tona após nomeação para o Ministério da Justiça


Novas informações divulgadas nesta semana revelam que o escritório de advocacia ligado ao ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski manteve um contrato de consultoria com o Banco Master por quase dois anos, mesmo após a sua nomeação para o Ministério da Justiça e Segurança Pública no atual governo federal. 

O acordo, firmado em 28 de agosto de 2023, previa o pagamento de R$250 mil por mês ao escritório, cujo objeto era a “prestação de serviços de consultoria jurídica e institucional de caráter estratégico”. 

Segundo os registros contratuais, os pagamentos continuaram até setembro de 2025, período em que Lewandowski já exercia funções como ministro há cerca de 21 meses. 

Ao longo de toda a vigência do contrato, o escritório ligado à família de Lewandowski recebeu aproximadamente R$6,5 milhões brutos, dos quais cerca de R$5,25 milhões foram pagos após a sua posse no Ministério da Justiça. 

Em resposta ao episódio, auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva declararam que não tinham ciência prévia do contrato entre o escritório de Lewandowski e o banco na ocasião da nomeação do ex-ministro para o MJSP. 

Integrantes do Planalto têm minimizado o episódio nos bastidores, ressaltando que não houve comunicação formal sobre o vínculo no momento da escolha para liderar a pasta. 

Segundo interlocutores, o governo defende que não houve conflito de interesse, uma vez que o acordo teria sido encerrado antes da posse de Lewandowski. 

Por meio de nota, Ricardo Lewandowski confirmou que prestou serviços de consultoria jurídica ao Banco Master após sua saída do Supremo Tribunal Federal (STF). 

Ele afirmou que, ao ser convidado para o Ministério da Justiça, deixou o escritório de advocacia e suspendeu seu registro na OAB. 

A nota não especificou o período exato do contrato, mas reconheceu a prestação de serviços à instituição financeira antes de sua entrada no governo. 

Apurações apontam que a contratação do escritório com o Banco Master pode ter sido articulada por meio de indicação política do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA). 

Após a saída de Lewandowski da sociedade do escritório (formalizada em 17 de janeiro de 2024) a gestão da banca passou a ser conduzida por seus filhos, Enrique de Abreu Lewandowski e Yara de Abreu Lewandowski, que continuaram a receber os pagamentos mensais até o fim do contrato. 

O caso voltou a ganhar atenção pública em meio às investigações que envolvem o Banco Master e à análise de integrantes da instituição financeira pela Polícia Federal e pelo Supremo Tribunal Federal, levantando questionamentos sobre a interface entre atuação pública e relações contratuais privadas. 

Até o momento, as autoridades competentes ainda não divulgaram conclusões formais sobre eventuais irregularidades relacionadas ao contrato ou ao envolvimento de Lewandowski enquanto ocupava cargo público. 

Pedro Taquari

DEPUTADO ALFREDO GASPAR

‘Lula recebeu Vorcaro no escurinho; mão na cabeça do criminoso’

Relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União-AL) - Foto: Carlos Moura/Agência Senado.

Relator da CPMI do INSS expõe 'cara de pau' do presidente por ter criticado em Maceió 'defensores' do banco


O deputado federal Alfredo Gaspar (União-AL) criticou nesta terça-feira (27) a hipocrisia do discurso do presidente Lula (PT) ao visitar Maceió, na semana passada, quando criticou “defensores do Banco Master”. O deputado alagoano chamou Lula de “cara de pau”, porque já havia recebido o dono do banco, Daniel Vorcaro, fora da agenda, no final de 2024. Segundo o parlamentar, Lula passou a “mão na cabeça do criminoso” e procurou ajudar o banco, que acabou liquidado, em novembro, quando o banqueiro foi preso e acusado de fraude de R$ 12,2 bilhões.

“Lula, cara de pau, você teve aqui em Maceió e criticou quem defendia Vorcaro e o Banco Master. E você, Lula, no escurinho do cinema, recebeu Vorcaro no final de 2024, procurando ajudar o banco. Agora nós descobrimos. Olha o seu discurso de hipocrisia: para o público, uma versão; no privado, a mão na cabeça do criminoso”, acusou o deputado que é relator da CPMI do INSS.

No vídeo publicado em suas redes sociais, Alfredo Gaspar chama Lula de “mentiroso contumaz” e concluiu que este encontro fora da agenda teria sido o motivo de nenhum parlamentar do Partido dos Trabalhadores (PT) ter aceitado assinar o requerimento para instalação de uma CPI do Banco Master.

Que vergonha’

O parlamentar ainda considerou ser uma vergonha que o ex-ministro da Segurança Pública e da Justiça do governo petista, Ricardo Lewandowski, “que devia combater o crime organizado”, ter recebido mais de R$ 5 milhões do Master e de Vorcaro, enquanto ocupava o cargo.

“Olha, minha gente, não precisa ir longe não. Onde tem safadeza, aonde tem crime, a gente vai encontrar personagens conhecidos. Infelizmente, Lula vem liderando uma verdadeira desgraça contra o Brasil. 2026, Lula, nós vamos lhe tirar. O Brasil e o brasileiro não aguentam mais. Chega de impunidade, chega de crime”, concluiu o deputado, se referindo ao projeto de reeleição de Lula.

Alfredo Gaspar também citou o contrato de R$ 1 milhão mensal firmado pelo Banco Master com o ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, para defender os interesses da instituição financeira junto ao governo de Lula. Além disso, o deputado fez referência ao contrato de R$ 129 milhões firmado pelo Banco Master com o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

“Foi por isso que você recebeu Vorcaro sem estar na agenda. Foi por isso que você não permitiu que o PT assinasse a CPI do Banco Master. O STF também não fica para trás. Estamos vendo agora familiares do Alexandre de Moraes fizeram um contrato de mais de 129 milhões de reais para defender os interesses do Master. O maior rombo financeiro da história do país”, disse Alfredo Gaspar.

Lewandowski justificou que deixou de atuar em todos os casos, após aceitar o convite de Lula para ser ministro. E a Procuradoria-Geral da República (PGR) concluiu não haver indícios de ilegalidade no contrato do Master com a esposa de Moraes.

A defesa do banqueiro afirma que Vorcaro é inocente, segue exercendo plenamente seu direito de defesa, colaborando com as autoridades dentro dos limites legais e confia no esclarecimento dos fatos por meio dos instrumentos regulares do devido processo legal.

Veja o vídeo de Alfredo Gaspar:

Davi Soares

ABASTECIMENTO

Falta de água; veja 41 localidades de 4 cidades que serão atingidas por manutenção no Grande Recife

Torneira fica sem água amanhã (Foto: Arquivo)

Segundo a Compesa, a interrupção temporária do abastecimento irá começar a partir das 5h da quinta (29), com previsão de encerrar às 17h do mesmo dia.


Quarenta e uma localidades de Olinda, Paulista, Igarassu e Abreu e Lima, no Grande Recife, ficarão sem água por 12 horas na quinta (5) por causa de um serviço de manutenção preventiva no Sistema Botafogo, da Companhia Pernambucana de saneamento (Compesa).

Segundo a Compesa, a interrupção temporária do abastecimento irá começar a partir das 5h da quinta, com previsão de encerrar às 17h do mesmo dia.

O retorno do abastecimento acontecerá de forma gradual, seguindo o calendário de cada área, disponibilizado no site da Compesa e no aplicativo da companhia da empresa.

Saiba quais os bairros que terão abastecimento de água interrompido nesta quinta:

Olinda
Aguazinha, Águas Compridas, Alto da Nação, Bairro Novo, Bonsucesso, Bultrins, Carmo, Casa Caiada, Comunidade V8, Fragoso, Guadalupe, Jardim Atlântico, Jardim Fragoso, Monte, Ouro Preto, Peixinhos, Rio Doce, Santa Tereza, Tabajara, Varadouro e Vila Popular.

Paulista
Arthur Lundgren II, Aurora Paulista, Jaguaribe, Janga, Jardim Paulista Baixo, Maranguape I, Mirueira, Nobre e Torres Galvão.

Abreu e Lima

Alto São Miguel, Caetés III, Fosfato, Inhamã e Planalto.

Igarassu
Agamenon Magalhães (parte), Bonfim, Cruz de Rebouças, Santa Luiza, Santa Maria e Triunfo.

A obra

Conforme a companhia, a obra tem o objetivo de garantir a segurança hídrica da Região Metropolitana Norte e preparar o complexo de abastecimento de água para o período de carnaval, garantindo a regularidade da distribuição dos principais focos de folia da região.

Durante a interrupção do abastecimento, serão realizadas o esvaziamento das tubulações de grande porte, instalação de bombas reservas, substituição de válvulas e implantação de novos componentes, ações fundamentais para aprimorar as condições operacionais das unidades.

Conforme a Compesa, a ação irá beneficiar 500 mil pessoas atendidas pelo Sistema Botafogo. A companhia orienta a população a reservar água e utilizar o recurso de forma consciente durante o período de interrupção.

DP

ELEIÇÕES 2026

"Movimento direto da oposição, bateu o desespero", diz Daniel Coelho sobre ataques contra Raquel

Pré-candidato a deputado federal e secretário de Meio Ambiente de Pernambuco, Daniel Coelho (PSD), em visita ao Diario nesta terça (27) (Foto: Rafael Vieira/ DP Foto)

Secretário de Raquel Lyra, Daniel Coelho fez referência ao caso de Gustavo Monteiro, assessor de João Campos (PSB), na Prefeitura do Recife. Oposição ao governo acusou a Polícia Civil de "espionagem" contra o secretário municipal


O pré-candidato a deputado federal e secretário de Meio Ambiente de Pernambuco, Daniel Coelho (PSD), disse nesta terça (27), não ter dúvidas de que os mais recentes ataques contra o governo Raquel Lyra (PSD) partem diretamente da oposição e fazem parte de uma estratégia política diante do avanço da governadora nas pesquisas e no cenário eleitoral de 2026.

Esta semana, uma investigação da Polícia Civil contra um aliado de João Campos (PSB), na Prefeitura do Recife, virou mais um capítulo da prévia eleitoral para a disputa ao governo. 

A oposição chamou de "espionagem" a investigação e o rastreamento do secretário Gustavo Monteiro, chefe da articulação política. A administração de Raquel disse que essa narrativa era "falsa". 

“Sem nenhuma dúvida, é um movimento direto da oposição. É um movimento político. Isso é compreensível, a gente entende. Mas é ataque, porque bateu um desespero mesmo, porque estava caindo, porque tinha perdido a narrativa”, disse Daniel, em entrevista ao Diario.

Segundo Coelho, o campo oposicionista, liderado por João Campos, vinha dominando a narrativa política no estado até o ano passado, mas perdeu espaço nas redes sociais e na opinião pública.

Para Daniel, esse enfraquecimento teria levado os aliados do prefeito a impulsionarem a ofensiva contra a gestão estadual.

“João Campos era tratado como eleito no primeiro turno. Isso era o que se dizia nas ruas, na imprensa, entre políticos e na população. Hoje, não tem instituto que não diga que João está caindo e Raquel subindo. Isso gerou desespero”, afirmou.

Para o secretário, a eleição em Pernambuco já está polarizada entre Raquel Lyra e João Campos e que não há espaço real para uma terceira via competitiva. “A eleição foi antecipada exatamente por uma polarização natural. Já existe um candidato muito consolidado no campo da oposição. Não vejo espaço para outro”, opinou.

Coelho criticou o que chamou de tentativa de transformar investigações legítimas em ataques eleitorais. “A governadora está sendo acusada de quê? De investigar corrupção com a Polícia Civil dela? Não tem problema. Isso é prerrogativa da Polícia Civil. Agora, criar narrativa de perseguição é fake news em cima de meia-verdade”, declarou.

Comparações

De acordo com Daniel, que integra a base de Raquel, a campanha em 2026 será baseada no comparativo entre modelos de governo. “Não é campanha de ataque pessoal, é de comparação. Como é que estavam as estradas quando o PSB entregou Pernambuco para Raquel em 2023? Como estava a segurança pública? A saúde? A gente vai mostrar o que era e o que é hoje. “A população vai julgar e, na comparação dos modelos, eu não tenho dúvida de que caminha com Raquel”, afirmou.

Coelho ainda lembrou que João Campos foi chefe de gabinete do ex-governador Paulo Câmara e, portanto, não pode se descolar do legado do PSB no estado. “Ele era o assessor mais importante de Paulo Câmara. Não era um estranho ao governo. Então, a gente vai comparar os modelos”.

Daniel também defendeu que Raquel Lyra rompeu com práticas antigas da política pernambucana, o que teria gerado uma reação de setores do sistema político. “Ela prometeu um governo técnico, sem entregar o estado a negociatas partidárias, e cumpriu. Todo processo de mudança gera reação. O sistema reagiu”.

Na Assembleia Legislativa, ele afirmou que, apesar das dificuldades com a mesa diretora, o governo já tem maioria e que a base tende a crescer até a eleição. “Hoje a gente já tem cerca de 30 parlamentares firmes na base. A oposição tenta prejudicar com manobra regimental, mas não vence mais votação”.

Sobre sua própria candidatura, Daniel disse que será candidato a deputado federal em 2026 e que pretende deixar a Secretaria de Meio Ambiente em abril, no prazo legal. “Vou me dedicar integralmente à campanha a partir de abril. Até lá, sigo concentrado nas ações da secretaria”, confirmou.

Coelho já conta com apoios como o da prefeita de Olinda, Mirella, e de lideranças na Região Metropolitana. “Sempre fui muito votado em Olinda. Isso reforça a nossa candidatura. Tenho parcerias em Recife, Jaboatão e outros municípios”.

Acusação de espionagem

Os aliados de João Campos  fizeram denúncias de um suposto esquema de monitoramento político, apontando a Polícia Civil como responsável por utilizar um grupo informal de mensagens e o rastreamento de veículos para acompanhar os deslocamentos do Secretário de Administração, Gustavo Monteiro, chamada de “espionagem” pela oposição ao governo estadual.

O governo do estado, por meio da Secretaria de Defesa Social (SDS), rebateu as acusações e justificou que as diligências foram procedimentos preliminares padrão para apuração de uma denúncia anônima. 

A Polícia Civil confirmou que houve monitoramento e informou que a apuração teve início a partir de uma denúncia de suposto recebimento de propina por parte de Monteiro. Segundo a corporação, o foco da investigação era um veículo da frota da Prefeitura do Recife utilizado pelo secretário.

De acordo com a gestão de Raquel Lyra (PSD), o caso foi arquivado por ausência de indícios de crime e a atuação policial foi estritamente técnica, sem motivação política. O secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho, ainda disse ser falsa a narrativa de espionagem, em coletiva de imprensa na última segunda (26).

A oposição do governo na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) já se mobilizou para solicitar que a Polícia Federal assuma as investigações, alegando falta de isenção nos órgãos estaduais. 

Mariana de Sousa

ARBITRAGEM PROFISSIONALIZADA

CBF anuncia programa de profissionalização de árbitros de futebol

Samir Xaud, presidente da CBF, em anúncio da profissionalização da arbitragem (RAFAEL GÓES / CBF)

Os árbitros serão remunerados, com salários mensais, taxas variáveis e bônus por performance


A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) lançou nesta terça-feira (27) o primeiro modelo de profissionalização da arbitragem nacional da história da entidade. O projeto prevê a contratação, por temporada, de equipes fixas para apitar as partidas profissionais do Brasileirão da Série A, ao longo do ano.

Os árbitros serão remunerados, com salários mensais, taxas variáveis e bônus por performance, e deverão se dedicar prioritariamente à atividade, sem a obrigação de exclusividade. Eles contarão também com apoio técnico, psicológico e preparação física.

Ao todo, são 72 profissionais contratados, sendo 20 árbitros centrais (11 deles do quadro da FIFA, a Federação Internacional de Futebol), 40 assistentes (sendo 20 da Fifa), e outros 12 (também credenciados na Fifa) para atuarem como árbitros de vídeo (VAR). Ao final de cada ano, eles estarão passíveis a rebaixamento, pelo menos dois de cada função, com a consequente promoção de outros que tenham se destacado na temporada.

"É um movimento que segue as melhores práticas de outras grandes federações do mundo. Mais uma pauta que precisava ser estudada e discutida com todos os setores do futebol e implementada com firmeza, mas que estava adormecida na CBF", afirmou o presidente da confederação, Samir Xaud, durante evento de lançamento do novo programa, no Rio de Janeiro.

Até então, apesar de atuarem como profissionais de elite no esporte, os árbitros de futebol brasileiros não tinham vínculo formal com a CBF e recebiam por partida trabalhada, um ofício do tipo freelancer.

"Aqui nós estamos falando de pessoas, de pessoas que estão literalmente no centro do campo quando começam as partidas, mas que por décadas viveram na periferia das atenções da CBF, só ganhando relevância quando cometiam erros. E por que erravam? Primeiro, claro, por sermos seres humanos, todos nós erramos e continuaremos errando. Mas, por muitas vezes, porque faltava apoio, faltava investimento, preparo físico, faltava instrução técnica, faltava tranquilidade financeira, faltava apoio psicológico, tecnologia, faltava saúde e faltava uma trilha de desenvolvimento. Não mais", acrescentou o presidente da CBF.

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Avaliações e treinamento

Além da remuneração específica, segundo a CBF, os 72 árbitros vão ser avaliados sistematicamente por observadores e uma comissão técnica contratada pela CBF. Eles receberão notas por uma composição de variáveis, como controle de jogo, aplicação das regras, desempenho físico e clareza na comunicação. Também integrarão um ranking que será atualizado a cada rodada.

Os primeiros árbitros profissionalizados da confederação brasileira vão dispor de planos individualizados, com uma rotina semanal de treinos e estarão sob monitoramento tecnológico. Eles vão contar com suporte na área de saúde e passarão por quatro avaliações anuais, com testes físicos e de simulação de jogo.

A rede de apoio incluirá preparador físico, fisioterapeuta, nutricionista e psicólogo e com avaliações periódicas, técnicas e físicas.

O novo programa foi desenhado ao longo do ano passado e elaborado por um grupo de trabalho liderado por Netto Góes, Helder Melillo e Davi Feques. Contou com a participação de 38 clubes das Séries A e B, além de consultores internacionais, árbitros, federações e associações.

Oficialmente, o novo programa começará em março, quando as contratações e o novo padrão de funcionamento da arbitragem estarão implantados. O valor investido no programa de profissionalização será R$ 195 milhões para os biênios 2026 e 2027.

Confira a lista dos 20 árbitros centrais contratados:

Alex Stefano
Anderson Daronco
Bráulio Machado
Bruno Arleu
Davi Lacerda
Edina Batista
Felipe Lima
Flávio Souza
Jonathan Pinheiro
Lucas Casagrande
Lucas Torezin
Matheus Candançan
Paulo Zanovelli
Rafael Klein
Ramon Abatti Abel
Raphael Claus
Rodrigo Pereira
Savio Sampaio
Wagner Magalhães
Wilton Sampaio

Agência Brasil

ACUSAÇÃO GRAVE

Família acusa médicas após mulher fazer "cirurgia de baixo risco" e ficar em estado vegetativo no Recife

A família de Camila Nogueira, 38, entrou com representação no Cremepe pedindo a cassação do CRM de três médicas (Foto: Cortesia)

Segundo advogados da família de Camila Nogueira, de 38 anos, ela está "em estado vegetativo" desde agosto de 2025


Familiares da consultora de imagem Camila Nogueira, de 38 anos, denunciam suposto erro médico após a paciente ser submetida a uma cirurgia tida como de “baixo risco” e sofrer complicações. Ela está em estado vegetativo desde então. O procedimento aconteceu em um hospital do Recife em agosto de 2025.

A família de Camila entrou com representação no Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe) em dezembro, pedindo o afastamento e a cassação do registro profissional de três médicas envolvidas no caso. As cirurgiãs negam que tenham responsabilidade sobre o estado da paciente.

Segundo o advogado Paulo Maia, um dos representantes de Camila, ela deu entrada no Hospital Esperança, no Centro do Recife, para realizar uma cirurgia de retirada da vesícula e correção de hérnia. A mulher estava saudável e não tinha histórico de doenças pré-existentes, de acordo com ele.

Apesar do prognóstico favorável, Camila teria sofrido uma parada cardiorrespiratória e “danos cerebrais irreversíveis” durante o procedimento, segundo o advogado. Desde então, está com quadro de consciência mínima, sem autonomia e acamada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital.

“Ela não interage nem se comunica com o meio. Está traqueostomizada e com sonda urinária. Ela apresenta deformidades nos membros inferiores e superiores, além da cervical”, relata Maia ao Diario de Pernambuco.

Cirurgia

Para o advogado, a situação de Camila seria resultado de “negligência” e "falha grosseira" da equipe médica, composta pela anestesista Mariana Parahyba e pelas cirurgiãs Clarissa Guedes e Danielle Teti.

Procurada, a advogada da anestesista preferiu não se pronunciar. Já a defesa das cirurgiãs alega que “inexiste nexo de causalidade entre suas atuações e o dano gerado à paciente”.

Segundo Maia, a cirurgia estava marcada para o início da manhã, mas, como sofreu atraso, Mariana substituiu a anestesista originalmente escalada. Ela teria deixado de fazer a anamnese (entrevista prévia com a paciente) e só preenchido a ficha pré-anestésica de Camila durante a cirurgia, de acordo com o advogado da paciente.

“Desde o início da operação, os dados do monitor mostraram que a Camila não estava respirando bem”, diz Maia.

Na representação ao Cremepe, os advogados de Camila afirmam que ela apresentava sinais de apneia (paradas repetidas de respiração), mas “os alarmes foram ignorados pela cirurgiã e pela anestesista, por período superior a 1 minuto e 42 segundos, sem qualquer registro de intervenção adequada”.

Camila teria permanecido em “sofrimento respiratório” por 15 minutos, de acordo com o relato. Às 11h16, ela teria sofrido uma parada cardíaca que seria “reconhecida clinicamente pela equipe aproximadamente às 11h18, ou seja, quase dois minutos após o registro eletrônico”, segundo a representação.

“No prontuário diz que quem viu que Camila estava em parada foi a cirurgiã (Clarissa). Ela diz que chamou a atenção da anestesista, que quando viu que a paciente entrou em parada, ela ficou atônita, sem saber o que fazer”, afirma Maia.

Consta na representação que Camila foi reanimada às 11h33 com sequelas neurológicas permanentes. “Essa sequência de falhas levou à instalação de encefalopatia hipóxico-isquêmica (lesão cerebral por falta de oxigênio) grave e irreversível em paciente jovem, previamente hígida”, diz trecho.

Representação

Ao Cremepe, os advogados da família de Camila solicitam, inicialmente, o afastamento imediato total ou parcial do exercício da medicina das envolvidas. A representação aponta graus de responsabilidades diferentes para as três médicas.

Para os representantes de Camila, a cirurgiã-chefe Clarissa Guedes, por ser a “garantidora da segurança global da paciente”, deveria responder por “atuação omissiva e comissiva como líder da equipe”.

Já a anestesista Mariana Parahyba é acusada na representação de ter agido “com erro grosseiro, caracterizado por negligência, imprudência e imperícia, cujo resultado danoso era absolutamente previsível”.

No documento, os advogados afirmam que ela teria registrado “valores incorretos” na ficha anestésica, ao serem comparados com os dados do monitor multiparamétrico. A anestesia também teria dito à família de Camila que aplicou atropina, um medicamento para tratamento de bradicardia grave, quando o coração está muito lento.

“No próprio prontuário não tem qualquer documentação comprovando que essa medicação foi aplicada. Ela sabe que se a atropina tivesse sido aplicada, talvez, o quadro de Camila fosse outro”, afirma Maia.

Por sua vez, a cirurgiã-auxiliar Danielle Teti é acusada de “omissão cúmplice”. Para os representantes da paciente, a médica teria sido negligente ao “manter-se passiva diante de sucessivos alarmes críticos e evidente instalação de cenário de emergência”.

Defesas

Por meio de nota, a defesa das médicas Clarissa Guedes e Danielle Teti afirma “categoricamente, que, no caso da paciente Camila Nogueira, inexiste nexo de causalidade entre suas atuações e o dano gerado à paciente”. Elas também manifestaram seu respeito e solidariedade à paciente e aos familiares diante do ocorrido.

Além disso, a defesa das profissionais solicitou que dados pessoais não fossem divulgados. “A fim de prevenir danos injustos e irreparáveis à reputação profissional decorrentes de interpretações equivocadas sobre a autoria da intercorrência”, finaliza a nota.

Já a advogada Sara Moura, que representa a anestesista Mariana Parahyba informou, por meio de nota, que optou por não apresentar manifestação no momento “após um alinhamento entre a assessoria jurídica”.

Também por nota, o Hospital Esperança declarou que “prestou todo suporte necessário assim que tomou conhecimento da intercorrência”. “O hospital reafirma seu compromisso permanente com a qualidade assistencial, a ética, a transparência e, sobretudo, com a segurança de seus pacientes”, afirma.

Já o Cremepe informou que denúncias recebidas e sindicâncias instauradas correm em sigilo processual para não comprometer a investigação.

Veja as notas na íntegra

Clarissa Guedes

“A Dra. Clarissa Guedes Noronha, médica cirurgiã com vasta experiência em cirurgias do aparelho digestivo, afirma categoricamente, que no caso da paciente Camila Nogueira, inexiste nexo de causalidade entre a sua atuação e o dano gerado a paciente.

A médica Clarissa reitera o seu profundo respeito e solidariedade à paciente e seus familiares, assim como requer a não divulgação dos seus dados pessoais e atribuições de responsabilidades, a fim de prevenir danos injustos e irreparáveis à reputação profissional decorrentes de interpretações equivocadas sobre a autoria da intercorrência”

Danielle Teti

“A Dra. Danielle Teti, médica cirurgiã com vasta experiência em cirurgias do aparelho digestivo, afirma categoricamente, que no caso da paciente Camila Nogueira, inexiste nexo de causalidade entre a sua atuação e o dano gerado a paciente.

A médica Danielle reitera o seu profundo respeito e solidariedade à paciente e seus familiares, assim como requer a não divulgação dos seus dados pessoais e atribuições de responsabilidades, a fim de prevenir danos injustos e irreparáveis à reputação profissional decorrentes de interpretações equivocadas sobre a autoria da intercorrência.”

Mariana Parahyba

“Após um alinhamento entre a assessoria jurídica, optamos por não apresentar manifestação no momento. Obrigada pela compreensão.”

Hospital Esperança

“A paciente teve uma complicação cirúrgica enquanto estava aos cuidados da equipe escolhida por ela. O Hospital Esperança prestou todo suporte necessário assim que tomou conhecimento da intercorrência. O hospital reafirma seu compromisso permanente com a qualidade assistencial, a ética, a transparência e, sobretudo, com a segurança de seus pacientes.”

Cremepe

“O Conselho Regional de Medicina do Estado de Pernambuco (Cremepe) informa que todas as denúncias recebidas e sindicâncias instauradas pela autarquia correm em sigilo processual para não comprometer a investigação. Os expedientes são regidos pelo Código de Processo Ético - Profissional (CPEP), estabelecido pela Resolução CFM nº 2.306/2022.”

Mareu Araújo

INVESTIGAÇÃO

"Ninguém está acima da lei", diz Raquel sobre monitoramento de secretário

A governadora de Pernambuco Raquel Lyra (Francisco Silva/ DP foto)

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) enviou ofício à SDS solicitando informações sobre a investigação


A governadora Raquel Lyra (PSD), garantiu, nesta terça-feira (27), que a Polícia Civil cumpriu o seu papel ao investigar “uma denúncia grave de corrupção”. Ela enfatizou que isso faz parte das funções da Secretaria de Defesa Social (SDS), não importa quem seja o investigado. Raquel se referiu à operação Nova Missão, que apurou , entre os meses de agosto e outubro de 2025, a suspeita de que o secretário de Articulação e Política Social do Recife, Gustavo Monteiro, estava recebendo propina de fornecedores. Porém, nada foi comprovado neste período.

“A polícia recebeu uma denúncia grave de corrupção e fez o seu papel também. Fez seu papel de investigação dentro da legalidade como sempre. Nós somos um Estado, um governo que respeita as leis, que busca trabalhar para garantir a transparência e isonomia. Agora, ninguém está acima da lei. A gente precisa, claro, sempre combater a corrupção e foi isso que a polícia civil fez”, disse Raquel Lyra. A governadora publicou as declarações nas suas redes sociais.

Ontem, o secretário Alessandro Carvalho concedeu entrevista coletiva e garantiu que tudo foi feito de forma legal. Ele relatou que nada foi comprovado contra Gustavo Monteiro e disse que foi aberta uma investigação para apurar o vazamento das mensagens trocadas pela equipe de inteligência da Polícia Civil. Carvalho suspeita de um dos agentes, que já havia sido afastado das funções por repassar informações sobre outro caso.

Desde que a Rede Record revelou o teor da investigação da Polícia Civil, no programa Domingo Espetacular, a governadora Raquel Lyra vem sendo acusada pela oposição de utilizar as forças de segurança para perseguir os adversários políticos.

Hoje, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) enviou ofício à SDS solicitando informações sobre a investigação.

Blog Dantas Barreto

SPORT - NOVO CONTRATADO

Sport acerta a contratação do atacante Clayson e chega a nove reforços para o Pernambucano

Atacante Clayson em ação pelo Coritiba (JP Pacheco/Coritiba)

O atleta trabalhou com Roger Silva, técnico do Leão, no Corinthians, em 2018


O Sport acertou a contratação do atacante Clayson, de 30 anos, que chega ao clube após passagem pelo Coritiba. O jogador, que tinha vínculo com o Coxa até o fim de 2026, rescindiu o contrato de forma antecipada e ficou livre no mercado para selar acordo com o Rubro-negro.

Clayson tem chegada ao Recife prevista ainda nesta terça-feira (27) e, ao longo da semana, realizará exames médicos no Centro de Treinamento José de Andrade Médicis. Caso seja aprovado nos testes clínicos, o atacante será oficializado como o nono reforço do Leão nesta janela de transferências.

Até o momento, o Sport já anunciou oito contratações: o goleiro Halls, o lateral-esquerdo Davi Gabriel, o zagueiro Marcelo Benevenuto, o volante Zé Gabriel, os meias Max, Yago Felipe e Carlos de Peña, além do atacante Marlon Douglas. A tendência é que Clayson feche o ciclo de reforços do clube para o Campeonato Pernambucano. O encerramento das inscrições da competição está marcado para a próxima sexta-feira (30).

Carreira e parceria com o treinador rubro-negro

Clayson chegou ao Coritiba em junho de 2025 e disputou 22 partidas na Série B, contribuindo com duas assistências. Apesar de não ter marcado gols, integrou o elenco que conquistou o acesso e o título da Segundona. Antes disso, ainda no ano passado, defendeu o Mirassol, onde entrou em campo 18 vezes e também distribuiu duas assistências.

O interesse do Sport no atacante passa, também, pela relação com o técnico Roger Silva. Os dois trabalharam juntos no Corinthians, em 2018, período em que Clayson viveu uma das fases mais regulares da carreira.

Ao longo da trajetória no futebol, Clayson acumulou passagens por clubes tradicionais do país, como Mirassol, Cuiabá, Bahia, Corinthians, Ponte Preta, Ituano e União São João. No exterior, o atacante atuou no futebol da Arábia Saudita e do Japão, ampliando sua bagagem internacional.

A primeira janela de transferências do futebol brasileiro foi aberta no dia 5 de janeiro e segue até 3 de março. Até lá, o Sport ainda poderá voltar ao mercado visando as disputas da Copa do Nordeste, da Copa do Brasil e da Série B do Campeonato Brasileiro, mas, para o Estadual, a chegada de Clayson tende a encerrar o ciclo de contratações.

Gabriel Farias

SANTA CRUZ - EM BUSCA DE NOVO TREINADOR

Santa Cruz avalia mercado e analisa nomes para o comando técnico; veja opções

Claudinei Oliveira, Marcelo Fernandes, Lisca e Alex (Divulgação)

Diretoria do Santa Cruz estuda candidatos para comando técnico


Em meio ao processo de troca de comando, o Santa Cruz avalia o mercado em busca de um novo treinador. A diretoria coral trabalha com perfis já conhecidos do futebol brasileiro, que combinam experiência em competições nacionais e capacidade de lidar com contextos de pressão. Entre os nomes especulados estão Claudinei Oliveira, Marcelo Fernandes, Lisca, Higo Magalhães e Alex.

Um dos nomes mais experientes da lista é Claudinei Oliveira. O treinador construiu sua carreira com trabalhos sólidos, principalmente em clubes que buscavam organização defensiva e regularidade. Seu último clube foi a Ferroviária-SP. Em nove jogos à frente da equipe, Claudinei somou oito pontos — com uma vitória, cinco empates e três derrotas — registrando um aproveitamento de 29,62%.

Outro nome avaliado é Marcelo Fernandes, de perfil experiente no cenário nacional. Atualmente à frente da Ponte Preta, que comanda desde agosto de 2025, Fernandes tem passagens por clubes tradicionais como Santos, Guarani e Corinthians. No comando da Macaca, ele conquistou o acesso da Série C e o título da competição, permanecendo no clube para a temporada de 2026. Insatisfeito no clube-pontepretano, o treinador poderia ser motivado pelo projeto coral.

Sempre lembrado em cenários de instabilidade, Lisca, popularmente conhecido como “Lisca Doido”, também surge como opção. De perfil intenso e discurso motivador, o treinador é reconhecido por mobilizar grupos em situações adversas. Seu último trabalho foi em 2024, quando comandou o América-MG em 14 jogos.

Mais jovem em relação aos demais, Higo Magalhães representa uma aposta em um perfil moderno de treinador. Com trabalhos recentes de destaque no futebol nacional, Higo é adepto de conceitos táticos atuais e da valorização da posse de bola. Atualmente no Brusque, sua contratação seria mais complexa, exigindo negociações para liberação.

Fechando a lista, aparece Alex “Cabeça”, conhecido inicialmente como jogador e agora atuando como técnico. Apesar de ainda não ter tido grande protagonismo na função, ele esteve à frente do Operário-PR no início do ano, comandando a equipe em três jogos, todos derrotas, antes de ser desligado do clube.

A diretoria do Santa Cruz segue avaliando os nomes, buscando aquele que melhor se enquadre à realidade financeira e esportiva do clube. A decisão levará em conta não apenas resultados imediatos, mas também a capacidade do futuro treinador de conduzir um projeto consistente.

Paulo Mota

NÁUTICO - CONQUISTAS

Náutico oficializa pedido de reconhecimento de títulos nacionais na CBF

Estádio dos Aflitos. (Rafael Vieira)

As conquistas em questão são referentes ao Torneio dos Campeões do Norte de 1952 e à Copa dos Campeões do Norte de 1966


Após os requerimentos dos rivais Sport e Santa Cruz, o Náutico também oficializou o pedido de reconhecimento de títulos nacionais na Confederação Brasileira de Futebol (CBF). As conquistas em questão são referentes ao Torneio dos Campeões do Norte, em 1952, e à Copa dos Campeões do Norte, Pequena Taça Brasil, em 1966.

O pedido foi protocolado pela Federação Pernambucana de Futebol (FPF) junto à entidade máxima do futebol brasileiro. Apesar de ainda buscar o reconhecimento em processo que seguirá na CBF, o Náutico já se refere ao títulos como conquistas de caráter nacional em seu site oficial.

Torneio dos Campeões do Norte (1952)

A competição foi disputada em formato de mata-mata no Recife. Anfitrião, o Náutico realizou apenas duas partidas para chegar ao título. Na semifinal, venceu o América-RN por 5 a 4. Na decisão, o clube pernambucano fez 5 a 1 na Tuna Luso e se sagrou campeão do torneio.

O pedido de reconhecimento do título de 1952 traz a mesma lógica no requerimento feito pelo Sport, que ainda conta com Ceará e Fortaleza no pedido. A principal alegação se baseia na regionalização das competições do país, trazendo um caráter nacional para o torneio de equipes que não disputavam o Campeonato Brasileiro como se é conhecido nos dias atuais.

Copa dos Campeões do Norte (1966)

O campeonato em questão foi disputado por apenas cinco equipes e em fórmula de pontos corridos. Além do Náutico, também participaram Sport, Bahia, Fortaleza e Ceará. Todos os clubes disputaram o torneio após conquistarem a Zona Norte-Nordeste da Taça Brasil.

Em jogos de turno e returno, o Timbu terminou com 12 pontos conquistados, obtendo cinco vitórias, dois empates e uma derrota na campanha. A conquista também busca o reconhecimento nacional devido à regionalização do futebol brasileiro da época.

Reconhecimento de títulos inter-regionais

Juntamente com a busca pelo reconhecimento de títulos de caráter nacional, o Timbu também planeja solicitar na CBF a chancela de três títulos inter-regionais conquistados pelo clube. Os troféus em questão são do tricampeonato da Copa Norte/Nordeste da CBD, ocorrido em 1965, 1966 e 1967.

Caio Antunes